Hoje, 23 de março de 2.022.
Completa 8 anos da morte de uma pessoa, uma amiga, uma mulher com quem eu tinha um lance…
Já havíamos ficado algumas vezes, saíamos quando as agendas batiam. Um pouco antes desse lance começar, ela conheceu a c0caína e entrou de cabeça nessa.
Das vezes que estávamos juntas, eu brigava e insistia, e ela passava a noite sem usar. Quando ela aparecia no rolê q eu tava, tbm fazia o msm, inclusive dando tapa no pino pra cair no chão e ela não poder cheirar.
Mas esse lance foi ficando cada vez mais pesado, as pessoas foram se distanciando, inclusive eu.
Duas semanas antes de sua morte, ela me ligou um domingo a tarde pedindo ajuda, pois não sabia onde estava e nem como voltar pra casa, não tinha muito o q eu pudesse fazer, não havia como mandar a localização pelo celular… por sorte o morador de um sitio próximo de onde ela estava a encontrou e ajudou a achar a estrada e voltar pra casa.
Nos vimos alguns dias depois, ela contou o q havia acontecido e eu novamente disse a ela “cara, esquece essa merda de pó, a vida te deixa nas alturas sem precisar disso, olha o q te aconteceu” ela sorriu meio sem graça e disse q eu tinha razão.
Passaram-se uns 10 dias desse encontro, era um sábado, ela me ligou animada perguntando o q eu iria fazer no fds, eu disse q estava cansada e q iria ficar em casa, de boas. Ela perguntou se eu não queria fazer algo, um barzinho ou balada(nunca rolou nada além de beijos, abraços e muito carinho entre a gente, hj entendo q naquele momento, era tudo o que nós duas precisávamos), e eu respondi: “tô muito cansada mesmo, senão topava fácil, mas vamos deixar combinado pra semana que vem?”, sendo muito sincera, foi um mix de cansaço e preguiça de talvez mais uma vez ter de arrancar pino dela.
Naquele sábado ela acabou indo sozinha pra uma festa, conheceu algumas pessoas lá, na manhã seguinte pra vir embora, ela entregou a chave do carro pra uma menina q não havia bebido nada, pediu pra q levasse o carro, pois ela e os outros estavam muito chapados. A menina, q não tinha consumido nada, se perdeu ao entrar na rodovia, o carro capotou e bateu no guard rail de quina, exatamente onde minha amiga estava, foi morte instantânea.
Aquela manhã de domingo de 2014 e todos os dias 23 de março desde então, teriam sido diferentes, se eu tivesse dito: “sim, vamos, eu topo.”, teríamos curtido a semana que vem.