Hoje eu bato o martelo enquanto uma nova pessoa.
Eu me exponho quando me doo demais a tudo e a todos, mas não a mim mesmo. Eu crio necessidades e em ajudar demais, me importar demais, e ceder demais a coisas que no final só me levam a elevados saldos de sentimentos ruins e impotência.
Mas eu sou tão bom.
É, mas com toda bondade você consegue se adoecer e deixar de lado o que é mais importante na sua vida: você mesmo. E o pior de tudo é que nesse momento você se torna apenas uma casca enquanto distribui demasiado afeto. E as pessoas costumam escalar suas costas através de sua doação: essa casca termina não suportando. E quando você volta, tem que ficar reconstruindo tudo. De novo e novo.
Quer saber? O melhor caminho é individual e falo isso como quem descobriu algo fantástico, mas é uma verdade que existe a muito tempo e eu apenas nunca quis levar esse modelo em vida.
Mas hoje eu bato martelo enquanto uma nova pessoa, por que jamais voltarei as aceitar migalhas só por dar valor ao caos dos meus erros ao invés de minhas qualidades. E sabe aquele botão do “foda-se” que todos temos? Pois é, vai continuar desligado, porque eu tenho consciência de que não preciso disso, não preciso ligar e inconscientemente (talvez nem tanto) viver uma crença falha de que vou estar fazendo o certo, porque não.
A gente tem o mal de problematizar o que é simples de se cuidar Mas sempre buscamos alternativas estranhas e dolorosas no processo, que quando a batata esquenta, criamos a ilusão de que “ligar o foda-se” vai resolver as coisas. Ate pode fazer algum sentido, mas nunca resolve.
Então, tardar uma obrigação consigo mesmo que só serve para elevar e acalmar, curar o coração e a vida, é o erro mais feroz que o ser humano pode cometer a si mesmo.
E nessa nova decisão, crio um compromisso comigo mesmo de engolir as angústias, suprimir certas vontades e estabelecer uma única regra: Não permitirei nada que seja menor do que eu mereço.
















