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– É… Isso é verdade. – confessou, mas nada que ele não pudesse fazer e conhecendo Adrian como ele transparecia ser, se não quisesse de fato fazer, lhe diria não além de suas insistências, o que deixava a desejar no quesito “pessoa indobrável”. A exaltação de Adrian fez ela parar por um segundo e encará-lo, tombando depois a cabeça de lado enquanto ele acabava de falar – Na realidade, eu tenho uma porção deles. O Sean, John, Quinn, Sky, Psali, King. você… E eu posso continuar dizendo nomes, mas que seja. Você está nela, notou? – questionou retoricamente – E embora você seja um ranzinza, chato e mau humorado, e que muitas vezes me maltrata e eu não tenho dúvidas que muitas vezes seja de propósito, eu gosto da sua companhia. Só que você é tão fechado que se eu não for chata, insistente e intrometida, você nunca. N U N C A. Me deixaria ficar ou ser sua amiga. Você empurra as pessoas para longe… Mas eu quero estar perto de você, e não vejo outra forma de fazê-lo e se tem, gostaria então que me falasse, porque se não, vou continuar desta forma, você goste ou não.
“Barbara, deixe eu te dizer uma coisa: eu não sou o seu amigo.” depois das palavras terem saído de sua boca, reconheceu que ele havia sido um pouco duro demais com ela, mas com Adrian não havia pedidos de perdão, e ela superaria aquilo. “Eu sou fechado porque eu não quero amigos, por favor, entenda isso, eu afasto porque eu quero mesmo, não quero as pessoas por perto. É tão difícil assim de entender isso, porra?” estava começando a ficar irritado mesmo, ele tinha seus motivos, e era mais seguro para todos em volta dele que ele mantesse aquela distância. “Se você for continuar me enchendo o saco, eu vou voltar pra casa, porque não saí de lá pra isso, e você não vai me seguir.”
Puxar o rapaz falhou, com uma força menor que a dele, tudo que fez foi travar no lugar quando ele a impediu, fazendo ela revirar os olhos e se voltar para ele – Vamos Adrian, por favor. Quando é que eu te peço alguma coisa? – talvez sempre, mas que seja – Eu prometo que vai ser legal. E se não for eu… ham… Deixo você escolher o próximo programa que a gente fizer juntos. Qualquer coisa. Por favor. – pediu deixando os lábios formarem um bico delicado, encarando-o com um olhar de cachorro que caiu do caminhão da mudança, embora duvidasse que essas coisas amolecessem ele.
"Você sempre me pede alguma coisa.” revirou os olhos, dando um último gole de sua cerveja. “Menina, você não tem amigos não? Você me enche tanto o saco pra fazer alguma coisa que parece que eu sou o único que você conhece. Pelo amor de Zeus, vai implicar com outro.” por mais que no fundo gostasse de ter alguém que apreciava sua companhia, Barbara muitas vezes chegava a ser irritante. E ele acabava cedendo, não pelas carinhas que ela fazia, mas pelo simples fato de que havia cansado de sua petulância. Naquela noite, porém, ele não estava afim de fazer nada, e seria muito difícil ela o convencer. “Sabe o que eu vou escolher? Nada, porque eu não quero nada, não planejo “programas” pra fazer com você.”
– Então veio aqui fazer o que? Ficar olhando com essa cara de emo gótico trevoso para as pessoas tentando assustá-las? Você está conseguindo mas eu não to te dando muitas opções agora. – disse pegando ele pela mão para puxá-lo consigo.
“Eu queria beber e observar os patéticos moradores dessa cidade, e já que hoje o bar tá fechado, tive que vir pra cá.” respondeu, não deixando ela o puxar. “Se quer pegar no meu pé, vai ter que fazer isso aqui mesmo.”
“Não vim aqui pra ficar andando nesses brinquedos, então não me encha o saco.”

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Amaris adorava festas, já naquela manhã era possível ver um sorriso verdadeiro brilhando nós lábios da menina. Colocou uma roupa bonita e passou a maior parte do dia se arrumando e quando chegou no festival, a primeira coisa que fez foi se aproximar de uma barraca aonde vendiam bebidas, mas assim que se inclinou sentiu um olhar sobre si, fazendo o sorriso nós lábios da mesma se tonarem um tanto quanto malicioso. — Ei, se vai olhar para minha bunda assim. — Virou-se para a pessoa, umedecendo os lábios para tentar diminuir o sorriso, mas não existia como não sorrir em seu festival predileto. — Devia ao menos me pagar uma bebida.
Uma das primeiras pessoas que viu ao chegar no festival foi Amaris, e era a primeira vez que a via desde que foram para a cama juntos, não que isso fosse de alguma importância. Ficou apenas a observando, não via a necessidade de ir até ela e puxar conversa, mas logo viu que ele não precisaria fazer isto nem se quisesse, pois ela mesma se virou para falar com ele. Se aproximou de onde ela estava antes de respondê-la. “Quem disse que era pra sua bunda que eu estava olhando?”
É claro que numa festa daquelas Sky não ficaria nem um pouco quieta, ou seja, parada num canto. A moça ia e vinha o tempo todo, comendo, bebendo, flertando ou conversando, indo nos brinquedos, qualquer coisa estava valendo naquele momento. Poderia contar nas mãos o quanto tinha bebido, porém como Sky quase bêbada e Sky sóbria era praticamente a mesma coisa, ninguém quase notava a diferença. Chegou em alguém aleatório e resolveu puxar conversa. — Hey, não pude deixar de notar como está bonitx hoje e precisei elogiar. — disse ela, sendo simpática apenas. Geralmente não falava exatamente para flertar e sim para elogiar em si, como gostava de ser elogiada ela também o fazia com outros, imaginava que isso deixaria a outra pessoa orgulhosa por ter arrumado-se e vindo para o festival, além de aumentar a auto estima.
O sueco não fazia ideia do que tinha em mente quando saiu de casa para ir até o festival. Estava andando sem rumo com um copo de cerveja na mão, apenas observando, ele não possuía nenhum propósito ali. Foi pego de surpresa quando a loirinha apareceu do nada, elogiando-o. Ela deveria estar bêbada, era a única razão para estar elogiando-o. “Isso é aqueles clichês de “eu te odeio mas sou atraída por você?”” arqueou uma sobrancelha, dando um gole de cerveja e passando os olhos por ela. Não doeria ser legal e ceder a ela um elogio também. “Você também não está nada mal, loirinha.”
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A tênue súplica a alvorada animalesca derivou ao próspero; vê-lo aceitar a cerne mortífera germinou o prazer quase patológico em Nikolaos. O mérito ao regozijo, porém, era uma dedicatória a Adrian. Cujo fruto carnal do Temor ostentava o egrégio título de prodígio, ou seja, a aptidão ao tétrico. O nefasto era o engenho a corrompê-lo, do contrário, à sua estratégia de guiá-lo a fúria não teria funcionado. Porém, honrando a descendência de Afrodite e Ares, Adrian possuía à sua mercê o ilustre encanto e luxúria digno de despertar em igual proporção a cólera de um guerreiro devastador. Isto é, o Hellström honrava as raízes de seu pai. O indômito dominava a prole de Phobos desde à sua postura a escolha bélica. Algo meritório de um príncipe do horror, pois Nikolaos julgava-o segundo a ótica imperial. Há a existência aristocrática do maligno no outro, portanto, caberia à sua pessoa dar estímulo à carnificina. Ou seja, a intenção de Nikolaos era germinar o animalesco no prodígio. Modéstia a parte, mas a confirmação a eficiência adveio do gemido de lamúria do bêbado. A vértice do crânio do indivíduo ostentava uma coroa, a simbólica referência bíblica ao conter espinhos pontiagudos. Cujo láureo sanguinário era responsável por perfurar o moribundo, gotículas escarlates irradiando da área lateral da face como consequência. No entanto, a excitação em Nikolaos fora resultado do som do chicote. Ondulatória acústica interpretada por seu cérebro como uma melodia, a orquestra sinfônica cujo maestro era Adrian. Ele era o tipógrafo da harmonia, o compositor do lúgubre. À sua função era contemplar o artístico, permitir o nascedouro da sensibilidade. Afinal, não era um ser destituído de empatia. Nikolaos possuía compaixão para com a morte, o óbito jaz em júbilo graças ao sueco. Portanto, este ria em meio ao espetáculo. Um riso de regozijo, a sonância de sua alegria. Depois precisaria recompensar o prodígio, afinal. “À sua glória não deve ser partilhada, o mérito da justiça é totalmente seu. O equilíbrio foi restaurado graças à sua pessoa, cuja compaixão com a morte merece ser recompensada. Os louros da vitória são seus, mas permitiremos que a morte e o medo trabalhem lado a lado. Afinal, ele precisará temê-lo.” Sorriu ao término de sua frase. “A obra-prima é de sua autoria, logo não irei danificar à sua arte.” Disse enquanto aproximava-se do corpo, os dígitos gélidos da prole da morte tangenciando a face pálida do bêbado. “Sabes qual o significado do temor, filho de Phobos?” A retórica fora dita após deixar a face do bêbado, voltando-se a um armário para recolher uma pinça e um frasco de ácido. “O temor não está relacionado apenas ao medo, mas tem uma relação com o respeito. Faço-o respeitá-lo como filho de quem és.” Aproximou-se como uma cobra da carcaça humana suspensa, manuseando a pinça entre os dígitos para aproximá-la das pálpebras do bêbado.
(tw:violência)
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Barbara se limitou a caminhar ao lado de Adrian durante o caminho todo até o apartamento dele, já que ele não era muito de falar e não tinha começado qualquer conversa, achou melhor se manter quieta. Entrou no apartamento quando chegaram no mesmo, fechando a porta atrás de si e assentindo para ele, pois realmente sabia onde as coisas ficavam ali, era o bônus por ser abusada. – Você sabe que eu não encho o saco… Muito. – disse dando de ombros com um riso leve, passando direto pela sala e entrando na cozinha, torcendo a boca enquanto remexia nas coisas que tinha ali. Acabou com arroz, frios e molho sobre a pia, buscando por uma travessa depois. Não perdeu muito tempo preparando o molho e depois disso o juntou com o arroz, fazendo camadas de arroz e frios até a travessa estar cheia, colocando no forno para derreter o queijo, se encostando na mesa enquanto esperava ficar pronto. Ninguém podia negar que Barbara sabia fazer uma boa comida mesmo que tivesse pouco e o cheiro que passou a invadir a cozinha denunciava isso. Tirou a travessa do forno, colocando sobre o fogão e servindo-se de um prato. Não era muito de beber, normalmente não tinha nenhum apresso por qualquer tipo de bebida alcoólica, mas se permitiu capturar uma cerveja da geladeira antes de caminhar de volta para a sala, se sentando no chão encostada no sofá de modo confortável – Tem comida pronta, se estiver com fome… – avisou, antes de se por a comer.
Se acomodou no sofá vermelho com sua cópia de um livro sobre magia e mitologia enquanto ela seguia para preparar algo na cozinha. O que o surpreendeu não foi que ela havia feito algo além das sobras do almoço, mas sim que ela estava com uma cerveja na mão. Arqueou uma sobrancelha desconfiado, olhando da cerveja para ela. "Pensei que a senhorita perfeita não bebesse."

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O que nuuuuuunca vai acontecer, porque você me ama, né? Nunca vai fazer mal para quem cuida de você, né? Sou Belona pacifista das ninfas dos bosques.
Isso é jeito de… de… f-falar comigo? Toma seus livros, Adrian Hellstrom, tenha um ótimo dia. Eu não penso em você sexualmente, as explicações era a título de exemplo. Apenas.
"Nunca vai acontecer se você nunca me der motivos, simples. Belona pacifista das ninfas dos bosques, que adorável."
"Eu sei, Deuses, era só uma brincadeirinha. Obrigada pelos livros."
“Ok. Ok. Só abaixa as ferraduras aí e relaxe, velhote” Fenton deu uma risada debochada, erguendo ambas as mãos em pedido de uma pausa ao amigo “Não faço ideia do que eu faria já que não frequento muito esses lugares. Então sei lá, se a opção é ficar encarando tua cara e te obrigando olhar pra minha, me indica algo pra beber aí” Deu de ombros, acendendo finalmente o cigarro caseiro que possuía entre os dedos “Você não é o manjador desses negócios?”
"Velhote? Eu sou só quatro anos mais velho que você, criança." era fato que Adrian não era o melhor com brincadeiras, levava quase tudo a sério, mas pelo menos sabia devolvê-las quando queria. "Não sou obrigado a olhar pra sua cara, por mais bonita que ela seja, ainda mais se você não for pedir nada, tenho outros clientes mais lucrativos para atender." respondeu enquanto limpava alguns copos, se certificando de que todos tinham seus copos cheios. Ao ouvir o pedido de Fenton para que ele o indicasse algo, o sueco simplesmente pegou uma garrafa de whisky da prateleira, e encheu um copinho de shot para ele, o entregando o mesmo em seguida. "O melhor whisky da casa, aproveite."
E quem disse que eu ligaria para tal julgamento, doce Adrian? Nem de longe ligaria para isso, de qualquer forma estamos combinados, fechado, eu me calo e você se cala. E nem ouse trair isso aqui.
"Eu não disse que você ligaria, já que você ligar ou não, não me impede de dizer o que eu quiser. Temos um trato então, pode ter certeza que irei cumpri-lo."
Ser criativo com ameaças não significa que seja bom em executá-las e nem tente dizer o contrário. Não ouvir. LA LA LA LA. Sem pesadelos para Psyduck aqui. Tem violência boa sim. Partindo do princípio que violência é uma ação ou efeito de empregar força física ou intimidação moral contra; tenho várias. Posso mostrar.
Nossa, deuses, você nunca se olhou no espelho? Seus lábios ficam meio pra fora como se… é tão fofinho. Dá vontade de apertar e torcer e uggggh F-o-f-o. É bom mesmo porque fiquei com ciúmes agora. Só eu posso te chamar de Halls preto. Meu Halls preferido.
“Você só saberá quando me der um motivo pra te ameaçar, loirinha. Tudo bem então, se é assim, você é a ninfa da violência boa.”
“Visto que você já começou a me encher o saco, acho que tá na hora de eu me mandar daqui. E depois de toda essa explicação sexual sobre o Halls preto, você vai mesmo me chamar de seu Halls preferido?”
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O eflúvio funesto era perceptível a progênie de Tânatos, o bálsamo mortífero excitou o olfato do macho em uma espécie de presságio. O vaticínio não fora restrito a olência, pois o gemido da morte em seu tímpano anunciava o que há de vir. Fora necessário, porém, interromper o vocábulo em seus lábios após acolher a aproximação de um bêbado à sua direção. Contudo, o destinatário da cólera do ébrio não fora ele, mas o seu acompanhante. Ou seja, a prole do pânico. O medo fora o receptáculo do ataque de um potencial moribundo. Afinal, qual seria a outra fonte de provável morte àquela hora? A hipótese de ser Adrian a vítima era infinitesimal, portanto, Nikolaos não havia movido um único músculo para defendê-lo. Conservando a elegância genuína em seu olhar, pois o privilégio de contemplar um espetáculo particular fora entregue a ele. O escarcéu cujo palco era a psiquê do humano, visto que não houve violência física da parte de Adrian. Embora estivesse à mercê de uma inércia quase cadavérica, o Petrov havia dedicado total relevância a ação do outro.
Dando-lhe total privilégio de ser o escopo de suas retinas, a íris nebulosa de Nikolaos ostentou a cerne demoníaca após contemplar a gênese da sevícia psicológica. A película dissimulada caiu por terra, pois o júbilo mentecapto era explícito em sua íris. Não apenas as órbes diabólicas, mas aos lábios curvados a um sorriso de excitação. Veja bem, a cerne sádica não era contemplada de forma frequente em Adrian. Portanto, ao vê-lo à deriva da soberania sanguinária, o projétil de Ceifador usufruiu do próprio refrigério. O oásis cuja raiz advém do pânico do embriagado, a criatura que teria à sua existência drenada de sua corpulência através de um provável ataque cardíaco. Pois embora não pudesse contemplar o medo do moribundo, Nikolaos conseguia sentir em seu âmago quando um ser há de perecer. Assistia-o tentar correr, a fuga era o engenho de um pária. Porém, a escapatória fora abstraída de seu arbítrio, porque ele jaz à mercê da inércia. O regozijo da morte fê-lo expor um sorriso satisfatório, desviando a atenção por um tênue segundo para analisar o autor do morticínio. O prazer era quase palpável na extensão anatômica da prole de Phobos. Portanto, Nikolaos não proferiu um único ruído. Não queria correr o risco de retirá-lo de seu êxtase. Em conclusão de que o término do número seria o óbito da criatura. Então, o Petrov estava de fato esperando-o matá-lo. Não apenas em sua psiquê, mas fuzilar cada milímetro da epiderme carnal do indivíduo. Porém, bastava analisar o arsenal de armas a disposição para o seu anseio ser frustrado. Àquele deveria ser o momento de sua intervenção, não para salvar a criatura. Mas para ser o coadjuvante ao massacre, um título que não ostenta de tamanho privilégio. Porém, aquilo era suficiente. O preço de ver Adrian corrompido pela carnificina era superior as jazidas de minerais do submundo. Em um piscar de olhos, as sombras devoraram de forma metafórica os três que ali estavam, teletransportando-os a uma de suas casas de horrores. O ambiente fora arquitetado justamente para torturar os seus êmulos, cada adversário seu fora fuzilado naquele cômodo. Contudo, concederia as honras a Adrian. Ainda em silêncio, os dígitos pálidos do sicário tangenciavam a superfície cortante de uma lâmina aleatória. Aguardando a percepção de Adrian para com a área, mas de forma idêntica a um demônio, Nikolaos moveu-se através das sombras para ficar próximo ao rapaz. “Liberte à sua fúria.” Proferiu de forma análoga a uma besta, estimulando-o a fazer a criatura sofrer. Caso houvesse objeção à sua objeção, pois bem. Ele mesmo iria acabar com o corpo. Qual deles? Tudo é relativo, não é mesmo?!
O prazer de ter uma vida em suas mãos, de estar causando terror extremo a um humano insignificante era quase comparável ao prazer sexual, mas nada era igual nenhuma das duas sensações, não havia nada no mundo que superasse um orgasmo, mas também nada que se igualasse ao regozijo que utilizar seus poderes causava no jovem filho do medo. Talvez o ponto em comum entre as duas coisas que mais lhe davam prazer era exatamente isto: o fato de que nada era melhor. O loiro evitava provocar alucinações em alguém, passando dez anos aprendendo a controlar seus poderes depois da primeira morte que causara. Arrependimento havia consumido-o naquela noite após a atrocidade cometida durante o ato sexual em que se engajara pela primeira vez com a namorada atual. No momento em que seus poderes se manifestaram inédita e involuntariamente o prazer sexual com o prazer de causar medo se mesclaram, e em meio às alucinações da garota, ele sentia como se estivesse ascendendo ao paraíso, caso ele existisse, e a morte dela sob seu corpo o causara um deleite imenso. Mas quando acordou de seu transe, percebendo o que havia feito, a culpa inundara seu ser, e ele prometeu a si mesmo que nunca mais faria aquilo.
Sendo prole de Phobos, crueldade era de sua natureza, e o sueco vivia em um conflito interno, pois ao mesmo tempo que queria sucumbir ao seu lado perverso, queria se livrar do mesmo. Estar na presença de Nikolaos atiçava sua selvageria, então torturar aquele humano fora ainda mais fácil devido à sua companhia. Estava tão entretido no ato que mal notara quando o filho da morte usara as sombras para transportá-los para um local desconhecido, e assim que Adrian percebeu onde estava, assim que vira os objetos ao seu redor, ficara maravilhado. Aquele ali era o paraíso para sua natureza desumana. Seu controle sobre a mente do humano enfraquecera, devido à sua atenção estar sendo roubada pelo novo local. Sorria em resposta ao que estava vendo, notando que se divertiria muito naquela noite. Aceitou as palavras do companheiro e escolheu uma foice, enquanto decidia se acabaria com o homem de vez, ou se o faria sofrer mais. Continuava torturando-o mentalmente enquanto rodeava a sala, procurando outros instrumentos que lhe serviriam bem para o que tinha em mente.
Encontrou em meio aos pertences de Nikolaos um chicote e uma coroa-de-cristo, e aqueles dois objetos o encheram de ideias, escolhendo deixar a foice para o gran finale. Aliviou o bêbado de suas alucinações para que pudesse posicioná-lo de maneira a facilitar seu trabalho. Pendurou o homem pelos braços num gancho preso ao teto, exibindo-o para a tortura que logo viria. Decidiu, desta vez, focar no físico da tortura. Colocou a coroa-de-cristo sobre a cabeça do desconhecido, e rapidamente arrancou as roupas do mesmo, deixando sua pele exposta, garantindo assim uma dor maior ao ser atingido pelo chicote. Os estalos ecoavam pelo quarto, e tais sons misturados aos gritos e gemidos de dor e pânico humano eram como música para os ouvidos de Adrian. Vendo que o colega estava desocupado, decidiu chamá-lo para participar. "Nikolaos, gostaria de me dar uma mãozinha aqui?" indagou com o semblante perverso e contente, encorajando-o a se juntar a ele na tortura da infeliz criatura. “Pobrezinho, não fazia ideia do que estava por vir quando escolheu justamente a mim para atormentar.” dirigiu o comentário aos dois homens no salão com ele, o divertindo claro em seu tom de voz.

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A estática postura que seu corpo tomara era quebrada apenas pelo bater dos dedos no chamado braço da cadeira, a qual Heather afundara o corpo. Seus olhos tentavam ler as expressões que pareciam correr pelo rosto do rapaz, porém rápidos demais para ler, como espíritos correndo ao bater do sino da manhã em um dia dos mortos. Notara, de imediato, que a leitura afetara algo em Adrian, a crescente curiosidade percorrendo as veias da Carstairs como se seus poderes estivessem pedindo por mais daquela sensação. E Heather sentia-se terrível por desejar mais dele. Contemplara que a situação da carta era passado, ou até presente, já que se fosse algo além disto o desconcerto de Adrian não seria tão grande. Ele fez alguma coisa, e sentia medo por isso. O quão irônico era aquilo? O suficiente para o desejo por mais a dominasse, podendo passar horas apenas ali, sentada a observar a troca de feições daquele que a acompanhava. Talvez, apenas talvez, não seja uma tortura ter Adrian por perto, pelo menos até que a curiosidade dissipasse por completo. A torre dele não havia desabado, ainda, porém o primeiro raio do apocalipse já o atingira, e ele parecia saber disso. Heather fugia de todas as maneiras de seus poderes de necromancia, usados por sua mãe para guiar os mortos para seus devidos caminhos, e lá estava a filha de Hecate, ansiando por aquela alma perdida. ❝ — Talvez na próxima, então.❞ Sabia que Adrian não abriria a verdade para ela tão facilmente, e nem esperava que este o fizesse, então entrara em seu jogo, comprando a mentira como um espectador a um show de ilusionismo. ❝ — Claro. E não precisamos pegar as coisas da loja, as mesmas que tem aqui eu possuo em casa.❞ Recolhera as cartas com rapidez, enfiando-as com cuidado em sua bolsa antes de sair. ❝ — Agora, diga-me o motivo de querer testar este encantamento em questão. Algo em particular?❞ Perguntara tão logo começaram a caminhar em direção ao apartamento. Aquela não era, no presente momento, uma tentativa de saber um pouco mais sobre ele, era necessário que Heather soubesse para ajudá-lo com maior precisão.
O sueco forçava um sorriso, tentando fingir que estava tudo bem. Sua farsa servia mais para acalmá-lo e manter sua compostura firme, do que para tentar mostrar a ela que a leitura não havia lhe afetado. Mas era impossível agora enganá-la, afinal ele desabara à sua frente, talvez não do jeito que pessoas mais fracas desabavam, mas seu incômodo e desconcerto eram óbvios, e depois de ter visto o semblante dele mudar enquanto Heather explicava a carta, ela não acreditaria que aquilo não havia mexido com ele. Agradeceu mentalmente por ela ter simplesmente aceitado a mentira, sem insistir, e Adrian admirava e respeitava pessoas que faziam isso, não suportava aqueles que ficavam lhe enchendo de perguntas e querendo saber mais sobre ele. Talvez ela estivesse curiosa, talvez não, o loiro não tinha como saber exatamente, mas mesmo que ela realmente possuísse curiosidade quanto a ele e ao que acabara de acontecer, ela não o pressionava nem questionava, e isso agradava o rapaz e lhe ajudava a manter-se sob controle. "Quem sabe." respondeu com indiferença, já que ele não estava mais interessado em outra leitura, especialmente depois do que acabara de ouvir. "Fico feliz em saber disso." desta vez o sorriso que esboçara fora um pouco mais natural e sincero, estava mesmo feliz em poder sair rapidamente do local, que agora carregava, pelo menos na visão dele, uma energia mais pesada, devido às sensações que a carta lhe causara dentro do estabelecimento. Podia responder prontamente à pergunta da morena, mas decidiu tomar seu precioso tempo, sua resposta vindo minutos depois, em meio à caminhada silenciosa, "Curiosidade.", ele não tinha mais palavras para aquilo, era mesmo curiosidade, e a necessidade de elaborar era inexistente.
All I wanna do is fuck your body ☠ — Lust Commanders — ☠
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Ostentava a dúvida alheia sobre suas habilidades como um motivo para liberar parte da comoção que tingia o recôndito de seu cerne. Uma troca de palavras foi o suficiente para ser a ignição do combustível dos demônios que compunham sua essência, a tez pálida brilhando com o convite da destruição. A frase que causara a onda de brutalidade foi um simples questionamento, um desafio quanto à força e inteligência da jovem. Pois ora, não era a comandante da legião do senhor do submundo apenas pela genética. E foi assim que demonstraria tal feito ao filho de Timor. Não esperou para que outrém concordasse com sua colocação, pois no instante seguinte os dígitos mortais da filha de Plutão seguravam com firmeza e força desnecessária a palma da mão de rapaz, deixando que as sombras os envolvessem e os puxassem para dentro do véu da escuridão. A sensação era a mesma de ter a sua alma congelada, pelo frio, pela escuridão. Não havia nenhuma luz no transporte dos filhos do deus dos mortos. Perder-se também era um risco, ter seu espírito e o do filho do medo presos eternamente nas sombras. Confiava em si mesma, porém, esse era o porque escolhera aquele tipo de transporte para o local desejado. Mas estava acostumada com a sucção sombria de seu transporte perfeito. Não poderia dizer o mesmo da famigerada companhia, porém. O bem estar alheio, todavia, jamais era sua preocupação. Enxergava-o como quem olhava para um brinquedo, um objeto que lhe causava prazer e divertimento apesar das provocações.
Assim que pousaram no chão do centro de combate, largou-o sem a menor sensibilidades, arqueando o próprio corpo. Apesar de familiarizada com o próprio poder, aquilo lhe exaustava. Arrancava a cor de sua pele, a palidez da tez evidente mesmo no escuro do local. As sombras, porém, eram o seu território e eram como eletricidade em sua epiderme, preenchendo-a com o breu que tomava a extensão do local. Assim que ficou ereta novamente, a jovem encarou a sua vítima, pois sequer dignava-se a pensar nele como um oponente. Um sorriso derradeiro preencheu-lhe os lábios fartos e pálidos. Raramente sorria, mas quando o fazia sua face ficava preenchida de uma psicótica dependendo da companhia. “Agora podemos conversar melhor. A sua descrença no que eu posso fazer me magoou profundamente. Você nunca me viu lutar de verdade, Adrian. Não vamos prolongar, certo? O chão está clama por sua face.” Ela aproximou-se dele e desferiu o primeiro golpe com o cotovelo para infligir mais dor nas terminações nervosas alheias. O filho de Timor tinha a vantagem física - ele era alto, grande e mais forte que Phoebe -. Mas a experiência e estratégia eram fundamentais e romanos podiam se gabar do segundo sem dúvidas. Isso não a livrou, porém, se sofrer ataques da parte alheia. […]
O ringue parecia pequeno para segurar ambos naquela situação. O nariz de Phoebe derramava tecido sanguíneo pela pele pálida devido à um golpe que rompera diversos vasos sanguíneos da região, iluminada apenas por uma réstia de luz prateada da janela, criando uma composição genuína. A cria de Timor tinha um corte profundo no lábio avermelhado, que também derramava o precioso líquido vital decorrente da luta interminável. Felizmente, uma abertura na defesa alheia permitiu que ela o levasse ao chão como desejara fazer desde o início da situação. No entanto, fora derrubada junto com o rapaz e ambos lutavam até que ela conseguiu envolver o quadril masculino com uma coxa de cada lado, prendendo-o contra o chão enquanto se sentava sobre o tronco de Adrian. Os olhos esmeraldas tinham uma fúria carnívora e dotada de uma convicção vitoriosa.
Phoebe colocou as palmas das mãos ao redor do pescoço alvo de Adrian, sentindo a carótida pulsar contra suas mãos, o desejo de acabar com a vida existente era latente. Ter um indivíduo em seu poder era uma situação prazerosa, ainda mais um ser indomável como o filho do deus do medo. Êxtase corria por suas veias conforme ela curvava suas costas e aproximava os lábios do lóbulo da orelha masculina, com um teor malicioso em seus atos, algo deturpado e pecaminoso. “I win.” Afastou a face por poucos segundos do pescoço masculino, mas mantendo uma distância de centímetros da face alheia, examinando cada expressão facial e os olhos verdes que se tinham um fantasma de dor e maldade. Naquela posição, era difícil ignorar o sentimento de luxúria que começava a brotar em sua anatomia. Cada terminação nervosa parecia acordar e de fato, sentia-se viva. Um dos únicos momentos em que apreciava o poder de sentir e de possuir conexão com o carnal era esse. As unhas de Phoebe lentamente rasparam a tez do rapaz, deixando um rastro rosado na palidez alheia, como riscos em uma tela em branco. Podia sentir a respiração dele contra a sua face, mas desejava provocá-lo, portanto, manteve-se imóvel enquanto as esmeraldas de Phoebe encaravam as de Adrian como se pudesse devorar o rapaz como uma verdadeira canibal.
Quando Phoebe lhe deu abertura, não foi possível para o rapaz resistir vituperá-la simplesmente com uma dúvida; de que ela não conseguia derrubá-lo e vencê-lo numa luta. Não era a primeira vez que Adrian viajava pelas sombras, já havia performado tal ação diversas vezes antes tanto com a própria Phoebe quanto com Nikolaos, ele nem se incomodava mais com as viagens, no máximo elas o deixavam um pouco tonto. Mas daquela vez ele foi pego de surpresa, pois não tivera um aviso prévio por parte da filha de Plutão. Apesar do pequeno susto pelo ato ter sido tão repentino, não demorou para aceitá-lo, sendo ele apenas parte da convivência com as crias do Deus do submundo. Sabia das consequências daquele tipo de transporte, mas a confiança que o sueco tinha na garota – pelo menos em situações em que os poderes dela eram necessários – o impedia de se preocupar. No fundo, porém, não possuía medo de se perder por entre as sombras, ainda mais tendo Phoebe como companheira.
O local para onde ela havia os transportado não o deixara surpreso, dado o conteúdo de sua dúvida e provocação anterior. Sabia que a escuridão era a jurisdição da morena, e que ela teria certa vantagem devido a isso, todavia, não seria uma vantagem excessiva, visto que Adrian lutara muitas vezes em locais pouco iluminados, sem contar os pesadelos e alucinações em que ele tinha de lutar apenas em sua cabeça, cortesia de seu pai. Aquela seria uma guerra de predadores, pois nenhum dos dois pretendia perder, e sabia que não haveria desistência por parte de ambos, que lutariam até se incapacitarem. Adrian era uma vítima para ela tanto quando ela era para ele, e isso só servia para deixar a disputa mais interessante e até mesmo divertida. “Não sabia que viemos aqui para conversar.” cutucou, apenas por provocação. “Sabe que nunca fui fã de enrolação, pequena.” o sorriso que aparecera no canto dos lábios carnudos do sueco era perverso, sanguinário, ele estava ansioso para o confronto. A garota era realmente inteligente, e sua perícia com estratégias compensava sus desvantagens físicas. O golpe dela o atingiu em cheio, mas ele logo se recuperou, rapidamente revidando os golpes da jovem.
Adrian sorria durante o duelo, tendo prazer em lutar com ela, em ter uma oponente à sua altura. O sorriso ferino em conjunto com o sangue que escorria de sua boca o dava uma aparência inumana, a de um vampiro sedento, que almejava ver sua presa no chão. Todavia, as coisas tomaram um rumo diferente do que o homem esperava, e logo ele estava no chão, com Phoebe sobre ele, consequência de, em meio à comoção, ele ter conseguido puxá-la para baixo com ele. Ela havia tido êxito em subjugá-lo, mas ele não deixaria por isto, podia não ter conseguido evitar ser derrubado, mas fez questão de levá-la consigo. Os dois corpos rolavam pelo chão, ainda travados em batalha, até que ela obtivesse sucesso em prendê-lo ao chão. Mais uma vez o sorriso perverso se apresentando em sua face, e naquele momento não havia como negar; ela estava o excitando. Seria Adrian tão lascivo assim, se excitando com a subjugação, almejando Phoebe de maneira sexual mesmo em meio a uma luta? As coxas fartas que pressionavam seu corpo e os olhos cravados nos dele apenas contribuíam para o seu desejo.