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Começando as postagens com uma das nossas maiores damas da dramaturgia brasileira, a minha favorita entre todas, a saudosa e inigualável Ruth de Souza (1921-2019), estrela de primeira grandeza do teatro, cinema e televisão, uma das mulheres que abriu os caminhos para toda uma infinidade de outras atrizes negras do nosso país.
Aplausos, Ruth de Souza!
Cinema Negro | Espelho Especial
#Repost @capapretarevista ... Capa Preta indica: Lima Barreto - Ao Terceiro Dia, novo filme do diretor @luizantoniopilar com atuações de @luismirandaator @sidney_santiago_kuanza e grande elenco. Confiram Dia 25/11 no Festival @cinepeoficial #cinemabrasileiro #cinemanegro #cinepe #limabarretoaoterceirodia #limabarreto #cinemanacional (em Radio Tatuape FM) https://www.instagram.com/p/CWm-_terPg9/?utm_medium=tumblr
#Repost @sidney_santiago_kuanza ... *“Dois Garotos que se Afastaram Demais do Sol”*, filme-espetáculo da Cia Os Crespos, realizado a partir da obra de @sroveri acaba de ganhar o *_Coelho de Prata_* do *Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade* como _“Prêmio do Público como Melhor Curta Metragem Nacional”_!!! Viva as artes negras! Vivas as artes do Brasil! Salve o Teatro Brasileiro! Salve o Cinema Nacional! Com @luceliasergioconceicao @cibeleappes @rafaferro2020 @denilson.marques_ @gui_funari @liadamasceno @eduluzesombra @zagoramon @taironeporto @lucaskakuda @supermente_black @monicaaugusto8 @atoreduardosilva5 @tekaromualdo @jamesjturpin @conradocaputo @euthiagocatarino @daninega @canalbrasil #cinemabrasileirocontemporaneo #cinemanegro #arte #atoresnegros #sidneysantiagokuanza #sonhos #blackactors #luta #boxe #emilegriffth (em Radio Tatuape FM) https://www.instagram.com/p/CWmdfznMYNi/?utm_medium=tumblr

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Para quem não viu ainda… e para quem já viu e quer rever: 1798 REVOLTA DOS BÚZIOS. Exibição dentro da prestigiosa MIMB - Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba. Assista esse ou qualquer um dos ótimos filmes da Mostra. Escolha pelo link: https://www.videocamp.com/pt/playlists/mimb-mostra-itinerante-de-cinemas-negros-mahomed-bamba-30-09-a-09-10 (Antonio Olavo). . #vidasnegrasimportam #cinemanegro #kingisblack #aquilombamento (em Quilombo) https://www.instagram.com/p/CF5EVtDl8Dw/?igshid=aokttyxi2hay
the watermelon woman (1996), eua, dir: cheryl dunye
A ambivalência que permite o cinema, entendida como mecanismo estético, repleta de valores, também é estratégia no sentido de busca à identidade, ao filme. Se para além do filme está o filme, é justamente por sua dimensão política - uma refutação, reparação virtual da história, de sua própria responsabilidade global. Cheryl habita tantos espaços quanto possa entender, relegando à forma fílmica um panorama de camadas entre o real, o real imaginado, o além-real, a provável ficção, o documentário cuja veracidade é discutível pela ficção: mas é tudo verdade. Cheryl é ela mesma e também a sua performance é um corpo coletivo. Partindo da iconografia da atriz negra dos anos 30/40 e suas adjacências; o típico lugar/construto da criada negra.
A fala de Camille Paglia, feminista branca e crítica cultural, carrega um tom diferente dos outros depoimentos - em sua visão, há uma má fortuna crítica em relação ao símbolo da mulher negra na cozinha - em que relaciona à sua própria tradição de mulheres italianas que gostam de ficar na cozinha (“por escolha” e respeitadas), ou a melancia como ícone de alegria, “colorido”, uma máscara para a trivial - além de violenta - operação sobre o corpo negro. Sua vivência, seu corpo e presença no mundo permitem-lhe ao mesmo tempo arrogância sobre a verdade e conforto-crítico - sob a tutela de uma visão multiculturalista demagógica. À montagem do filme, aparenta ironia. Sua fala é aquilo que revisto causa dor à memória de Fae para June Walker, sua posterior companheira: a violência que inicia pelo nome (Mulher Melancia, como paradigma do corpo) e parte para a tipificação do lugar da mulher negra na sociedade, além símbolo. A mesma dicotomia serve às ambiguidades da imagem: se, a princípio, vemos um casamento sob a textura de vídeo da época em uma festa ocupada por pessoas negras e brancas, essa dualidade serve não apenas para complemento - mas no subtexto sempre aplica o contraste, a investigação do filme. Nessa cena, quando a equipe branca se interpõe à equipe de Cheryl, ou na biblioteca com a sessão específica de referência negra, ou nas transmutações da imagem entre jornal diário, ensaio do cotidiano e da liberdade que essa mulher negra lésbica tenha como cineasta - ocupando espaço em um abismo histórico.
As interações de textura da imagem-vídeo, a imagem-filme, a imagem-artifício/passado. A configuração de um relacionamento inter-racial também se divide entre a própria experiência e a vivência, a fábula da relação entre Fae ‘A Mulher Melancia’ Richards e a diretora branca Martha. Essas rasuras narrativas demarcam papéis sociais (a exemplo da irmã de Martha que não aceita o relacionamento lésbico de sua irmã com uma mulher negra), contudo, se é sugerido um falso valor da imagem, em um cinema que não vive por um pacto comercial, há um sentimento maior e universal cuja realidade inesgotável pode sustentar, na ancestralidade e na perpetuação da luta afrocentrada, aqui especificamente nos Estados Unidos, enquanto indivíduos em sociedade amplamente racista e com falta de representatividade na história do cinema. Os materiais de arquivo que se dissolvem nebulosamente entre um suposto real e um artifício expressivo de manifestação do real, não repassam senão a história jamais contada pelo poder de voz, a ferramenta estética que o cinema propõe. Essa performance, queer, negra, metacinema, ensaística, que se rebela no fazer fílmico e arca com o fenômeno, incluindo-se, Cheryl, no campo interno da narrativa e para além dela, agregando sketches como pequenos memes pré-informáticos, lapsos narrativos que imprimem personificação ao status de narradora de seu próprio filme, como autora, como personagem, corpo vivente da experiência crítica no mundo. Desejo e reparação.
Uma das sketches é quando Cheryl é vista como uma “craqueira” por dois policiais em um encontro trivial: li em uma crítica do New York Times que o motivo é comicidade, risível - onde reside tamanha tragédia e estigma racial. O ambiente da locadora, cinefilia e desejo de liberdade em fazer cinema. No vídeo de casamento, as imagens de rua, feitas do carro, rompimento de Cheryl com o habitual; a inclusão de seu olhar particular. O deboche, quando Cheryl reconstrói a cena da “sinhá”, que é uma elaboração sobre o estatuto de filme-real encenado e aprovado pela ficção, não é comédia, é afronte. Depois de The Watermelon Woman, Cheryl ficou 5 anos sem filmar, depois projetos quebrados. O que gera essa ruptura está para um hipertexto.
#DicaDoWall Estou tenho orgulho de publicar, pois além de admirar a equipe idealizadora, eu também faço parte da monitoria de produção do evento. “Entre os dias 11 e 15 de abril de 2018, acontece, em Salvador, a I Mostra Itinerante de Cinema Negro – Mahomed Bamba, que terá exibições regulares na Sala Walter da Silveira (Barris), e itinerantes nos bairros do Pelourinho, Cabula, Uruguai e Garcia. A Mostra reunirá mais de 35 obras de longas e curtas metragens produzidos por cineastas negra(o)s do Brasil e de países africanos de língua portuguesa entre 2015 e 2017. Com uma equipe formada por mulheres negras, o evento pretende visibilizar, difundir e debater a produção audiovisual realizada por cineastas negras(o)s de África e de sua diáspora. São obras de países como Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial. Em sua primeira edição, além da exibição de filmes de diversos gêneros–ficções, documentários, animações e experimentais.” A cerimônia de abertura, dia 11/04, às 20h no Sesc Pelourinho, vai contar com o belíssimo show da cantora de compositora baiana @luedjiluna, com ingressos a 10 (inteira) e 5(reais) reais. #cinema #cinemanegro #mulheresnocinema #mostradecinemaintinerante #mohamedbamba #waltersasilveira #sescpelourinho #salvador #acontecenacidade @teatrosescpelourinho (em Salvador, Bahia, Brazil)