Não quero um conselho. Quero que alguém fique.
Tem dias que eu não quero ajuda, eu só queria que alguém estivesse aqui.
Sentado do meu lado, me ouvindo dizer que tĂĄ tudo uma merda, sem tentar consertar nada. SĂł escutar. SĂł ficar.
Mas ninguém fica. Quando eu começo a desmoronar, as pessoas vão embora.
Elas sempre vĂŁo.
Eu tento parecer bem. Tento rir, dançar, ser divertida. Eu sei fingir tão bem que às vezes até eu acredito que tå tudo certo.
Mas quando eu tiro a mascara feliz, quando mostro a parte crua, ninguém segura. Nem os que prometeram. Nem os que disseram que seriam diferentes.
Eu estou cansada.
Cansada de sentir tudo ao mesmo tempo e, mesmo assim nĂŁo sentir nada.
Cansada de colocar esperança nas pessoas e elas me deixarem cair no mesmo buraco de novo.
Cansada de me segurar nas beiradas da vida sĂł pra nĂŁo escorregar de vez.
Sim, eu jĂĄ pensei em sumir.
Sim, eu jĂĄ quis voltar a usar sĂł pra desligar a mente por cinco malditos minutos.
NĂŁo porque eu quero morrer.
Mas porque nĂŁo viver parece mais fĂĄcil Ă s vezes.
E a verdade Ă© que eu jĂĄ desisti.
NĂŁo de existir, mas de esperar algo das pessoas.
De acreditar que alguém vai me entender de verdade.
Eu jå parei de pedir socorro, porque cansei de gritar e ninguém ouvir.
Cansei de dizer que tĂŽ mal e receber um meme, um âvamos beberâ, um ârelaxa, vai passarâ.
NĂŁo vai.
Eu sĂł aprendi a calar.
A fingir que tĂĄ tudo bem, porque Ă© mais fĂĄcil do que ver mais um se afastando.


















