"nada de fotos, noah. preciso manter a minha vida de fantasma em particular!" embora tenha, sim, uma coletânea de fotos em uma câmera digital um tanto... velha. reservada para registros de momentos que considera memoráveis, quiçá se estivesse com a pose dela agora, rowena iria tirar uma foto do ex-cachorrinho com o título: carinha engraçado. "você é uma graça." articula com a sinceridade nata na ponta da língua, o passo para frente minimiza a distância entre os dois. coloca as mãos para trás, o corpo suavemente inclinado para frente ao piscar mais devagar. "assim está bom para você me olhar? hmmm." é claro que preserva o próprio espaço pessoal; porém, é ligeiramente arteira ao roçar o nariz no dele. "dois olhos, uma boca, um nariz... que mais que você precisa para um retrato falado?"
"mesmo?" um sorriso arteiro e particularmente satisfeito ornou os lábios de rowena; um quão orgulhosa por conseguir provocar uma reação adorável em noah. "então já sabemos como resolver essa questão." o empurrou gentilmente com o ombro, o risinho repercute quando observa a pontinha das orelhas vermelhas. "ah, você sabe! você é um cara bem... à vontade, sei lá." parece à primeira vista uma persona espontânea e carismática, embora seja esperta para saber que nem tudo é o que parece. "o cara que escreve as histórias?!" demonstra interesse em qual é o trabalho dele, afinal já havia partilhado um pouco de sua profissão alguns instantes atrás. "quem sabe algum dia!" é a sua vez de fazer charme quanto à fala aberta e pouco assertiva. "meu deus, noah! do teu papagaio, cara."
não há intenção de fazer uma piada infame com o nome; embora a reação exasperada provoque riso genuíno. a parte mais cômica é quando ele é repreendido, depois explica e mostra a foto que julga ser do papagaio e não de outra coisa. "fotos do papagaio dick, por favor!" morde os lábios para reprimir outra gargalhada, o esforço laborioso para voltar à postura mais sólida e impassível! "tua cara 'tá toda vermelha!" comenta por achar adorável e não na intenção de reprimir ou constranger. "não é?" concorda com um sorriso bonito nos lábios, a situação, quão excêntrica e improvável, tem o seu carisma! conquista mais do que um risinho solto, mas uma sensação genuína de... extraordinário. "meu instinto de fantasma diz que você deveria ter autopreservação, cara! vai facilitar tanto assim meu trabalho? meio suspeito."
o toque gélido sob o rosto cálido não gera sensação de desconforto. pelo contrário, fê-la sorrir e, por impulso, segura a mão dele contra a própria bochecha. rowena observa, com atenção e certa astúcia, se o rosto dele vai ficar vermelho outra vez. "sim, vamos assistir." afirma ainda com o contato visual fixo nos olhos bonitos, o risinho envergonhado ressoa em seguida. "caramba, que olhos bonitos! fiquei até meio intimidada e tal." um pequeno passo devolve a distância confortável; um quão familiar destinada a pessoas próximas. "sério? então vamos ver como se fosse, sei lá, a primeira vez! porque eu não me lembro muito bem também." não mente para deixá-lo à vontade; apenas percebe que não tem tanta recordação sobre a filmografia favorita.
"uhum, primeira vez comendo uma nuvem..." sentou-se à frente de noah, o pratinho com os doces sendo organizado bem ao centro da mesa. quando presta atenção no prato salgado, nota uma semelhança particular com gnocchi. a textura causa curiosidade no palato pouco apurado; afinal, rowena ama tudo o que come! "o seu favorito 'pra começar? vai se arriscar tanto assim?" o joelho bate na perna de noah, o risinho engraçado por achar o lugar ridicularmente apertado! "bom, eu sou bem sincera. só 'pra você saber."
não sabe direito se será um alimento compacto ou fofinho, portanto, é um tanto sem jeito que morde a pontinha. segura na mão de noah sem querer, a surpresa é tanta quando arregala os olhos, em satisfação. "caramba! não é que é gostoso?" coloca a mão discretamente na frente da boca, o olhar se espanta quando percebe a quantidade de boazi sobre a mesa deles. "ah, agora 'tô me sentindo mesquinha! só comprei dois doces. vou voltar lá!" afirma quando volta a comer o boazzi, os olhos fechados diante da surpresa do sabor extraordinário. "parece um bolinho, né? come também! não fica me olhando só." segura com cuidado um bolinho, mais fácil de pensar e falar, quando oferece quase de encontro aos lábios do rapaz. relembra, porém, da quentura e replica a ação cuidadosa de assoprar para que ele não queimasse a boca. "agora sim!"