Indiscreto púlpito, prego à ti: Em vertigens simbolistas Venho entrega-lhes a descritiva Função dos pecados  indiscriminados O palhaço se enforcou na gravata Perdera a graça, o tédio o pegara pela mão A esposa o colocara em débito com o adultério O álcool corroeu seu fÃgado por inteiro  Um coração amostra Quinze entre os dentes Um cristalizado como relógio A medida que se desfaz, doze horas passam Eu sou o habitat da certeza do filo homem Da fé em seu filho, da dúvida de sua mulher Nas crenças meninas dos olhos que cobiças Em certeza infértil eclesiástica que cultivas ComÃcio dos loucos lobos A guilhotina como um calmante A amante como bruxaria A missa como sufrágio Náuseas e má digestão O ser colocado como afronta O deus adaga ascendido Como fraseio, meio e utilitarismo O mal me quer, bem feito Teria o vulgar iluminismo Na verve mais calculada Cuspindo fé nociva em nós O corpo-pão castigado pelo sol Serve de tira gosto à hienas A quebra do doce da euforia Ou a descrença de outro vida...
O Principiado das Hienas, Pierrot RuivoÂ












