Arrepio: Ă© tudo que consigo sentir quando fecho os olhos e lembro de vocĂȘ.
NĂŁo apenas por saber o quĂŁo firme e ao mesmo tempo delicado Ă© seu toque quando encontra minha pele, ou como seu beijo sempre se encaixou na intensidade do meu, mas por todo o conjunto da obra ânĂłs doisâ.
Ă pelo conceito de romantismo distorcido, nada clichĂȘ, que normalmente envolve risada, ĂĄlcool ou sexo. Ă pelo bom humor e pela facilidade no tratamento que sempre tivemos. Ă pelo jeito que vocĂȘ me olha e sĂł ali, jĂĄ quase me devora. Ă por como vocĂȘ me faz sentir e como eu posso ser eu mesma quando estou com vocĂȘ.
Ă por cada pensamento dito em voz alta, por cada vontade maluca de fazer ser intenso, normalmente realizada. Ă pela reciprocidade: meu riso largo jĂĄ nĂŁo sabe esconder como vocĂȘ fez borboletas morarem constantemente no meu estĂŽmago.
Ă pela saudade que vocĂȘ me causa e pela vontade de ser melhor que mora em ambos. Ă pela intensidade do sentimento e do sexo. Ă por como conseguimos sempre foder e fazer amor.
Talvez eu nunca tenha te dito, mas sou apaixonada pelo seu cheiro. Por como sua pele se desliza e transpira na minha, criando sempre mais lembranças pra arrepiar quando fechar os olhos no dia seguinte. Gosto quando vocĂȘ puxa meu cabelo e me olha nos olhos, parando uma fração de segundo sĂł pra dizer que me ama com seus olhos de menino apaixonado e dissimulado.
Quanto Ă mim? Eu tĂŽ aqui de peito aberto e tara no olhar, sĂł pra te confessar que sou sua, nua, tarada e eu mesma, sempre que quiser. Porque o medo eu jĂĄ deixei pra trĂĄs faz tempo, e entendi que nĂŁo Ă© todo mundo que tem a sorte de encontrar esse tal Lebenslanger Schicksalsschatz.
Só vem. Com essa ansiedade de menino me abraça, beija minha boca, tira minha roupa e nos faça feliz. Deixa pra lå a hora, a promessa, a definição ou o que os outros vão pensar. Vem me causar mais arrepio, só pra variar.
(Â AMANDA ARMELINÂ )












