Como o cinismo, a mentira, a falta de empatia, a raiva e a tristeza afetam meu cérebro quando se tornam parte da rotina?
Percebo que esses comportamentos são mais comuns em mim do que eu gostaria de admitir. Muitas vezes me pego omitindo, escondendo e, em alguns momentos, sinto que já não consigo ser completamente verdadeira nem comigo mesma.
O medo de ficar sozinha acaba influenciando minhas escolhas. Para preservar relações, recorro a atitudes que, no fundo, sei que não representam quem eu gostaria de ser. É como se eu sacrificasse minha autenticidade na tentativa de evitar o abandono.
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Existe também outro padrão que tenho observado: quando alguém realmente me machuca e, depois de um tempo, concluo que aquela relação já não vale o meu esforço, raramente enfrento a situação de forma direta. Em vez disso, eu minto para evitar o confronto ou me afasto gradativamente, deixando a relação desaparecer aos poucos.
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O mais difícil é reconhecer que esses comportamentos não surgem por orgulho, mas por medo. E talvez a pergunta mais importante não seja apenas por que ajo assim, e sim como esses hábitos, repetidos ao longo do tempo, moldam a forma como penso, sinto e enxergo a mim mesma.













