Olhos de Apolo Que queimam e afogam Arrastam um corpo Sem vinda para dentro de sua boca EstĂ´mago em despedida Seguindo a risca a digestĂŁo De ViĂşva contra as partituras Nas costas de deuses moinhos Movida a desejo Um corpo que respira As premeditações Em pálidas vaidades A relva que se arrepia O toque nos lábios Caçando suspiros Que validem-no a cada doze horas O cântico que me multiplica Por pares e pares de vezes O cântico que me incita Ă€ uma entrega já em vĂ©spera O corroĂdo feitiço A espera dos lábios mudos As cicatrizes que se complementam O espĂrito que abandona corpos e fundem-se O cĂ©u cor mĂłvel de carvalho As paredes segredos e quentura O coração pecado de macieira As cavidades suculentas como a mordida de um pĂŞssego farto Flutua em meu corpo âncora Enquanto as pungĂŞncia queimam E se remodelam em fornalhas Dando luz a divindade de meu desejo
A Casa que o Desejo Construiu, Pierrot RuivoÂ













