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{EVENT} "So will someone come and carry me home tonight?" | FLASHBACK D3 | Malec
ㅤㅤㅤㅤEra uma noite razoavelmente quente, embora uma ventania refrescante trouxesse um pouco do ar gelado do norte. Sua camisa de linho ligeiramente suja grudava-lhe na pele devido o suor, que escorria por uma linha fina de seu rosto e outros lugares que não precisava citar. Além de um banho que não faria mal nenhum. Todos deviam achar que piratas não tomavam banho por gosto próprio, mas ninguém queria ficar sem água caso o rum acabasse, ainda mais em alto mar. Quem gosta de água salgada? Aparentando ou não, Alec ainda precisaria muito mais do que aquela pequena garrafa de rum que trazia consigo pelas vielas de Vidar para cair de bêbado, e não estava querendo fazer isso longe de uma cama limpa de uma pousada. Se algum guarda o encontrasse não evitaria seu pé dançar pela barriga do pirata com boas pancadas. Era como agiam com os sem rumos caídos pelas vielas.
ㅤㅤㅤㅤSuas passadas eram rápidas, para quem estava no início da embriagues, agitado e com um sorriso alegre na face, cantarolando por onde quer que passe. — Don’t forget your old shipmate, faldee raldee raldee raldee rye-eye-doe! — Sua canção foi interrompida quando notou uma movimentação mais adiante. Via duas figuras, quase que entrelaçadas, se tocando. De primeiro momento, achou que fosse apenas um casal que não tivera paciência para chegar em casa, até que ouvira um palavrão e logo em seguida um “Me solte!”. Semicerrou os olhos, tentando distinguir as formas, estava ligeiramente longe deles. Foi se aproximando sorrateiramente. Deixou a mão esquerda cair sobre a base da empunhadura da adaga que ficava presa à suas costas, enquanto se aproximava e observava. — Yo. — Chamou a atenção do cara que tocava na mulher à força. Não havia reconhecido-a. Mesmo sendo um pirata, Alec tinha algo que poderiam chamar de honra, talvez? Mas ele “trabalhava” para pagar suas próprias prostitutas. — Falta-lhe ouro para pagar por uma, verme? — Questionou o homem, despreocupado. Virou outro gole de rum garganta a baixo e sorriu para ele. — Vamos, vamos. Não quer chegar ao alvorecer com formigas saindo-lhe da boca, quer? — Desafiou o homem, que agora tinha parado de tocá-la. Piscou para a moça e foi quando a reconheceu. Maimie Jones! A dona do Miss Chaleira em Tortuga e uma das melhores anfitriãs para com os piratas, desde que não queiram roubá-la na cara dura.
- Eu não sou...- cortou-se quase de imediato, contrariando seus recentes instintos impulsivos. Ela não esperava que alguém fosse parar para ajudar. Ela não esperava que um homem parasse para ajudar. E a possibilidade de que alguém, um homem e pirata viesse em seu auxílio sequer cruzou seus pensamentos enquanto seu agressor, ainda meio embriagado, empurrava seus punhos contra a parede com uma das mãos e tentava segurar a mandíbula de Maimie para que pudesse beijá-la. Era certo que a Madame Jones já havia beijado incontáveis homens, alguns levianamente e outros com um propósito, mas nunca, jamais, deixou que alguém se aproveitasse de sua condição feminina e descomprometida; nem mesmo quando pequena, ainda na rua, quando tudo que comia provinha furtos esporádicos às carteiras alheias. Ficou imensamente surpresa com a vinda da ameaça do homem para seu agressor, embora sua surpresa não fosse superada pela deste mesmo, que ficou sem palavras por um breve momento.
Aproveitando a breve distração, Maimie ergueu o joelho com uma rapidez necessária para deixá-lo ainda mais desnorteado quando encontrou com as partes que faziam-no homem. Viu-o curvar-se sobre a barriga e voltou-se para ela com os olhos repletos de fúria e desagrado. - Yo-ho! - cumprimentou o pirata meio de longe, rapidamente, enquanto o outro se recuperava. Virou-se para seu "salvador" com urgência, e embora soubesse que se tratava de um pirata (aprendera há muito como distingui-los), não tinha realmente prestado atenção até aquele momento; Alec Downey, Poisoned Rum. Claro. Alec. Maimie poderia nomeá-los todos, afinal, todo bom pirata havia entrado na Madame Chaleira e toda boa dona de taverna sabia exatamente quem cruzava por suas portas. Debateu-se contra os braços fortes do homem, que voltaram a segurar-lhe, por alguns poucos segundos antes de jogar a cabeça para frente, causando um impacto embaraçoso contra a do agressor. Embora estivesse aliviada por reforços, ela jamais se permitiria ser a donzela em apuros na mais alta torre. Jamais admitira que, naquele momento, realmente era.
The blood on my lips || Songs for weary queens and wounded souls [listen]
{EVENT} "So will someone come and carry me home tonight?" | D2 | Malec
Maimie enrolou os braços no tecido fino que cobria seus ombros e ergueu-os na altura do nariz apenas para sentir o cheiro agradável e familiar de casa que lhe trazia. Ela odiava Vidar. Não era suspeita em dizer —apesar de sua lista de lugares favoritos se resumir muito bem em Tortuga —, já que basicamente toda a Tragédia Shakespeariana que sua vida fora tivera como cenário principal aquele específico reino. Abandonamento, assassinato, morte, traição, mais morte e assassinato... Tudo. Se não fosse pelo fato de que absolutamente todos estavam ali (inclusive todos seus clientes), ela nunca, jamais, teria colocado os pés para fora do Madame Chaleira para seguir para o único destino completamente indesejado.
Fosse como fosse, ali estava ela, andando em plena madrugada pelas ruas praticamente desertas de Vidar, relembrando seu passado escuro, após ter ouvido o discurso da rainha e ter presenciado a explosão repentina da estátua. A explosão. Este mesmo havia sido a fofoca principal por horas após o acontecido, mas logo o assunto havia cessado e tudo que restava para trás eram as acusações duvidosas e "cheias de dedo" para cima de todos —piratas, principalmente, o povo e até mesmo a própria corte vidariana. Ela, particularmente, não se importava; seu mundo era muito distante daquele, sua realidade bastante divergente daquela para que realmente afetasse-a. Mas isso, claro, não impedia-a de fazer as próprias acusações no silêncio de seus devaneios.
A brisa chegou ao seu rosto, quase arrancando-lhe o véu fino das mãos. Apesar de todas as más memórias que Vidar pudesse trazer, as boas também estavam ali —conturbadas, sujas e entrelinhas, mas ainda ali. Por aquelas exatas ruas, havia se apaixonado pela primeira vez. E, embora houvesse sido o maior erro de toda sua insignificante vida mortal, fora uma das maiores, mais mágicas experiências quais já presenciou. Nem mesmo o maior dos ilusionistas poderia repetir tal truque, tamanho fora ele. Não se arrependia, no entanto. Tal simples erro havia levado-a a fundar o projeto de sua vida: a Taverna da Madame Chaleira, o refúgio majoritário para piratas sóbrios se tornarem piratas bêbados, o melhor rum valkyriano. Maimie se orgulhava em dizer que conhecia-os todos pelo nome, afinal, nenhum pirata decente não havia não passado pela Madame Chaleira —mortos e desertores excluíam-se da categoria, obviamente.
E a última ventania havia sido definitiva. Seu lenço longo e azul saiu voando pela extensão da rua parcialmente vazia e escura. Apesar de ser um poço vivo de coragem, não se aventuraria ali por um lenço especialmente bem-feito e caro que comprou no dia anterior nas feiras de artesanato. Deus sabe o que, diabos, sairia dali —piratas bêbados não lhe assustavam mais do que esquilos, mas homens vidarianos bêbados... Bem, digamos que não era exatamente o tipo de aventura que estava preparando para a noite. Continuou sua caminhada, cruzando os braços na frente do peito para evitar os calafrios; não estava frio, mas Maimie parecia estar se arrepiando com qualquer coisa naquele dia.
Foi perdida em pensamentos que estava quando uma mão tocou sua cintura sorrateiramente e subiu por toda a extensão do tronco da mulher, puxando-a para perto. Mais perto do que o permitido. Sentiu todos os fios de seu corpo eriçarem-se em um desespero silencioso; havia passado por uma inspeção minuciosa com um dos guardas após a explosão e não carregava nenhuma adaga na liga da meia calça ou entre o espartilho; seria impossível se livrar dos braços do homem velho, maltrapilho e enorme que segurava-a com força. Tentou se contorcer e soltar-se, mas era tarde: o velho segurou seus punhos com apenas uma das mãos e colou-a na parede mais próxima com firmeza, enquanto a outra, acariciava sua coxa por cima do vestido. Resmungou um palavrão em alto e bom som, mas duvidava que alguém tivesse peito para enfrentar o homenzarrão. - Me solte!-, mordeu seu braço com força, cuspindo em sua cara logo em seguida. Contorceu-se ainda mais e resmungou, tentando dar socos com suas mãos imobilizadas ao alto da cabeça.

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M!a: genderswap por meia hora
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*joga purpurina e se transforma*
Boatos de que tu tem uma filha perdida por aí
Nádegas a declarar sobre tais rumores.
I'm not looking for absolution. I want revenge!
Athos & Milady The Musketeers 1x01 - Friends and Enemies

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{flashback} "Forgive me, Father, for I have sinned often" | Maimie J. & Damien O.
Maimie envolveu os fios castanhos com sua capa para poupá-los da chuva que estava vindo. A corrente de ar jogada em sua direção forçou-a a fechar os olhos com firmeza e segurar o tecido pesado que envolvia seu vestido. A rua estava estranhamente vazia; apenas os passos de seu salto ecoando nas pedras sobre as várias poças de água que já se formavam e o sussurro constante do vento. O céu cinzento parecia contrastar muito bem com o clima mórbido daquele dia em especial. E Maimie parecia misturar-se àquilo com uma facilidade assustadora, mesmo enquanto erguia a barra do vestido cuidadosamente para que não tocasse na água. Tinha os traços sombrios e elegantes e a expressão determinada estampada nos olhos verdes, embora estivesse apenas caminhando. Mas aqueles que estivessem acompanhando-a com frequência saberia que Maimie não caminhava, simplesmente. Todas suas ações visavam um objetivo maior e aquela não se excluía da categoria ―estava indo encontrar seu empregador, o homem que não via há séculos, para um trabalho excepcionalmente importante. Não tinha dimensões do quão importante seria, é claro, até que ele que ele pedisse para encontrá-la no mais improvável dos lugares: a Catedral do Seminário. O último lugar do mundo em que uma pecadora profissional entraria. E era exatamente por isso que era tão genial, apesar dela ter jurado, anos atrás, jamais pisar numa. Hora de quebrar suas promessas, Jones.
Inesperadamente, uma carruagem passou bem ao seu lado, respingando água sobre toda a extensão de seu vestido. O carroceiro ralhou algo inteligível, que poderia ser desde uma desculpa mal elaborada até um praguejo como “argh, mulheres!”, e continuou sem sequer olhar para trás. Maimie praguejou também em tom baixo e subiu numa das escadas. Já em frente às grandes portas de madeira, a mulher abaixou-se em sinal de respeito e repetiu o gesto da cruz que tanto via as outras fazerem em dias sagrados. Nunca frequentou uma igreja, já que nunca acreditou em Deus; ela viu e viveu a miséria, vivenciou a fome em sua própria carne e sofreu tanto (ou mais) quanto um homem na idade velha. E ela sempre se perguntou: que tipo de Deus é esse? Um Deus que deixa seus “filhos” subirem em cima dos outros por poder, um Deus que transforma água em sangue, mas que deixa a raça humana se auto dizimar pela fome, guerra e miséria sem levantar um único dedo sequer? Um Deus que prefere os homens às mulheres. Esse Deus, com certeza, Maimie jamais veneraria.
Adentrou o local sagrado e seguiu pelo corredor, cabisbaixa, para evitar reconhecimento. Seu superior, patrocinador e amante encontrava-se na segunda fileira, ajoelhado sobre o suporte de madeira em sua frente e segurando um terço com força. Seus lábios se moviam, mas Maimie não sabia se ele estava realmente orando. Ele era um pecador, assim como ela. Como esperaria clemência divina? Por que ele queria anistia? Provavelmente estaria apenas fingindo para misturar-se ao ambiente. Maimie pronunciou a “senha” como numa prece. Demorou alguns segundos, mas ele respondeu, mudando de conta, os olhos ainda fechados. “Seu homem está no confessionário”, sussurrou e ela concordou com a cabeça num gesto quase imperceptível, “Um civil?”, indagou ainda mais baixo. E, novamente, a resposta demorou-se: “Um homem do clero”. Maimie quase engasgou com a própria saliva.
Nunca havia matado um membro do clero, pelo menos não membros importantes. Não que ela nutrisse qualquer respeito por essa classe, mas porque jamais haviam lhe pedido algo tão extremo, afinal, assassinatos da alta classe eram investigados com mais afinco que nenhuma outra. Mas Eleanor já era experiente: foi criada em meio a tudo isso, afinal de contas. Sem mais delongas, vestiu a luva de couro e levantou-se, seguindo mais adiante no corredor e parando apenas para curvar-se levemente sobre a cruz.
A sala do confessionário era tão silenciosa quanto o resto. Observou uma outra mulher deixar a cortina antes de entrar. Percebeu, um tanto atônita, que apenas mulheres preenchiam os bancos da igreja; provavelmente forçadas por seus rígidos maridos que temiam o adultério. Ridículo, resmungou mentalmente, enquanto elas estão aqui, rezando por um crime nunca cometido, ele está lá, agarrando-se com a empregada na grande cama do quarto do casal. Era esse tipo de hipocrisia machista que a deixava abismada com a igreja. E uma pontadinha de remorso por ter sido ela a colocá-la na forca, é claro. Soltou um suspiro fundo e começou: “Perdoa-me, Pai, pois eu pequei”, e pela primeira vez em muito tempo, não estava mentindo
{flashback} Deadly State of Seduction | Daimie
Maimie já deveria saber que o dia seria especialmente ruim assim que acordou pela noite com o som estridente de garrafas quebrando alguns andares abaixo. Era sempre assim: dormia pela manhã para aguentar a noite alerta e acordada, bem de olho nas confusões piratas que a Madame Chaleira parecia sempre atrair. Pulou da cama com agilidade, apalpando o travesseiro pela adaga afiada que ali deixava por precaução e passando um de seus vestidos pela cabeça, afinal, não era de seu feitio aparecer desmantelada em público, mesmo que para apartar uma briga. Apertou bem o espartilho, como tinha o hábito de fazer para seu ex-marido, uma experiência romântica mal sucedida que resultou em morte para ambos os lados.
Os últimos meses estavam sendo difíceis; abrir uma taverna numa ilha de pouso pirata era como jogar mel num formigueiro ―logo todos eles estavam ali, com seus maus modos característicos e desrespeito evidente, afinal, a dona era uma mulher e sempre tinham os engraçadinhos que achavam que poderiam tirar vantagem desse fato. Abrira a taverna em pouco tempo e ainda não tinha o requisito primordial para se administrar um lugar como aquele: respeito. Já havia socado a cara de alguns piratas sem-vergonha, quebrado garrafas de rum em outros e feito pequenos cortes em mais alguns, mas, aparentemente, ser uma mulher bem próxima ao mundo pirata era ser sinônimo de mau agouro ―havia aprendido isso anos antes, quando abandonada, ainda bebê, em sua própria sorte e colocada no mar pelo seu digníssimo pai pirata. E ela estava farta de ser tratada de forma tão brutal por esta tão digna classe de trabalhadores. Estava farta de ser tratada como achavam que uma mulher deveria ser tratada.
Desceu as escadas carregando a faca nas fitas do corselet azul apenas para deparar-se com dois homens sujos e cabeludos, rolando no chão como duas morsas gigantes cruzando e urrando de ódio enquanto outro pirata entregava-lhes garrafas vazias para quebrar na cabeça do outro. O motivo ela não sabia – que poderia variar desde o assassinato do irmão até um desentendimento sobre quantos yo-ho a música possuía no refrão -, mas sabia que teria de tirá-los dali antes que tivesse de contratar mais gente para limpar o sangue e cacos de vidro que se espalhavam pelo chão. O homem do balcão encontrava-se bem encolhido no canto, mas Maimie não o culpava de fato, apenas tinha certeza de que deveria demiti-lo após aquilo tudo, pois de quê valia um homem ali dentro se este mesmo era o primeiro a se encolher quando uma briga começava?
Maimie dobrou-se sobre o balcão de bebidas para alcançar uma garrafa para chamar a atenção geral, mas, no entanto, sentiu uma mão se esfregar em sua cintura, subindo cada vez mais até o decote do corselet. Com um avanço rápido, ela puxou a adaga das fitas e virou-se, a lâmina brilhante ido de encontro ao pulso do pirata caolho. “E da próxima vez será em seu olho bom, skallywag imundo” advertiu, pisando no pé do homem. Com a garrafa em mãos, Eleanor Jones arremessou-a do outro lado da parede. Tudo cessou. Ela percebeu, com espanto, que a calmaria repentina não provinha de seu ataque à parede, mas sim das dobradiças da porta. Esta, por sua vez, abriam passagem para um novo grupo de piratas. E lá vamos nós novamente, Jones.
já provou da estocada do darius?
Acho que já sabe a resposta para sua pergunta, amigo cinza.
assim como toda boa valkyriana huehuehue
Tá de olho em algum pirata especifico?
As always
Onde come um, come o a tripulação inteira, não é mesmo?
Temo que não. Nem todos têm o prazer de experimentar esse prato aqui.

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vadia dos piratas ou só faz embriagá-los mesmo?
Depende do tipo de pirata que estamos lidando, meu amigo cinza.
the musketeers [BBC] characters: Milady de Winter insp (x)