close starter for @namooisnervous !
tw: machucados e sangue
haneul passou a manhã e parte da tarde treinando, focada em um de seus grandes objetivos: se tornar habilidosa o suficiente para proteger a tia quando voltasse para casa. não conseguia tirar o sonho da noite passada de sua cabeça e temia que caso dormisse ele voltasse a acontecer. as consequências daquele pesadelo, que sequer começara, estava nos machucados em suas costas — nada profundo, porém incômodo — e ela sabia que quanto mais temesse, mais próxima estaria daquilo que não podia controlar. encarou bogsu, voltando a sua posição normal e abaixando a espada, podia sentir o suor escorrer por seu corpo e decidiu que por aquele dia estava bom o suficiente de treinos, que, para ela, eram pesados. haneul resolveu se alongar, antes de ir tomar banho e quando esticou seus braços para trás, sentiu a dor dos machucados. infelizmente foi imediato, o sangue começou a escorrer e a camisa branca grudar em suas costas. "droga!" resmungou irritada e colocou a espada em sua bainha de couro, sequer podia carregá-la nas costas, pois tinha medo de piorar a situação que não sabia estar naquele nível. respirando fundo, a garota caminhou em direção a enfermaria, local em que vivia boa parte do tempo por tentar — fortemente, por sinal — se tornar uma curandeira. queria ajudar os outros. chegando no local onde os remédios eram feitos, quase que uma espécie de farmácia, percebeu que nada conhecia. olhou pelas prateleiras sem saber o que fazer, folheou alguns livros e até mesmo se atreveu a mexer em anotações alheias — talvez da pessoa que deixou um aviso dizendo que já voltava? —, mas de nada adiantou. como seria uma curandeira se não sabia nem mesmo cuidar de si? frustrada, han saiu do local, mas precisou parar no meio do corredor ao se sentir tonta.
Qual seria a motivação pro Namoo se meter na enfermaria? Procurar por ingredientes para poções, claro. E vale dizer que esse ingrediente em particular não seria tão fácil assim de encontrar na floresta, nos estábulos ou até mesmo no lado de fora do acampamento.
Isso porque o bezoar que o Namoo tava precisando só seria possível de encontrar no sistema digestivo de ruminantes - mais especificamente, no sistema digestivo de bodes. Como um filho da deusa da magia, Nana era extremamente ligado às regras dos livros.
— Qual é, eu peguei em um na semana passada-... — Já tinha passado a fase do Namoo ser considerado um saqueador dos remédios da enfermaria porque todo mundo já sabia que ele passava a mão no armário a cada quinzena - e já tinham chegado a conclusão que nenhum castigo iria interromper seus pequenos saques aleatórios.
— A-ha.
E ele segurou o pote amontoado de bezoares à altura dos olhos, mas bem nessa hora uma sombra surgiu por cima dele e danou-se a folhear os livros.
Já esperando ouvir bronca de algum dos curandeiros, Nana virou o corpo e falou como quem dá de ombros: — Sem reclamações por hoje, eu só-... — E sendo involuntariamente um semideus, o cérebro acelerado somou dois mais dois em meio milésimo.
Camisa ensaguentada + pessoa desesperada + livros sendo folheados de forma aleatória = essa garota tá muito machucada.
— Você tá machucada! — E com o potão de bezoares debaixo do braço esquerdo, Namoo correu pra perto da garota pra encarar as costas dela. — A gente tem que colocar algum unguento nisso aí! Alguma criatura te machucou?! Sabe qual foi?














