Corynebacterium pseudotuberculosis - Bacteriologia
Gênero: Corynebacterium pseudotuberculosis
São bacilos pleomórficos (clava) Gram positivos; possuem padrão diftérico; não esporulam; sua parede celular é bem característica (ác. Arabinogalactano, ács. Micólicos e peptiodeglicanos).
As Corynebacterium possuem cadeias curtas de ác. Graxos, por isso não são BAAR.
FATORES DE VIRULÊNCIA:
1. Parede lipídica
Gera resistência ao meio ambiente e à fagocitose.
2. Exotoxina fosfolipase D
Responsável por destruir fosfolipídeos da membrana, pela lise de eritrócitos e células endoteliais e por aumentar a permeabilidade vascular.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
Causa linfadenite caseosa em caprinos e ovinos, doença do peito em equinos e linfagite ulcerativa em bovinos.
PATOGENIA (LINFADENITE CASEOSA):
Os MO entram por lesões na pele e realizam fagocitose, causando parasitismo intracelular. Chegam aos vasos linfáticos, chegam aos linfonodos e causam inflamações difusas que levam a abscessos encapsulados. As células inflamatórias transpõe a cápsula e formam novas cápsulas.
APRESENTAÇÕES CLÍNICAS:
Abscessos em várias regiões externas do corpo e, internamente, no pulmão e fígado.
DIAGNÓSTICO:
É feito esfregaço de material de lesões e cultura no meio ágar sangue.
Pode ser dado por testes bioquímicos confirmatórios, PCR e ELISA.
MÉTODOS DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO:
O tratamento é ineficaz.
Em animais livres, a prevenção é feita por abate e compra de animais soronegativos.
Em animais de controle, a prevenção é feita por tosquia (o animal infectado é o último da fila) e vacinação.















