O Pavão Servido na Ceia
O pavão está nu Destituído de suas cores O pavão está nu Inventado em luto e cortinas de chumbo
Quem com ferro fere Como ferro será defendido A neutralidade da estética Tão bélica, quem desconfiaria?
Quem suspeitaria dos versos de Ares? Que para todo o efeito visava uma ordem Através da obediência por terror ou amor Quem desconfiaria da promessas turva do confronto?
Ao espírito nefasto que dizes amores O provoco, bato em sua porta duas vezes Se ele responder-me de volta com um toque Tenho a certeza, será iconoclasta
A cruz das duplas, O espírito e a carne A guerra e a paz A proteção e a ameaça
O belo que converte e arrebata A beleza empunhada como espada Em detrimento aos sinônimos vulgares Edificada na solução salina cândida + água boricada
O informe nos dita: Os degenerados se vão Serão empurrados para costa Os que ficarem, amem ou deixem seus órgãos
O triunfo da vontade, o triunfo sobe a verdade O véu denso enrolado em uma mão, a cruz de embate na outra Sejais a entidade que trará a purificação e a catequização O ser feio, estéril como um anjo subnutrido e amedrontador como a materialização da pólvora...
















