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Dizer que aquele era o pior dia da vida cor de rosa de Estrella Solano era só o começo. Quer dizer que agora além de toda a situação horrenda em que estava, ela ainda tinha que lidar com voos atrasados e viajar na classe econômica? Aquilo estava perto de ser pior que morrer, ou pior que usar tênis. Era isso que passava pela cabeça da loira quando passou pelo portão de desembarque com todas as suas bagagens em mãos (porque, é claro, os carrinhos de mala acabaram bem na vez dela…), e foram esses pensamentos que foram interrompidos ao avistar, ao longe, uma placa com o seu nome. apressou-se em se aproximar, fazendo questão de soltar um audível suspiro de alívio. “Ah, ainda bem que você já está aqui, não sabe o quão feliz eu estou em te ver!” Exclamou, imediatamente se livrando de todas as malas e praticamente jogando-as na direção do rapaz desconhecido. “Hm, não sabia que se contratavam motoristas tão jovens aqui nessa parte do país… Devem já estar seguindo as novas tendências de Dubai, adorei! Então, vamos? Onde está o carro?”
Um toque de surpresa foi acrescentado à expressão de alívio dele quando os olhos repousaram em Estrella, nela se aproximando tão rapidamente, baixando a plaquinha com seu nome ao mesmo tempo em que guardava os fones dentro da blusa. Ela não havia mudado nadinha, só estava com os traços mais marcados de quando a conheceu na infância, há uns bons anos atrás. “É, me mandam, eu venho,” murmurou com algum humor solitário, na sua cabeça a garota não lembrava dele. Talvez nem por falta de esforço, o mundo do qual ela fazia parte já tinha pessoas demais, muito mais importantes que um simples amigo de infância, filho de uma funcionária. Os neurônios deram três voltas de confusão quando ela disse que estava feliz por vê-lo, e Oliver só sabia ficar paralisado, sem tempo de processar o próprio espanto direito porque uma onda de malas era jogada contra si. “Que tanto de mala é essa? Acha que tá indo pra onde?” Questionou, irritado com a pose de diva da garota, irritação essa que só tomou maior proporção com a sua próxima fala. “Não sou o motorista, madame. Nem tem carro nenhum, a gente vai pegar um metrô pra chegar no campus porque é mais barato e rápido que um Uber. Então, se puder segurar suas malas de mão, agradeço.”
















