“men want to fix you save you or fuck you I can’t be fixed and I don’t care to be saved”
— -Jeanann Verlee, men (via fypoetry)
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aurun, a.
[Flashback]
Arthur arregalou aos olhos e rapidamente negava com a cabeça com vigor – Não não não! Me perdoe! – desculpava-se, rindo um pouco, claramente sem graça – Não tenho medo de você Andi, pelo contrário… – ele coçava um pouco a nuca, como sempre fazia quando nervoso – Eu só não vi você chegando, foi um susto mesmo! – era difícil assumir, mas era verdade, as vezes apenas não conseguia perceber quando esguiavam-se, afinal Arthur sempre foi mais de confrontar as coisas no frente a frente – Ai meu Tyr! Me desculpe! – dizia quando ela fazia o biquinho, via que ela não estava levando pro pessoal, mas ainda se sentia culpado, não queria que uma das selecionadas se sentissem menos que importantes para ele. Quando ela parecia estar mais sendo a Andi que ele acreditava conhecer, ele ria para dentro e aliviado, negando com a cabeça como se não acreditasse em como a outra brincava, principalmente fazendo menção à outra noite. Arthur se aproximava dela, ainda com a cabeça baixa após o riso. Ele colava o corpo com o dela, a mão que não segurava a cerveja a puxava pelo quadril contra ele, fazendo um pequeno baque entre eles, levando a boca ao seu ouvido, ele simplesmente respondia – Me surpreenda. – sussurrava, com o máximo de malícia que conseguia reunir, afinal o álcool estava o ajudando
Talvez fosse porque ela gostasse de intimidar, ou poderia ser o álcool, mas Arthur ficava uma gracinha nervoso ─ e levemente irritante, mas isso era um problema seu em detestar que as fossem apologéticas. Ao menos, ele voltava rapidamente a um certo senso de confiança que poderia ser classificado como sexy. Deveria ser irônico que ela está seguindo um homem da nobreza, que ela havia descrito como delicados para o conde Lighttree, enquanto ela gostava de coisas mais rudimentares. “Você vai se acostumar,” ela disse, deslizando a ponta do indicador e do médio sob o peito dele, tocando as vestes de tecido nobre. Ela deixou que o seu corpo se juntasse ao dele, o rosto desaparecendo quando ele colocava a boca junto ao ouvido para falar algumas palavras que a fizeram-na rir. Andi puxou levemente o torso para trás, para que pudesse encará-lo, mas perto suficiente para que se nariz tocasse no dele. Podia sentia a respiração quente de ambos tocar-lhe o rosto e se misturar, e ela encarou olho a olho antes de responder, "──o tipo de surpresa que eu adoraria dar não pode ser feita em um salão cheio de gente,” o que não impedia de levâ-lo para alguns dos muitos cômodos do castelo e ficar de joelhos lá mesmo. Deixou a mão direita cair ao seu lado, retirando os dedos dele, apenas para colocá-la na coxa deles, escondendo entre eles, “─e eu também não quero lhe dar outro susto.”
aurun, a.
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aurun, a.
[Flashback]
-TYR ABENÇOADO! - Exclamava, conforme se assustava e se arrepiava, projetando o corpo para frente, mexendo-se quase como uma lagarta, antes de virar-se para trás, ainda surpreso, não havia sentido ninguém se aproximar, talvez estivesse muito distraído ou já havia bebido o suficiente para seus instintos serem amaciados - -O… Oi Andi! – dizia, buscando um sorriso, dentre a falta de jeito causada pelo susto. Ele pigarreava, recompondo-se – Defina “Divertindo-se” – brincava, antes de dar um gole em seu copo de cerveja
Ela não sabia se ficava ofendida ou sentia-se divertida com a reação. Optou por divertida ─ parecia ser uma reação melhor ─ então colocou um sorriso malicioso nos lábios. “Se eu não conhecesse-o um pouquinho diria que está com medo de mim, Arthur,” Andi provocou, formando um biquinho com pretexto falso. Qualquer coisa para que ele sentisse que tivesse que compensá-la. “Claramente não a mesma diversão que temos quando bebemos juntos,” Andi apontou, esperando que as lembranças fossem suficientes para excitá-lo de qualquer forma. “Como eu posso ajudá-lo a se divertir? Estou disposta a fazer esse sacrifício.”
nargarth, a.
Levava a taça aos lábios após despedir-se de Lady Nelia, a esposa do líder dos Bárbaros que viera lhe cumprimentar, quando escutou uma voz ao seu lado. Num primeiro momento ela não soube dizer com certeza sobre o que a outra falava, ou apenas não queria entender. No entanto a fala da meio-dragão estava clara. Ela falava mal dos Lighttree’s. Freya colocou um sorriso amigável no rosto virando-se completamente para a loira ao seu lado. — Ohh sim, são muitos deles. Se o rei não abrir os olhos eles irão dominar o palácio. - Falou num teatral revirar de olhos. Queria dar corda para a moça, para ver até onde ela iria. Sabia que ela se tratava de uma selecionada pois, a pedido de seu pai, Ariel estava de olho em todas elas, mesmo que não estivesse fazendo contra elas, como o pai havia mandado. — Você também deveria ficar esperta uma das Lighttrees é sua concorrente, não?
Andi soltou uma risada nasalada, observando a mulher de cima a baixo. Estava certa ─ eles iriam dominar o palácio a qualquer momento. Arthur teria que ser idiota de escolher uma Lighttree ─ foi o que tinha pensado, mas não parecia certo falar aquilo da sua oponente para uma desconhecida. E se ela fosse amiga da Lighttree? Ou pior, fosse direto para a boca do príncipe? Era arriscado demais falar tudo que vinha na sua mente. Mas também não iria deixar exatamente sem resposta. “Politicamente falando,” começou, “ela não é uma escolha segura.” Dentre as opções que restavam, apenas ela e a selecionada dos Bardos era escolhas que não iriam levantar sentimentos negativos de outras guildas. Talvez não fizesse muita diferença... Poderia escolher a selecionada dos feiticeiros ou dos bruxos apenas para apaziguar o fato que a princesa não teve sua própria seleção. Ou poderia seguir o coração (que era o que mais parecia com o pouco que ela tinha conhecido do príncipe)... “Mas afinal, nenhuma de nós sabe em que Arthur irá basear sua decisão... Então a menos que a Lighttree esteja dormindo com ele, não estou muito preocupada.”

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aurun, a.
[flashback]
Os lábios do príncipe se curvavam num sorriso ladino com o comentário, era sagaz o suficiente para entender a malícia, mas ao mesmo tempo ainda estava um tanto tímido para responder diretamente, conteve em fazer uma expressão divertida, levantando as sobrancelhas, além de rir um pouco sem graça – Bom… eu… er… Nunca tive reclamações… – falava com falsa humildade. Ouvindo o “protesto” divertido da meia dragão, ele levantava os olhos, tentando se lembrar de atos passados, para então dar de ombros – Tenho certeza que já matei muitos orcs, conta? – dizia com um legitimo tom de dúvida, não que acreditasse que os seres fossem selvagens e não providos de inteligência, mas pelo simples fato que sempre que os encontrou, tentavam atacar alguém, na realidade não se importava de parecer mal ou ter feito coisas ruins, afinal se o fizesse, que raios de paladino seria?
Vendo a loira mover-se no divã, com uma certa dificuldade, julgou ser pela bebida, a ajudava a sustentar-se com as mãos, principalmente aquela que já estava em sua coxa, que deslizava para cima, apoiando-a pela cintura, o paladino não era de todo inocente, era tão cúmplice do movimento e posicionamento de Andi quando ela era autora do movimento. Ela estando em seu colo era difícil tomar qualquer atitude que não fosse descer as mãos para o quadril e puxa-la para perto. Assim que ela tomava o gole, após a sua afirmação, o jovem mordia os lábios inferiores, tentando conter um sorriso malicioso, sem sucesso. Não havia o que fazer se não ele mesmo tomar um gole da sua bebida – Do quão obsceno estamos falando, senhorita? – brincava com o pronome de tratamento
Andi nunca foi alguém com muitos pudores. Não que os monges tivessem ajudado nisso, ao menos não diretamente. Porém, o fato de que eles ajudaram-na a não ter vergonha de quem era ─ colocar sua disciplina em cima de sua raça ─ contribuia com a sua falta de vergonha. Talvez ela tivesse aplicado os conhecimentos da maneira oposta ao que eles queriam, mas ela nunca sentiu que pertencia completamente. Ela era alguém que cresceu lá e aceitou aquilo, mas não era tudo que ela era. Arthur, ao contrário dela, talvez não fosse tão descarado. Não parecia completamente envergonhado, mas diferente de Andi que não perdeu um segundo a pose em suas palavras, ele tropeçou levemente nas palavras, fazendo-a sorrir antes de adicionar, “──e tiveram muitas oportunidades para isso?” Tinha impressão que qualquer experiência que ele tivesse, seria bem diferente das suas. Inclusive na noção de bom e ruim ─ enquanto Andi não tinha problema nenhum em afundar uma pessoa pelos seus objetivos; Arthur continuava em seu cavalo branco de heroísmo, até para as coisas ruins. Não iria se ater aquilo, claro ─ tinha planos maiores do que se atear a detalhes.
── with @arielnargarth
“Não basta se proliferarem como coelhos pelo castelo agora precisam arrastar-nos por essa celebração,” dizia dos Lighttree que pareciam não parar de aparecer. Para cada lado que olhava, um cabelo ruiva aparecia em seu campo de visão e Andi tinha vontade de estrangular um. Não deveria ter alguma regra, lei, contra casar toda sua família com os Aurun? Ela não devia ser a única pessoa a achar um pouco conspiratório dos guerreiros. “Espero que ao menos quando acabar o casamento tenhamos menos da família zanzando pelo castelo...”
── with @ally-of-justice
“Eu nunca fugi de um casamento real,” Andi sussurou em brincadeira em seu ouvido. O jogo já tinha virado uma entidade para eles, sempre presente. Não há incomodava. Parecia que daquela forma conseguia o que queria e, no momento, adoraria tirá-lo dali, mesmo que não devesse. “Está se divertindo, Arthur?”
lighttree, m.
Maximus andava pelas pessoas, recebendo os cumprimentos, cada vez que passava por um dos criados pegava uma taça de champagne nova, não que tinha bebido a anterior, mas seus pensamentos estavam tão desordeiros entre si. Descrente que Allura tinha dito sim e não anulado o casamento, ou o rejeitado, desta feita virou-se quase chocando-se contra a figura: — Perdoe-me, eu estava, estou… Você viu a Allura?!”.
"Já perdendo a esposa antes da noite de núpcias, conde Lighttree?” Andi provocou. Não que ela tivesse muita intimidade com o conde, mas sabia que ele não respondia suas provocações facilmente, então, era divertido fazê-lo. “Não, desculpe,” negou com a cabeça antes de tomar um gole do champanhe. Lembrava-se de como falaram que as coisas ali eram delicadas ── certamente a bebida em sua mão se encaixava nisso, mesmo que fosse tradicional em casamentos. “Provavelmente está recebendo felicitações e presentes de algum dos líderes das guildas. Felicitações, à propósito,” disse levantando sua meia-taça de champanhe num cumprimento que internamente era falso, mas ela mantinha o sorriso aberto, “──você certamente parece a definição de felicidade.”
andromeda for allura and maximus’ wedding ♥
Não era como se Andi se importasse com o casamento da princesa, mas qualquer desculpa para que dessem uma roupa completamente nova e se arrumar totalmente era um motivo de celebração para Andrômeda.

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dragnell, m.
“Ohh, uau, não imaginava isso vindo da Beebel.” - Afinal a moça era uma guarda. Lógico que ele não podia julgar, ela era uma artifice, as vezes não queria destruir a criação de seus colegas de guilda, ainda que eles houvessem sido criados com aquele propósito. Teria que conversar com a moça. “Entendo.” - Falou sem prestar muita atenção no que ela dizia sobre a selecionada dos Bárbaros, mas fora o comentário seguinte dela que o fizera rir. “Fique tranquila, não vou sair incendiando nada.” - Garantiu a ela com uma piscadela divertida. Cruzou os braços enconlhendo os ombros. “Nha… Somente por aquela que acabei me apaixonando.” - Falou distraído, confessando o que sentia. Talvez ele não devesse sair contando por ai, para qualquer pessoa, que havia se apaixonado por Catrina. Contudo, o que ele tinha a perder? O que aconteceria se alguém descobrisse? Não é como se ele tivesse dito que fugiria com a genasi, afinal a cabeça dura se recusava a fugir com ele, preferia se casar com aquele velho caindo aos pedaços.
Andi deu de ombros, se concentrando apenas no nome. Beebel. Então eles já se conheciam. Não era a toa que a guarda transformada em selecionada havia virado uma grande fofoca. "Você nunca sabe,” Andi deu de ombros. Agora, ela conseguia controlar toda sua transformação e seu sopro, depois de muitos anos de meditação, prática e monges a castigando, mas ela ainda lembrava de derreter os pertences de várias outras crianças por simplesmente não gostar da forma como elas falaram com ela. Uma das vantages do sopro. “Ha── e eu que estava pensando em ser sua amiga,” Andi fez um biquinho falso. Ele não era nada mal de olhar, mas entre o príncipe e o guarda, Andi não seria idiota. Além disso, se não fosse conseguir o príncipe, que chegasse ao menos na nobreza. “Bom, ela tem que ser muito idiota para escutar a família e casar com um velho e não fugir com você, mas talvez você só precise convencê-la... Vou desejar-lhe boa sorte, sir, e até a próxima.”
closed.
niramour, e.
Aquela situação toda com a outra selecionada estava deixando Nora desconfortável.Ela havia lhe feito perguntas, Nora havia respondido mas agora ela agia como se não tivesse feito? Franziu o cenho puxando seu livro para cima, voltaria a ler. No entanto a meio dragão voltou a falar com si fazendo com que a druída abaixasse o livro novamente, fechando-o e colocando sobre seu colo. — Entendo. Eu não conheci todas ainda. - Balançou a cabeça afirmativamente. Era verdade, ela não conhecia quase ninguém ali além de algumas selecionadas, algumas funcionárias… — Ohh… - Nora olhou para o livro fechado e então levantou o olhar. — Sonho de uma noite de verão. Conhece?
Nem ela. A verdade é que não tinha se incomodado em conhecê-las. Ela queria conhecer quem poderia ajudá-la à chegar até o altar. O resto não fazia muita diferença. "Não. Não cresci lendo muito,” admitiu ─ há menos que as leituras dos mantras contasse. Fora isso, sua vida não teve muitas estórias, mas Andrômeda teve certeza de viver intensamente para ter histórias para contar. “Desculpe, Evannora── foi um prazer conhecê-la e espero falar com você em outro momento,” disse falsamente, mesmo que precisasse encontra-la em outro momento e continuar a examiná-la como uma oponente, “mas minha dama de companhia está me chamando. Boa leitura.”
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aurun, a.
Arthur negava com a cabeça rindo – Me desculpe, estava sendo irônico, entendo bem que o meu normal não é o dos outros – ele parava um momento, olhando para o nada, apenas pensando, conforme falava, com os lábios curvados em um sorriso ainda – E é por isso que eu luto…. – ele voltava a olhar para a loira – Para que todos tenham o “normal” que quiserem, entende? – seu tom era inspirado e esperançoso, talvez fosse uma besteira falar aquilo na presença de uma selecionada, ainda mais naquela situação, mas talvez a bebida o fizesse um pouco mais passional?
O paladino gargalhava com a resposta – “eu”? Nossa assim me sinto até importante, não alimenta meu ego, Andi – brincava novamente, antes de passar as garrafas para a selecionada, assistindo-a beber, sem desviar o olhar em nenhum momento, sem tirar o sorriso do rosto também, que aos poucos se tornava mais divertido e animado. Ele pegava uma garrafa da mão dela – Olha, eu nunca fiz isso não, mas sinceramente, eu tô com vontade de beber – Dizia sincero, antes de tomar uma golada generosa, e limpar a boca com as costas da boca. Já estando um pouco mais tendendo para um lado inconsequente, despretensiosamente Arthur levava a mão à uma das coxas de Andi, enquanto batia levemente o gargalo da bebida no queixo, pensativo, olhando para cima – Hmmmm… – a mão acariciava a coxa levemente, mas ele agia como se aquilo não tivesse sido nada – Eu nunca retirei uma peça de roupa de outra pessoa com a boca – dizia dando de ombros, segurando a risada, antes de tomar um gole da garrafa. Não havia respondido diretamente o flerte sobre perder peças de roupas, mas com toda certeza havia ouvido
Tão idealista. Andi teria pena dele, se não estivesse muito ocupada tentando tirar vantagem dele ─ ou da posição de poder que ele se encontrava. Uma pena que no mundo dela não tinha espaço para idealistas, mas se era necessário que ela fingisse ouvir atentamente e concordasse, ela o faria ─ concordando com a cabeça e mantedo um sorriso no rosto. Talvez assim que sobreviveria na corte. “Bem, eu quero que o seu normal, seja o meu normal, porque é assim para um casal, não é?” Andi mordeu o lábio inferior, sugestivamente. Ela não perdia nenhuma das oportunidades de apontá-los como um casal. Talvez quanto mais sugerisse, mas conseguisse convencê-lo e a ideia deles ficasse mais atraente. Não tinha ideia se aquilo funcionaria, mas o que teria a perder?
Andi costumava a beber muito, mas talvez fosse o teor alcoolico do que bebiam ou a mistura, mas ela já estava começando a sentir o efeito do álcool nela mesma, as bochechas queimando eram um dos seus primeiros indicativos. "Mas eu quero ver o tamanho do seu ego, Arthur,” disse maliciosamente, suas intenções não podiam estar mais explícitas. “Ah, vamos lá, senhor certinho── me diga uma coisa realmente ruim que você fez,” disse, mais como provocação do que esperando uma resposta de verdade. Se a pergunta fosse o contrário, ela teria que mentir ─ provavelmente Arthur não estaria preparado para ouvir sobre mentir e enganar pessoas para benefício próprio. Podia sentir a mão de Arthur em coxa e fechou os olhos propositalmente, soltando um murmúrio de satisfação. Abriu os olhos com a pergunta. Andi maleou a cabeça de um lado para o outro, antes de tomar um gole. Não conseguia lembrar uma ocasião específica que tivesse feito, mas deveria ter feito. Soava como algo que ela teria feito. Tomou cuidado para não cair do divã enquanto trocava de posição, sentando no colo de Arthur enquanto o encarava, com uma perna dobrada de cada lado deles e os braços ao redor do ombro dele, ainda segurando a garrafa. “Eu nunca quis fazer algo obsceno com alguém que está nesse quarto,” disse, sendo a primeira a tomar um gole.
“No masters or kings when the ritual begins There is no sweeter innocence than our gentle sin In the madness and soil of that sad earthly scene Only then I am human Only then I am clean Oh, oh, Amen, Amen, Amen.” ─ take me to church, hozier
→ triggers: morte, sadismo
Andrômeda não nasceu na guilda dos monges. A história que ela conhece é que apenas apareceu na porta do monastério sem nada além das roupas do corpo ─ sem bilhete, sem avisos, sem adeus. Os monges ainda tentaram buscar pela sua mãe por algum tempo, mas sem sucesso. Por alguma razão, quem quer que tivesse abandonado a garota, não queria que ela retornasse.
kure, a.
Um rosnado saiu da garganta de Abby, odeio quando isso acontece! É o mesmo rosnado que vovô me dá quando eu praticamente incendiei as amizades dele com minha opiniões! Por que estou fazendo isso para ela? Só vai servir para ela me chamar de demônia! Apertando os braços cruzados sobre o peito. “– Pois deveria mesmo!”-. Respondeu em um tom decidido, ainda que não tivesse certeza das suas palavras. “– Eu estou propondo um duelo para resolvermos essa coisa! Mas se você quer me executar!” -. Falou a última mais baixo. “– Pode ficar tranquila… Eu sei lidar com uma boa surra!” -. O tom baixo e sério de Abby não combinava com ela, como aquela situação em que se meteu. “– Bom… Senhorita “eu não valho o seu tempo”, acho que seria uma oportunidade de se exibir… Podíamos chamar o Arthur para nos bater palminhas!”-.
Andi teve que segurar o riso ─ e ela que era muitas vezes considerada a não civilizada por ser meio-dragão. Aparentemente estava se mostrando melhor do que a aberração em sua frente. Ainda era da nobreza. Deviam entregar títulos para qualquer um mesmo, pensou. “Sei que está ansiosíssima para redimir o fiasco do torneio, Abby, mas você não vai conseguir me convencer,” falou, ficando levemente entediada e enrolando uma mecha de cabelo no indicador. Ela não iria lutar e se meter em apuros ─ sabia controlar-se, mas não queria nem arriscar. “Por que você simplesmente não procura-o?” Andi sugeriu, quase amigavelmente. Quem sabe assim ela se envergonharia na frente do príncipe e facilitaria a vida da monge. "Até a próxima, Abigail.”
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lighttree, m.
Concordou com um sorriso, chegando a levantar um pouco o copo: — Têm sorte! Aproveite!” Piscou para ela, não conhecia outra forma de se portar a não ser parecer perfeito, adequando-se aos olhos de todos, criando personalidades diferentes para cada situação. Jogou o corpo contra o encosto da cadeira, arqueando a sobrancelha para ela quando ela pronunciou querido: — Deveria guardar seus queridos para Arthur!” Provocou-a. — Eu diria que os tempos se equiparam, senhorita! Quando se é um guerreiro você tem que ser da guerra e dos espólios, ao mesmo tempo. E ser bom, ou ao menos, se mostrar convincente nos dois.”
“Não se preocupe, conde Lighttree. Chamo vossa Alteza por outros nomes── e duvido que ele se importaria com o uso da palavra querido aqui. A menos claro que isto esteja o afentando muito,” Andi zombou. "Você quer dizer que passou dezesseis anos em campo de batalha, vossa graça? Parece um tanto quanto... exagerado.” Tudo sobre Maximus gritava privilégio.Ela não podia acreditar que ele tinha passado mais do que algumas batalhas no meio da guerra para dizer que fez sua parte como futuro líder. “E, convenhamos, o senhor deve saber que nem todo guerreiro é tão refinado quando vossa Graça.” Ela terminou a bebida. “Se me der licença, conde, preciso seguir com o dia. Até a próxima.”
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niramour, e.
Encontrava-se na biblioteca, num do confortáveis sofás ali disposto, praticamente deitada lendo um livro de aventuras quando a porta se abriu, viu a loira, meio-dragão entrar, o que a fez se sentar rapidamente, endireitando sua postura. Nunca tinha conversado com a outra, que agora lhe dirigia a palavra, lhe fazendo algumas perguntas. Nora fechou o livro e respondeu educadamente. No entanto, a outra, cujo nome era Andrômeda, parecia não lhe escutar. — Eu só respondi sua pergunta, disse que sou da guilda dos Drídas, meu nome é Evannora. E perguntei se você precisa de ajuda em algo. - Franziu o cenho ao responder. Aquilo era um tanto quanto estranho.
"Perguntei?” Ela levantou a sobrancelha. Aquilo não soava como ela mesma. Desde quando ela fazia perguntas as outras selecionadas? Ou se interessava na vida das outras em geral. Bom, talvez devesse se interessar, já que a outra parecia uma das selecionadas mais próximas do príncipe. Ao menos era o que ouvia das suas novas damas de companhia. “Não, não preciso de ajuda,” respondeu com o olhar ainda distraído, “acho que estou apenas querendo conhecer as outras mulheres do palácio,” adicionou com um sorriso, fazendo com que parecesse sincera. Agora ela sentia que devia perguntar alguma coisa. “O que você está lendo?”