Desde o pleistoceno, temos indígenas no Brasil. Inclusive, na época caçadores e coletores, foram eles que ajudaram a moldar a vegetação, criando por onde passaram um grande pomar na floresta. Na Amazonia, por exemplo, eles promoveram mais de 85 espécies de árvores até hoje predominantes na região, como o cacau, o açaí, o pequiá, o tucumã, a pupunha, o buriti, a castanha do Pará, a mandioca, o abacaxi, o urucum e por aí vai. A inteligente engenharia florestal indígena ajudou a conservar nossas áreas verdes e, também, a garantir agrobiodiversidade. Só que de 500 anos para cá, a cultura do "homem que veio de fora da floresta" tem atropelado o povo originário. Arrogância e falsa ideia de superioridade são ferramentas da estupidez e, muito bem equipados dessas ferramentas, os invasores-exploradores desde Cabral tem sido impedidos mentalmente de ver e aprender com a floresta e seu povo. Na Constituição de 1988, os direitos indígenas sobre suas terras foram definidos como “direitos originários”, definindo que terras tradicionalmente ocupadas por eles permanecem como território indígena.
Saiba mais:
"'Indigenous people are the best park rangers" - The Guardian, abr/2017: https://goo.gl/emSQ3D
"Garantir terras para indígenas na Amazônia poderia render US$ 1 trilhão ao Brasil", Estadão, out/2016: https://goo.gl/Sraok0