"O... o que? Primos? Eu... eu sou um perdido...?" Murmurou, confuso, e ponderando se a garota precisava de um médico, julgando pela maneira desconexa que parecia falar. No entanto, sua feição se iluminou ao entender o que ela dizia. "Ah, você! Você deve ser a..." seria estranho, se ele chamasse ela de chapéu? Havia conhecido pessoas o suficiente dali para saber que ficavam confusas, irritadas, ou magoadas se ele mencionasse pontos desagradáveis de seus contos, mas o que ele faria, se ela não tem nome, lá onde ele vive? "... a, hã, vermelho...? Erm, eu acho que... não sei seu nome. Mas, ha, agora entendi, você é a neta da Elisia. Eu só trabalho pra ela, eu achei que... achei que todos chamavam ela de vovó, só. Não somos primos, primos, desculpa." Naquele momento, em específico, imaginou que seria estranho, mesmo, se todos fizessem isso só porque ela assim que ela era conhecida em sua história. "Mas eu ainda posso fazer a nossa torta. Ou a gente pode comprar uma que já esteja lá, já que você está com tanta fome. Você gosta de quais? Acho que devemos ter mais maça e cereja do que qualquer outra..."
“você tá perdido?” perguntou em cima da resposta-pergunta dele. analisando a questão a fundo, não muito, o homem estava a deixando muito confusa. até que uma faísca surgiu em sua mente, piscando brevemente. “ah! ah! um perdido. estamos no reino dos perdidos, é claro, você é um local.” apontou para ele com o indicador, seu polegar levantado para evidenciar o gesto com a revelação. deu uma gargalhada com a pergunta, permanecendo nela um pouco mais que o necessário. o que ela podia fazer se hã vermelho era uma hesitação muito engraçada para como a conheciam por ali? “chapeuzinho vermelho, sim. por conta disso aqui.” girou para mostrar seu capuz, mesmo que não fosse tanta novidade assim. pessoas apareciam com o mesmo look frequentemente, sabia que era por causa dela que a tendência havia se espalhado, então não se importava. “therese, muito prazer.” ofereceu a mão para ele apertar junto com um sorriso no lábios, eram assim que perdidos se apresentavam, não? “é um pouco confuso chamarem minha vovó de vovó, também. mas é, sim, chamam ela assim.” disse despreocupada, não querendo alarmar ainda mais a figura a sua frente. chapeuzinho acharia muito legal ter um primo, era realmente uma pena. “sabe, você é um cara muito legal. posso te ajudar fazer nossa torta qualquer dia, então, sou péssima na cozinha, já te aviso.” esclareceu. “pegar uma pronta vai me fazer muito bem. hmmm, cereja!” mexeu a cabeça agradada, começando a andar na frente dele. “você vem?”















