◅▦͙⃟˸⃟❀࿆ ཻུ᪵߭↯▸ @farnhamstarter
O tilintar dos saltos contra o piso de mármore mal alcançava-lhe os tímpanos, a ambiente era tomado por uma penumbra enérgica e densa de vozeares estridentes, risos cálidos e findar de contratações. A melodia lenta e demasiadamente ritmada ressoava contra o salão, tornando a noite agradável em demasia para que não fosse contemplada. A moçoila caminhara ao andar superior, onde havia uma vista exuberante para o salão. Afinal, aqueles que não encontravam-se por fazer parte da peça, podiam apenas espectá-la, certo? A moçoila Vārkhövsky notara a aproximação de um garçom, não hesitando em munir-se de uma taça de vinho tinto pois, detinha o receio de que na sobriedade pudesse encontrar vossos demônios. Debruçara-se contra o parapeito, fazendo o que durante seu crescimento fora vosso meio de diversão, observando os alheios e imaginando-se no lugar destes, fechara suas pálpebras enquanto bebericava o líquido tinto ao interior do recipiente acrílico. Pudera sentir à aproximação alheia, obrigando-à fitar a face da figura por sobre o ombro destro, cujo encontrava-se desnudo devido a vestimenta escolhida.
“𝑫𝒆𝒗𝒐 𝒔𝒖𝒑𝒐𝒓 𝒒𝒖𝒆, 𝒂𝒔𝒔𝒊𝒎 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒆𝒖, 𝒏𝒂̃𝒐 𝒂𝒏𝒔𝒆𝒊𝒂 𝒑𝒐𝒓 𝒆𝒏𝒄𝒐𝒏𝒕𝒓𝒂𝒓-𝒔𝒆 𝒏𝒂 𝒎𝒖𝒍𝒕𝒊𝒅𝒂̃𝒐? 𝑶𝒃𝒔𝒆𝒓𝒗𝒂𝒓 𝒆 𝒓𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒓 𝒂𝒏𝒐𝒕𝒂𝒄̧𝒐̃𝒆𝒔 𝒔𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 (𝒐𝒖, 𝒕𝒂𝒍𝒗𝒆𝒛, 𝒒𝒖𝒂𝒔𝒆 𝒔𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆) 𝒔𝒆𝒓𝒂́ 𝒎𝒆𝒍𝒉𝒐𝒓 𝒒𝒖𝒆 𝒗𝒊𝒗𝒆𝒏𝒄𝒊𝒂𝒓”, as orações não detinham um pingo de veracidade, era um facto, mas eram mentiras cujo a russa escolhera acreditar, “𝑬 𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒃𝒆𝒃𝒆𝒎𝒐𝒔, 𝒉𝒎? 𝑷𝒓𝒆𝒄𝒊𝒔𝒂𝒎𝒐𝒔 𝒄𝒐𝒎𝒆𝒎𝒐𝒓𝒂𝒓 𝒂𝒍𝒈𝒐 𝒆, 𝒊𝒏𝒇𝒆𝒍𝒊𝒛𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆, 𝒏𝒂̃𝒐 𝒆𝒏𝒄𝒐𝒏𝒕𝒓𝒐-𝒎𝒆 𝒏𝒂 𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒆𝒎 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒆𝒎 𝒅𝒆𝒎𝒂𝒔𝒊𝒂𝒅𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒃𝒓𝒊𝒏𝒅𝒂𝒓 𝒂 𝒊𝒔𝒔𝒐”, comentara por fim, logo distanciando à taça dos lábios e maneando a cabeça sutilmente para que a figura pudesse aproximar-se da mesma.
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A russa esforçava-se em ignorar o vozear de sua consciência ao ímpeto de vossa mente que, com tamanha insistência, atrevia-se a proferir que ir ao edifício abandonado não havia por ser uma de suas melhores ideias, conquanto, após atentar-se à prolação de joviais universitários no pub, pudera deter a ciência de que necessitava por conhecer este âmbito de “liberdade e criação”, afinal, fora todo idealizado pelos discentes da Academia de Artes, ao passo que o local usualmente encontrava-se tomado pelos artistas, alguns executavam suas artes pelas paredes, outros criavam melodias e compunham canções, de modo a sempre haver festividades à discorreram no local afastado em demasia do epicentro da cidade. Todavia, o que levara-à ansiar visitar a dita localidade fora o fato de haver uma ala dedicada apenas à dançarinos, há muito distanciara-se da dança pois, via nesta meios de transcender lembranças das quais não apetecia-lhe o recordar, ainda sim, caminhara até o local, afinal, não conseguia conter seu ímpeto masoquista, ao qual insistia por ferir-lhe constantemente. Com a mochila jogada contra as costas e as madeixas violetas à ricochetearem ao derredor de seu corpo, a jovial mantivera-se a caminhar pela estrada a fim de alcançar o edifício que residia à meia milha de distância de onde encontrava-se instalada.
Vārkhövsky adentrara o edifício há muito abandonado, não contendo que seus olhos irrequietos vagueassem por as paredes, deleitado-se com a aura mágica e demasiadamente artística exalada pelo recinto. Caminhara por entre paredes, móveis e escombros até deparar-se com a saleta, o piso havia sido trocado para um propício à danças, haviam espelhos a rodeá-la em meio às paredes lisas de cimento. A moçoila despira-se rapidamente vindo por trajar-se com vosso collant e a saia lisa de cetim, ambas em uma tonalidade lavanda que mesclava-se perfeitamente as sapatilhas de ponta, já gastas em demasia, em uma tonalidade pastelada do cerúleo. Ambas as mãos elevaram-se as madeixas alongadas e levianamente onduladas, prendendo-as em um ninho ao topo de sua cabeça, logo, em meio ao silêncio mórbido e a iluminação precária proveniente, apenas, da lua cheia, a russa iniciara uma dança sôfrega. A passadas largas e lentas, Anikka deslizava pelo salão, quando a letra iniciara-se ao ímpeto de vossa mente, elevara à perna destra, sequencialmente, flexionando-a à medida que executava um salto e erguia a canhota para trás, demasiadamente esticada em um postura impecável. Realizara uma pirueta, deslizando com sutileza ao encontro do piso, onde girava, com um exímio mover de pernas e punha-se a sentar, erguendo ambos os braços à frente, como se pudesse prender-se à outrem, mas nunca haveria alguém, assim guiava ambos os palmares ao encontro da face, maneando à cabeça em um giro sereno. Conquanto, toda a magia tida no momento esvaíra-se ao atentar-se de passos ruidosos próximos à si, levando-a ao erguer repentino de seu corpo, de modo que por uma fração de segundos, sentira sua visão turvar e seu corpo enfraquecer. Inspirara com certa dificuldade, logo buscando em meio às sombras o ser que ali habitava juntamente à ela. As íris alcalinas depararam-se com uma cabeleira aloirada e curta, levando-à direcionar um sorriso ladeado à figura feminina em sua fronte.
“𝑻𝒓𝒂𝒕𝒂-𝒔𝒆 𝒅𝒆 𝒂𝒍𝒈𝒖𝒎 𝒇𝒆𝒕𝒊𝒄𝒉𝒆 𝒃𝒓𝒊𝒕𝒂̂𝒏𝒊𝒄𝒐 𝒆𝒔𝒑𝒊𝒂𝒓 𝒂𝒍𝒉𝒆𝒊𝒐𝒔 𝒆 𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒇𝒂𝒛𝒆𝒎? 𝑫𝒊𝒈𝒐, 𝒆𝒎 𝒎𝒖𝒊𝒕𝒐 𝒂𝒔𝒔𝒆𝒎𝒆𝒍𝒉𝒂𝒎-𝒔𝒆 𝒄𝒐𝒎 𝒂𝒏𝒕𝒓𝒐𝒑𝒐́𝒍𝒐𝒈𝒐𝒔, 𝒏𝒂̃𝒐? 𝑺𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 𝒂̀ 𝒐𝒃𝒔𝒆𝒓𝒗𝒂𝒓, 𝒆𝒔𝒑𝒆𝒄𝒖𝒍𝒂𝒓, 𝒇𝒂𝒛𝒆𝒓 𝒂𝒏𝒐𝒕𝒂𝒄̧𝒐̃𝒆𝒔 𝒆, 𝒑𝒐𝒓 𝒂𝒏𝒐𝒕𝒂𝒄̧𝒐̃𝒆𝒔, 𝒂𝒏𝒔𝒆𝒊𝒐 𝒑𝒐𝒓 𝒓𝒆𝒇𝒆𝒓𝒊𝒓 𝒂̀ 𝒑𝒓𝒐𝒍𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒆 𝒇𝒂𝒕𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒏𝒄𝒐𝒏𝒕𝒓𝒂𝒎-𝒔𝒆 𝒕𝒂𝒎𝒑𝒐𝒖𝒄𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒐𝒃𝒔𝒕𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒅𝒂 𝒗𝒆𝒓𝒅𝒂𝒅𝒆.”, ela proferira mantendo-se inexpressiva para com a figura alheia, logo, aproximara-se alguns passos da jovial, não conseguindo conter à própria curiosidade, uma vez que a moçoila de madeixas louras parecia demasiadamente confortável para com o recinto, de modo a surgir-lhe o pensar de tratar-se de uma visitadora ávida, “𝑽𝒆𝒏𝒔 𝒔𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 𝒂𝒒𝒖𝒊? 𝑨 𝒋𝒖𝒍𝒈𝒂𝒓-𝒍𝒉𝒆 𝒑𝒆𝒍𝒂 𝒇𝒆𝒊𝒄̧𝒂̃𝒐, 𝒏𝒂̃𝒐 𝒑𝒓𝒆𝒔𝒖𝒎𝒊𝒓𝒂, 𝒏𝒖𝒏𝒄𝒂, 𝒕𝒓𝒂𝒕𝒂𝒓-𝒔𝒆 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒂𝒏𝒄̧𝒂𝒓𝒊𝒏𝒂, 𝒎𝒂𝒔 𝒂 𝒑𝒐𝒔𝒕𝒖𝒓𝒂 𝒂̀ 𝒅𝒆 𝒆𝒏𝒕𝒓𝒆𝒈𝒂𝒓-𝒍𝒉𝒆. 𝑼𝒎𝒂 𝒗𝒆𝒛 𝒃𝒂𝒊𝒍𝒂𝒓𝒊𝒏𝒂, 𝒔𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 𝒂𝒕𝒆𝒂𝒓-𝒔𝒆-𝒂́ 𝒂̀ 𝒑𝒐𝒔𝒕𝒖𝒓𝒂 𝒏𝒆𝒄𝒆𝒔𝒔𝒂́𝒓𝒊𝒂.”, comentara em um riso sereno e verídico, isento de sua malícia usual. “𝑺𝒐𝒂-𝒍𝒉𝒆 𝒉𝒊𝒑𝒐́𝒄𝒓𝒊𝒕𝒂, 𝒏𝒂̃𝒐? 𝑴𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂 𝒂𝒕𝒂𝒄𝒂𝒓-𝒍𝒉𝒆 𝒄𝒐𝒎 𝒖𝒎 𝒅𝒊𝒔𝒄𝒖𝒓𝒔𝒐 𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 𝒆𝒔𝒑𝒆𝒄𝒖𝒍𝒂𝒄̧𝒐̃𝒆𝒔 𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒂𝒓 𝒂 𝒇𝒂𝒛𝒆̂-𝒍𝒐 𝒏𝒐 𝒅𝒊𝒕𝒐 𝒎𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐. 𝑨𝒄𝒓𝒆𝒅𝒊𝒕𝒆, 𝒎𝒆𝒖𝒔 𝒄𝒓𝒆́𝒅𝒊𝒕𝒐𝒔 𝒉𝒂̃𝒐 𝒅𝒆 𝒆𝒏𝒄𝒐𝒏𝒕𝒓𝒂𝒓-𝒔𝒆 𝒕𝒆𝒓𝒓𝒊𝒗𝒆𝒍𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒃𝒂𝒊𝒙𝒐𝒔, 𝒂𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍, 𝒂𝒍𝒆́𝒎 𝒅𝒆 𝒕𝒓𝒐𝒖𝒃𝒍𝒆𝒎𝒂𝒌𝒆𝒓, 𝒕𝒆𝒏𝒅𝒐 𝒑𝒐𝒓 𝒔𝒆𝒓 𝒖𝒎𝒂 𝒆𝒙𝒊́𝒎𝒊𝒂 𝒉𝒊𝒑𝒐́𝒄𝒓𝒊𝒕𝒂 𝒅𝒐 𝒄𝒂𝒓𝒂𝒍𝒉𝒐. 𝑫𝒆 𝒕𝒐𝒅𝒂 𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂, 𝒆́ 𝒖𝒎 𝒑𝒓𝒂𝒛𝒆𝒓 𝒄𝒐𝒏𝒉𝒆𝒄𝒆̂-𝒍𝒂”, havia uma faiscante fagulha em meio às orbes apáticas da mais velha, ao passo que os lábios repuxavam-se acima em uma sorriso trivial, não detinha ciência se viria por soar rude vossas sentenças, ou evidenciar-lhes-iam vossa loucura tamanha, mas pouco estava por fuder-se com julgamentos alheios, estendera-lhe a destra, de modo a aguardar por um cumprimento formal.
*𝐓𝐖: Abuso psicológico e físico; pedofilia; prisão; traição; tráfico de narcóticos; assassinato; uso de entorpecente; relatos de vícios e reabilitação; crises de pânico; ansiedade e obsessão para com a morte.
Anikka crescera assistindo a chuva cair na grama intensamente verde do jardim pertencente a residência majestosa de vosso genitores, em Sochi, Rússia. Vosso patriarca era o Comissário da polícia local, ausente durante todo o dia e, durante o cair da penumbra noturna, um bêbado demasiadamente agressivo que apetecia-lhe fazer-se presente, e a genitora nada mais era senão uma presença obscura, em nada havia semelhança com uma “mãe”, de facto, era mais uma lufada de um eflúvio cítrico e marcante em outro cômodo, sempre a sair, sempre a despedir-se. Olympia era, constantemente, deixada na presença de vossos irmãos mais novos, os quais deveria cuidar e zelar, uma vez que não havia a necessidade de contratação de uma babá e, o fato de haver uma empregada no recinto, acentuava a ausência de tamanho gasto desnecessário de dinheiro. A primogênita nunca fora incentivada a levar colegas para casa ou frequentar festas, desta forma, fazia-se ignorada na instituição de ensino a qual frequentara. Não fora vítima de bullying, de facto, conquanto, também não havia por ser requisitada. Em suma; invisível, esta era a melhor definição para descrevê-la naquele âmbito.
Caso fosse-lhe solicitado que sintetizasse vossa infância em uma única palavra, teria prontamente proferido silenciosa. O silêncio era-lhe imposto. A presença inconstante do patriarca era algo que, mediante a vossa perspectiva, poderia ser tido como sombrio, encoberto pela noite e uma casa adormecida. O estalido gerado pelo abrir da porta de vosso aposento ainda fazia-se constante em vossa mente, ao passo que a lembrança da epiderme áspera pressionada contra vossa face fazia-se visível diante aos seus olhos, causando-lhe tamanha repulsa, o odor desagradável do hálito e os lábios úmidos sibilando-lhe súplicas ao ouvido para que não revelasse tamanho segredo à figura materna, implorando-lhe que não fizesse o que estava por fazer com a moçoila; destruir-lhe a vida. Em noites como aquelas, “May”, como os irmãos chamavam-na carinhosamente, mordiscava o interior de vossas bochechas até que pudesse sentir o gosto metálico ao interior de vossa cavidade bucal, a fim de que não emitisse som algum. Todavia, uma vez buscara por romper tamanho silêncio para com a genitora, uma vez que Lewis saía demasiadamente cedo para o departamento policial e, quando encontrava-se próxima aos onze anos, durante o café da manhã, a moçoila destravara a voz. Detivera um sorriso gélido e apático da mais velha, e a prole sussurrara uma oração exorbitantemente pensada e elaborada, “papai adentrara em meu aposento ontem à noite”, o ruído proveniente do líquido enegrecido a borbulhar na cafeteira apenas acentuava sua ansiedade, mediante a longa pausa realizada pela acastanhada à sua frente, conquanto, quando seu olhar destoara-se da figura feminina pudera atentar-se ao proferir áspero de vossa sentença final, a qual viria por encerrar qualquer diálogo que pudesse existir eventualmente entre ambas, “Lewis encontra-se sob muita pressão na delegacia”, tal oração obrigara a jovial a fixar seu olhar à face alheia, nutrindo a necessidade de explicar o que aquelas palavras ansiavam por evidenciar, almejava despejar tudo o que encontrava-se em vosso ímpeto como um líquido a jorrar de uma garrafa quebrada, todavia, deparar-se com aquele olhar. Havia uma centelha mínima a residi-lo, uma vela acesa, e, em seguida, uma cortina deslizara rapidamente sobre ele, fechando-se com tamanha firmeza. Uma veneziana demasiadamente fechada contra uma verídica tempestade.
A sobrepôr-se a tamanho evento, Olympia mantivera o segredo guardado para si a sete chaves. Durante o arrastar-se das horas diurnas, assistia às aulas no colégio próximo a vossa residência com tamanha concentração e uma obstinação tamanha para mostrar-se a melhor, de modo a sempre encontrar as respostas certas. À noite, a acastanhada via-se a realizar vossas tarefas escolares na mesa da cozinha, à medida que a empregada varria o local e os irmãos brincavam ao seu derredor. A genitora ia e vinha ao longo do dia, sempre repleta de compromissos que surrupiavam-lhe o contemplar do crescer das proles, todavia, a primogênita sempre mantivera-se a questionar se, nesta bolha fantasiosa a qual a genitora optara por viver, esta nunca reparara que o marido não fitava a menor nos olhos. A invisibilidade e a pressão para que não falasse tornaram-se hábitos. Ao passo que acompanharam-na durante o ensino médio, privando-lhe de experienciar vivências condescendentes para com vossa idade, ainda sim, fora nesta fase que descobrira que nada poderia acalmar-lhe melhor do que cigarros, estes que eram pagos com um trabalho frívolo em um pub próximo à área periférica da cidade. A russa descobrira naquele lugar um refúgio, ao passo que apreciava cada estória contada por um alheio divergente à cada noite. Ivan, o proprietário adotara-a como uma prole, fornecendo-a incentivos para que pusesse a prosear, tal como contasse-lhe o que tanto aflingia, mas isto nunca ocorrera, pelo menos, não da forma cujo este esperava. May começara a compor melodias sôfregas e amargas e cantá-las no pub, ao passo que em poucas semanas tornara-se conhecida, pondo-se a cantar apenas no dito estabelecimento. Conhecera ali, pessoas de cunho hedonistas e aptas à salvá-la de seus demônios internos, mesmo que, para isto, fosse-lhe necessário arriscar a própria vida.
Anikka destoara-se da imagem pintada para si por vossa família, o que causara tamanha revolta nos genitores, uma vez que a jovial, diga-se de passagem, ingênua, transformara-se em uma adolescente munida pela rebeldia e intransigência. Por tratar-se da prole do Comissário, os demais policiais haviam por fazer vista grossa perante as inúmeras vezes que fora pega com drogas ou em um estado deplorável em meio às vielas obscuras de Sochi, ao passo que, sem outras alternativas e após uma terceira overdose, cujo fora encontrada por seu irmão, Aleksandr, os genitores decidiram interná-la em uma clínica de reabilitação na América do Norte. A moçoila passara dezoito meses obrigada a fazer-se presente em terapias em grupo e fugir durante o período crepuscular a fim de conseguir heroína ou qualquer droga que pudesse fazê-la esquecer do ser impuro ao qual tornara-se. Fora uma luta demasiadamente árdua para que livrasse-se do vício em heroína, não conseguindo abster-se da cocaína, tampouco que da maconha. Logo, formara-se no ensino médio à distância, apesar do vício, está não detivera um declínio em vossas notas, muito pelo contrário, formara-se com honras, o que influenciara em vossa escolha em uma universidade demasiadamente longe dos genitores e de todos os segredos sujos aos quais fora obrigada a guarda. Acreditava veemente que poderia recomeçar, que poderia reinventar-se. Tingira as madeixas acastanhadas de uma tonalidade singular do roxo, logo realizando algumas tatuagens ao longo de seu corpo e mudando drasticamente vosso visual. Com tamanha mudança partira da Rússia, a fim de ser quem desejasse; uma moçoila sem demônios ou bagagens.
Ul'māann sempre detivera uma inclinação à linguagem de códigos e programação, ao passo que ensinara os irmãos mais novos a hackear, algo que sempre detivera êxito. Todavia, não detinha ciência alguma de como aprendera a fazê-lo. Por tal motivo, inscrevera-se no curso de engenharia da computação na Massachusetts Institute of Technology (MIT), cujo fora admitida e presenteada com um aposento no campus. Mediante sua chegada e os dois anos que sucederam-na, está apenas obstinara-se em estudar durante o dia, à noite, via-se a executar pequenos “job’s” de freelancer pela área, quer fosse em meio a fotografia, cantando em pub’s ou atendo-se à traficar em festas universitárias. Fora nesta última o cenário do encontro com aquele, cujo viria a ser o grande barra primeiro barra único amor da sua vida; Onúris Moubarak. O moçoilo surgira em vossa vida como um verdadeiro candeeiro, disposto a ajudá-la a superar-lhe os traumas criados por vossa família e criação disfuncional. Fora este o único a ouvi-la contar sobre passado, confiara no próprio de forma cega, depositando-lhe altas expectativas e sentimentos que, sem que pudesse perceber, eram extremamente unilaterais. O mancebo não demorara-se em solicitá-la que trabalhasse para ele, pondo-se a hackear contas diretamente ligadas ao governo do Estados Unidos. Apaixonado como encontrava-se, faria o que este atrevesse-se a pedir. E fizera-o. Vira-se a adentrar o mundo do crime, tendo a realidade a qual encontrava-se habituada a vivenciar quebrada. Fora apresentada à armas, mortes e o sentimento atemorizador que era ter sangue em vossas mãos, conquanto, o que não faria pelo egípcio? Certamente que isto pesava-lhe os pensares quase tanto a imagem de vosso genitor, ao passo que, mantinha-se a portar vastas crises de insônia e, quando detinha o exîto em adormecer, era presenteada com drásticos pesadelos. O que conduzia-à acordar em meio a gritos de puro horror ou crises constantes de choro.
Com a chegada dos seus vinte anos, não poderia encontrar-se em uma situação mais constrangedora do que na manhã de vosso aniversário, quando fora acordada por uma batida policial em vosso apartamento, havia um mandado de busca e apreensão, cujo resultara na prisão da jovial, a qual fora entregue por vosso próprio namorado. May fora julgada por mais crimes do que saberia afirmar, tráfico bélico, humano e narcótico, lavagem de dinheiro, extorsão, sequestro, assassinato, invasão de privacidade, roubo à mão armada e não parava por aí. Com peritos a portarem-lhe o notebook e ademais computadores puderam encontrar na moçoila um meio de encerrar aquela lacuna deixada pela quadrilha do Egípcio. Todavia, mesmo com o acordo feito, está fora enviada à uma prisão de segurança máxima, onde fora sentencia à vinte anos, podendo ter o pedido de habeas corpus realizado com o passar de dois anos ou ter a liberdade concedida após o cumprimento de cinco anos por comportamento exemplar. Sendo-lhe o último que fizera jus à vossa estória. Contribuíra com todas as informações que detinha ciência, o que levara-a a perseguição e diversas tentativas de assassinato ao interior da penitenciária, acumulando-lhe cicatrizes sobre a epiderme. Os cinco anos cujo passara detida apenas servira para acentuar-lhe a ausência do vozear, não permitindo-se proferir mais do que o necessário. Ainda sim, culpava-se por, novamente, ter sido jogada ao papel de tola. Desde o incidente para com o namorado, a moçoila não detivera confiança em ninguém mais e, após a saída da prisão, passara cerca de um ano em Forks, Washington, onde conseguira novos documentos, carteira de habilitação e passaporte no nome de Indigo Jones, identidade que tomara para si como sua. Tal como, o tempo tido na dita cidade servira para buscar por vosso ex-namorado, fora ele um dos motivos de vossa ruína pessoal e, a jovial estava disposta a buscar-lhe nos confins do inferno, se assim fosse necessário, para fazê-lo pagar por tudo o que fizera à ela. Logo, descobrira que o mesmo encontrava-se por residir em Farnham City, na Inglaterra e a utilizar outra identidade. Certamente que não conseguira conter vosso ímpeto tempestivo e sedento por vingança, levando-a frente ao seu pior inimigo, aquele que portava cada um de seus segredos mais sujos, o único que poderia fincar o dedo em vossa ferida e vê-la agonizar em dor. Era uma caça à ratos, de qualquer forma, Anikka, no entanto, detinha a certeza de que, como boa felina que era, conseguiria obter exatamente o que ansiava com vossa chegada à cidade.
┝ Olympia nunca buscara por definir vossa sexualidade, sempre fora demasiadamente individualista com seus parceiros, ao passo que, caso a pessoa detivesse uma boa lábia e arrancasse-lhe boas gargalhadas, logo viria por encontrar-se em vossa cama. A russa sempre detivera como preferência casos de uma noite, afinal, quando decidira comprometer-se fora vossa real ruína e desgraça.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑫𝒂𝒕𝒂 𝒅𝒐 𝒂𝒏𝒊𝒗𝒆𝒓𝒔𝒂́𝒓𝒊𝒐 (+ 𝒔𝒊𝒈𝒏𝒐):
┝ Vinte e três de Março, sendo assim, pertencente ao signo de Áries.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑰𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒖𝒊́𝒅𝒐𝒓𝒂:
┝ Vinte e seis anos.
❯▸𝐀𝐂𝐀𝐃𝐄𝐌𝐈𝐂 𝐓𝐑𝐀𝐈𝐍𝐈𝐍𝐆◂❮
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑭𝒐𝒓𝒎𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒂𝒄𝒂𝒅𝒆̂𝒎𝒊𝒄𝒂:
┝ Cursara Engenharia da Computação no MIT, mas não chegara a concluí-lo mediante o ato da prisão. Durante o período na penitenciária detivera meios para concluir o curso na modalidade EAD, mas não levara-o adiante, detinha em mente que estudos ou um futuro promissor não era para si, afinal, era apenas uma moçoila amaldiçoada e sentenciada a sempre estar rodeada pelos seres mais hediondos. Se esta fosse uma obra célebre, seria Dorian Gray, a obsessão pela face jovial e bela, o monstro cujo tornara-se seria vosso genitor e aquele à tornara-lo tão hedonista quanto, Lord Henry, viria por ser Onúris.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑪𝒂𝒓𝒈𝒐 𝑷𝒓𝒐𝒇𝒊𝒔𝒔𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍:
┝ Certo, certo… hacker? Maybe oportunista? Invasora de casas, computadores e eletrônicos em geral deve contar como algo não? A moçoila tende por alugar um studio fotográfico, cujo apenas invadira o duplex e tomara-o como seu, após deter a certeza de que os donos não encontravam-se na cidade e tampouco permaneceriam ali durante o verão. Às vezes, atreve-se a cantar em algum bar ou pub em troca de alguns trocados, mas nada que possa ser tido com tamanho rótulo.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑬𝒎𝒑𝒓𝒆𝒈𝒐 𝒂𝒕𝒖𝒂𝒍:
┝ Trabalha na divisão policial de crimes cibernéticos (um dos tópicos tidos no acordo que concedera a saída da prisão quinze anos mais cedo do que o previsto), conquanto, tal cargo não adentrara em pauta em vossa nova identidade, vindo por exercer, ali na cidade, o trabalho de bartender e garçonete no Purples’s Pub onde, vez ou outra, punha-se a cantar sobre o palco e os holofotes do lugar.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑨𝒎𝒃𝒊𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒇𝒊𝒔𝒔𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍:
┝ Não possui nenhuma.
❯▸𝐑𝐄𝐋𝐀𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒𝐇𝐈𝐏𝐒◂❮
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑫𝒆𝒄𝒍𝒂𝒏 𝑳𝒆𝒘𝒊𝒔 𝑽ā𝒓𝒌𝒉𝒐̈𝒗𝒔𝒌𝒚 𝑼𝒍'𝒎ā𝒂𝒏𝒏.
┝ Lewis não poderia ser chamado pela moçoila de forma carinhosa, tampouco ter o rótulo de “patriarca”. Fora-lhe o bicho-papão durante vossa infância, o monstro a adentrar-lhe os aposentos no cair da noite. O maior responsável pelo cultivo do repúdio ao próprio corpo. O mancebo nada mais fora senão o lobo mau desta fábula de horror, tomada por infortúnios e pesadelos em demasia. Fora com ele, o início de seu próprio findar. Lewis fora o primeiro a matar-lhe, o tiro disparado contra a jovial estraçalhara-lhe de tal forma que por longos anos fora submissa em demasiado as agressões do mesmo, quer fossem elas físicas ou verbais, não atrevera-se a retrucar à cada “vadia” ou “vagabunda” que saltava-lhe os lábios finos quando era solicitado para buscá-la em alguma viela. Não poderia, no entanto, mencionar a ninguém os castigos que este infligia-lhe em noites como tais, quando ela era-lhe a pior das vergonhas. Não poderia sequer, comentar a outrem que fora Declan quem apresentara-lhe medicamentos com finalidades sedativas, tampouco que cedera à ele pelo temor do que poderia fazer as manas mais novas.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑺𝒗𝒆𝒕𝒍𝒂𝒏𝒂 𝑽ā𝒓𝒌𝒉𝒐̈𝒗𝒔𝒌𝒚 𝑼𝒍'𝒎ā𝒂𝒏𝒏.
┝ A matriarca tampouco merecia o rótulo, nunca atrevera-se a prestar o papel imposto à uma genitora. Não protegera Anikka quando fora necessário, não lutara por vossa segurança, apenas embebedera-se em um aposento escuro, onde olhos alheios não podiam vê-la sucumbir à desgraça. “Ah! Se as paredes pudessem falar”, a primogênita sempre apetecera-se com a citação, afinal, cada parede de vossa residência guardava-lhe um segredo, eram uma família cancerígena, ao passo que não havia salvação, pelo menos, não para Anikka e vossos genitores. Svetlana nunca ligara para jovial desde a internação da mesma, nunca escrevera-lhe uma carta, tampouco ousara visitar-lhe. Afinal, no conto de fadas fantasioso existente em vossa mente deturpada, era a prole cujo não encaixava-se e, tornava-se demasiadamente mais fácil fingir que esta não existir à arruinar tudo o que conquistara.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑪𝒂𝒓𝒕𝒆𝒓 𝑨𝒍𝒆𝒌𝒔𝒂𝒏𝒅𝒓 𝑽ā𝒓𝒌𝒉𝒐̈𝒗𝒔𝒌𝒚 𝑼𝒍'𝒎ā𝒂𝒏𝒏.
┝ Certamente que o melhor amigo de Anikka, apesar da diferença de cinco anos entre ambos, isto nunca fora um divisor de águas. Desde os primórdios sempre mostraram-se demasiadamente unidos, ao passo que sempre foram os defensores um do outro. May criara-o como seu próprio filho e, posteriormente, ambos criaram os demais irmãos como um verdadeira família composta por uma mãe solteira. Todavia, a ligação entre ambos fora afetada mediante o distanciar da mais velha quando os abusos paternos iniciaram-se, afinal, Carter idolatrava-o e não ansiava por fazê-lo ter tamanha imagem destroçada, pois como Lewis usualmente frisava, era tudo culpa dela. Carter sempre detivera uma índole exímia, ao passo que sempre buscara aproximar-se da mais velha, mesmo com esta tratando-o de forma acrimônia. Quando detivera ciência do uso de substâncias ilícitas por meio de amigos, a relação de ambos fora novamente abalada, afinal, vossa conduta não condizia com aquilo e, fora o próprio jovial à solicitar aos genitores a internação da mesma em uma clínica. Divergente de vossos genitores, pouco importava-lhe o sobrenome atirado à lama, importava-se apenas com a melhora da irmã, o que não viera por ocorrer,e a ida desta à América fora findada com a prisão da mesma, o que levara-o a culpar-se amargamente, indo visitá-la quando havia oportunidade e a tia de ambos levava-o junto às irmãs. Certamente que o moçoilo nunca detivera ciência do que causara tamanha mudança na irmã, o que ainda tornava-os dois estranhos. Aleksandr encontrava-se por findar o curso de direito e ansiava por iniciar sua carreira policial, ao passo que, com os contatos certos, descobrira a localização da primogênita, conduzindo-os a uma nova briga, onde este implorava para que esta seguisse com a própria vida e não mais envolvesse-se com Onúris, mas o anseio por vingar-se era demasiadamente maior que a porra da razão.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑵𝒊𝒄𝒐𝒍𝒆𝒕𝒕𝒂 𝑶𝒅𝒆𝒔𝒔𝒂𝑽ā𝒓𝒌𝒉𝒐̈𝒗𝒔𝒌𝒚 𝑼𝒍'𝒎ā𝒂𝒏𝒏.
┝ Nico era, certamente, a irmã predileta de May, afinal, ambas detinham um meio único para comunicação, sendo este por meio de melodias ou citações, ao passo que rapidamente Odessa desvendera o mistério por detrás das visitas noturnas do genitor ao aposento da irmã, levando-a a dirigir-se ao cômodo após a saída do patriarca, mesmo sendo mais nova, a infante punha-se a embalar a mais velha e zelava-lhe o sono, enquanto permitia-a o momento de pura fragilidade. Olympia ensinara a Nico que nenhum moçoilo detinha maior controle sobre vosso corpo senão ela mesma e, que não lhe era necessário tornar-se submissa aos anseios de outrem. Deveria ser sempre fiel à si mesma e suas excentricidades. Logo, quando a primogênita afundara-se no mundo das drogas, gerara um precipício entre ambas, abalando o laço fraternal, cujo fora partido quando o envio da mais velha à clínica de reabilitação. Recordava-se da última briga a qual detiveram, a que conduzira-à outra verdade. As sentenças proferidas detinha, sim, um fundo de veracidade, ainda sim, não ansiava por evidenciar os fatos, tampouco que expô-los de uma forma que, perante qualquer perspectiva, parecia estar por culpar a mais nova por cada abuso sexual sofrido, e que esta não poderia reclamar de sua nova conduta, afinal, nunca reclamara quando detivera que fazer o necessário para protegê-las. Fornecera à Nico o tempo necessário, ao passo que durante os anos que seguiram o início de seu ciclo acadêmico-universitário, não escrevera-lhe nada. Mas, ao iniciar de seu relacionamento, vira-se necessitada do acolhimento fraternal da mais nova, não contendo-se em escrever-lhe inúmeras cartas solicitando que perdoasse-a e, mais do que isto, que fosse visitá-la. Por meses não obtivera respostas, mas quando fora presa, recebera a primeira carta da mais nova que, logo sucedera-se à outra e mais outra, até tornarem-se visitas na companhia de Aleksandr. Nico ainda não detivera a ciência de que a mana encontra-se tão demasiadamente próxima quanto no dito momento.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑬𝒌𝒂𝒕𝒆𝒓𝒊𝒏𝒏𝒆 𝑺𝒂𝒐𝒊𝒓𝒔𝒆 𝑽ā𝒓𝒌𝒉𝒐̈𝒗𝒔𝒌𝒚 𝑼𝒍'𝒎ā𝒂𝒏𝒏.
┝ Não detivera muita proximidade para com a caçula da família, afinal, detinha uma divergência etária de quase uma década, ainda sim, recordava-se da face da infante e, com as visitas na penitenciária, pudera contemplar o quão bela Saoirse tornara-se, não apenas fisicamente, mas em vosso ímpeto. Detinha pensares e posicionamentos que levavam a mais nova a tê-la como conselheira. Certamente que o contato entre ambas é algo frívolo, tendem a tratarem-se mais como “colegas” do que irmãs, de fato. Conquanto, anseia por aproximar-se da caçula, quer seja por vídeos chamadas ou cartas. Necessita conhecê-la.
┝❖۞❒⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ 𝑶𝒏𝒖́𝒓𝒊𝒔 𝑴𝒐𝒖𝒃𝒂𝒓𝒂𝒌.
┝ Onúris fora como um copo de limonada após uma longa e cálida tarde de veraneio nos estados exorbitantemente quentes dos Estados Unidos. Era como a mais bela das miragens à moçoila que, inocente em demasia, cedera a todos os encantos nunca outrora recebidos. Fora ele o primeiro a tocar-lhe com zelo e afetuosidade, ao passo que inclinava-a para o pensar de que deveria merecer o amor do jovial. Certamente que o relacionamento psicologicamente abusivo e unilateral deixara-lhe cicatrizes dais quais não acredita que irá recuperar-se tão demasiadamente cedo. O moçoilo fora o estopim para a falta de credo na humanidade e nos mancebos. Tornara-a desconfiada para com a própria sombra, mostrando-se usualmente fechada para amizades e possíveis relacionamentos, mas não negando-se aos prazeres carnais de uma noite, mesmo que, em diversos momentos, não lhe geravam prazer algum, apenas resultando em crises de choro em meio a uma ducha gélida e o esfregar agressivo da esponja contra a epiderme. O Egípcio fora aquele para quem a jovial decidira despir-se de todas as inibições e temores, inseguranças e barreiras, apenas para descobrir ao findar que nunca deveria ter atido-se aquele sorriso presunçoso, como se ousasse-lhe proferir que era ele o dono do mundo e Anikka apenas residia nele. O mancebo fora-lhe o ceú e o inferno, usara-a e no final, apenas deixara-a mais fragmentada do que outrora fora.
Oscar Wilde, em sua obra-prima, havia escrito a verdade mais célebre e árdua a qual fizera-se presente na vida de Niklaüs Trontë pelos anos aos quais residira fora de Farnham. Lorde Henry, em toda sua graça e sabedoria proferiu à Dorian Gray quando este ousara-lhe questionar se sua influência tendia por ser tão nociva quanto Basil proferira outrora, "Não existe influência boa. Toda influência é imoral... imoral do ponto de vista científico. Influenciar uma pessoa é dar-lhe nossa própria alma. Ela não pensa com seus próprios pensamentos, nem vibra com suas próprias paixões. Suas virtudes não são reais, para ela. Seus pecados, se é que pecado existe, são emprestados. Tornam-se o eco da música de outrem, ator a representar um papel que não foi escrito para ele." E fora isto o que a linhagem do próprio fornecera à sua pessoa e aqueles que cercavam-no. Ofertara à Julietta a próprio ruína, os estilhaços de uma alma sombria, escombros do que outrora poderia ter sido belo e estonteante. Em momentos de introspecção, em que permitia-se refletir acerca de suas vivências e experiências, questionava se não encontrava-se por exercer a mesma errática de que vossos genitores fizeram para consigo, isentara as proles do direito à escolha, evidenciando e impondo algo que não detinha credor se estas ansiavam para si.
Tais pensares esvaíram-se no momento em que a porta do veículo abrira-se com tamanha fúria e o corpo de estatura inferior e magricela de vossa prole primogênita deslizara para o interior, pondo-se a sentar-se ao seu lado. De soslaio pudera ater-se as linhas de expressão que moldavam-lhe a face arredondada e tão demasiadamente similar a da genitora. “𝑺𝒂𝒃𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒏𝒂̃𝒐 𝒅𝒆𝒗𝒆𝒔 𝒍𝒊𝒈𝒂𝒓 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒎𝒆𝒖 𝒈𝒂𝒃𝒊𝒏𝒆𝒕𝒆 𝒆 𝒅𝒊𝒛𝒆𝒓 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒂𝒊𝒔 𝒂 𝒑𝒂𝒔𝒔𝒂𝒓 𝒎𝒂𝒍 𝒕𝒐𝒅𝒂 𝒎𝒂𝒍𝒅𝒊𝒕𝒂 𝒗𝒆𝒛 𝒂 𝒒𝒖𝒂𝒍 𝒏𝒂̃𝒐 𝒅𝒆𝒔𝒆𝒋𝒂𝒓 𝒓𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒓 𝒖𝒎𝒂 𝒂𝒕𝒊𝒗𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒂𝒗𝒂𝒍𝒊𝒂𝒕𝒊𝒗𝒂, 𝒔𝒂𝒃𝒆 𝒅𝒊𝒔𝒔𝒐, 𝒏𝒂̃𝒐 𝒔𝒂𝒃𝒆𝒔?”, apesar da tonalidade de repreensão, não havia qualquer traço de irritabilidade ou frustração em suas feições, antes que pudera perceber encontrava-se por gargalhar, “𝑱𝒖𝒍𝒆𝒔 𝒊𝒓𝒂́ 𝒄𝒂𝒔𝒕𝒓𝒂𝒓-𝒎𝒆 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒏𝒐𝒕𝒂𝒓 𝒒𝒖𝒆 𝒂 𝒔𝒆𝒏𝒉𝒐𝒓𝒊𝒕𝒂 𝒆𝒔𝒕𝒂́ 𝒂𝒑𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏𝒕𝒂𝒅𝒐 𝒂𝒕𝒆𝒔𝒕𝒂𝒅𝒐 𝒆𝒎 𝒄𝒊𝒎𝒂 𝒅𝒆 𝒅𝒐𝒆𝒏𝒄̧𝒂𝒔 𝒂𝒔 𝒒𝒖𝒂𝒊𝒔 𝒏𝒂̃𝒐 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒖𝒊, 𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒇𝒐𝒊 𝒅𝒆𝒔𝒕𝒂 𝒗𝒆𝒛, 𝒉𝒎? 𝑻𝒂𝒒𝒖𝒊𝒄𝒂𝒓𝒅𝒊𝒂? 𝑵𝒂̃𝒐.., 𝒆𝒔𝒔𝒂 𝒇𝒐𝒊 𝒔𝒆𝒎𝒂𝒏𝒂 𝒑𝒂𝒔𝒔𝒂𝒅𝒂, 𝒓𝒆𝒄𝒐𝒓𝒅𝒐-𝒎𝒆 𝒅𝒆 𝑪𝒂𝒔𝒔𝒂𝒏𝒅𝒓𝒂”, a secretária do mancebo, “𝒑𝒓𝒐𝒇𝒆𝒓𝒊𝒓 𝒒𝒖𝒆 𝒊𝒓𝒊𝒂 𝒐𝒓𝒂𝒓 𝒑𝒐𝒓 𝒔𝒖𝒂 𝒎𝒆𝒍𝒉𝒐𝒓𝒂… 𝑪𝒆́𝒖𝒔, 𝒒𝒖𝒂𝒔𝒆 𝒑𝒆𝒓𝒎𝒊𝒕𝒊-𝒎𝒆 𝒔𝒆𝒏𝒕𝒊𝒓 𝒑𝒆𝒏𝒂”, o aloirado destoara a atenção para o punho canhoto, analisado o ponteiro do relógio e encaminhando-se ao centro de Farnham, “𝑶 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒂́ 𝒄𝒐𝒎 𝒗𝒐𝒏𝒕𝒂𝒅𝒆 𝒅𝒆 𝒂𝒍𝒎𝒐𝒄̧𝒂𝒓? 𝑪𝒐𝒎𝒐 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒔𝒂̃𝒐 𝒒𝒖𝒊𝒏𝒛𝒆 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒎𝒆𝒊𝒐-𝒅𝒊𝒂 𝒆 𝒗𝒐𝒔𝒔𝒂 𝒄𝒐𝒏𝒔𝒖𝒍𝒕𝒂 𝒏𝒂 𝒑𝒔𝒊𝒄𝒐́𝒍𝒐𝒈𝒂 𝒆́𝒔 𝒂𝒑𝒆𝒏𝒂𝒔 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒕𝒂𝒓𝒅𝒆, 𝒊𝒓𝒂́ 𝒑𝒂𝒔𝒔𝒂𝒓 𝒂 𝒕𝒂𝒓𝒅𝒆 𝒄𝒐𝒎𝒊𝒈𝒐. 𝑷𝒓𝒆𝒄𝒊𝒔𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒇𝒂𝒄̧𝒂 𝒖𝒎 𝒊𝒏𝒗𝒆𝒏𝒕𝒂́𝒓𝒊𝒐 𝒂𝒄𝒆𝒓𝒄𝒂 𝒅𝒂𝒔 𝒏𝒐𝒗𝒂𝒔 𝒂𝒓𝒎𝒂𝒔, 𝒕𝒂𝒍 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒖𝒎 𝒓𝒆𝒍𝒂𝒕𝒐́𝒓𝒊𝒐 𝒅𝒆𝒕𝒂𝒍𝒉𝒂𝒅𝒐 𝒅𝒐𝒔 𝒍𝒖𝒄𝒓𝒐𝒔 𝒆 𝒈𝒂𝒔𝒕𝒐𝒔 𝒅𝒐 𝑹𝒂𝒃𝒃𝒊𝒕 𝑯𝒐𝒍𝒆, 𝒐𝒌𝒂𝒚? 𝑯𝒐𝒋𝒆 𝒂 𝒏𝒐𝒊𝒕𝒆 𝒊𝒓𝒆𝒊 𝒆𝒏𝒄𝒐𝒏𝒕𝒓𝒂𝒓-𝒎𝒆 𝒄𝒐𝒎 𝒗𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒑𝒓𝒊𝒎𝒐, 𝒑𝒓𝒆𝒄𝒊𝒔𝒐 𝒆𝒏𝒕𝒓𝒆𝒈𝒂𝒓 𝒆𝒔𝒕𝒂 𝒑𝒂𝒑𝒆𝒍𝒂𝒅𝒂 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒆𝒍𝒆 𝒆 𝒕𝒆𝒏𝒕𝒂𝒓 𝒄𝒐𝒏𝒕𝒐𝒓𝒏𝒂𝒓 𝒂 𝒔𝒊𝒕𝒖𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒄𝒐𝒎 𝒐𝒔 𝒁𝒂𝒉𝒊̈𝒓”, comentara, isentando-se de rodeios, afinal, não possuía segredos para com a pilantra número um. Em um breve maneio de cabeça, pudera atentar-se ao visor do aparato celular da prole, onde o nome da melhor amiga brilhava intensamente com notificações de mensagens, “𝑭𝒊𝒍𝒉𝒂, 𝒂𝒄𝒉𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒄𝒉𝒆𝒈𝒐𝒖 𝒐 𝒎𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝒕𝒆𝒓𝒎𝒐𝒔 𝒂𝒒𝒖𝒆𝒍𝒂 𝒄𝒐𝒏𝒗𝒆𝒓𝒔𝒂… 𝑬𝒖 𝒔𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 𝒑𝒆𝒏𝒔𝒆𝒊 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒏𝒔𝒊𝒏𝒂𝒓𝒊𝒂 𝒐 𝑻𝒉𝒆𝒐 𝒂 𝒄𝒐𝒎𝒆𝒓 𝒃𝒖𝒄𝒆𝒕𝒂 𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒅𝒆 𝒕𝒆𝒓 𝒒𝒖𝒆 𝒑𝒆𝒅𝒊𝒓 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒗𝒐𝒔𝒔𝒂 𝒎𝒂𝒕𝒓𝒊𝒂𝒓𝒄𝒂 𝒆𝒏𝒔𝒊𝒏𝒂𝒓-𝒍𝒉𝒆 𝒂 𝒄𝒉𝒖𝒑𝒂𝒓 𝒖𝒎 𝒑𝒊𝒏𝒕𝒐, 𝒎𝒂𝒔, 𝒃𝒆𝒎, 𝒑𝒆𝒍𝒐 𝒗𝒊𝒔𝒕𝒐 𝒗𝒐𝒄𝒆̂ 𝒆𝒔𝒕𝒂́ 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒊𝒏𝒄𝒍𝒊𝒏𝒂𝒅𝒂 𝒂̀ 𝒃𝒖𝒄𝒆𝒕𝒂𝒔, 𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒆́ 𝒃𝒐𝒎, 𝒑𝒐𝒊𝒔 𝒂𝒔𝒔𝒊𝒎 𝒔𝒊𝒏𝒕𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒆𝒏𝒔𝒊𝒏𝒂𝒓-𝒍𝒉𝒆 𝒖𝒏𝒔 𝒕𝒓𝒖𝒒𝒖𝒆𝒔… 𝑪𝒆́𝒖𝒔, 𝑱𝒖𝒍𝒆𝒔 𝒈𝒆𝒎𝒆 𝒇𝒆𝒊𝒕𝒐 𝒍𝒐𝒖𝒄𝒂…”, um riso ladino emoldurara-lhe os lábios, Niklaüs mostrava-se engajado em não gargalhar, mas logo pusera-se a rir de forma estridente, “𝑵𝒂̃𝒐 𝒉𝒆𝒊 𝒅𝒆 𝒂𝒑𝒓𝒐𝒗𝒂𝒓 𝑨𝒊𝒓𝒂̈𝒎, 𝒆́𝒔 𝒖𝒎𝒂 𝒑𝒊𝒍𝒂𝒏𝒕𝒓𝒂 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒕𝒖, 𝒑𝒐𝒓𝒆́𝒎 𝒆𝒏𝒕𝒓𝒆 𝒆𝒍𝒂 𝒆 𝑵𝒐𝒂𝒉, 𝒑𝒓𝒆𝒇𝒊𝒓𝒐 𝒆𝒍𝒂. 𝑶 𝒊𝒓𝒎𝒂̃𝒐 𝒆́𝒔 𝒖𝒎 𝒃𝒂𝒏𝒂𝒏𝒂̃𝒐, 𝒄𝒉𝒆𝒈𝒂 𝒂 𝒔𝒆𝒓 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒍𝒆𝒓𝒅𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒗𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒊𝒓𝒎𝒂̃𝒐”.
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Muito havia mudado desde a última vez cujo encontrara-se fora da penitenciária no leste da Espanha, vossas proles haviam crescido, transformado-se em mancebos exemplares, bem, pelo menos, sob vossa perspectiva de alinhamento moral. Certamente que erráticas ainda eram tidas, tais como a prole do meio ter realizado um sequestro de forma errônea e desleixada, o primogênito ter descuidado-se ao ponto de um Sari obter êxito em surrupiar-lhe mercadorias e a prole caçula mostrar-se rebelde e demasiadamente inclinado em seguir-lhe os mesmo passos, de modo a causar indubitáveis receios na outra matriarca. Zahïr detinha inúmeros tópicos a zelar e alinhar, todavia, possuía tempo para tal. A família havia sido enviada para Farnham, por ser esta a melhor cidade para refugiarem, uma vez que tratava-se de uma cidade interiorana orquestrada por outro mafioso. A lei não detinha olhares por lá, a pequenina cidade era um território isento de leis, ao ponto que apetecia-lhe a ideia de tomá-la e destronar o mancebo.
A egípcia fora a última a elevar-se dos assentos do trem, a mochila sobre as costas e as vestes joviais ajudavam a disfarçar-lhe em meio aos demais, ao passo que utilizando do capuz em muito havia por assemelhar-se com um dos universitários cujo encontravam-se por deixar saltar o meio de transporte vindo de Londres. Quando ambos os pés tocaram o solo, esta permitira-se respirar com tamanho alívio, ao passo que iniciara uma caminhada ao encontro do epicentro de Farnham, visava por comemorar a fuga em um bar qualquer, antecedendo a ida para o lar de sua família. Para uma moçoila como tal, a liberdade era-lhe algo demasiadamente almejado, tanto quanto, senão mais, que o poder. Hlodyn fora nascera e crescera em uma doutrinação terrivelmente machista, ao passo que nunca fora-lhe permitido possuir voz, tampouco que impor-se. Quando a hora de vosso casamento chegara (cedo em demasiado, diga-se de passagem) está fugira. Sempre fora detivera êxito em fugas, quase tanto quanto em exercer seus dons para o crime. Adentrara um bar pouco movimentado, encaminhara-se para o bar, sentando-se em um dos bancos de madeira e esquadrinhando os alheios de soslaio; utilizando se sua visão periférica para tal. Notara quando a moçoila amorenada aproximara-se, logo destoando sua atenção para a mesma.
“𝑷𝒐𝒔𝒔𝒖𝒊 𝒂𝒍𝒈𝒖𝒎 𝒅𝒓𝒊𝒏𝒌 𝒄𝒐𝒎 𝒌𝒂𝒓𝒌𝒂𝒅𝒆𝒏? 𝑵𝒂 𝒗𝒆𝒓𝒅𝒂𝒅𝒆, 𝒑𝒂𝒈𝒂𝒓𝒆𝒊 𝒑𝒐𝒓 𝒖𝒎 𝒄𝒐𝒒𝒖𝒆𝒕𝒆𝒍 𝒅𝒆 𝑲𝒂𝒓𝒌𝒂𝒅𝒆𝒏, 𝒇𝒓𝒖𝒕𝒂𝒔 𝒗𝒆𝒓𝒎𝒆𝒍𝒉𝒂𝒔 𝒆 𝒆𝒔𝒑𝒖𝒎𝒂𝒏𝒕𝒆. 𝑻𝒐𝒓𝒄̧𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒔𝒆𝒋𝒂 𝒔𝒆𝒓𝒗𝒊𝒅𝒐 𝒐 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒈𝒆́𝒍𝒊𝒅𝒐 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒊́𝒗𝒆𝒍”, a moçoila proferira com certa propriedade em meio à fala acerca de drinks, seu olhar anuivara-se ao focalizar em dois mancebos à embriagar uma moçoila não distante em demasia de onde encontrava-se, “𝑻𝒓𝒂𝒈𝒂-𝒎𝒆 𝒖𝒎 𝒔𝒉𝒐𝒕 𝒅𝒆 𝒕𝒆𝒒𝒖𝒊𝒍𝒂, 𝒅𝒂 𝒑𝒓𝒂𝒕𝒂, 𝒑𝒐𝒓 𝒇𝒂𝒗𝒐𝒓”, solicitara à mais jovial, pondo-se a fitar ambos os cavalheiros em um ato fervoroso de embriagá-la. Céus, se soubesse o quanto Zahïr repudiava tais atos, certamente sequer atreveriam-se a pensar sobre. A religião a qual esta crescera, a doutrinação empregada acerca de mancebos e o que representavam causava-lhe asco e irritabilidade, estes eram ensinados a tomar o que quisessem quando bem entendessem e, felizmente, ensinara ambas as três proles a portarem-se exorbitantemente divergente daquilo, “𝑪𝒐𝒎 𝒒𝒖𝒆 𝒇𝒓𝒆𝒒𝒖𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒐𝒔 𝒔𝒆𝒈𝒖𝒓𝒂𝒏𝒄̧𝒂𝒔 𝒅𝒆𝒔𝒕𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒂𝒃𝒆𝒍𝒆𝒄𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒇𝒂𝒛𝒆𝒎 𝒗𝒊𝒔𝒕𝒂 𝒈𝒓𝒐𝒔𝒔𝒂 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒔𝒊𝒕𝒖𝒂𝒄̧𝒐̃𝒆𝒔 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒂𝒒𝒖𝒆𝒍𝒂?”, indagara com certa curiosidade, afinal, a moçoila aparentava ter idade para ser vossa prole, tanto quanto os moçoilos.
𝓐 cɑdɑ trɑgo, nuncɑ trɑgo-te pɑrɑ mim. Em umɑ lembrɑnçɑ longínquɑ ɑtrevo-me ɑ lembrɑr do gosto tido no deslizɑr de suɑ línguɑ cάlidɑ contrɑ ɑ minhɑ, frustrɑndo-me ὰ cɑdɑ mɑlditɑ bocɑ, cujo nα̃o encontro ɑquele mɑrcɑnte sɑbor de cɑnelɑ e nicotinɑ.
𝓐 cɑdɑ noite pɑssɑdɑ, permɑneço ɑprisionɑdɑ ɑo seu fɑntɑsmɑ, permitindo-me ser tocɑdɑ por pessoɑs dɑs quɑis sequer obrigo-me ɑ recordɑr o nome, pois ninguém irά tocɑr-me como você. Ninguém poderά dɑr-me o que busco, estά destruiçα̃o mútuɑ e dilɑcerɑnte, que ɑ cɑdɑ mɑldito toque, estilhɑçɑ-nos ɑindɑ mɑis.
E este é o fɑrdo que hei de cɑrregɑr. Ignorɑr que nα̃o quebrɑmos, de fɑcto. Nα̃o hά pedɑços suficientes pɑrɑ que possɑmos consertɑr o que fomos. Céus, você estilhɑçou-me de umɑ formɑ cruel. Você fodeu com tudo, conquɑnto, você nuncɑ deixɑrɑ-me de ɑfirmɑr que erɑ ɑ porrɑ do diɑbo e eu, tolɑ, ɑcreditei que poderiɑ consertά-lo.
Eu erɑ um mɑldito ɑrco-íris desprovido de todɑs ɑs cores. E você, merdɑ, você presenteɑrɑ-me com tonɑlidɑdes dɑs quɑis nuncɑ sɑberiɑ nomeɑr, fizerɑ-me crer que érɑmos mɑis do que umɑ ilusα̃o. Mɑs nα̃o hei de culpɑr-te por desferir umɑ pɑncɑdɑ tα̃o firme ɑo ponto de estilhɑrmos. 𝓐o ponto de fɑzer-me estilhɑçɑr por completo.
Mɑntive-me, por tempo em demɑsiɑdo, ɑprisionɑdɑ nestɑ escuridα̃o, sem compreender ὰ belezɑ dos estilhɑços. 𝓐finɑl, quɑndo permito que ɑ luz ɑdentre e toque os minúsculos frɑgmentos do que fui, posso contemplɑr ɑ belezɑ do que, de melhor, fomos; eu fui. 𝓐finɑl, nα̃o mɑis detenho ɑ certezɑ se fomos "nós" outrorɑ. Mɑs, ɑ dor fɑz-me crer que tudo forɑ reɑl. Nα̃o perdoɑr-te-hei..., nα̃o posso fɑzer isto comigo.
Nα̃o hά ɑ redençα̃o neste cɑminho que escolhemos trilhɑr. E ɑindɑ sim, ɑtenho-me ὰ ele como se fosse encontrɑr ɑ sɑlvɑçα̃o ɑo término destɑ cɑminhɑdɑ sem dɑr-me contɑ de que nα̃o mɑis hά sɑlvɑçα̃o pɑrɑ mim ou você.
Do céu ɑo inferno, lembrɑ-se? Estά forɑ ɑ promessɑ.
╷ 𝐓𝐡𝐞 𝐧𝐚𝐦𝐞:
── 𝑰’𝒎 𝒕𝒐𝒐 𝒔𝒆𝒏𝒔𝒊𝒕𝒊𝒗𝒆 𝟒 𝒕𝒉𝒊𝒔 𝒔𝒉𝒊𝒕!
╷ 𝐓𝐖:
── Algumas músicas relatam abuso sexual e/ou superação do mesmo. Músicas de teor agressivo e depressivo. Não hei de responsabilizar-me pelos estragos causados pela Indigo Jones.
i. 𝐁𝐚𝐝 𝐂𝐡𝐢𝐥𝐝 by 𝑻𝒐𝒏𝒆𝒔 𝒂𝒏𝒅 𝑰// ii. 𝐃𝐨𝐥𝐥𝐡𝐨𝐮𝐬𝐞 by 𝑴𝒆𝒍𝒂𝒏𝒊𝒆 𝑴𝒂𝒓𝒕𝒊𝒏𝒆𝒛//iii. 𝐏𝐚𝐧𝐢𝐜 𝐑𝐨𝐨𝐦 by 𝑨𝒖/𝑹𝒂// iv. 𝐓𝐡𝐞 𝐇𝐚𝐧𝐠𝐢𝐧𝐠 𝐓𝐫𝐞𝐞 by 𝑱𝒂𝒎𝒆𝒔 𝑵𝒆𝒘𝒕𝒐𝒏 𝑯𝒐𝒘𝒂𝒓𝒅 𝒇𝒕. 𝑱𝒆𝒏𝒏𝒊𝒇𝒆𝒓 𝑳𝒂𝒘𝒓𝒆𝒏𝒄𝒆// v. 𝐆𝐫𝐨𝐰𝐢𝐧𝐠 𝐏𝐚𝐢𝐧𝐬 by 𝑨𝒍𝒆𝒔𝒔𝒊𝒂 𝑪𝒂𝒓𝒂// vi. 𝐓𝐚𝐠 𝐘𝐨𝐮'𝐫𝐞 𝐢𝐭 by 𝑴𝒆𝒍𝒂𝒏𝒊𝒆 𝑴𝒂𝒓𝒕𝒊𝒏𝒆𝒛// vii. 𝐂𝐫𝐲 𝐛𝐚𝐛𝐲 by 𝑫𝒆𝒎𝒊 𝑳𝒐𝒗𝒂𝒕𝒐// viii. 𝐃𝐚𝐝𝐝𝐲 𝐈𝐬𝐬𝐮𝐞𝐬 by 𝑻𝒉𝒆 𝑵𝒆𝒊𝒈𝒉𝒃𝒐𝒖𝒓𝒉𝒐𝒐𝒅// ix. 𝐒𝐤𝐲𝐬𝐜𝐫𝐚𝐩𝐞𝐫 by 𝑫𝒆𝒎𝒊 𝑳𝒐𝒗𝒂𝒕𝒐// x. 𝐓𝐫𝐚𝐮𝐦𝐚 by 𝑵𝑭// xi. 𝐒𝐚𝐭𝐮𝐫𝐧 by 𝑺𝒍𝒆𝒆𝒑𝒊𝒏𝒈 𝑨𝒕 𝑳𝒂𝒔𝒕// xii. 𝐇𝐨𝐥𝐥𝐨𝐰 by 𝑩𝒆𝒍𝒍𝒆 𝑴𝑻// xiii. 𝐂𝐨𝐥𝐝 𝐋𝐢𝐭𝐭𝐥𝐞 𝐇𝐞𝐚𝐫𝐭 by 𝑴𝒊𝒄𝒉𝒂𝒆𝒍 𝑲𝒊𝒘𝒂𝒏𝒖𝒌𝒂// xiv. 𝐈𝐟 𝐘𝐨𝐮 𝐖𝐚𝐧𝐭 𝐋𝐨𝐯𝐞 by 𝑵𝑭// xv. 𝐃𝐫𝐮𝐠𝐬 by 𝑬𝑫𝑬𝑵// xvi. 𝐂𝐨𝐥𝐨𝐫𝐬 by 𝑯𝒂𝒍𝒔𝒆𝒚// xvii. 𝐊𝐢𝐥𝐥𝐢𝐧𝐠 𝐁𝐨𝐲𝐬 by 𝑯𝒂𝒍𝒔𝒆𝒚// xviii. 𝐀𝐫𝐚𝐛𝐞𝐥𝐥𝐚 by 𝑨𝒓𝒄𝒕𝒊𝒄 𝑴𝒐𝒏𝒌𝒆𝒚𝒔// xix. 𝐈 𝐤𝐧𝐞𝐰 𝐲𝐨𝐮'𝐫𝐞 𝐚 𝐭𝐫𝐨𝐮𝐛𝐥𝐞 by 𝑻𝒂𝒚𝒍𝒐𝒓 𝑺𝒘𝒊𝒇𝒕// xx. 𝐒𝐮𝐠𝐚𝐫𝐜𝐨𝐚𝐭 by 𝑱𝒂𝒊𝒓𝒂 𝑩𝒖𝒓𝒏𝒔// xxi. 𝐖𝐢𝐭𝐡𝐨𝐮𝐭 𝐦𝐞 by 𝑯𝒂𝒍𝒔𝒆𝒚// xxii. 𝐁𝐞𝐥𝐢𝐞𝐯𝐞𝐫 by 𝑰𝒎𝒂𝒈𝒊𝒏𝒆 𝑫𝒓𝒂𝒈𝒐𝒏𝒔// xxiii. 𝐆𝐢𝐯𝐞𝐫 by 𝑲.𝑭𝒍𝒂𝒚// xxiv. 𝐋𝐢𝐥𝐢𝐭𝐡 by 𝑬𝒍𝒍𝒊𝒔𝒆// xxv. 𝐇𝐨𝐫𝐧𝐬 by 𝑩𝒓𝒚𝒄𝒆 𝑭𝒐𝒙// xxvi. 𝐌𝐢𝐬𝐬 𝐉𝐚𝐜𝐤𝐬𝐨𝐧 by 𝑷𝒂𝒏𝒊𝒄! 𝑨𝒕 𝑻𝒉𝒆 𝑫𝒊𝒔𝒄𝒐.