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my favourite lutteo moments (1/?)
“alright, let’s do this. I, like the gentlemen I am, okay? like a chico fresa, I will take one for the team. besides, I’m not going to let a lady get hurt.”
“matteo. you can’t fit in there.”
15 - Não quero te soltar mais.
Dizer que eu fiquei com o que Dona Luisa disse na cabeça durante toda aquela semana, ainda é pouco. Aquela frase de “tudo começa na amizade” me assombrava a cada meio minuto e eu mal conseguia olhar para o Brian, o que fez ele estranhar, já que num dia estávamos quase nos beijando e no outro, eu mal o encarava. Eu não estou pronta pra ter algo com alguém. Não sei, ao menos, se um dia me sentirei bem por ser tocada por alguém. Não é pensando pelo lado negativo, mas depois que se tem um trauma tão grande quanto esse, não é nem um pouco fácil passar por cima. Sei que um dia posso amar tanto alguém a ponto de não me importar com mais nada e me entregar de vez, mas enquanto isso não acontece, estou bem do jeito que estou. E pretendo continuar assim, obrigada. <!— more —> — Mãe, eu quero ver meu pai. — Você vai vê-lo na sexta e vai passar o fim de semana com ele, filha. Dois dias e meio só com o papai. — Tudo isso? – fez um 2 com a mãozinha. — E mais um pouco. — Uau. Falta muito pra sexta? Eu comecei a rir com sua ingenuidade. Como eu queria que ela ficasse desse tamanho pra sempre. — Sexta já é amanhã, meu anjo. — Meu anjo – deu-me um beijo na bochecha e foi atrás de seus brinquedos. Dali a dois meses seria seu aniversário de quatro anos e eu já estava a procura de buffet para comemorarmos. Suas festas anteriores foram todas na casa dos meus pais, onde eles alugavam os brinquedos e montavam por lá, mas, dessa vez, eu faria diferente. E ainda melhor, faria sozinha. Eu estava no meu quarto, sentada na cama com o notebook no colo, uma caneta pendendo na boca e um caderno com várias anotações ao lado. Não era nada fácil fazer festa infantil, havia muitas opções. Angelina brincava no chão com sua nova casa de boneca dada pelo Brian e ria sozinha fazendo as vozes dos personagens. — Já te falei que você fica linda de coque? – Brian estava me olhando ancorado no batente da porta e ainda usava a roupa do serviço. Provavelmente tinha acabado de chegar, já que dessa vez eu havia ido embora com Angel no meu carro. — Não, nunca falou. — Você fica linda de coque – e sorriu chegando perto. Meu chefe sentou na beira da cama com o tronco virado para mim e eu permaneci na mesma posição, não queria fazer contato visual. — Obrigada, Brian. — E então, você vai me dizer o que tá acontecendo ou vou ter que descobrir sozinho?
Nessa hora tive que parar o que fazia para encara-lo. Seu semblante era sério, ele sabia que algo estava errado e descobriria de um jeito ou de outro. — Não tem nada acontecendo. — Pietra, em um dia nós quase nos beijamos, agora já faz 4 dias que você mal me olha. Logo você que gosta de conversar com as pessoas olho no olho. — Ok, tá legal. Eu só fiquei encafifada com uma coisa que me disseram e fiquei na paranóia com isso a semana toda. Olhar pra você me fazia lembrar e voltava tudo. — Que coisa? Respirei fundo. — A dona Luisa achou que estávamos juntos, quando disse que não e que somos amigos, ela comentou que tudo começa na amizade e contou a história dela com o marido. Ele, chefe. Ela, secretária. Os dois hoje casados a 37 anos. — E qual é o problema nisso? — Esse é o problema: não tem problema. Eu que tô ficando louca. — Você acha que nós dois podemos ser a Dona Luisa e o seu Geraldo da nossa geração e isso te assusta. — Não. — Isso não foi uma pergunta. Pietra, eu sei pelo que você passou, sei o trauma que carrega com você e compreendo seu medo e repulso por intimidade, eu não vou forçar nada. Nunca iria fazer algo do tipo. Eu trouxe vocês pra minha casa sem segunda intenções. Não trouxe você aqui pra te ter na minha cama, não que seja uma má ideia, caso você queira será bem vinda – eu ri negando com a cabeça – mas pode ficar tranquila, desencana. Se for pra ser, vai ser algum dia. Concordei com ele e sorri fraco. — Posso te dar um abraço? – ele pediu e eu assenti devagar com a cabeça. Brian se aproximou, tirando o notebook do meu colo e vendo que eu usava um short curto de malha que havia ficado mais curto por estar sentada, ele respirou fundo, colocando as mãos na minha cintura devagar, senti minha pele arrepiar e meu cérebro implorar por distância, mas eu queria abraçá-lo. Ele estava fazendo tanta coisa por mim e Angelina que eu precisava passar por cima do meu trauma. Por ele. Quando percebeu que eu não o afastaria mais, me puxou para si, fazendo eu parar em seu colo com uma perna de cada lado de seu corpo. Seus brações fortes rodeavam minha cintura com certa força enquanto os meus foram entrelaçados em seu pescoço. Aproveitei a deixa pra mexer em seus cabelos. Ainda mais macios do que eu imaginava. — Não quero te soltar mais – sussurrou entre o vão do meu pescoço, fazendo eu me arrepiar por inteiro. — Não solte. — Nunca.
En el mundo de la escasez, el amor no significa nada y la paz es imposible. Pues en él se aceptan tanto la idea de ganar como la de perder, y, por lo tanto, nadie es consciente de que en su interior reside el amor perfecto. En el instante santo reconoces que la idea del amor mora en ti, y unes esta idea a la Mente que la pensó y que jamás podría abandonarla. Puesto que dicha Mente mantiene dentro de sí la idea del amor, no puede haber pérdida alguna. El instante santo se convierte así en una lección acerca de cómo mantener a todos tus hermanos en tu mente, sin experimentar pérdida alguna sino tan sólo compleción. De esto se deduce que sólo puedes dar. Y esto es amor, pues únicamente esto es natural de acuerdo con las leyes de Dios. Libro de texto #UCDM💜#cap15#entrenamientomental🧠#cambiodementalidad💜#mundo#escasez#amor#paz#idea#ganar#perder#Mente#Instantesanto#lección #compleción#hermanos#🙏🏼💜♾📖🧠💬💞🙋🏻♀️ (en Bacelona, Spain) https://www.instagram.com/p/CkO-AVnt9FH/?igshid=NGJjMDIxMWI=
Ésta es la época en la que muy pronto dará comienzo un nuevo año del calendario cristiano. Tengo absoluta confianza en que lograrás todo lo que te propongas hacer. Nada te ha de faltar, y tu voluntad será completar, no destruir. Dile, entonces, a tu hermano: *Te entrego el Espíritu Santo como parte de mí mismo. *Sé que te liberarás, a menos que quiera valerme de ti para aprisionarme a mí mismo. *En nombre de mi libertad elijo tu liberación porque reconozco que nos hemos de liberar juntos. De esta forma damos comienzo el año con alegría y en libertad. Es mucho lo que aún nos queda por hacer, y llevamos mucho retraso. Acepta el instante santo con el nacimiento de este año, y ocupa tu lugar---por tanto tiempo vacante---en el Gran Despertar. Haz que este año sea diferente al hacer que todo sea lo mismo. Y permite que todas tus relaciones sean santificadas. Ésta es nuestra voluntad. Amén (Sí Padre) Libro de texto #UCDM💜#cap15#entrenamientomental🧠#instantesanto#voluntad#libertad#vida💜💙# (en Barcelona, España) https://www.instagram.com/taniyes76/p/CYvQ1Cltq5U/?utm_medium=tumblr

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15. Closer
Alícia’s POV:
Minha rotina seguia normal. Quer dizer, “normal” pra uma pessoa realmente normal, não para Alícia. Nunca que nos últimos meses eu parei tanto em casa como nos últimos dias, acho que essa depressão pós Jade serviu pra pelo menos deixar meu fígado e meu corpo descansarem, mas em compensação, minha mente estava a milhão como nunca esteve antes. Eu só sei que após a escola durante a semana, a única coisa que me servia tão bem era minha cama e meus fones de ouvido. E quer saber? Até eu estava me saindo bem nisso, tirando as partes em que minha playlist me boicotava e dava play aleatoriamente em alguma música triste. Vez ou outra meu celular dava uma pausa de alguns segundos nas músicas, por conta de alguma atualização ou até mesmo por mensagens recebidas. A segunda opção era mais frequente.
“Fala comigo, por favor!” “Eu não quis dizer aquilo” “Alícia!” “Você sabe que eu adoro a sua amizade, qual é.”
Jade, para variar. Eu não sei se eu sentia mais raiva a cada mensagem recebida ou se eu dava risada e achava cômico. Afinal, amizade? Que tipo de amizade é essa que tu praticamente transa com alguém, dá vários beijos e deixa a pessoa completamente na tua pra depois vazar? O conceito dela de amizade com certeza era muito diferente do meu. Mas tudo bem, é só ir levando né. Se nem as alegrias são infinitas, quem dirá as dores. Como sempre, eu estava sozinha em casa… Estava realmente achando estranho o fato de minha mãe ter se tornado um “espelho” meu, mas ok, ela deve ter arrumado algum paquera. Ficar sozinha recebendo aquelas mensagens só me deixaria ainda pior, então decidi sair um pouco, dessa vez sem me arrumar. Meu cabelo estava solto, com leves cachos na pontas que por incrível que pareça, combinavam com a minha blusa que era umas duas vezes maior que eu e meu vans surrado. Quem diria, Alícia Berard saindo de casa assim. Assim que fechei a porta de casa, desci a rua de bicicleta, virando entre algumas ruas, até finalmente chegar em uma rua bem vazia, mas arrumadinha. Parecia um desses bairros cinematográficos, já que aquelas casas estavam sempre vazias, só se via pessoas lá em épocas de temporadas, como final de ano e feriados, quando os turistas decidiam aproveitar a praia. Encostei a bicicleta no jardim de uma das casas, era uma verde, a mais bonita que havia ali, não tinha piscina como as outras ou mil andares, era bem simples até. Não era difícil pular o muro e eu não me sentia marginal ao fazer isso, já que não entrava para pichar ou roubar algo, era apenas pra ficar de boa, sem pessoas por perto. Assim que consegui pular o muro, me pendurei na janela mais baixa que tinha, escalando os beirais até finalmente conseguir chegar no ponto mais alto: uma pequena janela, na qual dava pra pegar um impulso e chegar ao telhado da casa. E foi isso que eu fiz.
A vista de lá era foda pra caralho, dava pra ver os carros e as pessoas lá em baixo. Algo inexplicável… Eu realmente adorava estar lá. As pessoas com certeza seriam mais felizes se houvessem mais telhados pra subir. Enquanto eu observava a vista, parecia que os últimos dias passavam como um filme na minha cabeça: O João e seu sumiço depois da briga com aqueles caras; a Jade sendo uma completa imbecil; o Tarik… É, o Tarik, ele saberia o que fazer, eu acho. “Um abraço agora seria pedir muita coisa?” — Ok, era só enviar. Não demorou muito para o celular vibrar de volta com a resposta dele. “Eu estava quase dormindo.” — É, ele não podia.
Fiquei um tempo ali, observando a vista até colocar meus fones. Into Your Arms, do The Maine era uma música que com certeza me acalmava, mas só quando tocada na versão acústica. E ela servia perfeitamente pro momento. Após algumas músicas, ouvi um barulho estranho ao deixar um dos fones escapar. Nunca ia ninguém ali, qual é… Não me diz que eu ia morrer naquele momento, ou ser assaltada, ou estuprada, qual é, Deus!
— Tu quer o abraço agora? – Ouvi a voz do Tarik e assim que me virei, ali estava ele, se sentando ao meu lado. — Eu não acredito que tu… Espera, como tu sabia que eu estava aqui? – Perguntei com um sorriso bobo no rosto. Eu tinha o melhor amigo do mundo, cara! — Esqueceu que eu te conheço há anos? Eu sei exatamente onde te achar até mesmo quando você não me responde onde está. – Ele me encarava com uma pureza no olhar, que me dava vontade de guarda-lo pra sempre.
Eu não soube o que responder, ninguém podia negar que o Tata me conhecia como ninguém. Tudo o que eu conseguir fazer foi abraça-lo com todas as minhas forças, porém, após alguns minutos presa nos seus braços, senti algumas lágrimas escorrem do meu rosto. Sabe, às vezes é bom pra caralho saber que você não está sozinha. Sempre vai ter aquele amigo que tem o melhor abraço do mundo, o abraço em que cabe teu mundo, o abraço que te faz se sentir a melhor do mundo. Sabe como é, tu sempre vai ter um amigo que te mantenha com os pés no chão. Esse era ele. Assim que ele sentiu sua camiseta ficar molhada devido aquele chororô todo, me soltou devagar, me encarando com a mesma serenidade de antes enquanto enxugava cada lágrima, sem dizer uma palavra. Ele não precisava dizer nada, só ficar ali e com certeza sabia disso tanto quanto eu. Ele me puxou um pouco mais pra perto, de modo com que eu praticamente ficasse no seu colo e aquilo me trazia uma paz absurda, eu não conseguia pensar em mais nada além de eu ter sorte por tê-lo comigo. Isso sim é uma amizade, Jade.
— Sabe, eu não sei qual foi… Provavelmente devem ser teus pais de novo. Ou alguma garota. Mas se não quiser me contar, está tudo bem. Só não chora, sem caô. – Ele disse enquanto passava a mão nos meus cabelos.
— Eu não queria chorar, acredite. Você sabe mais do que ninguém o quanto eu odeio chorar, Tarik! Mas tem sido impossível. E não é algo com uma garota ou com meus pais, é tudo isso junto. A Jade é uma egoísta do caralho, eu nem sei o que ela quer comigo. Eu não vejo minha mãe há dias e quando vejo, mal nos olhamos. E meu pai… Eu nem sei o que dizer dele, nem sei por que ainda o chamo assim. Eu só tenho você, entende? Só você e bebidas, drogas, festas... É isso. Só não me deixa, Tarik, não me deixa. – Eu falei tudo isso sem pausas pra respirar e quando terminei, parecia ter descarregado um peso, aí sim pude respirar enquanto ele me abraçava um pouco mais forte. — Não vou deixar você, Lícia. Você sabe, não é? Eu não te deixei quando você nos fez parar na diretoria na quinta série. Eu não te deixei quando você manchou minha blusa favorita com suco de uva na sexta série. Eu não te deixei quando você deixou meu videogame novo cair no chão dois meses depois que nos conhecemos. Por que eu te deixaria agora? – Ele ria enquanto citava as coisas “boas” que eu já havia o feito passar quando éramos mais novos e juro que eu achei a coisa mais… Fofa do mundo. E gay. — Obrigada, você é o melhor do universo, loiro, nerd, enjoado e careta! – Eu me afundei nos seus braços enquanto dizia isso, parecendo uma criança. — Eu amo você, morena irresponsável. – Me chamar de morena com certeza era algo que me derretia. Eu o amava tanto. Mas obviamente não disse que o amava de volta, aquilo tudo já estava meloso demais, eca! Hahaha. Me retirei dos braços dele e voltei a me sentar do seu lado, ele me encarava, mas não de um jeito ruim. Ele sabia como me encarar sem que eu me sentisse mal com tal feito. Ele passou a mão no meu rosto o acariciando enquanto chegava mais perto, depositou alguns beijos na minha bochecha e foi guiando alguns até o pescoço e… Eu não me senti incomodada. O que estava acontecendo? Não me diga que… Ele continuou com os beijos por mais alguns segundos até passar a mão no meu rosto de modo com que eu tivesse que virar pra ele. E foi aí que a coisa mais impossível da face da Terra, do universo, da galáxia aconteceu… Exatamente isso. Eu não acreditava que eu estava beijando o Tarik. A minha boca na boca dele, que porra era aquela?! Mas ele beijava bem até, sabe… Eu ainda preferia garotas, mas nada contra o beijo dele. Quero dizer, nada contra além de ele ser o meu melhor amigo. Assim que a minha ficha caiu, separamos nossas bocas, mas antes disso ele me roubou alguns selinhos, bem coisa de casal. Eu gostava muito do Tata, mas não daquele jeito. Ou será que gostava? Ok, naquele momento eu realmente estava mais confusa do que quando eu cheguei lá. Eu não sabia como dizer pra ele que aquilo não devia mais acontecer, não queria magoa-lo, mas também não queria fazer com ele o que a Jade havia acabado de fazer comigo. Porra, Alícia, tu só se fode hein!
— Agora eu entendi por que tem várias garotas te querendo depois de te beijar. – Ele disse entre algumas risadas, enquanto encarava minha boca. — Ah, entendeu? – Eu realmente não tinha sacado o que ele queria dizer. — É, sabe, seu beijo é bom demais. Você é adorável. – Adorável. Ok, ninguém nunca tinha me dito que eu era adorável. Como reagir a algo do tipo? — Ham, obrigada, Tata. Você também é um ótimo amigo. – Eu não quis parecer grossa ou dar um fora, mas foi o que saiu na hora. Eu estava tão constrangida que nem ao menos controlava minha boca e as palavras que saíam dela. Ele se levantou, mas não pareceu bravo. Acho que eu nunca o vi realmente bravo, ele era tão zen, não sei como conseguia. Assim que se levantou, me estendeu a mão pra que eu pudesse me levantar também, sorte que estava escuro, porque com certeza se estivesse um pouco mais claro, eu estaria completamente vermelha, morrendo de vergonha. Peguei em sua mão, ficando de pé. Não demoramos muito para descermos dali e ele me acompanhar até o inicio da rua, enquanto ele mesmo empurrava minha bicicleta com uma mão, segurando a minha mão com a outra. Parecíamos realmente um casal para quem olhasse de fora. Eu amava o Tarik, amava as sensações que ele me trazia, o sentimento de segurança, sinceridade, calma… Ele era perfeito. Mas nunca tinha o visto como algo além disso, até aquele dia. Ele realmente me fazia um bem imenso. Mas será que haveria algo além daquilo? Essa era uma pergunta que eu não sabia responder, talvez nem ele. Mas o sorriso em seu rosto enquanto ele encarava as rodas da bicicleta a cada giro que davam, indicavam que ele parecia muito feliz. Eu me sentia culpada por não poder retribuir toda aquela felicidade. Ou não conseguir esboçar qualquer sentimento, com certeza resolver um cubo mágico em 2 segundos seria mais fácil do que colocar meus sentimentos em ordem naquela noite. Após alguns minutos de “discussão” sobre não haver necessidade de ele andar até a minha casa só para me acompanhar, já que eu estava de bicicleta, eu venci. Ele pegou minha cintura com uma das mãos que estava livre e me puxou pra si, dando um beijo no meu rosto e um cheiro no meu pescoço. — Boa noite, pedala devagar e vê se não mata ninguém no caminho… Morena! – Ele deve ter percebido como me derreti com o “morena” e decidiu tentar de novo. Funcionou, já que abri um sorriso involuntário no mesmo segundo. — Boa noite, loiro. Vou tentar! – Ele riu, talvez realmente rezando pra que eu não matasse ninguém. Me despedi acenando conforme ele se distanciava, até finalmente subir na bicicleta e subir a rua. Uma das ruas pela qual eu havia passado antes estava fechada.
Parece que havia tido um acidente de carro, acontecia direto por ali, ainda mais nos finais de semana. Tive de dar a volta por outra rua, um pouco mais movimentada, mas tudo bem, eu não estava com pressa alguma. Entrei na rua alternativa que dava na minha casa, nela havia um salão, no qual parecia estar tendo uma festa. Tinha umas gurias bem arrumadas na porta, não parecia ser uma das festas que eu o Gabriel frequentávamos. Algumas gurias estavam conversando, pude reconhecer uma delas de longe… Aquele cabelo e aquela cinturinha fina não tinham como ser confundidos, era Luna. Ela me viu também, mas não pareceu ter gostado de me ver, acho que ela ainda devia pensar que eu tinha algo com o Gabriel, tudo bem. Ou talvez tenha sido algo com ele que não devia ter a deixado feliz em me ver. Seja lá o que, eu não ia cumprimenta-la agora. Apenas dei um sorriso e segui pedalando. Ela sorriu de volta antes que eu sumisse de vista, mesmo forçando, o sorriso dela era muito bonito. Aliás, ela era bonita por inteiro e naquele vestido de festa, ficava ainda mais. Chega de pensar nela, Alícia, você já tem problemas “amorosos” demais por hoje, não precisa de uma guria nova pra babar. Não demorou muito pra que eu chegasse em casa, finalmente. Pelo barulho na cozinha, minha mãe estava em casa, mas parecia ter acabado de chegar e já estar se aprontando pra sair novamente. Às vezes eu só queria que ela ficasse um pouco em casa ou olhasse na minha cara, mas querer não era poder. Ela apenas me deu boa noite e eu respondi enquanto ela dizia o que havia de jantar na geladeira, se é que se podia chamar a pizza que ela tinha trago de sei lá onde, de jantar digno. Parecia estar fria e ter sido comprada há mais de vinte e quatro horas, mas beleza. Eu não estava com fome mesmo. Só precisava era deitar na minha cama e desligar o cérebro, os pensamentos, os nós da minha mente e tudo ia se ajeitar. Ou pelo menos era disso que eu tentava me convencer.
Capítulo 15.
Ser convidada pra uma festa de alguém da escola era a coisa mais inusitada que já acontecera na vida de Aysha nos últimos anos. Quando morava em Washington, era normal ser convidada, ela fazia parte da elite da escola e todos queriam uma Kinsley na sua própria festa, até que tudo deu uma grande reviravolta e ninguém a queria mais em seu círculo de amizade. Não até aquele momento. Ivone Lins faria uma festa de aniversário, comemorando seus 18 anos e havia chamado Aysha, Irina e Phelipe para irem também. Irina não se cabia em si de tanta animação por ir pra primeira festa de alguém daquela escola, ainda mais uma festa de Ivone que é conhecida por dar sempre as melhores festas.
15 - Coração mole.
Assim que cheguei perto dela, senti que fedia a álcool barato e estava com a maquiagem um pouco borrada por conta do choro ao telefone. Mil coisas passaram pela minha cabeça e eu comecei a ficar desesperado ao vê-la daquele jeito.
— O que aconteceu? O cara fez algo com você? Tentou alguma coisa? Abusou?
Ela chorou quando eu parei de falar e veio me abraçar, intensificando o cheiro ruim impregnado no meu nariz. Afastei-a um pouco de mim, olhando de cima a baixo seu estado e tentando entender o que estava acontecendo. Hannah sempre foi uma garota bonita, sempre chamou atenção junto com Loyal por onde passavam, mas nunca imaginei que isso fosse acontecer.