Conformidade
Eu nunca serei ninguém Sou um nada, um vazio Sou folha que cai, vento frio
Sou como a realidade Afugentando quem me vê Sou sonho de mocidade Que o fracasso tenta esquecer
Sou pássaro que cai do ninho Sou velhice abandonado, sozinho Sou conto de fadas, sou crendice
Eu nunca serei ninguém Não há tempo para tais bobagens Sou zero entre cem Sou constrangimento, formalidades
Sou a mortalha, sou a dor Acompanhado pela desilusão e tristeza Canto o dissabor Seguindo o amargo caminho da incerteza













