Numa rua escura e vazia arrepiei-me ao sentir a pele alheia Uma pele que não me pertence apesar de a sentir incessantemente Lembro-me de todos os seus promenores, desde as pinturas macabras a fortes aguarelas marrons e roxas pintadas por todos os que tiveram a chance de a conhecer. À sua tonalidade translucida como a água mais pura e limpida alguma vez conhecida, embora isso esteja muito longe da realidade. A absurda sede não desaparece e esta pele que me saciou apenas me faz almejar por mais, mesmo que agora já não a possa voltar a ter, nunca mais.













