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(flashback)
democratacristao:
nastyandshallownow:
Ora, não era como se o comportamento de Nikolaev fosse receber outra resposta de seu professor que aquela, contudo, saber que um docente estava a recriminando diante de todos era, de fato, humilhante. Mas não mais do que o fato de ter sido na frente de Zofia! E, céus, a única coisa que Nastya queria era enfiar a cabeça na terra! Logicamente, não havia como fazê-lo. Não era como se fosse incomum qualquer chamada de atenção de seus professores, claramente; o comportamento de Nastya era o suficiente para fazer com que, ocasionalmente, os docentes de Hyacinthum procurassem repreendê-la, no entanto, dependendo do professor, bem, era diferente. Mais humilhante, até. E, bem, Von Losch fizera o favor de tocar em um ponto que sempre tentava esquecer, pelo tempo que fosse necessário: o Coroa. Ainda não se portava como uma herdeira, pois, muito embora fosse, oficialmente, aquela ideia não se assemelhava a ela. Não fora para o que se preparara. Taivia, no entanto, sempre fora a perfeita rainha. Boas notas, boa fala, boa postura… Perfeita, como uma rainha deveria ser, enquanto Nastya era a irmã que não tivera a sorte de nascer primeiro. E ela agradecia por isso. “Relacionar-se com todo de forma igual também é utópico demais, não acha? Ou não haveria guerras.” Começou a russa, olhando para o professor com uma expressão firme. Uma coisa que aprendera com todas as broncas de seu pai fora permanecer sempre impassível, mesmo que fervilhando por dentro, quando se estava diante de uma figura de autoridade. Acabara que Nikolaev não tivera a chance de pôr fim à própria frase, levando seu olhar para a polonesa. Não precisava de nota, ou aprovação, ou qualquer coisa. “DISGRAÇAA” E, então, avançou na direção da outra, sem qualquer preocupação com os demais. “EU NÃO SOU OBRIGADA A LIDAR COM ESSE INFERNO ENCHENDO O MEU SACO O TEMPO INTEIRO! EU VOU ACABAR COM ELA! ME LARGA! ME LARGA! EU VOU RASPAR SUA CARA NO ASFALTO, EU VOU QUEBRAR SUA CARA! INFEEEEEEEERNOOO” Ao mesmo tempo em que lutava contra quem procurava apartar a briga, buscava acertar Zofia. “Vai precisar de dois médicos pra te arrumar depois que eu acabar contigo!!” E, no processo, acabara atingindo @democratacristao que tentava lhe ajudar.
flashback
Hyacinthum não era Hyacinthum se não houvessem constantes conflitos. Não que Ishmael fosse um grande exemplo da paz mundial, afinal, havia crescido em um navio pirata; contudo, apesar de ter tido os azuis como alvo de chacota sua vida inteira, jamais imaginara que eles podiam ser tanto quanto — se duvidar, té mais — encrenqueiros do que os próprios ladrões e assassinos em alto mar. Primeiramente, Andras e Jesse. Segundo, Nastya e Zofia… Nastya e Zofia?! Os olhos azuis imediatamente encontraram a figura das morenas na mais caótica situação que ele já havia visto a russa se envolver — e pela Virgem Maria, o quão difícil era definir isso — mas agora, não havia porque deixar a situação passar batida. Ou Nastya ou Zofia iam sair com um dente faltando ou um olho roxo, e não era aquilo que o ex pirata queria para nenhuma das duas. “ — EI EI EI! PAREM COM ISSO!” Bradou, antes de deixar os braços morenos imobilizarem a figura de Nastya com uma espécie de abraço. O russa ainda teimava em balançar as pernas freneticamente, o que tornava o trabalho de Hesse um tanto mais complicado. “ — Você não vai quebrar a cara de ninguém! Não vai!” Respondia, enquanto tentava fazer com que Nastya ficasse quieta. “ — Pare com isso, Nastya.” A finalmente, conseguiu fechar os braços em torno da russa, fazendo o máximo para conter a fúria que emanava dela. Sabia que a personalidade de Nastya não era fácil, tampouco a de Zofia, mas não queria dizer que concordava que ambas devessem abandonar o diálogo e partir para a briga ––– por Santo Antônio, nem mesmo alguns piratas optavam por aquilo. “ ––– Pronto, pronto…” Proferiu, com Nastya ainda nos braços. “ ––– Agora o que no Sétimo Inferno fez com que fosse válido isso tudo?”
Sim, Zofia era abusada e ela mesma sabia bem disso. Aproveitava-se das fraquezas das pessoas justamente para alfinetá-las, sempre em busca de um ponto fraco que pudesse usar para machucar. Era sua maior diversão, quase sua fonte de energia vital, por mais perverso que parecesse. O fato era que ela já tinha se acostumado com pessoas revidando verbalmente às suas provocações. Nenhuma palavra mais a machucava ou faria diferença, e Nastya era um dos alvos que dificilmente aguentava calada. Sendo assim, por mais que o professor Alric desse sua aula de forma muito completa, não parecia ser o suficiente para que as duas prestassem atenção graças ao clima pesado que pairava entre elas. Obviamente, Zofia jamais esperaria que tal clima evoluísse para algo pior - razão para ter dado um sobressalto no momento em que Nastya avançou em sua direção. Não havia palavras para descrever a raiva que a polonesa sentiu ao ver Nikolaev daquela maneira, achando que tinha direito de agredí-la. Céus, achando que tinha direito de sequer tocá-la! — Você não... — Começou a falar, sendo incapaz de terminar a frase, tamanha era sua irritação. Se Ishmael não estivesse no meio, Herszkowicz já teria utilizado seus poderes em Nastya, mesmo que fosse acidental. Queria que ela morresse engasgada com o próprio sangue, e Deus sabia que ela era capaz de fazer uma monstruosidade daquele tamanho. Zofia, porém, era uma futura rainha. Tinha que se comportar como tal. Àquela altura, o professor Alric já tinha ido até as duas, procurando também intervir na situação. “Chega! Vocês duas perderam a cabeça? Se querem se matar, que façam isso num campo de batalha, não na minha sala de aula!” Ele gritava, obrigando a princesa a ficar quieta. “Coloquei vocês duas juntas para aprenderem a trabalhar em equipe, mesmo sem gostar do seu parceiro, e é isso o que vocês aprontam? É esse o exemplo de líderes que dão ao seu povo?” Zofia estava tão quieta quanto antes, mas seus olhos continuavam fitando Nastya, carregados de ódio. Não chegava a prestar muita atenção nas palavras do professor. “Scheiße¹, vocês parecem crianças e serão tratadas como tal. As duas, já para a diretoria. Ou melhor, os três! Ishmael, por favor, explique ao reitor a loucura que aconteceu nessa sala de aula. Sinto muito por te envolver nisso, mas agradeça as suas amigas.” Ele finalizou e Zofia revirou os olhos, já na porta para sair da sala de aula. Esperou que Nastya passasse pelo batente para se inclinar, sussurrando no ouvido dela. — A próxima vez que levantar a mão para mim será a última vez que terá mãos.
(flashback)
bludric:
O comentário de Zofia fora capaz de arrancar um sorriso dos lábios do italiano. Muito embora travassem uma batalha diária em momentos que ninguém sequer imaginava que seria possível que duas pessoas brigassem, o sorriso de De Portiers era genuíno; sem qualquer humor ácido ou deboche no mesmo. Ao menos, não intencionalmente, é verdade. “Você sabe que eu fui criado na igreja, não sabe?” Não necessariamente a outra deveria responder àquele questionamento, no entanto, para título de curiosidade, caso Zofia não soubesse, ele estava a informando de sua criação. “Até meu querido pai resolver reparar alguns erros do passado, eu estava me formando para ser um padre, inclusive. Talvez você tenha perdido essa parte da história…” A presença do sarcasmo nos dizeres proferidos pelo italiano era latente. “Mas que interessante saber que sua formação moral se entrelaça com o cristianismo…” Contudo, Cedric mordeu a própria língua para não continuar com o comentário que estava formulando. “Esqueça.” Murmurou para si mesmo, abanando a mão, deixando a cabeça encostar-se aos espelhos da no estúdio. Alteridade, Cedric. “Teoricamente, sua presença é mortal.” Corrigiu-a ao que terminara sua fala. “Você exala toxinas capazes de matar qualquer um em um alcance de dez metros? Eu diria no mínimo.” E, se por um lado Cedric sentia-se pouco interessado em manter-se nos mesmos ambientes que a outra, por outro ele estava curiosíssimo para saber mais sobre os poderes alheios, tal como conjecturava a estrutura do DNA da polonesa para que a sua mutação tivesse tamanha diferenciação para com os demais. Muitos azuis possuíam poderes relacionados aos elementos da natureza, já Zofia se relacionava a toxinas e era um poder deveras agressivo para quem o utilizava, voltando-se contra ele. Enquanto objeto de estudo, era fascinante. “No papel essa idéia já não é catastrófica?” Uma retórica antes de prosseguir: “Mas, como você bem sabe, eu não tenho essa mentalidade voltada para a maldade humana — e nem possuo a frieza necessária que aparentemente não lhe falta — portanto, lhe questiono: como você quer demonstrar isso?” As idéias de Cedric, na verdade, levavam-no para situações realmente desastrosas. “Sem ferir a ninguém nem a nós mesmos no processo.”
Os olhos pousaram na figura de Cedric a tempo de capturar seu sorriso. Não era um sorriso irônico, com o mesmo teor das interações que os dois costumavam obter - era um sorriso verdadeiro. Chegou a franzir o cenho levemente, estranhando o gesto. Não era comum que rissem para ela - muito menos se tratando de De Portiers, com quem vivia em pé de guerra. A pergunta teve seu interesse. — Não, não sabia. Não é como se eu tivesse procurado uma enciclopédia a seu respeito, Cedric — ela respondeu. Mesmo que fossem palavras irônicas, a frase não teve nenhuma entonação ácida - Zofia realmente não conhecia as origens do duque da Normandia. Observou-o enquanto relembrava de alguns aspectos da sua história, com uma curiosidade nem um pouco bem-vinda em possuir aquelas informações. — Não é uma surpresa. Bem, depois que esse noivado patético estiver desfeito, você pode ir para onde quiser... Ou para onde te obrigarem. — Frisou. A música clássica não mais tocava: Zoe resolvera tirá-la, já que tinha perdido toda a concentração em sua dança quando Cedric começou a falar de si mesmo. — Não espere que eu seja tão apegada às minhas crenças como você. Não dou tanta importância a isso. — Não depois que a religião fora o início do desprezo que tinham com sua dinastia, depois que começaram a vê-los com asco simplesmente por serem judeus. Depois disso, tudo só tinha ido por água abaixo com o comportamento inadequado dos outros regentes. A fala a respeito de seus poderes voltou a chamar sua atenção, obrigando-a a encará-lo por mais alguns segundos. Não conhecia o limite de suas habilidades - algo que deixou-a com vergonha por ser tão despreparada. — Eu... Eu não faço ideia de qual seja o alcance delas. Da vezes em que as usei, estava bem próxima dos alvos, e não me sinto muito inclinada em ficar testando-as à toa. Meus parentes também não sabem dizer. É algo que eu também gostaria de saber, no entanto. — Foi sincera, talvez pela primeira vez na frente de De Portiers. A família nunca tivera interesse em desenvolver suas capacidades da forma devida - Céus, Zoe não sabia nem se algum dia poderia usar seus dons sem se machucar. Era uma dúvida que a deixava temerosa, mas não era naquele assunto que deveriam focar no momento. Ela aproximou-se do duque, sentando-se no chão ao seu lado, estabelecendo certa distância. — Sim, ela é, entretanto, isso não é algo que nossos pais enxergam. Precisamos, então, fazê-los ver — afirmou. — Eu vou pensar em algo e volto a falar com você, Ced. Sem ferir a ninguém. — A verdade é que sua mente já maquinava uma possível solução, mas não era com Cedric que precisava dialogar. Precisava de outra pessoa mais fácil de cooperar, a eficiência em pessoa.
𝖟𝖔𝖋𝖎𝖆 𝖍𝖊𝖗𝖘𝖟𝖐𝖔𝖜𝖎𝖈𝖟
the q u e e n of 𝓬𝓸𝓻𝓹𝓼𝓮𝓼
esscminaelouca:
Não havia se embebedado. O vinho branco, na quantidade ingerida pela austríaca, não seria capaz disso; contudo, não sabia se a noite passada ao lado de Windsor como mais do que amigas havia sido resultado do álcool ou de uma decisão tomada simplesmente por estar longe da vista de todos. Sobre o álcool em excesso… Bem, haveria de concordar com a garota a sua frente. Afinal, é uma verdade universalmente reconhecida que ganhava a guerra o exército mais sóbrio; e Wilhelmina não era Nicolau II. “ ––– Deixe-os, mein liebe.” Ronronou, dando levemente de ombros ao encarar a polonesa. “ ––– Se querem cavar a própria cova… Quem somos nós para impedir, huh.” Até uma vantagem que deixasse que eram imaculados…
Zofia sempre tivera uma criação regrada: seguia a risca as orientações de seu tio para ter uma boa conduta, evitando tornar-se ainda mais mal falada pelo povo. Nem todos os herdeiros tinham a mesma consciência, o que a levava a receber críticas, principalmente naquela manhã - algo que a princesa não esperava, no entanto, era que concordassem consigo. Imediatamente virou-se na direção da voz. Era Wilhelmina Habsburg, da Áustria - outra princesa que também já teve seus momentos infames. — Finalmente, alguém com bom senso — suspirou, quase como se estivesse aliviada. — Nenhum deles entende que isso não é sobre liberdade... É sobre vulnerabilidade. Algo que futuros reis e rainhas não deveriam mostrar.

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sugartown01:
❥ 〰 ❛ Os olhos azuis da baronesa se voltaram para Zofia como puro reflexo ao comentário alheio. Não é como se ela estivesse bêbada, ela era uma vermelha e a fórmula para derrubar as barreiras fortes dos azuis faziam com que ela perdesse a linha facilmente, por isso, ela sempre aprendeu a consumir seus drinks com parcimonia, mas isso não queria dizer que seus colegas houvessem aprendido o mesmo. Quando a repreensão veio, ela apenas encarou a outra com os olhos arregalados e uma expressão que misturava desprezo com tédio. — — É um luau. Nós não temos sessanta anos de idade e estamos nos divertindo. Posso saber qual o problema? Se não quer beber, é só não beber!
Com a repreensão forçada de Candy, Zofia revirou os olhos. Não era como se fosse a primeira vez que ouvia aquilo, afinal, e era um argumento que já a cansava de tão previsível e repetitivo. — Sabe, Candy, existem pessoas aqui que entendem o quanto a reputação é valiosa para nós... O mínimo que nobres deveriam fazer era ter noção disso — Herszkowicz argumentou, como se estivesse explicando algo para uma criança. Por mais que tivesse status, Candy era uma vermelha - o peso que a má fama tinha para azuis era infinitamente maior do que deveria ter para ela, em sua opinião. A polonesa já sabia que ela não compreenderia. — Além do mais, você não está de ressaca. Por que está tão incomodada se a carapuça não serve?
wcrzonc:
UMA INTENSA DOR DE CABEÇA começava a dar sinais naquele início de manhã, logo depois da festa. Por sorte, alguém — que não lembrava quem, agora — havia tomado a garrafa de vodca de suas mãos antes que experimentasse o coma alcoólico. Sabia o quão prejudicial para a sua imagem era aquele comportamento, no entanto, era tarde demais para se arrepender. Largado numa das cadeiras do corredor, com a testa apoiada na mão e os olhos completamente cerrados, tudo o que buscava era o silêncio completo até que conseguisse chegar até o próprio quarto. Afinal, a cadeira não passava de uma parada temporária. A última coisa de que precisava, naquele momento, era de um sermão. Foi por isso que respirou profundamente, fazendo uma careta de dor ao ouvir a voz feminina. ‘ Easy… Não são nem sete da manhã ainda ’ falou baixo, já que qualquer esforço de sua parte apenas intensificava a dor. ‘ Será que dá pra deixar isso pra mais tarde? ’
Conhecia aquela voz. Imediatamente virou-se para o lado, reconhecendo o herdeiro da Finlândia, Hakon. O estado do homem era verdadeiramente deplorável, como se tivesse tomado um porre e tanto na noite anterior. — Et tu, Hakon? Mój boże¹, você está péssimo — constatou, com uma careta, ainda observando o mais velho. Pela aparência dele, Zoe desconfiava que não seria capaz nem de caminhar direito. — Pensava que você era uma pessoa responsável que não mostrava suas fraquezas para o mundo. Acho que estou perdendo as esperanças no trono da Finlândia agora — por mais maldosa que Herszkowicz pudesse ser, ela não falava sério. Embora acreditasse, sim, que ficar tão bêbado na frente de futuros aliados - ou inimigos - pudesse ser perigoso, cada um escolhe como prefere ser visto.
nastyandshallownow:
A cabeça de Nikolaev martelava a cada novo passo de outrem, resmungando sempre que estes chegavam aos seus ouvidos, provocando uma martelada mais forte. Óculos escuros eram utilizados pela russa e ela se encontrava jogada em uma poltrona quando, então, ouviu os dizeres da voz feminina, grunhindo em seguida ao constatar a detentora do som produzido era Zofia. “Você também não odeia gente careta que não bebe e fica julgando gente que bebe?” Questionou a outro colega, direcionando o olhar para o estudante, ignorando a presença da polonesa, embora falasse da mesma ainda que estivesse presente. “Gente inconveniente, não é? Ninguém pediu a opinião dessa galera e eles ficam falando… Exausta.”
Nastya. A mera visão da russa já era suficiente para que Zofia ficasse furiosa. Da última vez em que se viram, o resultado tinha sido catastrófico - uma mancha na reputação de Herszkowicz, o que fez com que ganhasse uma carta irada de seu tio Milo, exigindo que a princesa assumisse um melhor comportamento. — Ora, Nastya... Não é surpresa nenhuma te ver nesse estado deplorável hoje — a polonesa começou a alfinetar, com seu sorriso maldoso brotando nos lábios. — Quem diria, não é mesmo? Tal atitude me pensar que você talvez seja bem mais irresponsável e incapaz do que eu imaginava.
tristnd:
A verdade é que o estado de Tristan não poderia ser considerado o melhor do mundo depois daquela festa. Sua ressaca pareceu bater com tudo em sua porta naquela manhã, no entanto, mesmo com a dor de cabeça constante e o estado deplorável, o estudante havia se forçado a sair do quarto. Qualquer coisa era válida para ocupar a sua mente com problemas que não envolvessem a carta de sua mãe! E, bem, tinha parado para tomar um pouco de água da sua garrafinha quando escutou a reclamação alheia, a atenção repentina sendo a responsável por fazer com que ele retirasse os óculos de sol que escondiam suas olheiras. ❛ —— O quê? Pelo menos nós temos a certeza de que tivemos uma boa noite. ❜ O francês comentou com ironia, movimentando seus ombros em uma gesticulação de indiferença e voltando o seu olhar para a princesa logo em seguida. ❛ —— Você também poderia ter tentado curtir um pouco, sabe? Assim teria histórias e não reclamações. ❜
O comentário maldoso não tivera um alvo em específico: diferente das farpas que trocava com Cedric ou Nastya, por exemplo, Zofia soltara a indireta para todas as pessoas de ressaca ao seu redor. No entanto, era óbvio que alguns se ofenderiam mais do que os outros. A polonesa revirou os olhos com a resposta de Tristan. — Curtir um pouco? Para acabar que nem vocês e ser motivo de vergonha? Eu passo. Não quero que se lembrem de mim como fraca ou irresponsável. — Embora as palavras saíssem com a intenção de machucar, era a mais pura verdade: Herszkowicz tentava sempre andar na linha para não dar aos outros o que falar. Sua família já tinha má fama e ela se tornara ainda mais temida depois do que fizera.
Era fato que a bebida não prejudicava caso fosse moderada, mas o alcoolismo tinha arruinado sua casa de tal forma que Zofia não ousaria colocar uma gota de álcool na boca sequer. Enquanto caminhava pelos corredores da escola, via outros alunos reclamando pela ressaca ou sendo carregados pela ajuda dos outros, resultado do luau da noite anterior. — É lamentável quando alguém não conhece seus limites — comentou, com a voz carregada de desprezo. — Vocês deveriam se envergonhar de serem vistos assim. — Dessa vez, fez uma careta, fitando a pessoa que estava jogada numa cadeira ao seu lado.

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bludric:
Fato era que, muito embora fizesse questionamentos mais densos em suas conversações, que levaria um tempo para reflexão e só então uma resposta, Cedric odiava o silêncio. Poderia indicar diversas coisas e, desde que não sabia muito bem o que se passava ao seu redor, o italiano se incomodava com o mesmo, fazendo-o pensar no ‘e se’. E, bem, o que sempre o deixava curioso era a possibilidade de estar sendo observado. A ideia de ser o objeto de estudo de alguém lhe deixava angustiado, pois, embora o fizesse frequentemente, já não gostava de ser estudado pelos demais. O italiano agradeceu quando Zofia voltou a falar, bufando com os dizeres alheios. “Aparentemente você quer muito provar que alguém pode ir contra sua crença, certo?” As provocações eram um indicativo que ele poderia levar em consideração. De Portiers negou com a cabeça. “Mas não é assim tão fácil. O princípio da minha fé não está, necessariamente, em comportamento que facilmente podem ser corrompidos. Não é terreno.” Finalizou o assunto que se iniciara por ele, esperando uma fala ácida que sempre acompanhava os dizeres da outra. Que seu pai o conhecia bem pouco, ora, ele já o sabia, afinal, por mais de uma década o italiano não ficara sob a tutela do duque, sendo criado por padres no interior da Itália! Contudo, obrigá-lo a casar? E, ainda mais, com alguém que nada tinha de igual para consigo? Era uma punição? Uma espécie de castigo? Uma provação divina? Ainda não conseguira achar a resposta. “Não é orgulho prezar pela própria sanidade mental. É bom senso.” Replicou-a, estreitando os lábios em uma linha fina. “E mesmo que seja uma retórica: sim, fora o pecado que o fizera cair do céu, mas não utilize o termo pecado capital. Biblicamente falando, nem existe.” Brincava com a barra de sua camiseta, passando os dígitos pela mesma. A fim de identificar as cores, Cedric sempre pedia para um criado fazer pequenos furos de acordo com a cor da peça, ou o estilo da mesma. “Eu seria um ser humano saudável se não o fizesse.” O pessimismo presente na voz do italiano era latente, embora, claro, existisse uma acidez sempre ali. “Obrigado por pensar em mim. Estou comovido por pensar em alguém além de si mesma.” E, então, colocara a destra sobre o peito. O italiano desejava perguntar a motivação por detrás da fala alheia sobre si mesma, indicando que não desejava um companheiro, mas preferiu não fazê-lo. Como Mercedes sempre dissera: uma mulher não precisava de um homem para reinar junto dela e, desde que Zofia fosse uma boa rainha — duvidava, mas era implicância pessoal do italiano —, não havia razão para alguém mais o fazê-lo. “Vamos ao que importa, Zofia: o que você sugere? Cartas não são tão efetivas.”
— Ah, certo, você vai começar com todo esse papo religioso — Zoe fez uma careta, revirando os olhos em reprovação. — Sou católica como você, mas não é como se eu entendesse uma vírgula do que dissesse. — Justificou, sem prestar muita atenção nos dizeres de Cedric. Apesar da religião ter sido o início da aversão que os poloneses tinham a sua família, Zoe nunca foi muito devota. Sequer podia afirmar que acreditava que Deus existia, já que o conceito era algo um pouco distante para ela: joelhos no chão não trariam o que almejava. Somente ela poderia ir e conquistar seus objetivos, mesmo que fosse com suas próprias mãos - ah, e como tinha provado-se boa em conseguir o que queria por si só! Espetacular, na verdade. Dessa maneira, Zofia sabia que seu noivado com Cedric não duraria. Arranjaria um jeito de desmanchar a união - somente a ideia de ter um homem no trono ao lado, tocando tudo aquilo que ela, literalmente, matara para atingir, já a deixava enojada. — Não fale como se minha companhia lhe fosse danosa, Ced. Eu poderia muito bem matá-lo onde está, mas não é necessário. Não quero ser conhecida como assassina, carrasca ou algo do tipo... Se bem que a ideia poderia cair bem para você. Poderiam te transformar num mártir! São Cedric. — Cada palavra de sua boca era provocativa: irritar as pessoas fazia bem aos seus ânimos; irritar Portiers, em especial, era quase sexualmente prazeroso. Concentrando-se em sua coreografia, rodopiava enquanto o homem persistia no assunto religioso, fazendo alusões à Bíblia mais uma vez. Bem, já que tinha dado seu recado instantes atrás, nem gastaria saliva para atestá-lo que não se importava com sua sagrada Bíblia ou seu sagrado Deus. A observação do italiano, entretanto, era algo que realmente necessitava de atenção: como fariam para mostrar que o casamento dos dois era uma péssima ideia? Implicância era uma razão pessoal e banal demais - seu pai nunca dissolveria o noivado simplesmente porque Zoe não gostava de Cedric. — Precisamos mostrá-los de alguma forma que somos ruins juntos. Não, não ruins. Catastróficos. Como se o reino inteiro fosse sofrer com nossa união.
nastyandshallownow:
Os dedos da russa tamborilavam pela mesa enquanto esperava pelo término da aula, procurando não olhar muito para o lado. Infelizmente, hoje dividia espaço com @meninavcneno e, de certo, a animosidade presente entre seus genitores apenas se intensificava quando ambas estavam no mesmo ambiente. Nikolaev estava deveras irritada com a possibilidade que lhe era apresentada sem antes mesmo ser enunciada pelo professor da matéria. Soava-lhe como uma possibilidade de trabalhar em conjunto com Zofia, algo que a russa não estava nem um pouco disposta a fazê-lo, contudo, o professor de Relações Diplomáticas parecia totalmente envolvido pela ideia estabelecer uma ligação entre nações que, publicamente, eram inimigas. A russa, então, viu-se obrigada a levantar a mão. “Eu posso trocar de dupla? Qualquer pessoa mesmo. Até o Fred que todo mundo sabe que procura um barranco pra morrer encostado” e, então, risadas transpassaram por toda a sala. “A única coisa que eu quero dela é a minha cidade que os antepassados resolveram roubar. De resto, quanto mais longe, melhor.” E não se importava em dizer em voz alta o desgosto que nutria pela outra. Não era um segredo.
Os minutos daquela aula de relações diplomáticas pareciam nunca passar. Isso só aumentava seu desconforto, visto que sua dupla do dia era Nastya Nikolaev - princesa da Rússia e uma rival em particular. Porém, mesmo tão desconfortável, Zofia jamais deixaria a outra se alegrar por seu incômodo, aparentando estar perfeitamente normal na presença da mulher. A falsidade não era uma característica nova para ela, o que a possibilitava interpretar uma postura tranquila com maestria. Apoiou o rosto em uma das mãos e direcionou o olhar para a russa quando ela começou a reclamar, internamente satisfeita por ser tão irritante ao ponto de fazê-la falar. No entanto, mesmo com as ofensas, Herszkovicz manteve-se calada, sabendo que Alric faria o trabalho de respondê-la em seu lugar. E realmente, ele o fez, obrigando Zofia a rir baixinho quando a bronca começou. "Não, senhorita Nikolaev, não pode trocar de dupla. Aprenda a lidar com quem a desagrada; se for aliar-se somente às pessoas de quem gosta, acho que a Rússia terá pouquíssimos parceiros no futuro.” Quando o professor concluiu a fala, a polonesa precisou colocar a mão em frente à boca para segurar uma gargalhada, assim como o resto da classe. E então, depois que Alric prosseguiu com a matéria e não prestou mais atenção às duas, Zoe inclinou-se na direção de Nastya. — O próprio professor fez o favor de acabar com você por mim. Humilhante, no mínimo... Como o resto da sua existência. — Provocou num sussurro.
bludric:
Ainda permaneceu imóvel, embora a expressão tenha se contorcido aos dizeres alheios, suspirando pesadamente à menção do próprio nome, confirmando a presença alheia. “Eu julguei que me mataria para ter certeza.” Informou-a, retirando o braço ante ao cutucão alheio. Afastando-se alguns centímetros da outra, sentando-se rapidamente. No caminho, o italiano havia trazido para si os seus óculos, tateando enquanto procurava colocá-los no lugar. O cabelo, entretanto, continuou da mesma forma — anotando mentalmente que não deveria deitar-se de coque. O italiano terminou de ajeitar o corpo, soprando um riso debochado para a outra. “Isso é uma ameaça de tentar levar minha alma ao inferno?” Indagou sem arrepender-se dos dizeres, apertando os lábios em uma linha fina enquanto considerava se iria, de fato, voltar-se para Zofia em busca da junção que ela havia proposto outrora, mas que Cedric havia negado por não desejar estar tão próximo da polonesa. “Mas que bom que você não me deixa em paz…” Começou em um tom mais brando, um tanto reticente, de fato, mas mais amistoso do que o utilizado outrora. “Tentei me comunicar com meu pai para pôr fim a essa sandice de casamento entre nós” — o indicador fora posto entre ele e a polonesa, como indicação do ‘nós’; um ato involuntário — “mas ele está irredutível. Embora eu acredite que uma proximidade a você será deveras nociva para a minha saúde… Acredito que está na hora de nos unirmos contra essa ideia sem qualquer fundamento.” E, logicamente, esperou pacientemente pelo momento em que seria caçoado. Se não ocorresse, não estaria em uma interação com Zofia.
Zofia sorriu quando Cedric se afastou de seus cutucões, claramente incomodado. Bem, ela divertia-se no desagrado dos outros, e talvez isso fosse uma de suas piores características - uma que Portiers claramente julgava, com certeza. Ainda estava inclinada, apoiando os braços em seus próprios joelhos, quando o duque da Normandia sentou-se. Estavam próximos, o que a obrigou a observar seu rosto com mais clareza: cicatrizes. Era óbvio, já tinha constatado a existência de tais marcas só de vê-lo de longe, mas conseguia enxergá-las mais profundamente agora. Eram queimaduras, Zoe tinha certeza... Embora não mencionaria o assunto agora. — Talvez seja — Herszkovicz deu de ombros. — Não deve ser tão fácil fazer você trair seus dogmas, mas tenho certeza que seria uma alma que o Diabo ficaria feliz em ver — e novamente, o sorriso viperino brilhava em seus lábios, como uma serpente aguardando para destilar seu veneno - algo que sempre tivera de sobra. Zoe então ajeitou a postura, encostando-se num piano que estava próximo de ambos para retirar seus sapatos e começar a amarrar as sapatilhas em seus pés. Escutava Cedric com atenção, mesmo não dirigindo os olhos a ele, acompanhando a história que ele contava a respeito do casamento dos dois. A conclusão obrigou-a a gargalhar levemente, jogando a cabeça para trás no ato. — E finalmente, o orgulhoso Cedric resolve deixar a presunção de lado para unir-se ao inimigo... Orgulho não é um pecado capital? Aquele que fez Lúcifer cair dos céus? — os cantos de sua boca ergueram-se com a comparação enquanto chegava perto de uma vitrola, de costas para o homem. Uma agradável música clássica encheu o ambiente. — Já esperava que você fosse concordar em trabalhar comigo - se não o fizesse, seria um tolo — Zoe comentou ainda sem encará-lo, deixando os pés mexerem-se nos primeiros passos da coreografia. Geralmente, as presenças alheias a incomodavam quando iria dançar, porém, Cedric não poderia assistí-la, o que nulificava seu constrangimento. — É o melhor caminho, afinal, você tem que se dedicar a ser um padre pelo resto da sua vida... — começou a falar, pausando enquanto erguia os braços totalmente abertos e erguia sua perna para trás, no altivo e delicado passo de ballet chamado adagio. — ...E eu tenho que reinar sozinha.
bludric:
Encontrava-se um dia demasiadamente quente e, portanto, o seu quarto já não era mais interessante. Em verdade, Ugo via o ambiente agora como uma prisão e só precisava de um pouco de ar fresco para clarear a mente. Acompanhando as ideias de reformulação oriundas de Maria Antonieta, seu cabelo estava bem firme em um rabo de cavalo completo, as cicatrizes — que ele cria serem suas desde o nascimento — estavam à mostra agora. E, diante das festividades que corriam pela instituição, o italiano não acreditava ser possível para alguém vê-lo esgueirar-se para dentro do estúdio de dança — local que descobrira ser o mais fresco de toda a instituição — e, consequentemente, ver as marcas que carregava consigo; não apenas no rosto, mas também pelo corpo. Totalmente alheio à sua realidade, aproveitando o momento de ócio raríssimo para si, de Portiers estava totalmente estilado no chão. Os óculos negros estavam ao seu lado, tal como a bengala, e seus braços e pernas completamente esticados e abertos. Os olhos não estavam fechados, mas sim postos no teto sem nada enxergar efetivamente, embora todas as “cenas” dos sonhos que corriam por seu inconsciente diariamente estivessem vagueando por sua mente, procurando um sentindo. Cedric estava completamente absorto, portanto, não notara qualquer aproximação de terceiros até que o aroma cítrico invadira suas narinas, fazendo-o retorcer o nariz ante a possibilidade que lhe correra à mente. O grunhido que escapara dos lábios do italiano era carregado pela frustração. Poderia fingir-se de morto e, assim, @meninavcneno poderia simplesmente passar por ele, certo?
Por mais que sua educação fosse constituída quase totalmente pelo seu tio Milo, o pai de Zofia tinha uma mínima contribuição na antiga grade escolar da filha, quando ainda estudava no palácio. Consequentemente, era esperado que a princesa tivesse atividades curriculares femininas, e assim foi obrigada a aprender a dançar balé. No início, Herskovicz dispensava a importância da dança, mas acabou pegando uma afeição peculiar por aquela atividade. Já fazia muito tempo que não a praticava e movida pela saudade, prendeu as madeixas castanhas num perfeito coque, vestindo seu collant em seguida. Já com as sapatilhas em mãos, Zofia partiu na direção do estúdio de dança. Era um dia bem quente e aquele cômodo costumava ser fresco, o que a ajudava a se adaptar às temperaturas daquele verão. O que não esperava, no entanto, era encontrar seu próprio noivo ali, deitado no chão. A visão era no mínimo inusitada, obrigando Zofia a franzir o cenho. Poderia simplesmente ignorar e começar sua dança, porém, era óbvio que não perderia uma oportunidade de importuná-lo. Colocando-se de pé ao lado dele, a polonesa inclinou-se para olhá-lo com mais atenção: de certa forma, Cedric parecia até fingir-se de morto. Com um sorriso perverso, a moça cutucou-o no ombro. — Não é possível que você pensou que isso daria certo, Cedric — murmurou, com um tom de voz divertido. — Nem a morte iria livrá-lo de mim, mój drogi.
rxdhair:
F L A S H B A C K : O privilégio de rebater às falas de Maria era algo reservado a poucos, um que Zofia recebera há alguns anos. De maneira geral, a ruiva responderia com ironia e deboche, porém, sendo a polonesa a dirigir-lhe a palavra, ela apenas soltou uma risada, meneando a cabeça ligeiramente. “— Tem razão, você já sabe quão maravilhosa e incrível eu sou. Mas sabe como é… É sempre bom relembrar. —” Rebateu, abraçando a amiga de lado. Mesmo seu tom era mais informal ao se tratar da amiga — isso sem mencionar o toque afetuoso que tampouco lhe era usual. “— Você tem certeza disso, Zoe? Será a primeira vez que participarei do evento inteiro. —” Frisou, esperando convencer a outra. Diferentemente da maioria, a tcheca estudara em Hyacinthum até os 16 anos, tendo regressado apenas nesse último ano, portanto, não havia tido a oportunidade de participar das duas primeiras noites. E, ainda que estas fossem se dar de maneira distinta à esperada — afinal, seu par fora escolhido por si — Karolina via-se um tanto curiosa. “— Er… Não é como se eu tivesse muita escolha. Eu considerei mandar alguém encontrar o lenço antes dele, mas temo que ninguém é capaz de vencê-lo quando Alric coloca algo na cabeça. —” Argumentou, pressionando os lábios. “— Eu pedi para alguns criados resolverem isso por mim. —” A ruiva deu de ombros.
— Sim, e você me relembra todas as vezes em que nos encontramos. Minha memória é ótima, caso queira saber — estando na presença de Maria, Zoe não se preocupava em manter a usual distância que adotava com outros nobres. A amizade das duas já tinha se provado valorosa há algum tempo, portanto, passar seu tempo com Andrássy não a incomodava mais, de modo que o toque da mesma também não. Riu com o abraço, dando alguns tapinhas leves na mão da ruiva. Qualquer coisa que a distraísse do noivado desastroso com Cedric era bem-vinda, então a companhia de Maria se tornava duas vezes mais agradável. — Certeza absoluta, Maria. E de qualquer forma, se eu tivesse interesse em alguém por aqui, não precisaria do Lunae Messis para conseguí-lo — um sorriso travesso se alastrou pelo canto dos lábios de Zofia. Romances nunca tinham cativado sua atenção: preferia focar em coisas mais importantes do que perder seu tempo com alguém. — Você poderia simplesmente começar a ver pelo lado bom: Alric é extremamente bonito e várias queriam estar em seu lugar. Talvez isso faça a noite ser mais agradável e um provável casamento também. Como você não vai cozinhar, tem menos chances de que ele fuja — Herszkovicz brincou, com a atenção nos vestidos que a amiga trouxera. Deu uma boa olhada em um deles, fazendo uma careta em seguida. — Maria, isso aqui não parece com “sou uma princesa linda e jovem que vai atrair os olhares de toda a população masculina da ilha”, e sim com “sou uma princesa que acabou de sair de um convento”. Esse está descartado.

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princess 𝖟𝖔𝖋𝖎𝖆 𝖍𝖊𝖗𝖘𝖟𝖐𝖔𝖛𝖎𝖈𝖟 from 𝓹 𝓸 𝓵 𝓪 𝓷 𝓭 at the courting.
rxdhair:
“— Não me viu na cozinha? Mas é evidente que não. Jamais me submeteria a um local destinado a criadagem. —” A mentira deslizava por seus lábios com tamanha naturalidade que mesmo o azul mais desconfiado acreditaria em suas palavras. Ainda que de fato não fosse comum estar nas áreas dos vermelhos — afinal, mesmo como Lorelei, precisava evitar locais com muitas pessoas ao mesmo tempo, visto que isso a cansava mais rapidamente —, passava pelos arredores vez ou outra. “— Sim, estou ciente das tradições referentes ao Lunae Messis. Porém, se acredita que eu rogaria aos céus para cair com alguém especificamente, está ainda mais equivocado do que quando imaginou que eu tocaria em uma panela. —” Ela ergueu a sobrancelha.“— Na realidade, os demais que deveriam estar suplicando por tamanha fortuna: alguns minutos de minha atenção. É uma bênção agraciada a poucos. —”
— Ah, Maria, você sabe que não precisa fazer esses discursos comigo — Zofia suspirou, rindo em seguida. O hábito da amiga de se gabar nas ocasiões mais inesperadas já era conhecido, mas a polonesa esperava tal comportamento quando Maria estivesse na presença dos outros. — Bem, você sabe que eu não vou ao festival por conta do meu noivado com aquele-que-não-deve-ser-nomeado... — sim, aquela era sua maneira pessoal de se referir a Cedric. — ...Mas isso não me impede de te ajudar com seu vestido. Quem você pretende que seja seu par, mesmo? — Zoe ponderou, levando-se da cama para analisar os figurinos que a amiga tinha trazido. Ela mesma não era muito apegada às tradições do Lunae Messis, então não se importava de não estar presente nos dois primeiros dias. — Aliás, se você não cozinha, como pretende levar os doces para agradar seu par?