Hideaki tem vinte e cinco anos de idade; pelo menos dez deles foram dedicados às artes marciais como o karatê e o kendo. É faixa preta em ambas;
É auxiliar de necrópsia há três anos, o mesmo tempo que mora em Farnham: veio para a cidade graças a essa proposta de emprego e é assim que se mantém;
Quando criança, era comum que visse espíritos por aí. Sofreu muito com isso e até hoje nunca trabalhou muito bem as próprias habilidades mediúnicas: a única coisa que ela sabe de fato, é que não quer exercitar esse seu dom. Prefere continuar como está há mais de duas décadas: sem ouvir nem ver nada (salvo alguns poucos casos em sua vida);
Além do inglês e do japonês, sabe falar mandarim;
Não se deixe enganar pela carinha adorável: Hideaki perdeu muito tempo da vida sob a proteção de seus parentes, então a cada novo dia descobre uma nova parte de si ou de seus interesses. E, bom, eles são bastante peculiares. Os mais curiosos sobre esse lado da Mizushima podem se deparar com uma personalidade, bem como gostos, bem extravagantes, digamos assim. Ela é a garota esquisita do rolê, afinal;
Gosta de colecionar itens como espadas e canivetes. Sua peça favorita é uma katana, principalmente porque a acompanha desde muito nova devido à prática do kendo;
Adora cachorros, apesar de ter uma alergia considerável dos pelos;
Ela é uma enciclopédia ambulante de informações inúteis: muito fã de programas como “Show do Milhão” e qualquer outro quiz que teste o conhecimento das pessoas. É daí que vem toda a sua bagagem de detalhes bastante irrelevantes, mas que ela acredita um dia serem úteis para que ela conquiste um milhão de libras, quem sabe?
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49 anos. Nasceu em NY, vem de uma família sem muitos bens. Seus pais trabalhavam bastante para que os filhos não enfrentassem dificuldades. Lissa formou-se em Economia, foi na universidade que conheceu o Brian, com quem se casou e teve uma criança. Ela e o marido tentaram ter outro bebê, mas nunca conseguiram.
— NIKOLAJ COSTER WALDAU: BRIAN HAMPTON.
50 anos. Nascido em Seattle, sua família sempre foi regada em dinheiro. Quase todos os membros eram formados em Economia ou em Relações internacionais. Brian é formado, atualmente, nos dois. Sua primeira formação foi a economia, onde conheceu a esposa e com quem formou uma família. Um homem dedicado à empresa que criou com Lissa, já que queriam ser independentes. Parece ser uma pessoa dura, mas na verdade é apenas fachada.
— JACK FALAHEE: FINLEY.
28 anos. Nascido em Seattle. Formou-se em economia, assim como seus pais. Enby, homossexual. Apesar de não ter preferência por pronomes é bastante comum que acabe em algum momento pendendo mais para os femininos. Está em Farnham há pouco mais de algumas semanas, CEO da Hampton's Enterprise. Tem TDAH, seus olhos são da cor dos de Lissa, verdes. Mora atualmente com sua melhor amiga, Belle, a quem considera uma irmã.
— NICOLLE MAINES: BELLE.
25 anos. Trans woman. Na verdade não é uma Hampton, mas é quase. Belle é filha de um dos sócios dos Hampton, tornou-se melhor amiga de Finn aos 14 anos, enquanto Finn tinha 17. Apesar da pouca idade, a garota era bem mais aventureira e decidida que Finn. Quebrava algumas regras e leis? Bem, sim. Mas isso não vem ao caso. Formada em Direito, é uma das advogadas da família Hampton. Mudou-se para Farnham junto com Finn.
Vejam só quem resolveu aparecer por aqui ! Nossa coluna dedica as famílias de Farnham conta um uma incrível entrevista do nosso ilustre Prefeito. (Pg. 03) Na matéria o homem mais respeitado de Farnham revelou pontos importantes da sua família, incluído algumas lembranças e memorias de quando era apenas um garotinho travesso, aposto que será uma leitura agradável. Pensando nisso, nos aqui da redação pensamos: “Por que não incentivar nossos queridos moradores a reviverem momentos marcantes da sua infância?” Por isso, gostaríamos que propor que todos escrevam uma carta/email (POV) nos contando algo marcante da sua infância/adolescência, vamos adorar conhece-los um pouco mais.
Bônus: além da carta (POV) vocês também podem postar um family template do seu personagem, pra conhecermos um pouco da sua família.
A participação em tasks e eventos não serão obrigatória, porém eu adoraria que todos participassem pois eles são uma ótima forma de desenvolvermos os personagens e ajuda a não perdermos o muse.
Não existe um prazo para postar, então não precisa se apressar para fazer.
A postagem deve ser taggeado em farnham;task. também não se esqueça de marcar o @fcrnhamstuff na postagem.
{ task one; part two} character development; playlist by matteo.
“ Life is for the 𝓁𝒾𝓋𝒾𝓃ℊ .
𝔻𝕖𝕒𝕥𝕙 is for the dead.
Let life 𝒷ℯ 𝓁𝒾𝓀ℯ music.
And death a note 𝕦𝕟𝕤𝕒𝕚𝕕 .”
i. tones and i - dance monkey // ii. death bed - powfu // iii. labrinth- when i rip // iv. gasoline - halsey // v. bad guy - billie eilish // vi. my oh my - camila cabello // vii. bad boy - tungevaag, raaban // viii. ritmo - back eyed paes, j balvin // ix. hey jude - the beatles // x. the scientist - coldplay // xi. bad boy - larry williams // xii. jailhouse rock - elvis plesley.
Chris sempre sonhou em ser um bombeiro, mesmo quando ainda era uma criança e via o pai com o uniforme, ele dedicou sua vida a isso, e quando finalmente conseguiu, ao lado do irmão gêmeo, um acidente durante um resgate acabou com toda a sua carreira, e agora ele precisa se contentar em ser um paramédico e apenas assistir aos bombeiros trabalhando de longe. Sua sorte foi ter tido a ideia de fazer o curso de paramédico durante sua preparação para ser um bombeiro, assim agora, ainda tem uma profissão que adora, mesmo não sendo a de seus sonhos;
Ele tem uma filha pequena, Lilian, Chris nunca foi casado com a mãe da garota, mas assumiu a responsabilidade de cuidar da filha enquanto a mulher se dedicava a sua carreira, e como a carreira dele já estava bem estabilizada, nada mais justo do que Chris ficar a maioria do tempo com a menina, o que não é nenhum sacrifício, já que ele é completamente louco pela filha, e faz qualquer coisa por ela, sua motivação no trabalho é sempre voltar para casa em segurança por Lili, a passar todo o tempo possível com a filha, aproveitando cada minuto;
Christian tem um irmão gêmeo idêntico, Benjamin, mas eles são parecidos apenas fisicamente, porque apesar de terem escolhido a mesma carreira, as personalidades são bem diferentes, mesmo assim, os dois são bem próximos e costumam se dar muito bem, sendo alem de irmãos, amigos, alguém em quem Chris pode confiar quando precisa, e sempre quem ele procura;
Apesar de não ser sua primeira opção de vida, ele é um ótimo paramédico e dizem que ele é muito atencioso com os pacientes, sabe tomar o controle da situação e ainda sim manter o paciente calmo, de crianças a idosos, Chris consegue ser gentil com todos sem deixar de ser profissional. Mesmo que sua profissão pareça tranquila, algumas coisas perigosas acontecem as vezes, e Chris esta sempre pronto para se arriscar e usar seus conhecimentos para resolver qualquer problema que surgir;
Apesar de não aparentar, Chris é extremamente inseguro, principalmente quando se trata de relacionamentos, e por conta disso tem muita dificuldade para lidar com isso, quase nunca se envolve com alguém e quando isso acontece, sempre mete os pés pelas mãos e acaba estragando tudo, ao menos é nisso que ele acredita, que a culpa pelo fracasso de seus relacionamentos foi inteiramente dele.
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i. sycamore tree - kali uchis. // ii. my cherie amour - stevie wonder. // iii. kingston - faye webster // iv. my kind of woman - mac demarco // v. girls - girl in red // vi. no plan - hozier // vii. more than a woman - bee gees
EXTRA:
love again - dua lipa // something about us - daft punk // i’m so excited - the pointer sisters // crying in public - chairlift
*𝐓𝐖: Abuso psicológico e físico; pedofilia; prisão; traição; tráfico de narcóticos; assassinato; uso de entorpecente; relatos de vícios e reabilitação; crises de pânico; ansiedade e obsessão para com a morte.
Anikka crescera assistindo a chuva cair na grama intensamente verde do jardim pertencente a residência majestosa de vosso genitores, em Sochi, Rússia. Vosso patriarca era o Comissário da polícia local, ausente durante todo o dia e, durante o cair da penumbra noturna, um bêbado demasiadamente agressivo que apetecia-lhe fazer-se presente, e a genitora nada mais era senão uma presença obscura, em nada havia semelhança com uma “mãe”, de facto, era mais uma lufada de um eflúvio cítrico e marcante em outro cômodo, sempre a sair, sempre a despedir-se. Olympia era, constantemente, deixada na presença de vossos irmãos mais novos, os quais deveria cuidar e zelar, uma vez que não havia a necessidade de contratação de uma babá e, o fato de haver uma empregada no recinto, acentuava a ausência de tamanho gasto desnecessário de dinheiro. A primogênita nunca fora incentivada a levar colegas para casa ou frequentar festas, desta forma, fazia-se ignorada na instituição de ensino a qual frequentara. Não fora vítima de bullying, de facto, conquanto, também não havia por ser requisitada. Em suma; invisível, esta era a melhor definição para descrevê-la naquele âmbito.
Caso fosse-lhe solicitado que sintetizasse vossa infância em uma única palavra, teria prontamente proferido silenciosa. O silêncio era-lhe imposto. A presença inconstante do patriarca era algo que, mediante a vossa perspectiva, poderia ser tido como sombrio, encoberto pela noite e uma casa adormecida. O estalido gerado pelo abrir da porta de vosso aposento ainda fazia-se constante em vossa mente, ao passo que a lembrança da epiderme áspera pressionada contra vossa face fazia-se visível diante aos seus olhos, causando-lhe tamanha repulsa, o odor desagradável do hálito e os lábios úmidos sibilando-lhe súplicas ao ouvido para que não revelasse tamanho segredo à figura materna, implorando-lhe que não fizesse o que estava por fazer com a moçoila; destruir-lhe a vida. Em noites como aquelas, “May”, como os irmãos chamavam-na carinhosamente, mordiscava o interior de vossas bochechas até que pudesse sentir o gosto metálico ao interior de vossa cavidade bucal, a fim de que não emitisse som algum. Todavia, uma vez buscara por romper tamanho silêncio para com a genitora, uma vez que Lewis saía demasiadamente cedo para o departamento policial e, quando encontrava-se próxima aos onze anos, durante o café da manhã, a moçoila destravara a voz. Detivera um sorriso gélido e apático da mais velha, e a prole sussurrara uma oração exorbitantemente pensada e elaborada, “papai adentrara em meu aposento ontem à noite”, o ruído proveniente do líquido enegrecido a borbulhar na cafeteira apenas acentuava sua ansiedade, mediante a longa pausa realizada pela acastanhada à sua frente, conquanto, quando seu olhar destoara-se da figura feminina pudera atentar-se ao proferir áspero de vossa sentença final, a qual viria por encerrar qualquer diálogo que pudesse existir eventualmente entre ambas, “Lewis encontra-se sob muita pressão na delegacia”, tal oração obrigara a jovial a fixar seu olhar à face alheia, nutrindo a necessidade de explicar o que aquelas palavras ansiavam por evidenciar, almejava despejar tudo o que encontrava-se em vosso ímpeto como um líquido a jorrar de uma garrafa quebrada, todavia, deparar-se com aquele olhar. Havia uma centelha mínima a residi-lo, uma vela acesa, e, em seguida, uma cortina deslizara rapidamente sobre ele, fechando-se com tamanha firmeza. Uma veneziana demasiadamente fechada contra uma verídica tempestade.
A sobrepôr-se a tamanho evento, Olympia mantivera o segredo guardado para si a sete chaves. Durante o arrastar-se das horas diurnas, assistia às aulas no colégio próximo a vossa residência com tamanha concentração e uma obstinação tamanha para mostrar-se a melhor, de modo a sempre encontrar as respostas certas. À noite, a acastanhada via-se a realizar vossas tarefas escolares na mesa da cozinha, à medida que a empregada varria o local e os irmãos brincavam ao seu derredor. A genitora ia e vinha ao longo do dia, sempre repleta de compromissos que surrupiavam-lhe o contemplar do crescer das proles, todavia, a primogênita sempre mantivera-se a questionar se, nesta bolha fantasiosa a qual a genitora optara por viver, esta nunca reparara que o marido não fitava a menor nos olhos. A invisibilidade e a pressão para que não falasse tornaram-se hábitos. Ao passo que acompanharam-na durante o ensino médio, privando-lhe de experienciar vivências condescendentes para com vossa idade, ainda sim, fora nesta fase que descobrira que nada poderia acalmar-lhe melhor do que cigarros, estes que eram pagos com um trabalho frívolo em um pub próximo à área periférica da cidade. A russa descobrira naquele lugar um refúgio, ao passo que apreciava cada estória contada por um alheio divergente à cada noite. Ivan, o proprietário adotara-a como uma prole, fornecendo-a incentivos para que pusesse a prosear, tal como contasse-lhe o que tanto aflingia, mas isto nunca ocorrera, pelo menos, não da forma cujo este esperava. May começara a compor melodias sôfregas e amargas e cantá-las no pub, ao passo que em poucas semanas tornara-se conhecida, pondo-se a cantar apenas no dito estabelecimento. Conhecera ali, pessoas de cunho hedonistas e aptas à salvá-la de seus demônios internos, mesmo que, para isto, fosse-lhe necessário arriscar a própria vida.
Anikka destoara-se da imagem pintada para si por vossa família, o que causara tamanha revolta nos genitores, uma vez que a jovial, diga-se de passagem, ingênua, transformara-se em uma adolescente munida pela rebeldia e intransigência. Por tratar-se da prole do Comissário, os demais policiais haviam por fazer vista grossa perante as inúmeras vezes que fora pega com drogas ou em um estado deplorável em meio às vielas obscuras de Sochi, ao passo que, sem outras alternativas e após uma terceira overdose, cujo fora encontrada por seu irmão, Aleksandr, os genitores decidiram interná-la em uma clínica de reabilitação na América do Norte. A moçoila passara dezoito meses obrigada a fazer-se presente em terapias em grupo e fugir durante o período crepuscular a fim de conseguir heroína ou qualquer droga que pudesse fazê-la esquecer do ser impuro ao qual tornara-se. Fora uma luta demasiadamente árdua para que livrasse-se do vício em heroína, não conseguindo abster-se da cocaína, tampouco que da maconha. Logo, formara-se no ensino médio à distância, apesar do vício, está não detivera um declínio em vossas notas, muito pelo contrário, formara-se com honras, o que influenciara em vossa escolha em uma universidade demasiadamente longe dos genitores e de todos os segredos sujos aos quais fora obrigada a guarda. Acreditava veemente que poderia recomeçar, que poderia reinventar-se. Tingira as madeixas acastanhadas de uma tonalidade singular do roxo, logo realizando algumas tatuagens ao longo de seu corpo e mudando drasticamente vosso visual. Com tamanha mudança partira da Rússia, a fim de ser quem desejasse; uma moçoila sem demônios ou bagagens.
Ul'māann sempre detivera uma inclinação à linguagem de códigos e programação, ao passo que ensinara os irmãos mais novos a hackear, algo que sempre detivera êxito. Todavia, não detinha ciência alguma de como aprendera a fazê-lo. Por tal motivo, inscrevera-se no curso de engenharia da computação na Massachusetts Institute of Technology (MIT), cujo fora admitida e presenteada com um aposento no campus. Mediante sua chegada e os dois anos que sucederam-na, está apenas obstinara-se em estudar durante o dia, à noite, via-se a executar pequenos “job’s” de freelancer pela área, quer fosse em meio a fotografia, cantando em pub’s ou atendo-se à traficar em festas universitárias. Fora nesta última o cenário do encontro com aquele, cujo viria a ser o grande barra primeiro barra único amor da sua vida; Onúris Moubarak. O moçoilo surgira em vossa vida como um verdadeiro candeeiro, disposto a ajudá-la a superar-lhe os traumas criados por vossa família e criação disfuncional. Fora este o único a ouvi-la contar sobre passado, confiara no próprio de forma cega, depositando-lhe altas expectativas e sentimentos que, sem que pudesse perceber, eram extremamente unilaterais. O mancebo não demorara-se em solicitá-la que trabalhasse para ele, pondo-se a hackear contas diretamente ligadas ao governo do Estados Unidos. Apaixonado como encontrava-se, faria o que este atrevesse-se a pedir. E fizera-o. Vira-se a adentrar o mundo do crime, tendo a realidade a qual encontrava-se habituada a vivenciar quebrada. Fora apresentada à armas, mortes e o sentimento atemorizador que era ter sangue em vossas mãos, conquanto, o que não faria pelo egípcio? Certamente que isto pesava-lhe os pensares quase tanto a imagem de vosso genitor, ao passo que, mantinha-se a portar vastas crises de insônia e, quando detinha o exîto em adormecer, era presenteada com drásticos pesadelos. O que conduzia-à acordar em meio a gritos de puro horror ou crises constantes de choro.
Com a chegada dos seus vinte anos, não poderia encontrar-se em uma situação mais constrangedora do que na manhã de vosso aniversário, quando fora acordada por uma batida policial em vosso apartamento, havia um mandado de busca e apreensão, cujo resultara na prisão da jovial, a qual fora entregue por vosso próprio namorado. May fora julgada por mais crimes do que saberia afirmar, tráfico bélico, humano e narcótico, lavagem de dinheiro, extorsão, sequestro, assassinato, invasão de privacidade, roubo à mão armada e não parava por aí. Com peritos a portarem-lhe o notebook e ademais computadores puderam encontrar na moçoila um meio de encerrar aquela lacuna deixada pela quadrilha do Egípcio. Todavia, mesmo com o acordo feito, está fora enviada à uma prisão de segurança máxima, onde fora sentencia à vinte anos, podendo ter o pedido de habeas corpus realizado com o passar de dois anos ou ter a liberdade concedida após o cumprimento de cinco anos por comportamento exemplar. Sendo-lhe o último que fizera jus à vossa estória. Contribuíra com todas as informações que detinha ciência, o que levara-a a perseguição e diversas tentativas de assassinato ao interior da penitenciária, acumulando-lhe cicatrizes sobre a epiderme. Os cinco anos cujo passara detida apenas servira para acentuar-lhe a ausência do vozear, não permitindo-se proferir mais do que o necessário. Ainda sim, culpava-se por, novamente, ter sido jogada ao papel de tola. Desde o incidente para com o namorado, a moçoila não detivera confiança em ninguém mais e, após a saída da prisão, passara cerca de um ano em Forks, Washington, onde conseguira novos documentos, carteira de habilitação e passaporte no nome de Indigo Jones, identidade que tomara para si como sua. Tal como, o tempo tido na dita cidade servira para buscar por vosso ex-namorado, fora ele um dos motivos de vossa ruína pessoal e, a jovial estava disposta a buscar-lhe nos confins do inferno, se assim fosse necessário, para fazê-lo pagar por tudo o que fizera à ela. Logo, descobrira que o mesmo encontrava-se por residir em Farnham City, na Inglaterra e a utilizar outra identidade. Certamente que não conseguira conter vosso ímpeto tempestivo e sedento por vingança, levando-a frente ao seu pior inimigo, aquele que portava cada um de seus segredos mais sujos, o único que poderia fincar o dedo em vossa ferida e vê-la agonizar em dor. Era uma caça à ratos, de qualquer forma, Anikka, no entanto, detinha a certeza de que, como boa felina que era, conseguiria obter exatamente o que ansiava com vossa chegada à cidade.
┝ Olympia nunca buscara por definir vossa sexualidade, sempre fora demasiadamente individualista com seus parceiros, ao passo que, caso a pessoa detivesse uma boa lábia e arrancasse-lhe boas gargalhadas, logo viria por encontrar-se em vossa cama. A russa sempre detivera como preferência casos de uma noite, afinal, quando decidira comprometer-se fora vossa real ruína e desgraça.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑫𝒂𝒕𝒂 𝒅𝒐 𝒂𝒏𝒊𝒗𝒆𝒓𝒔𝒂́𝒓𝒊𝒐 (+ 𝒔𝒊𝒈𝒏𝒐):
┝ Vinte e três de Março, sendo assim, pertencente ao signo de Áries.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑰𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒖𝒊́𝒅𝒐𝒓𝒂:
┝ Vinte e seis anos.
❯▸𝐀𝐂𝐀𝐃𝐄𝐌𝐈𝐂 𝐓𝐑𝐀𝐈𝐍𝐈𝐍𝐆◂❮
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑭𝒐𝒓𝒎𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒂𝒄𝒂𝒅𝒆̂𝒎𝒊𝒄𝒂:
┝ Cursara Engenharia da Computação no MIT, mas não chegara a concluí-lo mediante o ato da prisão. Durante o período na penitenciária detivera meios para concluir o curso na modalidade EAD, mas não levara-o adiante, detinha em mente que estudos ou um futuro promissor não era para si, afinal, era apenas uma moçoila amaldiçoada e sentenciada a sempre estar rodeada pelos seres mais hediondos. Se esta fosse uma obra célebre, seria Dorian Gray, a obsessão pela face jovial e bela, o monstro cujo tornara-se seria vosso genitor e aquele à tornara-lo tão hedonista quanto, Lord Henry, viria por ser Onúris.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑪𝒂𝒓𝒈𝒐 𝑷𝒓𝒐𝒇𝒊𝒔𝒔𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍:
┝ Certo, certo… hacker? Maybe oportunista? Invasora de casas, computadores e eletrônicos em geral deve contar como algo não? A moçoila tende por alugar um studio fotográfico, cujo apenas invadira o duplex e tomara-o como seu, após deter a certeza de que os donos não encontravam-se na cidade e tampouco permaneceriam ali durante o verão. Às vezes, atreve-se a cantar em algum bar ou pub em troca de alguns trocados, mas nada que possa ser tido com tamanho rótulo.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑬𝒎𝒑𝒓𝒆𝒈𝒐 𝒂𝒕𝒖𝒂𝒍:
┝ Trabalha na divisão policial de crimes cibernéticos (um dos tópicos tidos no acordo que concedera a saída da prisão quinze anos mais cedo do que o previsto), conquanto, tal cargo não adentrara em pauta em vossa nova identidade, vindo por exercer, ali na cidade, o trabalho de bartender e garçonete no Purples’s Pub onde, vez ou outra, punha-se a cantar sobre o palco e os holofotes do lugar.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑨𝒎𝒃𝒊𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒇𝒊𝒔𝒔𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍:
┝ Não possui nenhuma.
❯▸𝐑𝐄𝐋𝐀𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒𝐇𝐈𝐏𝐒◂❮
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑫𝒆𝒄𝒍𝒂𝒏 𝑳𝒆𝒘𝒊𝒔 𝑽ā𝒓𝒌𝒉𝒐̈𝒗𝒔𝒌𝒚 𝑼𝒍'𝒎ā𝒂𝒏𝒏.
┝ Lewis não poderia ser chamado pela moçoila de forma carinhosa, tampouco ter o rótulo de “patriarca”. Fora-lhe o bicho-papão durante vossa infância, o monstro a adentrar-lhe os aposentos no cair da noite. O maior responsável pelo cultivo do repúdio ao próprio corpo. O mancebo nada mais fora senão o lobo mau desta fábula de horror, tomada por infortúnios e pesadelos em demasia. Fora com ele, o início de seu próprio findar. Lewis fora o primeiro a matar-lhe, o tiro disparado contra a jovial estraçalhara-lhe de tal forma que por longos anos fora submissa em demasiado as agressões do mesmo, quer fossem elas físicas ou verbais, não atrevera-se a retrucar à cada “vadia” ou “vagabunda” que saltava-lhe os lábios finos quando era solicitado para buscá-la em alguma viela. Não poderia, no entanto, mencionar a ninguém os castigos que este infligia-lhe em noites como tais, quando ela era-lhe a pior das vergonhas. Não poderia sequer, comentar a outrem que fora Declan quem apresentara-lhe medicamentos com finalidades sedativas, tampouco que cedera à ele pelo temor do que poderia fazer as manas mais novas.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑺𝒗𝒆𝒕𝒍𝒂𝒏𝒂 𝑽ā𝒓𝒌𝒉𝒐̈𝒗𝒔𝒌𝒚 𝑼𝒍'𝒎ā𝒂𝒏𝒏.
┝ A matriarca tampouco merecia o rótulo, nunca atrevera-se a prestar o papel imposto à uma genitora. Não protegera Anikka quando fora necessário, não lutara por vossa segurança, apenas embebedera-se em um aposento escuro, onde olhos alheios não podiam vê-la sucumbir à desgraça. “Ah! Se as paredes pudessem falar”, a primogênita sempre apetecera-se com a citação, afinal, cada parede de vossa residência guardava-lhe um segredo, eram uma família cancerígena, ao passo que não havia salvação, pelo menos, não para Anikka e vossos genitores. Svetlana nunca ligara para jovial desde a internação da mesma, nunca escrevera-lhe uma carta, tampouco ousara visitar-lhe. Afinal, no conto de fadas fantasioso existente em vossa mente deturpada, era a prole cujo não encaixava-se e, tornava-se demasiadamente mais fácil fingir que esta não existir à arruinar tudo o que conquistara.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑪𝒂𝒓𝒕𝒆𝒓 𝑨𝒍𝒆𝒌𝒔𝒂𝒏𝒅𝒓 𝑽ā𝒓𝒌𝒉𝒐̈𝒗𝒔𝒌𝒚 𝑼𝒍'𝒎ā𝒂𝒏𝒏.
┝ Certamente que o melhor amigo de Anikka, apesar da diferença de cinco anos entre ambos, isto nunca fora um divisor de águas. Desde os primórdios sempre mostraram-se demasiadamente unidos, ao passo que sempre foram os defensores um do outro. May criara-o como seu próprio filho e, posteriormente, ambos criaram os demais irmãos como um verdadeira família composta por uma mãe solteira. Todavia, a ligação entre ambos fora afetada mediante o distanciar da mais velha quando os abusos paternos iniciaram-se, afinal, Carter idolatrava-o e não ansiava por fazê-lo ter tamanha imagem destroçada, pois como Lewis usualmente frisava, era tudo culpa dela. Carter sempre detivera uma índole exímia, ao passo que sempre buscara aproximar-se da mais velha, mesmo com esta tratando-o de forma acrimônia. Quando detivera ciência do uso de substâncias ilícitas por meio de amigos, a relação de ambos fora novamente abalada, afinal, vossa conduta não condizia com aquilo e, fora o próprio jovial à solicitar aos genitores a internação da mesma em uma clínica. Divergente de vossos genitores, pouco importava-lhe o sobrenome atirado à lama, importava-se apenas com a melhora da irmã, o que não viera por ocorrer,e a ida desta à América fora findada com a prisão da mesma, o que levara-o a culpar-se amargamente, indo visitá-la quando havia oportunidade e a tia de ambos levava-o junto às irmãs. Certamente que o moçoilo nunca detivera ciência do que causara tamanha mudança na irmã, o que ainda tornava-os dois estranhos. Aleksandr encontrava-se por findar o curso de direito e ansiava por iniciar sua carreira policial, ao passo que, com os contatos certos, descobrira a localização da primogênita, conduzindo-os a uma nova briga, onde este implorava para que esta seguisse com a própria vida e não mais envolvesse-se com Onúris, mas o anseio por vingar-se era demasiadamente maior que a porra da razão.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑵𝒊𝒄𝒐𝒍𝒆𝒕𝒕𝒂 𝑶𝒅𝒆𝒔𝒔𝒂𝑽ā𝒓𝒌𝒉𝒐̈𝒗𝒔𝒌𝒚 𝑼𝒍'𝒎ā𝒂𝒏𝒏.
┝ Nico era, certamente, a irmã predileta de May, afinal, ambas detinham um meio único para comunicação, sendo este por meio de melodias ou citações, ao passo que rapidamente Odessa desvendera o mistério por detrás das visitas noturnas do genitor ao aposento da irmã, levando-a a dirigir-se ao cômodo após a saída do patriarca, mesmo sendo mais nova, a infante punha-se a embalar a mais velha e zelava-lhe o sono, enquanto permitia-a o momento de pura fragilidade. Olympia ensinara a Nico que nenhum moçoilo detinha maior controle sobre vosso corpo senão ela mesma e, que não lhe era necessário tornar-se submissa aos anseios de outrem. Deveria ser sempre fiel à si mesma e suas excentricidades. Logo, quando a primogênita afundara-se no mundo das drogas, gerara um precipício entre ambas, abalando o laço fraternal, cujo fora partido quando o envio da mais velha à clínica de reabilitação. Recordava-se da última briga a qual detiveram, a que conduzira-à outra verdade. As sentenças proferidas detinha, sim, um fundo de veracidade, ainda sim, não ansiava por evidenciar os fatos, tampouco que expô-los de uma forma que, perante qualquer perspectiva, parecia estar por culpar a mais nova por cada abuso sexual sofrido, e que esta não poderia reclamar de sua nova conduta, afinal, nunca reclamara quando detivera que fazer o necessário para protegê-las. Fornecera à Nico o tempo necessário, ao passo que durante os anos que seguiram o início de seu ciclo acadêmico-universitário, não escrevera-lhe nada. Mas, ao iniciar de seu relacionamento, vira-se necessitada do acolhimento fraternal da mais nova, não contendo-se em escrever-lhe inúmeras cartas solicitando que perdoasse-a e, mais do que isto, que fosse visitá-la. Por meses não obtivera respostas, mas quando fora presa, recebera a primeira carta da mais nova que, logo sucedera-se à outra e mais outra, até tornarem-se visitas na companhia de Aleksandr. Nico ainda não detivera a ciência de que a mana encontra-se tão demasiadamente próxima quanto no dito momento.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑬𝒌𝒂𝒕𝒆𝒓𝒊𝒏𝒏𝒆 𝑺𝒂𝒐𝒊𝒓𝒔𝒆 𝑽ā𝒓𝒌𝒉𝒐̈𝒗𝒔𝒌𝒚 𝑼𝒍'𝒎ā𝒂𝒏𝒏.
┝ Não detivera muita proximidade para com a caçula da família, afinal, detinha uma divergência etária de quase uma década, ainda sim, recordava-se da face da infante e, com as visitas na penitenciária, pudera contemplar o quão bela Saoirse tornara-se, não apenas fisicamente, mas em vosso ímpeto. Detinha pensares e posicionamentos que levavam a mais nova a tê-la como conselheira. Certamente que o contato entre ambas é algo frívolo, tendem a tratarem-se mais como “colegas” do que irmãs, de fato. Conquanto, anseia por aproximar-se da caçula, quer seja por vídeos chamadas ou cartas. Necessita conhecê-la.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑶𝒏𝒖́𝒓𝒊𝒔 𝑴𝒐𝒖𝒃𝒂𝒓𝒂𝒌.
┝ Onúris fora como um copo de limonada após uma longa e cálida tarde de veraneio nos estados exorbitantemente quentes dos Estados Unidos. Era como a mais bela das miragens à moçoila que, inocente em demasia, cedera a todos os encantos nunca outrora recebidos. Fora ele o primeiro a tocar-lhe com zelo e afetuosidade, ao passo que inclinava-a para o pensar de que deveria merecer o amor do jovial. Certamente que o relacionamento psicologicamente abusivo e unilateral deixara-lhe cicatrizes dais quais não acredita que irá recuperar-se tão demasiadamente cedo. O moçoilo fora o estopim para a falta de credo na humanidade e nos mancebos. Tornara-a desconfiada para com a própria sombra, mostrando-se usualmente fechada para amizades e possíveis relacionamentos, mas não negando-se aos prazeres carnais de uma noite, mesmo que, em diversos momentos, não lhe geravam prazer algum, apenas resultando em crises de choro em meio a uma ducha gélida e o esfregar agressivo da esponja contra a epiderme. O Egípcio fora aquele para quem a jovial decidira despir-se de todas as inibições e temores, inseguranças e barreiras, apenas para descobrir ao findar que nunca deveria ter atido-se aquele sorriso presunçoso, como se ousasse-lhe proferir que era ele o dono do mundo e Anikka apenas residia nele. O mancebo fora-lhe o ceú e o inferno, usara-a e no final, apenas deixara-a mais fragmentada do que outrora fora.
28 anos. Seattle, EUA. Non-binary, genderfluid. Homossexual, homoromantic. CEO da Hampton Enterprise, empresa de finanças com filial recém instalada no Sunville Commercial Building.
Finley sempre teve sorte. Uma criança que recebia atenção e carinho dos pais, que ganhava quase tudo o que desejava; saudável, livre e com o privilégio de ter nascido em berço de ouro. Sim, seus pais não eram ricos quando se casaram, estavam na universidade ainda, mas logo se estabeleceram financeiramente e construíram uma pequena fortuna que crescia conforme o tempo passava.
Finn cresceu nesse meio. Embora só tivesse a presença dos pais durante a noite e nos finais de semana, eles nunca pareceram inacessíveis. Sempre atenciosos e cuidadosos consigo. Finn sabia que podia contar com eles, mesmo que durante a infância passasse mais tempo com a avó já que era ela quem cuidava de si.
Estudou em colégios particulares a vida inteira, morava em um apartamento e foi uma criança que não saía muito de casa. A adolescência também foi igual. Não tinha muitos amigos e não fazia muito questão de sair, mas talvez tenha sido por isso que Finn demorou tanto a conhecer a si mesmo.
Com dezessete anos, acompanhando o pai em uma viagem para Nova Iorque, conheceu uma garota, filha de um dos investidores que trabalhavam com seu pai; a garota era o completo oposto de si e foi ela quem lhe levou para a primeira noitada. Finn tornou-se amigo da jovem, amigo tão próximo que a menina, meses depois, contou-lhe um segredo que seus pais a faziam guarda. Ela era uma mulher transgênero. Finn não sabia o que significava, mas sua falta de conhecimento durou pouco. Belle lhe explicou, lhe apresentou o mundo queer e não demorou muito para Finn descobrir o porquê de ter sentido durante a vida toda que não se encaixava na realidade que vivia. Non-binary, Belle disse. E mais tarde Finn completaria com genderfluid.
Viver em Seattle após essa revelação foi complicada. Não sabia mais como se encaixar na realidade heteronormativa que a família criava sem nem perceber; aquele ambiente não era o que Finn queria para si. Foi quando resolveu contar para os pais, mesmo que estivesse com receio que eles reagissem como os de Belle, que lhe mandassem manter o segredo aquela parte de si. Mas ah, a surpresa. Os pais não só aceitaram, como lhe ajudaram a quebrar todas as barreiras, todas as normas impostas já não valiam mais. Roupas, acessórios, a forma como se dirigiam a si, tudo mudou.
O apoio dos pais foi essencial para Finn se firmar. Seguiu a carreira como a do pai, cursou a faculdade para poder assumir um dia a Hampton Enterprise, empresa da família. Seu empenho foi recompensado com a abertura de uma filial na Inglaterra, não era a primeira fora do país, mas era a primeira que Finley seria o responsável direto.
Instalada no Sunville Commercial Building, a empresa é dirigida por Finn e sua melhor amiga, Belle, que é uma advogada engenhosa. Ambos dividem uma casa grande e elegante demais, para os dois na north farnham. Belle tornou sua missão pessoal transformar Finn em alguém mais leve e descontraído, não será uma tarefa fácil mas a mulher tem se esforçado… e Finn, bem, está tentando.