programada pra não parar. porque se eu parar, o gelo volta, o frio sobe, o corpo lembra. e lembrar dói mais do que viver.

seen from Kuwait

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from China

seen from Bulgaria
seen from France
seen from United States

seen from Czechia
seen from Canada
seen from United Kingdom
seen from United States
seen from China
seen from China
seen from China

seen from United States
seen from T1

seen from Czechia

seen from United States
programada pra não parar. porque se eu parar, o gelo volta, o frio sobe, o corpo lembra. e lembrar dói mais do que viver.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
existe outro tipo de desaparecimento. ele acontece numa terça-feira e depois em outra, e depois em outra.
todos somos vilões cansados procurando um escape que nunca chega
Fiquei quieta. Ninguém desconfia de um silêncio.
perdida na vontade de saciar todos os meus desejos, sigo em busca de respostas para perguntas que nunca foram feitas. trancafiada nos meus próprios erros, presa às minhas próprias necessidades que ninguém nunca enxergou. respiro com a ajuda dos mesmos aparelhos que antes tiravam o meu ar. esvazio-me de vida um pouco mais a cada dia, tentando encontrar sentido no que já não tem nome.
sou controlada por bulas de remédios que me dopam o suficiente pra que eu consiga existir, pra que eu me sinta digna de algo, de qualquer coisa que ainda pareça real, verdadeiro, sincero.
essa sou eu, uma lembrança passageira, feita pra doer e depois desaparecer, como tudo o que nunca veio pra ficar.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
amar é bonito e é brutal. é nascimento e é fim.
houve épocas em que você me atravessou como um trem atravessa um corpo. outras em que foi mais cruel, porque ficou parada me observando sangrar devagar. passei anos acreditando que a dor era uma inquilina temporária, mas ela acabou aprendendo o caminho da casa melhor do que qualquer visitante. sentou à mesa, dormiu ao meu lado e me acompanhou por lugares onde ninguém mais quis entrar.
mesmo assim, nunca consegui odiar você completamente. porque entre um desastre e outro, você me entregava alguma coisa. um céu que parecia pintado à mão, uma gargalhada inesperada, um amor impossÃvel, uma tarde qualquer que por alguns minutos fazia sentido. era pouco. quase sempre era pouco. mas era o suficiente para me impedir de fechar a porta.
não saio desta história inteira. algumas partes de mim ficaram pelo caminho. ficaram em hospitais, em quartos vazios, em pessoas que amei demais, em versões minhas que não sobreviveram ao tempo. mas as cicatrizes nunca me convenceram da derrota. elas apenas provaram que eu estive aqui. que passei por você e que você passou por mim. e se existe alguma vitória nisso tudo, talvez seja apenas esta: apesar de tudo o que tentou me quebrar, eu continuei existindo.
há um vácuo em mim, como se o espaço inteiro coubesse dentro do peito. procuro no compasso de cada respiro alguma distração, um maço pra fumar, qualquer coisa que me faça esquecer por alguns minutos. busco o torpor, o meio caminho entre dormir e sumir, onde tudo parece mais fácil e nada dói tanto.