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@madbeaumont

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beamontxnika:
annika gostava de ir à lugares além do seu habitual, principalmente se isso significasse deixar sua mãe quase louca por saber que ela estaria pisando em uma taverna. ela só queria poder dar um motivo para mulher ficar louca à ponto de finalmente perceber o que a vida que ela dava a filha estava lhe destruindo pouco à pouco. apesar dos olhares sobre si ali no local, ela não se deixou abalar apenas queria um lugar para sentar sem ser incomodada, mesmo que isso tenha durado pouco. “aqui é onde pessoas estão bebendo sem se preocupar com mais nada, certo? então acho que estou no lugar que queria estar.”
A resposta da garota rendeu um sorriso aos lábios do visconde, o fazendo depois assentir levemente com o que ela dizia. Afinal, ela tinha razão, estava no local certo para beber. Se isso iria ser tão tranquilo como ela talvez esperasse, não. Mas não seria Madison a contrariando, pelo contrário. “E o que vai beber? Posso pagar esta rodada!” Ofereceu com um sorriso amigável. não era usual se encontrar com alguma mulher de alta sociedade, muito menos uma das garotas da temporada, pelos vistos os costumes estavam mudando.
clarwssa:
“ah, eu entendo bem.” concordou, com uma risadinha baixa que não tinha lá tanto humor. “é uma das poucas coisas que eu não sinto falta da universidade, inclusive. todos os olhares.” confessou. mesmo que tentasse transparecer a maior parte do tempo que não se importava - e, de fato, perto de tudo o que pode aproveitar daquela época, aquele era um detalhe facilmente ignorável -, não era como se fosse humanamente possível não se incomodar com todos os olhares e comentários atravessados que recebia. “ei! eu nunca achei que fosse um inculto, senhor beaumont. está colocando palavras na minha boca.” prosseguiu, ainda com bom humor. se estivessem em outras circunstâncias, até ergueria a mão para lhe empurrar levemente o ombro, mas sabia que, ali, aquele ato inocente seria capaz de acarretar boatos com os quais ela não queria ter que lidar. “é só uma grata surpresa que você é adepto desse tipo de cultura.” completou, por fim, com um dar de ombros. “é claro que ela ficaria! eu sou um partido e tanto, não acha?” continuou com a brincadeira, ainda com bom humor. “com o rowland. rowland reed, você conhece? é um antigo amigo da família.” voltou o olhar para o lado, para fitar o rosto alheio. “e você? deu sorte com seu primeiro par?”
“Sabia que iria perceber.” Era algo que para o visconde não fazia qualquer sentido, haverem pessoas acharem estranho que mulheres também pudessem estudar em universidades. E no fundo, agradecia às colegas que também o elucidaram para esse assunto e questão de igualdade, ao qual agora era bastante mais compreensivo. “Será que estou?” Perguntou com um tom provocador, apenas para a perturbar pois sabia que aquela não era a intenção da loira. Era estranho ter que estar mais afastado dela e de estarem acompanhados de uma das empregadas, mas culpava a temporada de casamentos por isso. “Qual o tipo de cultura que você acha que eu sou mais adepto?” Perguntou com as sobrancelhas erguidas antes de rir assentindo. “O melhor partido que ela conseguiria arranjar, Lady Clarissa!” Apontou, lhe piscando o olho com a brincadeira. “Ah sim, me lembro de o ver no baile. Como foi o encontro? Eu acho que sim! Fiquei pareado com a Charlotte Sinclair.”
przncearthr:
Arthur sorriu. O conde era um bom amigo de seu pai então compreendia a certeza que o rapaz colocava sobre tal sugestão. No entanto, seria extremamente rude de sua parte pedir algo assim. Portanto, apenas encolheu os ombros. ’ —— Irei me virar com o básico…’ inclinando-se um pouquinho na direção alheia, completou: ’ ——… isso já será o suficiente para que eu consiga acertar uma bola sem parecer um idiota?’ havia realmente curiosidade em sua pergunta, reconhecia que não jogava bem. Um riso lhe escapou com a acotovelada, a destra subindo para o próprio chapéu branco que ajudava a lhe proteger do sol. ’ —— Por Deus, sim! Esse sol ficava impossível de termos concentração em algo, eu acho que pode ser ele quem está me atrapalhando.’ deu-lhe uma piscadela com o olho direito, zombando de sua própria incapacidade de jogar bem.
Era bom que o príncipe tinha a completa noção que não era um bom jogador, afinal, Madison não queria ser aquele que lhe dizia isso, já que o resto dos participantes parecia encorajar Arthur. “Acho que será mais que suficiente, alteza.” Lhe disse de volta com um pequeno sorriso, estava gostando da companhia do mais velho, afinal não era tão rígido quanto parecia, o que era ótimo. “Um ótima desculpa! Se alguém lhe perguntar porque falhou algum buraco, culpe o sol, tenho a certeza que irá funcionar.” Apontou rindo, logo depois fazendo sinal ao caddie que o acompanhava para lhe trazer outro taco. “Porque você não jogava com o rei? Sempre ouvi dizer que ele era um ótimo jogador.” Perguntou curioso.
byronsb:
❛❛ só podemos falar de alguém, falar verdadeiramente de alguém, quando a conhecemos. encare tal ode à sua existência como a mais alta honraria ❜❜ O discurso sério trouxe uma expressão igualmente solene, com direito de mão sobre o ombro e o ar de pai dando sermão ao filho. Byron, no entanto, sentiu as sobrancelhas franzirem com a confusão visada no rosto alheio, a cabeça meneando para o lado em busca de resposta nas feições masculinas. ❛❛ o que há de tão misterioso no que eu acabei de dizer? estávamos juntos, nos divertimos e o deixei embriago em um canto. sou muito bom em cuidar de pessoas, veja bem, desde que elas queiram ser ajudadas ❜❜ Encolheu os ombros, a culpa nem sequer ameaçando pesar na consciência do barão. ❛❛ ao contrário de você, meu caro, que sabe a hora de contratar um ombro amigo ❜❜ Mordiscou o lábio inferior, pensativo, analisando a possibilidade de usar Madison como um álibi ainda mais forte. ❛❛ eu vou. depois. não tenho pressa e nem sono. nada para fazer. não posso nem treinar no piano com risco de acordar os vizinhos. é… essa é uma noite solitária para mim ❜❜
“Então, Lorde Byron, tenho a dizer que com esses adjetivos todos, com certeza que não me deve conhecer tão bem assim.” O olho foi piscando, e a mão, colocada sobre a dele. Dizia aquilo pois sabia a reputação que tinha, e tampouco se importava, era assim que ele decidia viver sua vida, mesmo que a temporada de casamentos lhe atrapalhasse. A explicação do barão não era completamente esclarecedora, mas era a que Madison aceitaria. “Certo... Obrigado por o deixar por ai então, não seria boa ideia ele ter chegado a casa mais cedo.” Disse com uma careta antes de lhe sorrir. “Vamos nos fazer à estrada então, ainda temos um longo caminho!”

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@madbeaumont
gael and his pretty curls… ↳ Episode 102; Good Trouble
przncearthr:
’ —— Acha que sim?’ perguntou com interesse e curiosidade. No entanto, não desejava atrapalhar a aposentadoria muito bem merecida do conde, então sorriu para o outro. ’ —— Mas creio que se ele lhe ensinou tão bem assim, você certamente seria completamente capaz de transmitir para mim os ensinamentos que preciso.’ e que precisava muito, considerando o quão ruim era. Conseguia colocar uma bola no buraco? sim, mas na sorte, admitiria. Além do mais, a companhia de Madison seria bem mais interessante que a do pai dele. Não tinha muitos assuntos com pessoas mais velhas, por mais irônico que parecesse, sentia-se intimidado por admirar demais a carga de sabedoria que alguém com mais idade podia carregar. ’ —— Bom! Temos um campo nas dependências do palácio, um final de semana com sol seria perfeito para isso.’
“Tenho quase cem porcento de certeza.” Afinal, quando é que o pai iria negar alguma coisa à família real quando gostava de os agradar? Nunca, isso ele sabia bastante bem. “Não coloque muitas esperanças em minhas explicações, mas acho que os básicos consigo lhe ensinar sim.” Ou um pouco mais do que considerava os básicos, pois isso o príncipe já parecia ciente de como funcionavam. Além disso, o mais novo era alguém agradável de se ter por perto, talvez um pouco cordial demais ainda, mas isso também o visconde o era pois a situação pedia a isso, mas esperava que com o tempo a conversa pudesse se tornar mais casual. “Está combinado então, só não pode ser tão soalheiro assim, não queremos acabar assando enquanto jogamos.” Apontou, o cotovelo esbarrando levemente no braço alheio em brincadeira.
clarwssa:
“você já leu olympe de gouges?” as sobrancelhas arquearam-se em surpresa. não porque duvidava daquilo de madison, mas porque desacreditava um pouco do interesse por escritora femininas de homens no geral. ainda assim, era uma grata surpresa a possibilidade de ter alguém para conversar sobre a autora que era sua atual obsessão. “quase me ofende você dar a entender que eu ainda não tenha lido a déclaration des droits de la femme et de la citoyenne, senhor beaumont, mas eu vou fingir que isso não aconteceu pelo bem da nossa amizade.” as sobrancelhas se arquaram furtivamente uma vez, o sorriso ainda no canto dos lábios. “a curto e grosso modo, eu estou completamente apaixonada pela olympe. é uma pena que ela não esteja nessa temporada de casamentos, pois eu certamente iria cortejá-la.” o humor na voz se vez mais palpável, embora o apreço pela escritora fosse mesmo muito grande. “sem encontros também. nem acho que terei muitos, se for para ser sincera. você me conhece, não sou lá o padrão de dama esperado pela temporada, então, vou me ater aos cavalheiros desafortunados que acabarão caindo comigo no pareamento da vossa alteza amélia.”
“Os livros não tinham tantas páginas assim.” Apontou em brincadeira, mesmo que fosse verdade. Não podia dizer que era o maior adepto de literatura, mas gostava de peças realistas em vez de histórias inventadas, e aquela era uma delas. Preferia ler sobre o quotidiano, história e filosofia em vez de romances ou distopias. “E eu li na faculdade, tínhamos um grupo com outras moças que estudavam lá, e que infelizmente não eram muito aceitas, você deve entender...” Algo que Madison discordava por completo, não entendia porque era tão mal visto aos olhos da sociedade as mulheres receberem a mesma educação. “E acabámos lendo lá no grupo.” Apontou com um sorriso. “E pelo bem da nossa amizade também, lady Clarissa, eu vou fingir esquecer o fato de que você me acha um inculto!” Disparou igualmente, mas logo lhe piscando o olho para desmascarar a brincadeira com que dizia aquilo. “Acho que ela ficava bastante contente em ter você como pretendente.” Brincou com um riso. “Para ser sincero acho que também me vou ficar pelos encontros que a rainha Amélia propuser.” Afinal, Madison não fazia qualquer intenção de ir a casa de alguma dama como possível pretendente ou cortejar alguma para futura esposa. “Com quem ficou pareada nesse primeiro?”
byronsb:
❛❛ e de pensar que eu considerei você um cavalheiro da alta sociedade, todo versado nas regras e respeitoso. ❜❜ Começou com tom nostálgico, a voz declamada como quem recita uma poesia para a amada. Ou defendia o caso com paixão. ❛❛ único. ímpar. educado. nobre. diferentão ❜❜ De uma coisa o barão se orgulhava e era o de repertório infinito de adjetos galanteadores. Continuou a lista até precisar engolir, a garganta seca resultado onipresente de excitação do roubo. ❛❛ o que os olhos não, o coração não sente. o rosto nem treme com uma confissão dessas, nem quando sabe que o marido estava agorinha comigo ❜❜ Piscou um dos olhos e deu de ombros, esconder aquela informação faria perder a graça da troca de amabilidades. ❛❛ não temos bares. o sol já está quase nascendo. o lorde precisa de ajuda para chegar em casa? alguém que não vai deixar passar vergonha no caminho até a cama? ❜❜
Os olhos do visconde foram semi cerrados ao ouvir as palavras de Byron. Mesmo um pouco embriagado, Madison ainda conseguia perceber o tom sarcástico com que o homem dizia aquilo, que obviamente rendia uma careta da parte do Beaumont. “Muito engraçado você, sabe? Deve ser o único que tem toda essa consideração por mim, meu caro. A qual eu agradeço, desde já!” Apontou com as sobrancelhas erguidas, afinal sabia muito bem a fama que carregava graças ao gosto pela vida noturna de Londres. Mas ainda assim, não podia dizer que não era engraçado ouvir todos aqueles adjetivos que nem sempre se identificavam consigo. A expressão, no entanto, mudou por completo depois de ouvir a confissão alheia, se lhe podia chamar assim, estava confuso. “Com você? Quer explicar isso melhor ou vai me deixar assim à deriva?” Perguntou com as sobrancelhas cerradas antes de soltar um riso nasalado. “Vou aceitar a oferta. Você não vai para casa, senhor Byron?”

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frecspirit:
Ainda no chão, Esther passou a limpar as pequenas pedrinhas presas a sua mão na saia de seu vestido. Levantou o olhar por um instante, buscando o dono da voz familiar. Ah, claro, o visconde. Não bastava passar uma vergonha daquelas, tinha que ser na frente de uma pessoa no qual ela não gostava. Não era seu dia de sorte, com toda certeza. “Ótima, obrigada” o respondeu prontamente, ignorando a mão oferecida por ele, cambaleando sutilmente ao voltar a ficar de pé. Provavelmente não morreria por causa de alguns novos ralados em sua pele, já colecionava hematomas desde criança. O problema definitivamente não era o medo de cair, e sim, o que havia causado a queda. “Por favor, diga que não tem mais nenhuma borboleta asquerosa por perto…” Jamais conseguiu explicar de onde surgiu tamanho pavor, porém, o medo era grande o suficiente para Esther se quer conseguir reprimi-lo a ponto de manter a postura de durona.
Madison não podia dizer que não tinha conhecimento da pouca simpatia que Esther sentia por si, e a situação em que se encontravam apenas evidenciava isso. Tinha o braço esticado para a ajudar a levantar, mas pelos vistos, a garota não o iria aceitar, e estava no seu direito, obviamente. Enquanto isso, Madison mantinha a postura de sempre. “Tem a certeza? Não se machucou? Ainda foi uma queda grande...” Pelo menos o embate tinha sido notório. Ia lhe perguntar do que fugia, já que via a criada dela chegando agora cansada de vir atrás dela pelo que parecia, mas Esther já respondia a pergunta com a menção das borboletas. Olhando em volta, negou com a cabeça. “Acho que está livre, lady Esther. Estava fugindo delas?”
byronsb:
Por dentro, o diabinho em si batia e esfregava as mãos, esperando essa oportunidade por muito tempo. Byron tinha um dom de inventar histórias, baseadas em fatos reais, e muito convicentemente deixavam tudo mais fácil. ❛❛ insônia. quando tenho ideias demais na cabeça e não tem lugar aberto e decente para beber. o ar londrino… é revigorante ❜❜ Cheio daquele agridoce das ruas e suas decorações, de lixo e perfumes diversos. Para um perfumista era importante, e ele colocava a importância no peito mais estufado e na postura confiante. Os dedos percorreram a parte da frente das vestes, a lateral do sorriso tornando-se quase diabólica. ❛❛ sabe o que dizem sobre respostas dadas muito rápidas e desmentidas depois. qual é, não tem nenhum estranho aqui ❜❜ Apoiava-se no estado alcoólico alheio para se soltar daquele jeito, tomando a lateral e empurrando com o ombro. Àquela altura, pareceria uma criança curiosa.
Insônia, Madison não dia dizer que sabia bem o que era isso porque realmente não sabia. Felizmente não tinha sido amaldiçoado com a falta de sono, pelo contrário. No entanto, seu estado não lhe permitia avaliar muito bem aquilo que Byron lhe dizia, e se acharia que era verdade ou não. “Os bares já fecharam? Por deus, não faço ideia das horas. Mas sim, passear parece uma boa alternativa.” Assentiu, as mãos colocadas dentro dos bolsos da jaqueta enquanto olhava o amigo. Ouvindo o que ele dizia, revirou os olhos, começando a caminhar na direção que ele ia antes, quando ele o empurrou com o ombro. “Ok, talvez fosse casada, mas o que o marido não sabe, não o magoa.”
lvtties:
❛ bem, ela, com certeza, podia ter encontrado péssimas pessoas por ali, pessoas que seria obrigada a ser inteiramente simpática com, mas ficou aliviada, e contente, em ser o visconde. ele era um homem de ótimo humor e muito educado, e sua companhia era bem vinda. sorriu mais animada com a recepção calorosa, meneando com a cabeça conforme ele falava. “muito obrigada pelo cuidado, então.” falou, um resquício de riso nos lábios, conforme o olhar parava em seu jornal e via a flor por ali. oh, era idêntica a sua. sentiu o rosto ficar vermelho, e desviou o olhar. “não quero lhe faltar com respeito, senhor beaumont.” conseguiu murmurar, as mãos indo para o pequeno bolso na lateral do vestido e tirando a flor que havia recebido. “desculpe meu olhar curioso, mas, hum, acredito que nossas flores sejam iguais.” lhe mostrou a planta, indicando a presa entre o jornal dele.
Madison sorria para a loira, assentindo com o agradecimento. “Não tem que agradecer. Acredite que não queria ser a razão da senhorita ficar impossibilitada de dançar em futuros bailes.” Brincou com a mais jovem, afinal, uma pisadela de um pé grande como o dele não deveria ser nada agradável, e realmente tinha se esforçado para evitar problemas desnecessários. Tinha que dizer que vê-la corando era adorável, mas em nada se importava de a ter chamando pelo primeiro nome, na verdade até preferia que lhe tratassem assim. “Não é falta de respeito, senhorita Sinclair. Mas fica a seu critério.” Sorriu lhe piscando o olho de forma amigável. Estava tão distraído que nem tinha se lembrado na rosa que carregava debaixo do braço juntamente com o jornal. Ao ouvir Charlotte, pegou a mesma e as sobrancelhas se ergueram em espanto. “Oh, realmente são!” Apontou, pelos vistos tinha tido sorte com o seu primeiro encontro. “Isso quer dizer que ganhámos um passeio no parque?”
hamiltonbailey:
Bailey prestava atenção nas palavras de Madison ao mesmo tempo em que observava o ambiente ao seu redor. A sala se preenchia com as risadas, exclamações de entusiasmo de quem se investia nas mesas de jogos e as conversas casuais daqueles que aproveitavam o local para investirem em um flerte sem compromisso. “Poker parece interessante… e as pessoas também.” Acrescentou, devolvendo ao homem a piscada travessa. “Mas acho que, para investir nos dois, preciso de uma bebida. Onde conseguimos uma dessas por aqui?” Perguntou, apontando para o ambiente com um gesto discreto da mão. “Desculpe, não quero atrapalhar sua diversão. Você já deve ter suas companhias.”
Madison não escondia o sorriso olhando para o mais novo. Realmente era ótimo haver um local assim onde podiam fugir um pouco à realidade da temporada de casamentos. Dava para aliviar um pouco da pressão e esquecer o que lhes esperava no final, ou pelo menos o que os pais queriam que acontecesse no final. “Investir nos dois?” Aquilo tinha sido o que o visconde havia captado, mas um ótimo começo achava. “Tem o bar ali no fundo, e não se preocupe, estou sem companhia hoje.” Sem ser os amigos que sempre estavam ali com ele. Com um movimento de cabeça apontou para que Bailey o seguisse. “O que quer beber?”
clarwssa:
ela conteve uma risada ao receber um cumprimento como aquele. estava tão acostumada com uma comunicação extrovertida com o outro que precisar mudar os hábitos em prol da temporada de casamentos era, no mínimo, um desafio a ser cumprido, considerando sua vontade de rir todas as vezes que tinha-o chamando de lady. “suspeito que nem esteja tão arrependido assim de seus atos… essa desculpa não me parece sincera.” estreitando o olhar na direção do mais alto, sua expressão ainda abrigava um sorriso divertido. “estou treinando meu francês com les trois urnes, de olympe de gouges. já leu alguma coisa dela?” fechou a capa, para exibi-la em direção ao amigo. olhou em volta rapidamente, para checar se madison estava acompanhado. “o que veio fazer por aqui nessa bela tarde? tem encontro com alguma dama da temporada?”
O sorriso também se mantinha nos lábios do visconde. Era estranho falar assim com Clarissa, especialmente quando estava tão habituado a falar como uma amiga chegada, e não um potencial par para a temporada, mas se esforçava. “Talvez eu não esteja muito não.” Deu de ombros com uma pequena careta antes de rir. “Olympe de Gouges? Pensei que você fosse mais de ler a déclaration des droits de la femme et de la citoyenne e não les trois urnes. O que está achando até agora?” Perguntou se sentando ao lado dela, ainda com uma distância de segurança, mesmo que não achasse necessário, mas também não podia simplesmente abusar, era melhor assim. “Tinha algum tempo livre, vim apenas dar um passeio. Nada de encontros, e você?”

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margwret:
se antes estava consideravelmente conseguindo disfarçar as risadas baixas que deixavam seus lábios, agora falhava miseravelmente; as palavras de madison não só a fizeram rir, como quase dar uma gargalhada em plena ópera. rapidamente tentando se controlar um pouco, levando sua mão até a boca e fazendo o que podia para disfarçar como uma tosse. “opa…” preferiu até não olhar na direção da mãe para ver se tinha percebido aquilo, porque dificilmente a resposta seria negativa. “onde estávamos? ah, com toda a certeza está pensando no tempo perdido, que podia ter usado para ficar fofocando com as amigas em casa.” limitando-se, então, em uma risada nasal consideravelmente mais discreta. “claro, deve ser ótimo saber cantar. certo, não deveria estar entregando meus defeitos de bandeja, mas, vamos dizer que até mesmo um pato engasgado deva ter mais talento que eu.” explicou, acreditando até que era muito gentil consigo mesma com aquela comparação. estreitou os olhos levemente com as palavras alheias, de certo modo querendo entender o que exatamente queria dizer, mas preferindo deixar para lá. logo assentindo sobre a questão da ópera. “ah, disso eu não tenho a menor dúvida. as duas já parecem estar amando a ópera, se desconfiarem que também gostamos… trazem nós dois para cá de novo antes de sexta, para uma pior ainda.” não sabia se realmente era possível uma ópera mais chata que aquela, entretanto, não seria ela a duvidar. muito menos ao levar em conta que sua mãe estaria extremamente empolgada com a programação, sendo este o caso. “precisamos concordar que somos ótimos reclamando. é um talento.” afirmou, sua boca curvando nos cantos em um sorriso discreto. “poderia dizer que gosto de livros, mas na verdade eu amo literatura- especialmente o que vem da jane austen, ela é brilhante. e… eu gosto de história? animais também, especialmente cavalos, gosto bastante de corridas. e acho teatro bem interessante, e… gosto de piano.” tagarelou, pensativa. “e o senhor?”
Ao ouvir os risos da morena, Madison a olhou com os olhos arregalados e um sorriso contido nos lábios, como que a advertindo mas ao mesmo tempo se controlava para ir no mesmo caminho. Os olhos se afastavam da visão da mãe, não a queria o repreendendo, mesmo que no fundo, ele soubesse que ela não o faria. “Exato! Para não falar no dinheiro mal gasto.” Apontou com uma careta discreta. Não entendia como podiam gastar tanto dinheiro em espetáculos como aquele, mas mais uma vez, Madison em nada entendia de óperas, muito menos daquela. “Eu não sei porquê mas cantar nunca me atraiu muito, sabe? Talvez por também soar como um pato engasgado mas tem coisas que eu preferia saber fazer.” Realmente cantar não era algo que desejava fazer, embora apreciasse quem fosse bom nesse aspeto. Madison preferia ser bom com artes como a pintura, que era também péssimo, mas sempre podia apreciar os quadros dos outros como tanto gostava. “Pois isso não pode acontecer, se calhar o melhor para evitarmos isso é admitir que realmente não gostámos de assistir a uma ópera...” Embora não quisesse deixar a mãe triste ou chateada com isso, não queria também lhe dar a oportunidade de marcar outro encontro como aquele, não ali. Com o que Margaret dizia, o visconde teve que sorrir e assentar. “Tem toda a razão, um ótimo talento!” Apontou com um riso nasaldo, a sua mãe com toda a certeza concordaria que Madison era ótimo reclamando. O sorriso se manteve nos lábios do mais velho ao ouvir sobre as coisas que a garota gostava. “Parece que gosta de muita coisa, lady Margaret. Também gosto bastante de história, e corridas de cavalos!” Este último mais graças às apostas. “Gosto de jogar, de conhecer lugares novos... Gosto de ir à caça, de conversar... Teatro também é interessante, dependendo das peças.”
🚬 para um starter deles no club noturno. ( @annedelacourt )
Aquela era provavelmente sua parte preferida do dia, em que podia simplesmente ser ele mesmo no clube, sem quaisquer preocupações com os títulos e as aparências da alta sociedade. Para não falar que ali a última coisa que era falado, eram os casamentos e a temporada dos mesmos. Estava distraído com as cartas, acabando mais um jogo de poker, que infelizmente não havia ganho. Se levantando para ir pedir uma bebida, se deparou com a senhorita Delacourt. “Lady Anne... Não a esperava ver por aqui.”