[THE BENEVOLENT] ou [WALTER K. SCHOTSMAN] atualmente tem [30 ANOS], mora em New York e trabalha como [ARQUITETO / PROFESSOR UNIVERSITÁRIO / PROPRIETÁRIO DE UMA LIVRARIA-CAFÉ]. Na East Wenk diziam que era muito parecido com [MICHAEL PROVOST], mas atualmente vivem comparando ele com [JOE ALWYN].
"Se perguntassem seu maior defeito para quem o conhecesse, todos diriam que você é bom demais para seu próprio bem. Mas você não se importa, seu pai era como você, tinha sempre coisas boas para dizer, prestava apoia até para quem não merecia. Se lhe enganavam, o problema não estava em você. Sua sensibilidade era transcrita através das suas canções, afinal, vivia com um violão em mãos e arrancava suspiro de todas as garotas de East Wenk. Mas, você não ligava para elas, só tinha olhos para a sua musa, desde que tivera consciência do que era amor, era ela a sua escolhida. Uma traição inesperada poderia mudar a sua essência? Ou estaria finalmente cansado de ser deixado para trás?"
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BÁSICO
Nome: Walter K. Schostman;
Idade: 17 anos (2008) - 30 anos (2021);
Aniversário: 20/02;
Altura / peso: 1,85m / 80kg
PERSONALIDADE
A depender do seu estado de humor ao encontrá-lo, qualquer um poderia dizer que Walt é genuina ou irritantemente bondoso. Insistentemente otimista ainda que, vez ou outra, sua ansiedade tente lhe dizer o contrário, é aquela pessoa que, mesmo vendo todo o caos no mundo, tenta enxergar o lado positivo ou tirar alguma lição disso. Especialista em empatia, Walter nunca se abstém de tentar entender pessoas, seus propósitos e motivações, talvez para poder usar isso como defesa, sempre que elas pisarem na bola. Contudo, o que para muitos pode se resumir em ‘ain, que menino bonzinho e fofinho”, para outros como para o próprio Walter, por vezes, pode ser tomado como falta de reação. Schotsman, vez por outra, esquece de que, viver quer dizer lutar com o mundo também. Talvez, apesar da fala fácil e tranquila, sempre positiva e acolhedora, se esconda um vazio que ele perde muito tempo e energia tentando preencher escondido, porque afinal, você sabe…O mundo já anda complicado demais para as pessoas verem um novo problema nele. Problema? Que nada…Walter é o homem das soluções, multifuncional como poucos, sempre está dedicado a aprender algo, construir algo…Você sabe…”vai que alguém precisa de mim” é uma constante. A teoria que eu tenho e, você pode me corrigir, após horas de estudo minucioso sobre o jovem Schostman é que ele gosta de gastar energia com as pessoas e o mundo para não ter de lidar consigo.
BIOGRAFIA
É difícil reconhecer uma “depressão sorridente”. Justamente porque, durante o processo, o indivíduo não poupa esforços ao fazer parecer que está tudo bem, que está feliz. Elizabeth Kroos viveu anos encobrindo seus milhares de cacos por trás de um sorriso largo e do balcão do Grind, restaurante que dirigia. O problema de uma depressão sorridente, é que aparentemente a pessoa está fazendo de tudo para não parecer que precisa de ajuda, então, você não se lembra de perguntar. Ninguém nunca perguntou a Lizzie se havia algo de errado, ao menos até ela se jogar do oitavo andar de um prédio, inclusive conhecido, em Staten Island. Walter tinha sete anos.
Ludibriado com a ideia de conformismo, convenceu-se que, se aquilo tinha ocorrido, havia alguma espécie de propósito divino e, algum dia, ele, sua mãe e seu pai estariam reunidos em algum tipo de paraíso. A perda trouxe o luto todavia, desde cedo o otimismo cego o foi implantando. Assim, não houveram objeções quando Wallace Schotsman - seu pai - sugeriu que os dois mudassem para New Jersey, em uma casa grande no subúrbio, que ficava ao lado da de seus avós. Não, nunca houveram objeções. Nem empilhando seus brinquedos, nem na viagem de carro, nem abrindo caixas. Wallace esperava que conforme arrumavam a bagunça da mudança, arrumassem a de seus corações partidos.
Mesmo com o trabalho corrido de bombeiro, o homem nunca se isentou das suas obrigações como pai. Sabia que o filho precisava de apoio, de cuidado, de atenção, o fazia mesmo após longas horas arriscando a própria vida pela dos outros. Chegava em casa, buscava seu pequeno na calorosa residência de Peggy e Oscar Schotsman e lia, horas e horas, até que o sono chegasse, qualquer história que Walt cismasse em escutar. Seus avós também eram sabidamente devotos da bondade, o enchiam de afeto e bem, doces…Eu não preciso dizer, vocês sabem como garotos criados com avó são. Inclusive, diferente do que se espera na adolescencia, Walt não era - nem de longe - um idiota. Lições de bons modos foram sempre aprendidas, fosse nas noites de filmes na sexta-feira ou no domingo, aprendendo a cozinhar com seu avô depois da igreja. Apesar do caos, não havia um buraco na vida de Walter que não fosse preenchida com carinho. Exceto nos dias das mães, e quando havia reuniões de pais, e quando ele começara a entender o que havia ocorrido. Um milhão de pequenas coisas poderiam ser o motivo e não cabia a ele julgar, ou questionar. Haviam um milhão de pequenas coisas que faziam de Walter Schotsman um bom garoto.
Calorosos e amenos olhos azuis e um sorriso largo. Podia incomodar os reis do football mas, certamente não incomodava as pessoas que tivessem o mínimo de sensibilidade. Apesar de não chegar a ser o ícone popular barra machão exemplo barra capitão do time, Walt era bom demais para ser importunado, ao menos pela maioria das pessoas. Violão na mão, sorriso largo, e uma passividade gigante foram talvez a maior arma do rapaz ao conquistar sua donzela em perigo e conquistar seu final fel… Uma pena que ninguém é realmente feliz no ensino médio. Ele só demorou mais que a média até perceber isso.
Demonstrações de afetos grandiosas, tudo no lugar, Walter Schotsman era o homem mais apaixonado do mundo. E mais sortudo, ou talvez não. Mas… ele era certamente inocente. Se quer percebera quando por queixas, começara a se afastar dos amigos próximos; se quer percebera quando os burburinhos começaram; se quer percebera quando as mentiras foram contadas. E quisera não ter percebido, quando descobriu a traição. Próvavel piada de toda escola, Walter Schotsman era o maior idiota do mundo. Você sabe, no high school as pessoas são em suma maioria, estúpidas demais para entender que a falha não está em quem foi traído. Walter também fora estupido demais durante o processo de termino, se quer ofendera a garota, ou o cara, praticamente se arrastara aos pés de sua melhor amiga num novo luto que só foi encoberto dois dias depois. Famoso otimismo cego. Às vezes, famoso otimismo simulado para os cegos. Quando ele e sua amiga apareciam juntos pelos corredores a impressão para todos era que estava tudo bem e para o rapaz, que iria melhorar. E melhorou.
A dádiva do tempo é que ele cura a maioria das coisas. E logo, as bobagens do ensino médio não importavam, afinal, Walter se preocupava em guardar apenas boas memórias. Fora com essa visão, que não houveram momentos ruins, que ele narrou sua trajetória escolar aos amigos da faculdade. Um diploma. Uma mestrado e uma namorada sensacional. New Heaven se resumiu em vitórias ( ou pelo menos é o que ele lhe diria ). A vida perfeita e agora praticamente planejada ruíra mais uma vez quando a pergunta para o “ quer casar comigo?” não fora positiva. Taylor Swift deve ter razão… as vezes as pessoas não sabem a resposta até alguém ficar de joelhos e perguntar, porque Nora nunca lhe deu um sinal se quer de que estava infeliz.
Malas prontas de retorno a New Jersey, luto. O avc hemorrágico de seu adorado avô o fizera passar do luto de um término para o de um óbito e retornar a cidade em que crescera. Mas, não se demorara muito. Seu emprego como professor em Columbia o esperava, assim como a vida esplendida que o esperava a frente. Porque não esperaria? A dor passa. Tudo passa. As coisas sempre melhoram. Até não melhorarem.
O estranho sentimento de “nada” foi chegando de maneira incidiosa, primeiro inventando uma desculpa boba para voltar mais cedo de uma festa, depois querendo ficar na cama mais que o necessário, e pairando um sentimento de vazio no meio de uma risada interrompida na última reunião de amigos. Famoso otimismo cego, puxado de uma vez como se um véu de nada opacificasse o mundo. Que importava… Estava tudo bem, ele sorria. Largo, sem problemas, com tudo no lugar. Até chegar em casa onde o nada lhe atormentava. Você sabe… O oposto de depressão não é a felicidade, e sim a vitalidade. Perder aos poucos isso fora o que assustou Walter e o que obrigou seu pai a arrastá-lo de volta para casa e para o consultório de um psiquiatra.
Quatro meses após o início da desvenlafaxina acompanhado de semanas de terapia secreta e o mundo lhe parecia melhor, retornou a New York, recuperou seu emprego (ou, voltou de férias, como ele lhe diria) e começou a trabalhar em um novo projeto: A livraria café que sempre fora um dos sonhos de seu avô. Estava tudo bem, e ia dar tudo certo, ou ao menos, ia parecer tudo certo até ficar. Afinal, é difícil reconhecer uma depressão sorridente.
TÓPICOS
Walter sempre foi alguém muito enérgico, ainda que alguns dias seja dificil sair da cama. Isso não quer dizer que ele fica o tempo inteiro saltitando de lá para cá mas, que tem a necessidade constante de estar sendo “útil ao mundo”, como costuma dizer.
Apesar de um senso crítico muito acurado, a expressão frequentemente neutra ou acolhedora tende a irritar. Não é por mal, às vezes ele juga e perde a paciente, e…não sabe mais o que perder. Mas, uma vez seu pai lhe disse que você podia fraquejar vez ou outra e perder o rumo, desde que se estabelecesse logo e procurasse fazer o melhor. Assim, Walt está sempre tentando fazer o melhor.
Apesar de saber trabalhar muito bem em equipe, quando o assunto são esportes, tentando evitar confusão, Walter sempre acabou em solos, como natação, arquearia ou esgrima, coisas que talvez, para a maioria dos colegas, possa soar estranha.
Walter fez quase um ano de aula de dança na sexta série, tudo isso porque sua melhor amiga daquele ano tinha medo de não conseguir par para o baile de primavera e ele não queria que ela se sentisse mal, ou passasse vergonha.
Ainda que isso não fique nítido, está sempre se cobrando, principalmente quanto o assunto é índole. Por isso, sempre que algum aluno/aluna tenta cruzar a linha da relação profissional, ele é sempre muito objetivo em delimitar, sendo uma das poucas coisas que faz sem receio.














