“ e você acha que eu aprendi com quem? ” mason gargalhou, e assim que ouviu as próximas palavras, fez-se a concordar com a cabeça. o filho de hefesto amava o que fazia, e mesmo que não fosse um legionário, amava a profissão que tinha. “ de nada, sempre as ordens, viu? ” ele sorriu. era divertido ver como o semideus sempre atraia pessoas com personalidades completamente diferentes da dele para suas amizades, e ele adorava isso. para ele era divertido, e esse até foi um dos motivos de querer se aproximar de cézar quando eram mais novos, o jeito egocêntrico do mais velho era engraçado na pequena cabeça de mason, por isso não se assustava pelo jeito que o amigo era. e, com a mudança drástica de personalidade, sentia que ambos são muito mais parecidos do que imaginava. se debruçou sobre a mesa, em risos, ao escutar a ideia sobre deixar seu bigode crescer. “ puta merda, essa foi foda.” falava ainda em meio a risos. “ pior é que eu fico mais para o cara da van, então melhor deixar assim mesmo. ” deu de ombros, mesmo que sua resposta fosse negativa, no fundo estava ponderando a ideia de deixar seu bigode crescer novamente, já que fazia mais de anos que, sempre que um pelo aparecia em seu rosto, ele arrancava imediatamente. e, claro, caso algo desse errado, culparia o filho de morfeu pela ideia.
“ moorte, morte não. eu diria que você é tipo o dio de grand chase. ” assentiu com a cabeça, mas assim que viu a reação do dono da arma, sentiu como se tivesse feito ela pela primeira vez, a felicidade no rosto das pessoas, era principalmente por isso que amava seu trabalho. deixou com que cézar se reconectasse com sua foice, afinal, seis anos longe de sua arma, para mason pelo menos, era uma tragédia. “ é linda, não é? ” não era bom com elogios, por isso ficou um pouco envergonhado, mas logo precisou rir do amigo que parecia estar mais perdido do que quando apareceu em sua forja. na visão de mason era como se ele estivesse dando a primeira arma para um semideus recém chegado, e para traduzir, era um sentimento que ele achava maravilhoso. “ eu não tenho a mínima ideia… bem… eu tinha, na época. ” mais uma vez deu de ombros. assim que percebeu e entende que o outro não lembrava como sua arma funcionava, logo se prontificou. “ se você quiser eu posso te ajudar nisso também. ” por uma última vez ele olhava para o caderno, apenas para ter certeza de que suas próximas falar bateriam com o que tinha visto até então. “ aqui diz que ela se ajusta conforme a distância do combate. na minha visão, é bem mais fácil para aprender com uma arma de fácil manuseio como essa, ainda mais quando, se bem afiada, você consegue infligir golpes bem precisos e letais. o único problema é que ela é uma arma mais voltada para o combate corpo-a-corpo, então é preciso um pouco de técnica… ” assim que percebeu que estava falando demais sobre um assunto que na maioria das vezes apenas ele gostava, obrigou-se a parar por ali, limpando a garganta para mudar de assunto. “ enfim! ” ao ser questionado, mason nem esperou para pensar, e de prontidão respondeu “ agora que eu sei que eu posso usar isso para me defender, com certeza. ” pegou a foice por uma última vez em mãos, agora pensando como transformaria aquilo de volta em uma chave. “ vamos ver. ” ele colocou a arma sobre a mesa e a observou por um momento, normalmente é só fazer o inverso, ele pensou, e então ao girar a parte final do cabo da arma, ela rapidamente se transformou em chave. ele levantou em direção ao amigo. “ pai hefesto por favor me proteja que eu não quero morrer, obrigado. ” quando estava indo em direção a nuca de cézar, ele observou que não estava com seu relógio, que se transformava em seu machado em pulso, e correu para pegá-lo. “ só por descargo de consciência. ” agora já com o relógio em seu lugar, mason se aproximou o suficiente para que o buraco em sua nuca aparecesse. “ meu pai que coisa estranha isso, como tu vive com isso na cabeça?! eu vou virar, me avisa se doer. ”
Cézar se soltou cada vez mais quando ouvia a risada do outro semideus, sorrindo e dando um tapinha no ombro dele para se solidarizar com o assunto da barba, engolindo seus comentários no seco. Sinceramente? Achava o outro bem bonito e provavelmente ficaria igualmente bom com bigode, mas prefere deixar seus comentários sobre aparência alheia bem guardados. Principalmente se for outro homem. Pelo menos esse não era o assunto em pauta, e sim a arma em suas mãos. Pareciam várias informações para reter, mas o que Cézar prestou atenção era: ela corta, diminui e aumenta, só surta e sai cortando. “Ok, uma pegada meio Soul Eater. Massa. Acho que deu pra entender. Saber abrir e fechar ela já é meio caminho andado” Deu de ombros. Cézar tem a pegada do vai que dá, por isso acreditava fielmente que a foice faria o melhor trabalho dela na hora do aperto. “Cê não vai morrer, pare. Eu acho” acresceu as ultimas palavras de forma baixa, com um toque de humor e provocação. “Isso é tua arma?” Perguntou com curiosidade, tocando na perna direita da calça para conferir se a faca que ganhou estava ali. Não achava que aconteceria algo, mas não custa a prevenção.
“Só aparece se eu pego na chave, então eu evito pegar basicam..” E sua voz cortou na metade assim que sentiu a chave sendo inserida, como se tivesse um apagão imediato. Quando abriu os olhos se deparou com uma cena bizarra. Basicamente, via seu corpo com a cabeça estendida e uma chave na nuca com Mason logo atrás. Encostou no próprio corpo e sentia todos os membros, como se tivesse sido duplicado. “Mas que porra.. Eu achei que não ia funcionar, mas não esperava isso também. Cê tá me vendo né?” Olhou para o lado e viu uma porta que parecia com a porta do seu quarto de adolescente - cheio daqueles adesivos padrões de “keep out” e até mesmo os arranhões da gata. Sentiu uma pontada de dor de cabeça com milhares de memórias sendo vomitadas em si de uma única vez - inclusive de funcionalidades ocultas da chave. Sua curiosidade gritou e por isso se adiantou, fez o sinal da cruz e abriu a porta - aguardando que o outro o seguisse. Mas logo que abriu teve que se abaixar e forçar o ombro do amigo para que fizesse o mesmo. Não viu o que foi lançado na sua cara, somente continuou o caminho por aquele portal azul marinho até entrarem numa biblioteca enorme extremamente bagunçada. Os livros tinham asas e voavam em desespero para todos os lados, procurando se encaixar em pedaços apertados das estantes - até serem expelidos novamente. “Acho que foi aquilo ali que quase decepou nossa cabeça. Mano, isso é tipo minha mente?” apontou para algum dos livros que subiam e desciam em descontrole, alguns também caídos no chão com asas quebradas. Se abaixou próximo de algum com a asa ferida, o nome na capa era de alguma pessoa que não tinha recordação. Só de encostar nele, o livro disparou e se encaixou em alguma prateleira. Isso causou uma dor imensa na cabeça do semideus, que se contraiu apertando as têmporas.
“ Caralho que dor. Ta, isso parece ter a ver com as minhas memórias. Não mexe nessas coisas. Se entrar na prateleira eu tomo uma surra metafórica de lembranças” Alertou ainda em meio a uma careta, mas já se adiantou pelo caminho como se suas pernas te guiassem para onde seguir. Não queria dar muita ênfase para aquilo, focando que a dor era seu medo para não levantar suspeitas, mas se Mason colocasse o dedo em algum livro que tivesse algum detalhe comprometedor teu.. Seria um desastre. Pior ainda se fossem memórias com o nome dele e não sabia o que poderia vir dali. Parou em frente a uma placa com várias direções apontadas - todas com um botão do lado do nome “Minha cabeça é bagunçada, mas muito autoexplicativa. Adorei” Falou alto para que o outro te ouvisse onde estivesse. “Podemos ir pra aérea dos sonhos, dos pesadelos, das coisas que penso chapado, sala de treinamento, de descanso e.. A aérea das memórias está interditada, que conveniente” Soltou um suspiro, vendo que nada aconteceu quando clicou múltiplas vezes no botão das memórias. Sabia que qualquer ponto que pisasse iria cair no Reino do seu Pai. As memórias eram as únicas coisas que pertenciam inteiramente a si. Após ir tão sedento entender o que rolava, finalmente virou para procurar onde Mason estava, franzindo a testa já em suspeita. "O que cê tá fazendo? Não mexeu em nada não, né fdp?"