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Maximus se perguntava como não tinha visto todos os sinais? Freya aparecendo ali, os pais, tudo mais! Ele era burro! Tudo bem, já sabia disso! Tentava amarrar o lenço no pescoço sem muito sucesso! Logo agora que Allura decidira pedir a anulação! Só que faltava ela gritar um não no momento dos votos! Xingava baixo o pedaço de tecido verde, a cor de sua família, enquanto isso analisava o papel e a pena jogados sobre a escrivaninha, foi quando viu “o intrometido!”. — Ele não está aqui!” Falou em resposta irritado, se servindo uma dose de uísque e se sentando, massageava as têmporas. — Nervoso? Eu sabia que ia me casar! Mas me acordarem e dizerem: vão se casar! Eu e Allura estamos longe de estarmos prontos para isso! Eu esperava conseguir resolver essa situação no futuro!” Comentava apoiando os cotovelos nos joelhos e coçando a cabeça. — Pode ler os meus votos para minha noiva?!” Perguntou apontando ao papel que continha em uma letra manchada por suor: “A princesa Allura tem esse jeito metido e mega irritante de agir, porém com certeza será uma boa rainha e esposa!”. Não esperou a reação do outro para dizer: — Está uma merda e eu sei disso!”.
Se não fosse o dia do casamento do outro, Magnus simplesmente teria virado as costas e saído imediatamente dali, não era pago para aturar grosserias, mesmo do futuro conde. No entanto, o fato de vê-lo se servir de uma boa dose de uísque e então a fala e postura do outro fizeram com que o meio-dragão ficasse. Aproximou-se de Maximus e se sentou na frente dele, ele definitivamente parecia perturbado. “Quanto a isso eu sinto muito, mas o futuro de você é agora.” - Não que ele precisasse atestar o óbvio mas não havia muito a ser dito. A pergunta pegou Magnus desprevenido, ele ler os votos do outro para a noiva? Isso não deveria ser função do padrinho dele? “Claro!” - O paladino puxou o papel e começou a ler. Não havia muito para ler além de duas sentenças, que foram suficiente para fazer o meio-dragão não se aguentar e rir alto, mas bastou um olhar para o noivo para se conter. “Queria me desculpa, mas rainha? E bom, se quer mesmo minha opinião, sim, está uma merda.” - Ele colocou o papel sobre a mesa para então voltar seu olhar para Maximus. “Você deve escrever sobre seus sentimentos por ela, o que ela representa pra você. Falar que a ama.” - Seu tom era sonhador, pois a todo momento, Magnus só conseguia pensar sobre o que um dia escreveria para Catrina para seus votos. Foi então que teve uma ideia maluca. “Vejo que no seu caso você não deve ter muitos sentimentos pela princesa então se quiser posso ajudar a escrever. Não que eu sinta algo por ela, obviamente, mas sei o que eu escreveria para a dama de companhia dela, caso fosse meu casamento.”









