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É com muita dor no coração, que venho comunicar o encerramento das atividades em Sanctum City.
Como disse há alguns dias, estou passando por uma emergência familiar e como sou sozinha na moderação, acabaram acontecendo coisas que dificultaram muito o meu tempo para moderar da forma que os morceguinhos merecem e executar os planos que eu tinha em mente.
Agradeço o interesse até aqui, Sanctum City foi um projeto que criei com muito amor e foi bom saber que mais morceguinhos tiveram esse amor também.
Não me importo caso queiram manter seus personagens como nxn ou até mesmo que o conteúdo da central seja usado de inspiração para centrais futuras, deixo todas as páginas disponibilizadas caso alguém tocar o projeto pra frente ou ressignificar.
Pronomes: ele/dele
Nome: Samuel Han / Han Namsoo
Data de nascimento: 09/08/1999
Local de nascimento: Flórida + Estados Unidos
Faceclaim: Mingi + ATEEZ
Raça: Vampiro sexual
Afiliação: Daywalkers
Ocupação: Programador freelancer
Moradia: Veilhaven
Bluesky: sctsamuel
Biografia:
Samuel sempre teve uma vida comum e básica até demais. Nada era fora do normal ou fugia do que seus pais idealizaram para o futuro dos dois filhos. Ele e o irmão tinham dois anos de diferença, Samuel sendo o mais novo, e a família era estabelecida na Flórida desde os anos 90, quando os pais chegaram ali pela primeira vez. Sempre foi grato por tudo. Absolutamente tudo. Até o dia que as coisas mudaram de um jeito que ele não esperava.
Quando via o amor retratado nos filmes e livros, imaginava algo… Lindo. Mesmo com as dificuldades, era lindo. E foi aos 18 anos, no seu último ano no ensino médio, que conheceu o garoto que mudou a sua visão. Primeiro, as coisas eram complicadas pelo fato de que eles dois eram do time de futebol e precisavam “manter as aparências”, então Samuel se via sendo menosprezado e tratado como um pedaço de merda todo santo dia. Veja bem, mesmo não podendo ser público com o… Namorado? Enfim. Mesmo não podendo ser público, ele não ficava com mais ninguém, muito menos expunha isso como o outro fazia consigo. Porra, não tinha necessidade. Samuel se sentia fraco dia após dia, perdendo a vontade de ir para escola, de jogar, de ser um ser humano decente como era antes de conhecer aquele cara.
A primeira vez que transaram foi intensa, anos depois, com direito a mordidas que dispensaram o cuidado. Não foi carinhoso como imaginava e Samuel tentou ressignificar tudo que conheceu na ficção. Não sabia como, nem como, em um determinado dia ele não era mais humano. E, hoje, 8 anos depois, ele ainda tenta descobrir o que aconteceu naquele dia. E tenta se entender também.
Depois do que aconteceu, depois de ter sido transformado, Samuel implorou por explicações. Não sobre o que seria deles a partir dali, mas do que seria dele, do que estava acontecendo com ele, do motivo para se sentir daquela forma porque era desesperador demais não conseguir ligar A com B e entender o que era aquilo, o que era aquele sufoco. Depois de muito insistir e praticamente precisar chorar aos pés do ex, ele recebeu uma explicação meia boca e um número de telefone. Só.
Samuel ligou para o número e se permitiu dar detalhes do que lhe foi dito e do que estava passando. No fim, o que recebeu foi um endereço e uma ordem de que ele precisava se mudar. Mas, não, ele não faria isso. Ao contrário, terminou a faculdade e decidiu continuar vivendo sua vida como se nada o incomodasse. O estranho era que, sempre que estava com alguém, um interesse romântico ou até um amigo, ele parecia fazer mal para essas pessoas.
Então, aquele número o ligou em um dia. Recebeu uma explicação meia boca, igualmente àquela que recebeu anos atrás, mas dessa vez acreditava que, definitivamente, precisava obedecer ao chamado de ir até aquela cidade.
E nunca mais, desde os seus 23 anos, saiu de Sanctum City.
Pronomes: ele/dele
Nome: Solon Choi
Data de nascimento: 25/12/2002
Local de nascimento: Los Angeles + EUA
Faceclaim: Sunghoon + Enhypen
Raça: Vampiro onírico
Afiliação: Umbrae
Ocupação: Sem ocupação
Moradia: Ashport
Bluesky: solonsct
Biografia:
Não tinha idade para se lembrar de quando foi deixado sob os cuidados do estado. Cresceu em um orfanato localizado em um prédio velho de arquitetura muito similar as estruturas de Oxford, construído de tijolos vermelhos e com janelas maiores que ele, ornadas com vitrais que lembravam uma igreja católica. E que religiosamente eram abertas às 6h da manhã. Assim como cheiro do café da manhã que se espalhava pelos corredores às exatas 6h47, acordando crianças e adolescentes que se apressavam para se sentar a mesa e aproveitar a única coisa boa que aquele orfanato tinha a oferecer.
Solon era uma criança bonita, era calmo e estudioso. Sendo do tipo introvertido, preferia brincar sozinho a ir jogar bola com os outros meninos. Trocava as interações em grupo por livros, quadrinhos e jogos lógicos, como quebra-cabeça e jogo dos erros. Gostava de andar com um patins velho doado durante uma visitação. Foi aluno bolsista numa escola que promovia esportes no gelo e apesar de nunca ter feito parte de nenhum dos times sua presença no ringue de gelo era assídua. Principalmente quando ninguém estava lá e podia usar a pista.
Depois de se formar na escola, as coisas começaram a desandar. Estava velho demais para continuar no orfanato e foi desligado do mesmo; e encaminhado para um abrigo comunitário onde viveu até recentemente. Até decidir fazer algo fora da curva para salvar seu pão de cada dia, causando um desvio de rota em seus planos para o futuro.
Pronomes: ele/dele
Nome: Hao Weiyang
Data de nascimento: 31/12/1825 (aparentando 30 anos)
Local de nascimento: Pequim + China
Faceclaim: Jackson + GOT7
Raça: Vampiro sexual
Afiliação: Nenhuma
Ocupação: Gerente do Fangtasia
Moradia: Veilhaven
Bluesky: sctweiyang
Biografia:
Weiyang era quase uma lenda na cidades onde ele passava. Não se sabe exatamente quando ou quem o transformou em vampiro - até porquê, na época em que ele se transformou, Pequim era uma cidade completamente diferente do que é atualmente. Na época, era muito mais que comum ver outras criaturas caminhando pelas ruas da cidade a noite, tomando conta dos estabelecimentos e se misturando com os humanos em busca da sua próxima caça.
Mas, o que Weiyang sabe é que pelos primeiros cem anos de sua existência, ele era um escravo. Sua transformação havia acontecido em um surto, num encontro na noite que se transformou em um pesadelo - pesadelo esse que ele se lembra vividamente. Quando acordou da transformação, foi preso em uma hipnose tão forte que não importava o que fazia, ele não conseguia sair. E o vampiro que o transformou não tinha medo de o perder, o mandando fazer todo o tipo de tarefa perversa em seu nome - desde assassinatos a se vender nas ruas escuras para qualquer viajante que caísse nos seus charmes. Era uma existência traumática, ser feito de boneco por alguém e perder sua liberdade, e o Weiyang por muito tempo de sua existência implorava pelo fim, por um escape, por alguém que viesse e o desse o doce alívio da morte.
Sua fuga aconteceu em uma situação tão perigosa quanto. Caçadores que moravam na região haviam descoberto o vampiro que o controlava, e em uma invasão violenta, assassinaram-no, quebrando a hipnose. Ele saiu com vida por pouco, se escondendo em cidades ao redor da capital e buscando se alimentar como podia. Livre, finalmente, para fazer o que bem quisesse, e o que ele queria era liberdade. Liberdade para fazer o que bem quisesse, sem se preocupar com controle de alguém. Foi nessa vontade de se libertar que acabou fugindo de vez de seu país de origem.
Em 1900, chegou nos Estados Unidos da América, uma terra cheia de potencial. Mudou de identidade algumas vezes, conquistou um pequeno império com a produção de álcool e, nos anos 80, saiu de Chicago, cidade onde morava, para ir aos pântanos de Nova Orleans. Havia descoberto Sanctum por um infeliz acidente alguns anos depois, mas se apaixonou pelo lugar. Uma cidade que abertamente aceitava e acolhia criaturas como ele era um sonho, e se apaixonou pelo lugar. Se mudou no mesmo ano, aos poucos se estabelecendo na cidade e mantendo os vínculos que tinha no passado, agora vivendo abertamente e mantendo a liberdade que lhe foi roubada por tanto tempo como uma medalha de honra, fazendo questão de a proteger acima de tudo.
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Nascida durante a era vitoriana em uma família tradicional escocesa, Isadora Nyx Everhart foi educada para se tornar uma mulher recatada e obediente, coisa que nunca aceitou ser. Desde cedo, via-se diferente: não apenas por suas inquietações, mas pelas visões oníricas que assombravam suas noites. Aos 23 anos, desapareceu misteriosamente após uma viagem com um pretendente que jamais retornou. Na verdade, foi transformada por um vampiro onírico obcecado por seus sonhos intensos, um maker que a via mais como musa do que como discípula.
O vínculo entre os dois rapidamente se tornou insuportável. Após anos presa a um ciclo de dominação emocional e overbonding, Isadora rompeu o laço, um feito raro, doloroso e traumático. Vagou pela Europa e América do Sul durante décadas, usando seus dons oníricos para se alimentar discretamente e evitar exposição. Desenvolveu talento pelas artes visuais, usando pintura e design gráfico como formas de extravasar o caos interno e dar forma às memórias dos sonhos que absorve.
Chegou a Sanctum City em 2009, atraída pela fama da cidade em relação à liberdade dos vampiros. Greenvalley lhe ofereceu o anonimato e a estranheza bucólica e melancólica que tanto combinavam com sua natureza errante. Ao contrário dos membros da afiliação Umbrae, Isadora é tolerante com o Tru Blood, mas prefere manter práticas tradicionais de alimentação consensual, e seu envolvimento com humanos é sempre feito através dos sonhos, nunca diretamente.
Seus dons oníricos são refinados: ela pode invadir sonhos com precisão e sutilmente manipular memórias esquecidas, sendo contratada ocasionalmente por outras criaturas para recuperar ou apagar recordações específicas de suas vítimas. Vive em uma casa escura, repleta de pinturas distorcidas, vidros coloridos e relógios parados, um reflexo da sua atemporalidade.
Apesar da aparência etérea e do semblante distante, Isadora é cautelosa, observadora, e não perdoa tentativas de controle emocional ou psicológico, especialmente de outros vampiros. Carrega marcas invisíveis do tempo que passou sob domínio de seu maker, e usa a arte e os sonhos dos outros como forma de recuperar o controle sobre sua própria história.
mods como tá o balanço de raças? tem algo que querem muito ver por aqui?
Oi, morceguinho! Não faço contagem das raças, porque as aplicações não são limitadas, mas atualmente está assim:
Humanos: 1
Fadas: 5
Lobisomens: 5
Metamorfos: 1 (+1 ficha pendente)
Vampiros: 19
Um personagem que eu ainda não vi e que acho que seria super interessante, seria algum famoso em ic, uma estrela que se passava por um humano comum e que abriu o jogo pro mundo que é um vampiro. Se ele não for de nenhuma cidade de Louisiana (onde simpatizam com vampiros), de repente isso pode ter afetado a carreira delu.
Mas, sempre vou reforçar que o mais importante é você se sentir confortável e escolher algo que ache interessante de desenvolver.
O convívio entre humanos e raças sobrenaturais nunca foi uma grande questão; a maioria desses seres pareceram se adequar bem ao mundo humano, misturando-se entre eles, passando quase despercebidos. A coisa muda de figura quando se fala sobre vampiros. Predadores, maníacos, famintos por sangue... Essa foi a imagem que os tornou conhecidos por séculos e que até hoje sofrem para apagar.
De que forma você encara o papel dos vampiros na sociedade? Acredita na mudança? Para os vampiros, como querem ser vistos na sociedade?
Informações ooc:
Para contexto ic, essa task é uma propaganda pró-vampiros lançada pelo governo de Sanctum City.
Em ic, a proposta é de que os melhores textos serão publicados no jornal da cidade.
As redações deverão ser postadas com a tag #scttask e o título da task.
Olá, morceguinhos da tag! Passamos por mais uma atualização e estamos com 4 vagas disponíveis, sendo:
1 vagas para Ashport
1 vaga para Crimborne
2 vagas para Veilhaven
O formulário já foi reaberto e os envios estão liberados. Lembrando que as reservas são obrigatórias para o cadastro.
Pra você que ainda não conhecia Sanctum City, que tal conhecer agora? A central tem todas as informações que você pra se aventurar nesse universo e nosso sistema de pontos já está no ar!
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Olá, morceguinhos! Desde a abertura notei um padrão claro de que personagens que passam 5 dias sem fazer ou responder postagens, sempre caem no AC.
Como as vagas da comunidade são limitadas, a partir de hoje, o tempo máximo de inatividade será reduzido de 7 dias para 5 DIAS. Essa informação já foi alterada na página de regras.
Lembrando que caso precisem de hiatus, basta solicitar na DM do Bluesky.
Demorei pra responder essa, porque o sistema de pontos está finalmente entre nós, morceguinho! Você pode conferir aqui como vai funcionar e quais serão os benefícios. Também criei a parte de poderes canônicos para deixar mais claro o padrão do nosso universo.
Não pode mwfc da mod também? Pode sim, vou deixar alguns nomes e as respostas dos morceguinhos linkadas aqui.
Brian Altemus, Owen Thiele, Seo Inguk, Jack Innanen, Ewan Mitchell, Iñak Godoy, Anthony Keyvan, Henry Zaga, Filipe Bragança, Ahn Hyoseop, Leo Suter, Rome Flynn, Jackson Wang, Nuno Gallego, Julio Peña, Bang Chan, Charlie Rowe, Daniel Sharman, Sérgio Malheiros, Kit Harington.
No momento, as reservas estão pausadas, porque todas as vagas se encontram preenchidas e/ou reservadas, mas amanhã tem AC e algumas vaguinhas vão ser liberadas.
Mod, como anda o balanço dos tipos vampíricos? To namorando a cmm faz um tempo, mas quando entrasse queria priorizar algum tipo menos pego.
Que tal parar de namorar e levar esse relacionamento pra outro patamar, morceguinho? Vou deixar como está a questão de tipos vampíricos, mas reforçar que a comunidade não tem limitação nesse sentido, você pode escolher o tipo que achar mais interessante pro seu desenvolvimento, ok?
A típica paz entre as raças pareceu ter retornado à Sanctum City. Alguns moradores podem ter notado uma movimentação incomum e fortes rumores de um novo estabelecimento em Veilhaven. No dia 04/08, os rumores se revelam verdadeiros com panfletos espalhados por toda a cidade:
"INAUGURAÇÃO:
Alana Lawson te convida para uma noite inesquecível no He(LL)aven on eARTh, seu mais novo bar.
Música ao vivo. Petiscos e bebidas grátis. Não perca.
Temos Tru Blood."
Alana Lawson não é um nome familiar a nenhum morador, mas quem poderia recusar drinks grátis? O evento começa às 20:00, é melhor se apressar.
Informações ooc:
Nem só de caos vivem os morceguinhos, então trouxe um plotdrop mais leve e sem armadilhas dessa vez. Mas claro que com alguns detalhes especiais.
Ao adentrarem o "He(LL)aven on eARTh", os personagens começarão a apresentar certos sintomas, sendo eles: redução das inibições, alegria e euforia.
Eles podem fazer coisas que sempre quiseram, mas nunca tiveram coragem. Se forem mais sérios, podem se sentir mais relaxados, soltos e falantes. Os mais tímidos podem acabar flertando com aquela pessoa que sempre admiraram de longe. Personagens que normalmente não se dão bem podem ficar amigáveis um com o outro e por aí vai.
Tudo isso vai ser sentido de uma maneira tão natural, que os próprios não vão achar nada de estranho nisso enquanto estiverem no bar. Os "sintomas" desaparecem assim que eles saírem de lá.
Esse plotdrop tem relação com os acontecimentos ic até agora e terá mais um plotdrop relacionado antes do final do arco.
POVs poderão ser postados na tag #sctpara com o título do plotdrop.
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Pronomes: ela/dela
Nome: Seraphine Voldaren
Data de nascimento: 23/09/1647 (aparentando 25 anos)
Local de nascimento: New Jersey + Estados Unidos
Faceclaim: Emiru + Streamer
⚠️ Trigger Warnings (TW): Violência gráfica, Morte de familiares, Gaslighting
“Origens e Encontro com o Mundo Vampírico”
Seraphine nasceu em 1647, nos Estados Unidos, em uma família humana influente e respeitada no comércio local. Durante sua infância, sua vida era relativamente tranquila, até que a família decidiu migrar para a Inglaterra, buscando ampliar seus negócios e alianças. Foi nesse momento que eles cruzaram caminhos com os Voldaren, uma das mais antigas e poderosas famílias vampíricas da Inglaterra, cuja influência se estendia muito além das sombras da nobreza vampírica.
Os Voldaren mantinham vastos empreendimentos e exerciam um poder sutil, mas eficaz, nas redes comerciais e políticas. A família de Seraphine, por sua vez, se posicionava como uma força honesta e ética, o que os colocou em oposição direta aos Voldaren. Embora desconhecessem a verdadeira natureza sobrenatural dos seus rivais, sentiam a ameaça por trás de suas táticas manipulativas e a facilidade com que os Voldaren “convenciam” aliados e inimigos. Essa rivalidade cresceu, alimentada pela luta por espaço e controle no mundo dos negócios.
“A Tragédia e a Transformação”
O ponto de ruptura veio numa noite fatídica na mansão da família de Seraphine. Olivia Voldaren, a temida matriarca do clã, decidiu eliminar uma ameaça potencial: os pais de Seraphine. O ataque foi violento e implacável, deixando a jovem órfã e consumida por um turbilhão de emoções — principalmente raiva e uma solidão esmagadora.
Apesar do ódio que nutria pela mulher que destruiu sua família, Seraphine carregava também uma estranha fascinação pelo poder e pela natureza vampírica dos Voldaren. Olivia reconheceu essa chama e viu na jovem um potencial extraordinário. Em um ato tanto de crueldade quanto de visão estratégica, Olivia transformou Seraphine em vampira, forjando-a para ser sua sucessora e herdeira do império Voldaren. Sob sua tutela, Seraphine aprendeu a dominar a escuridão que agora corria em suas veias, absorvendo as lições do poder, da manipulação e da paciência necessária para sobreviver e governar.
“Ascensão e a Habilidade Única”
Durante quase dois séculos após sua transformação, Seraphine aperfeiçoou suas habilidades e consolidou seu lugar na hierarquia da família. Em meados de 1839, ela desenvolveu um dom raro.
Todos os vampiros possuem uma capacidade natural de influência hipnótica, geralmente usada para atrair e persuadir suas presas a se submeterem voluntariamente à alimentação. Essa habilidade, no entanto, costuma se limitar a uma forma sutil de sedução e sugestão. No caso de Seraphine, porém, essa aptidão evoluiu de maneira diferente. Em vez de desenvolver um domínio sobre a manipulação de sangue, ela aprofundou-se no refinamento do chamado “glamour”, atingindo um patamar avançado de controle mental. Seraphine é capaz de invadir e moldar as lembranças das pessoas, reescrevendo memórias ou plantando falsas recordações, ultrapassando em muito a simples necessidade de se alimentar. Sua influência toca diretamente a mente, permitindo que ela altere a percepção da realidade de suas vítimas de forma precisa e quase imperceptível.
Esse poder não só reforçou seu prestígio dentro da família, como também lhe conferiu uma vantagem estratégica poderosa em conflitos internos e externos. Sua ascensão foi marcada por uma combinação de inteligência, força e uma visão fria, que a tornou uma figura tanto respeitada quanto temida dentro do mundo vampírico.
“Missão em Sanctum City”
Reconhecendo seu talento singular e sua astúcia, Olivia a enviou para morar em Sanctum City. A princípio, a missão oficial de Seraphine era vigiar Amabel, e garantir que as decisões políticas e sociais da cidade estivessem alinhadas com os interesses dos Voldaren.
Porém, o que era para ser apenas uma missão de controle transformou-se numa inesperada aliança. Seraphine desenvolveu uma admiração genuína por Amabel e pela cidade, vendo em Sanctum City um local onde poderia finalmente respirar longe das pressões e intrigas familiares. Ali, ela começa a arquitetar seus próprios planos e a explorar possibilidades para seu futuro, equilibrando seus deveres com suas ambições pessoais. Não demorou muito tempo para ser receber o cargo de xerife de Crimborne – Afinal, era poderosa e conhecida o suficiente para que só seu nome fizesse a espinha de algumas pessoas congelarem um pouco.
“Personalidade”
Seraphine é uma vampira com aparência jovem e inocente. Tem somente 1.60m de altura e sempre parece entediada, especialmente em situações formais como reuniões dos xerifes vampiros. É comum vê-la distraída, jogando videogame, vestindo fantasias, brincando com pequenos objetos ou imersa em seus próprios devaneios, o que pode enganar qualquer um que subestime sua atenção aguçada.
Apesar dessa aparência de desinteresse, Seraphine é extremamente analítica e atenta. Cada palavra, gesto ou silêncio ao seu redor é absorvido e processado, alimentando seus planos silenciosos. Ela mantém uma postura neutra em relação às disputas internas da família Voldaren, demonstrando uma lealdade superficial enquanto trabalha para garantir que sua ascensão aconteça no momento certo, com paciência e frieza calculada.
Nos salões silenciosos de Redgrave Hall, entre tapeçarias desbotadas e retratos de olhos vigilantes, Trevor Redgrave explorava seu tédio solitário com o cair da noite. Último herdeiro de uma linhagem ancestral de vampiros que remontavam à antiga Bretanha, ele carrega nos ossos o peso do tempo e, no coração, o desprezo pelos fracos.
Por séculos, sua família reinou nas sombras, observando impassível as eras humanas passarem. Eles viam os mortais como gado — necessários, mas descartáveis. Quando os rumores sobre uma nova era para os vampiros chegaram, Trevor escutou com ceticismo. Um sangue sintético chamado Tru Blood havia sido criado por uma cientista chamada Rosalind J. Hansen. Um líquido que imitava o sabor e a nutrição do sangue humano, permitindo que vampiros “saíssem do exílio” e convivessem com os vivos em paz.
Paz. A palavra soava como um insulto aos ouvidos de qualquer vampiro que carregava sua maldição eterna com orgulho.
Convidado por antigos aliados, ele partiu para o estado da Louisiana, mais precisamente nos arredores de Sanctum City — não por curiosidade, mas para julgar por si mesmo o quão longe sua espécie havia caído. E foi ao chegar à cidade e ver vampiros frequentando bares humanos, bajulando políticos, implorando aceitação, que fez com que o sangue frio que jorrava em suas veias fervesse. O, ainda jovem, vampiro viu aristocratas milenares beberem Tru Blood em taças de vidro como se fossem vinho barato, enquanto riam entre humanos — esses mesmos seres que haviam caçado os seus por séculos e continuavam.
Mas foi onde encontrou os Bloodreavers. Eles eram um grupo pequeno, quase mítico, formado por vampiros que recusavam o sangue sintético e pregavam a supremacia de sua espécie. Para eles, Tru Blood era uma blasfêmia — uma fraude que desonrava o dom que carregavam. Eles não queriam coexistência; ansiavam pelo domínio. Queriam lembrar aos humanos que o topo da cadeia alimentar pertencia aos predadores, não às presas.
Trevor, com seu sangue velho e sua alma endurecida, se viu em casa entre eles. Ali passou a iniciar incursões com o apoio de outros vampiros do grupo. Cultivar a ideia de um novo reinado, onde os humanos seriam colhidos como antes, mas com método, com propósito. Acreditava que a sociedade moderna era um tabuleiro e que os humanos eram apenas peças. Eles se reproduziam rápido, ansiavam por direção e viviam em negação da própria mortalidade. Perfeitos para serem manipulados.
Logo, seu nome ganhou peso entre os Bloodreavers. Alguns o chamavam de Devil’s Night. Outros, simplesmente, de Redgrave, como se seu nome ancestral bastasse para impor temor. Enquanto os vampiros pacifistas celebravam sua nova liberdade ao lado dos humanos, ele tecia sua conspiração pelas ruas de Louisiana. Trevor não queria apenas resistir à nova ordem. Queria destruí-la. Redefinir o equilíbrio. Porque, para ele, os vampiros não deveriam pedir licença para existir. Eles deveriam governar.