ora ora, se não é LYSA SCAMANDER?! realmente, se parece demais com a trouxa HUNTER SCHAFER e nem parece que tem apenas DEZOITO ANOS. atualmente está se ocupando como ATENDENDE NA DEDOS DE MEL e dizem que é excelente em LEGILIMÊNCIA. por enquanto só sabemos boatos e não temos certeza se tem alguma ligação com os misteriosos panfletos ou com os posts diários do novo jornal, mas sabemos que é MESTIÇA, que tem uma personalidade dividida em CRIATIVA & EXPANSIVA quando está de bom humor e RANCOROSA & IMPULSIVA quando não está no seu melhor dia, o que já é alguma coisa. veremos do que ela é capaz.
o básico:
nome completo: lysa scamander
apelidos: lys, lily, lizzie.
idade: dezoito anos.
altura: 1,78
data de nascimento: 31 de setembro de 2007.
nacionalidade: inglesa.
id de gênero: mulher, trans.
orientação sexual: lésbica.
ocupação: você poderá encontrá-la na doceria dedos de mel.
idiomas que fala: inglês
peculiaridades?: legilimência & meio-sangue.
curiosidades!
signo: libra
varinha: madeira de sequóia vermelha com núcleo de cabelo de unicórnio, 30 cm e maleabilidade flexível
escola de origem: hogwarts
casa: lufa-lufa
história completa
se há um termo único que possa definir a vida de lysa seria, sem dúvidas “excentricidade” no entanto, não era menos de se esperar de alguém que fosse resultado da união entre uma lovegood e um scamander. mesmo as circunstâncias de seu nascimento (e conseguintemente de seu irmão), é uma das histórias as quais eram dignas de serem contadas nas reuniões e confraternizações nos espaços comunais. não obstante, a qualidade se estendeu para sua personalidade, e não há quem negue que ela é, pelo menos, filha de luna lovegood.
lysa é a gêmea mais nova, e sem dúvidas, boa parte das superstições que existem nesta posição recaíram sobre ela, uma que jamais caberia sobre sua personalidade, contudo, é de assumir que seja uma pessoa pusilânime. a aparência franzina e airosa muito precocemente alçava olhares daqueles com más intensões, contudo, quando começara a transição e qual tivera o apoio incondicional dos pais, demonstrara sua verdadeira ferocidade e resiliência digna de uma grifina, mesmo que ela fosse na verdade, lufana.
entre influências escolares e domésticas, lys apaixonou-se por magizoologia e herbologia, carreiras das quais pretende seguir com os pais nos próximos anos, mas já utiliza os conhecimentos de suas experiências ao longo da vida e especialmente na infância.
é recém formada pela escola de hogwarts de magia e bruxaria, e por enquanto, é possível vê-la diariamente delineada de maquiagens excêntricas e roupas coloridas na dedos de mel
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Naquela noite, Frank havia combinado de e contrário vários amigos na boate bruxa em Piccadilly, mesmo daqueles que se quer eram amigos de Victorie mas que ele convidara para a festa. Durante o dia, Frank pensara que se divertiria muito a noite, afinal já fazia algum tempo que ele não saia pra beber e dançar com os amigos, no entanto, as coisas não estavam saindo bem como ele havia imaginado. Por algum motivo ele não estava conseguindo se divertir completamente. Havia uma vozinha chata no fundo de sua mente que o fazia ficar atento e não conseguir relaxar. Estava dando seu melhor para se distrair mas quando se perdeu de um grupo de amigos a qual conversava, ele decidiu ir para o bar, talvez um firewhiskey fosse ajudar a relaxar.
Logo que se aproximou do balcão ele avistou Lysa Scamander e obviamente pensou em se aproximar e cumprimenta-la. Gostava da loira, ela era divertida e um doce de pessoa. Sorriu enquanto dava um passo na direção dela, mas se deteve ao ver que um cara acabou se aproximando primeiro. Frank decidiu lhe dar espaço mas acabou fica do por perto no caso ela precisasse de ajuda e mesmo que ele pedisse para o garçom por um firewhiskey, ele mantinha seus olhos nos dois o tempo todo e quando viu que o cara havia colocado algo na bebida da amiga enquanto ela estava distraída, Frank não esperou por sua bebida, ele avançou, segurando no ombro do rapaz e o virando para si. — What the fuck are you doing? - Ele estava bravo, muito bravo. — Você tá tentando drogar a minha amiga? Seu filho da puta. - E sem esperar por mais nada, Frank deu um soco no meio da cara do idiota, sentindo quando o nariz alheio quebrou em seus dedos. Não demorou um segundo se quer e os seguranças já estavam ali, Frank parou, ofegante virando-se para Lysa quando os seguranças tiravam o cara da balada. — Você está bem? - Ele perguntou tirando o copo da mão dela. — Me diz que não chegou a beber essa merda?
ainda brincava com o copo entre os dedos enquanto era entretida pela conversa do companheiro de bar, o suor acrescia em sua nuca e o penteado já se desfazia em mechas prateadas que formavam uma cortina em seu rosto. contudo, a exasperação oriunda de uma voz e um tom familiares a pegaram de supetão, franziu o cenho, tornando o torso a o que se passava atrás dela. sua reação imediata, ao não reconhecer imediatamente a gravidade da situação, fora sorrir e acenar vigorosamente. “ei! frankie!” esticara o palmo o mais alto possível, imaginando que este se referisse a qualquer outra situação, menos a dela. só tomou conta do ocorrido quando acontecera.
como em câmera lenta, a figura masculina corpulenta havia passado diretamente por ela, e a ausência do vozerio e da cacofonia que se fizeram pelos seguintes minutos e a troca difusa de vitupérios enquanto frank esmurrava o semblante do outro. lysa permaneceu paralisada durante esta mesma contagem de minutos, tentando ainda processar o que havia ocorrido, dando ouvidos de fato e entendo o sentido somente às palavras que foram a ela dirigidas diretamente dos lábios de frank.
tomou a mão que este havia usado para tirar o copo da sua, a fim de fazê-lo centrar-se nela e se acalmar. “não tomei. frank que tá rolando, você te algum problema com aquele cara?” não havia processado ainda todos os fatos, mas preocupava-se com o burburinho em volta deles, e com a conhecida personalidade avassaladora do amigo. o observava fixamente. “se quiser podemos ir tomar um ar se você quiser.” sugerira.
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havia deixado roxanne numa parte da pista com a promessa de que voltaria com novidades e alguma bebia interessante para ela, e desde então parecia ter se envolvido numa enrascada após a outra, ainda sentia-se desconcertada por toda a cena que havia ocorrido na presença de frank, conhecia o gênio dele e estava grata da sua presença ali no momento, sentia-se, na verdade, envergonhada pela própria frivolidade que a teria levado. quando conseguiu se acalmar, e acalmar a frank para que este não levasse uma penalidade por conta de sua própria responsabilidade, dirigiu-se ao toalete por um momento, a fim de limpar a bagunça de líquidos que havia se impregnado em suas vestes.
ao retornar do espaço, viu-se numa aglomeração atípica de pessoas que pareciam confraternizar deliberadamente sobre um assunto, percebendo alguns segundos depois que deveria tratar-se de um aniversário. riu consigo mesma, imaginando que adoraria desfrutar da mesma experiência, mas tudo aquilo jamais seria o tipo de ambiente apropriado para o irmão, e o priorizava frente a quaisquer motivos levianos, era tradição que estivessem juntos no dia em que nasceram.
procurou esgueirar-se entre o grupo, mas parecia que se aglomeravam gradativamente mais e mais, e então, tão subitamente quanto a concentração de gente, esbarrara em alguém a sua frente. “ah merlin! desculpa.” o calor acumulado fazia seu coração agitar-se ainda mais em seu imo, sentia a respiração mais pesada e a vista turva. droga, isso lá era hora dos efeitos das bebidas baterem?! observou a figura a frente, franzindo o cenho. “ei! você não é o bonitão galanteador do dia de são valentim?!” uma de suas qualidades era sempre lembrar-se de rostos, sejam eles quais fossem. “bonitão, podia me fazer um favor? você consegue enxergar um gigante de cabelos castanho-claros lá pra região da área do bar? acho que me dispersei da minha companhia de novo.”
murmurava a melodia que ressoava em seus fones enquanto caminhava na rua pouco agitada do bairro residencial, o salto causando um estrépito igualmente rítmico em relação a música enquanto pisava na rua ladrilhada. havia acabado de aparatar, apenas alguns metros da residência dos weasley e prosseguira tranquilamente até a porta central da casa. ao a anunciar sua presença pelo batente da porta, fora recepcionada pela familiar forma corpulenta e imponente masculina, imponente é claro, até este abrir-se. “oi tio weasley!” gesticulara um aceno sucinto e fora envolvida imediatamente pelos braços de outrem, que exclamara: “lizzie!” e então uma risada estrondosa preenchera o silêncio da rua, logo atrás dele visualizara o vulto da corpulência feminil da matriarca, angelina, que igualmente a cumprimentara: “oi querida!”. lys assentira e acenara novamente, uma postura contida e terna muito menos caótica que sua naturalidade. “oi sra. weasley.” o questionamento que viera em seguida não era uma surpresa, apesar de sua admiração imensa por george, noventa e nove por cento das vezes que aparecia, era por um único motivo. “veio buscar a roxie, não foi?” fora angelina que sugerira desta vez, um tom melodioso em sua voz.
“sim, eu gostaria de saber se ela está, digo, eu disse que viria, mas meio que acabei aparecendo de supetão mesmo assim.” não sabia de fato se a weasley teria saído com outra pessoa de seu interesse, uma vez que não a via desde o dia de são valentim, sua presença ali era mais uma aposta que uma certeza.
festas, sem dúvidas o habitat natural de uma boêmia e isto é fato. logo, quaisquer um que se prezasse conhecê-la saberiam que lys estaria presente. apesar das diversas companhias pessoais, também práxis de seu empenho para tais eventos, ela costumava dispersar-se em alguns momentos, fosse para obter mais bebidas diversas — as quais muitas vezes eram cordialidades de estranhos — naquele momento havia se separado da companhia com a promessa d que logo retornaria, mas isto na verdade era uma loteria frente as diversas possibilidades do que a entreteria durante o trajeto. dançava, rodopiava e cantarolava a melodia de uma música familiar que ressoava, um favor de um recém-conhecido que por acaso era amigo próximo de quem ministrava o som naquela noite.
chegara ao bar, até então, intacta. inclinou-se sobre o balcão, um sorriso genuíno precedido pela adrenalina delineando os lábios, acenara para o barman que também já a reconhecia e a recepcionava com cordialidade e enquanto não podia ser atendida, buscava os galões que havia trazido consigo nos adornos do cabelo os quais havia escondido dentre os cachos presos num estilo vintage a simular o estilo de sua tia-bisavó, queenie. um feitiço simples que a fazia a própria “humanificação” de um pelúcio. fez surgí-las e deixou que deslizassem ao palmo, como um ato corriqueiro e então fora interrompida por uma figura masculina exclamando elogios sobre seu truque e sua aparência.
após a troca de umas e outras frivolidades, lysa imaginava que talvez o garoto buscasse por uma intimidade que não poderia prover, no entanto, quando este ofereceu-se para pagar um drink a ela, bem... não se recusa certas gentilezas que deveriam ser genuínas. assentiu a proposta, recebendo em mãos casualmente o que quer que ele havia dito que era uma “prova certa”, deixando o copo estar ali no balcão consigo por alguns minutos antes de experimentá-lo.
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“sabe o que eu fiquei bem surpresa, mas nem tanto, nesses últimos dias? procura pela poção do amor.” sem esperar que a pessoa reagisse a sua grande revelação, roxie continuou a organizar alguns produtos da loja, só colocando no lugar certo, sem usar de magia para isso. “eu sei que faz pouco tempo que passou o dia dos namorados, e é bem normal aumentar a venda nessa época, mas achei que já teria diminuído agora. isso é estranho, né?” comentou com uma risada curta, não demorando para notar que poderia estar tagarelando. terminou o que fazia, voltando-se para a pessoa, finalmente. “enfim, o que você quer? algo da loja? falar comigo? com outra pessoa…?” não queria dizer exatamente falar com meu pai, para não soar como a filha mimada que decidiu trabalhar com o pai, mas era basicamente isso o que queria dizer.
( ou comente snakeskin para um starter fechado com maddox )
“c’mon roxie...” o tom sugeria que algo deveria estar na ponta da língua da outra, tanto quanto estava na dela. “people looove, love.” encolhera os ombros com a afirmação, como se esta fosse autoexplicativa e deveria! “sem dúvidas ocorreram muitas intercorrências nesse meio, paixonites foram despertadas e agora as pessoas estão confusas se querem ou não que estes efeitos perdurem, relacionamentos foram reascendidos, pessoas sentiram falta uma da outra, etcetera, etcetera. não estou especulando, eu juro, é afirmação, saberia se eu tivesse visto por lá, por onde andou ein tatuzinha?” inclinou-se sobre o balcão, a vestimenta contrastando com as cores explosivas e cativantes da loja, lysa amava a sensação de estar presente da weasley wheezes, era como estar em casa... se ela fosse uma versão comercial, é claro, se é que isso faz algum sentido. “achei que seu pai me denunciaria inclusive, nós meio que trabalhamos juntos nesse princípio, se é que eu posso aumentar essa história pra você e fazê-la igualmente convincente a quando a falo pros outros.” riu-se, observando as opções de produtos seriamente, ainda após anos perdendo-se nas prateleiras labirintiticas, que mais pareciam feitas às leis da física de um filme trouxa que havia assistido há muito, qual era o nome mesmo? oh! labirinto. “vou querer um encanto de devaneio.”
“mas bom, ahm... eu queria te chamar pra almoçar, é seu horário de almoço, né? eu acho. faz tempo que a gente não se vê, se você quiser é claro, nenhuma intimação, weasley!”
― ❀ ❝ Infelizmente, eu não consegui ir para a festa de dia dos namorados, tive que ficar de plantão no hospital e foi um caos! Respondeu a pergunta d_ outr_. A maquiagem pesada escondia as olheiras que evidenciavam o quão cansada a mulher havia ficado por ter que varar a noite atendendo as vítimas de São Valentim. ❝ Eu tenho certeza que o Beco Diagonal estava lindo e espero que você tenha apreciado todas as brincadeiras que fizeram, mas eu posso te dizer que a armotentia nem sempre tem resultados positivos. A quantidade de gente que se machucou tentando chamar atenção de seus amados foi bem absurda, a área de emergência ficou lotada! Tomou um longo gole da sua cerveja amanteigada, aproveitando seu dia de folga mais que merecido. ❝ Mas então, como foi a festa? O que eu perdi?
“não acredito! é por isso que não vi seu rostinho em lugar algum?! mas o que rolou no hospital afinal?” lys não esperava que os doces e a amortentia tivessem efeitos colaterais além de uma grande ressaca moral, mas parando para analisar toda a situação e a quantidade exacerbada e coletiva que muito provavelmente fora misturada com outras substâncias....hm, a situação fazia-se entendível. ao observar o rosto da outra, mesmo se o fizesse com pouca atenção, pelo hábito de manuseio dos produtos perceberia o tanto da maquiagem utilizado, muito provavelmente para disfarçar o cansaço. retirou uma balinha do bolso, e entregou a outra. um pequeno produto que sucedera de experiências com plantas energéticas e que por acaso havia dado certo. “toma. pra você.”
“aaah então foi isso! não consigo imaginar quantas bizarrices chegaram até você... mas admito que posso especular um pouquinho! e bom, eu fui o cupido, então você vai precisar ser mais específica pois eu tenho uma lista de fatos que pode ser um tanto quanto longa!”
A figura errática de Olivia tinha um motivo: tinha se esquecido completamente daquela artimanha de Amortentia no ar. Desorientada e perdida nos próprios pensamentos diante dos cheiros sentidos, Liv não via direito para onde ia. Assim, a colisão com alguém não foi nem surpresa. A morena tentou fazer os sentidos voltarem para o plano real e a voz de Lysa teve esse efeito. Conhecia a tonalidade da menina e foi inevitável não lembrar do momento que compartilharam há um tempo, tão importante para a Flint-Wood em sua descoberta pessoal. Demorou alguns segundos para respondê-la, ainda perdida nos pensamentos. ❝ — Você acha? Para ser honesta, só vesti a primeira roupa que vi pela frente. Woke up like this.❞ — brincou; não estava sendo honesta, claro, porque a atenção da mídia impedia que ela vestisse qualquer coisa mesmo. Soltou uma breve risada diante da pergunta alheia. ❝ — Não planejei nada do tipo, mas vai saber, né? A vida tem dessas. Já pensou? Aquela moça ali por exemplo pode ser meu próximo grande amor.❞ — zombou ironicamente, apontando para uma garota logo adiante. Nada contra ela, Olivia apenas achava que o romantismo da data é bobo. Ainda, diante da Amortentia sentia um humor muito melhor que o normal. Admirou o look da Scamander antes de adicionar: ❝ — Você também tá um arraso. Acho que ninguém melhor para ser correio elegante.❞ — elogiou sincera.
a percepção de quem se tratava demorou alguns poucos segundos para acontecer, contudo, não houvera exasperação alguma. era, na verdade, um deleite, revê-la numa situação tão atípica quanto a primeira mas regada de outros sentimentos e outro sentido de casualidade. olivia era uma ótima pessoa, não havia outra reação senão alegrar-se em poder de fato, talvez, trocar algumas outras palavras com ela. “bem, é fato que te acho bonita desde a primeira vez que te vi, então acho que não teria porque dizer qualquer constatação contrária.” piscou para ela, mesmo não tratando-se de um flerte, ao menos não um com quaisquer outra intensão que não fosse platônica. “só não esperava ver celebridades por aqui, hi livs. o beco ta badalado mesmo.”
riu-se com a casualidade a menção a figura feminina desconhecida como alvo de uma suposta paixonite, apesar de não terem trocado muitas mensagens com o decorrer da volta de lys a londres, sabia que isto era uma questão na vida de olivia antes, e que se essa era sua nova forma de lidar com isso, bem, significava que as coisas haviam amainado muito e mesmo não sendo próximas, não tinha como não sentir uma pontinha de orgulho crescer no peito. “cuidado que eu flecho ela pra você. e muito obrigada, agradeço que o wealey-chefe também tenha concordado com você” de certa forma, era uma maneira de conseguir alguns galeões para gastar mais tarde.
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Todo o ambiente do Beco Diagonal parecia lhe causar uma certa ânsia, o romantismo barato que envolvia todo o ambiente era tão falso que Gabriel queria apenas sair dali e dormir até o dia acabar, mas precisava ser sociável as vezes e não tinha momento mais oportuno do que aquele para garantir um novo rosto desconhecido, ou até mesmo conhecido, sobre sua cama. Estava caminhando entre as pessoas, ignorando algumas poucas investidas que tentavam sobre ele, com suas mãos enfiadas nos bolsos frontais de sua calça jeans e os olhos azuis corriam de vitrine a vitrine completamente se interesse algum, quando foi abordado pela jovem de asinhas. Um sorriso brincou no canto de seus lábios, enquanto analisava toda a vestimenta, sorte que a garota era muito linda ou acabaria sendo só mais uma ridicularizado daquele evento patético. “Wow, you look amazing too!” O comentário soou com um pouco de deboche, mas não era tão mentiroso, afinal, a garota realmente era deslumbrante. Estreitou o olhar diante da proposta, só então percebeu o cestinho e sorriu. “Sim, vou. É você que vai me ajudar com isso? Como posso fazer?”
“well, thank you!” fez uma mesura. se havia algo de muito instigante no momento, era fazer-se o mais teatral possível. não conhecia a pessoa a sua frente, mas era natural que não se importasse em todos os outros momentos, quem diria naquele?! era uma lovegood, afinal, ser honesta e efuziva estava em seu sangue! “bem, espero que você me escolha, eu fui designada recentemente por um dos mandachuvas daqui, sabe como é.” referia-se a george weasley, lembrando subitamente que deveria encontrá-lo mais tarde. “bom, você que sabe, quer feitiços no seu cartão?” dera uma pausa e usara a legilimência para proferir um feitiço ilusório lúdico que estourara em imagens de corações, flores, confetes e pequenos bezerrinhos apaixonados com asas angelicais. “nós temos. convites simples, de todas as cores, com glitter, que explodem glitter, com um toquezinho especial, se quiser pode colocar chocolates embutidos, perfumados, o que você quiser e sua imaginação mandar, pode confiar.” a última parte era de fato verdade, se a pessoa a concedesse a permissão para a leitura da mente, é claro. “só me dizer para quem enviar e como deve estar assinado e eu vou aparatar lá!”
muito coincidentemente, o dia de são valentim caiu em uma data em que nathaniel se encontrava em londres. não era todo ano que a tal proeza ocorria, o que resultava em uma perda considerável das informações do bruxo à respeito das fofocas (das quais ele simplesmente amava se inteirar). eram essas e outras pequenas frivolidades do dia a dia que o animavam e faziam-no sentir falta de londres. um apego que não poderia ser desenvolvido na estrada. naquele dia em especial, o ollivander resolveu se arrumar mais do que o normal. naturalmente não era um cara que ligava demais para roupas e toda aquela questão de vaidade— mas naquele dia howler queria impressionar. quando acabou de dar o nó na gravata, afastou-se ligeiramente do espelho para que pudesse observar o trabalho recém completo, puxando para baixo a língua do acessório. é claro que também tinha se perfumado, luxo que não tinha tanto tempo para se dar quando viajando por aí. trocou algumas palavras com os pais e com felix antes de colocar o blazer por cima dos ombros e sair de casa, na direção da dedosdemel. é claro que a varinha se encontrava ali, presa no bolso de trás— mas duvidava que os puristas atacassem aquela noite. afinal, nada mais unia as pessoas do que o dinheiro, em qualquer moeda que fosse. o caminho da própria casa até o beco diagonal estava completamente tomado pelo ar do dia de são valentim. as cores vibravam e as luzes e os cheiros deixavam o lugar mais aconchegante, o clima perfeito para uma troca de beijos e carícias entre portadores de magia. era bobo sentir-se como um adolescente indo buscar o presente perfeito, mas não podia deixar de fazê-lo. como não participava muito das festividades, gostava de marcar a presença na vida daqueles que apreciava quando na cidade. foi até lá com o intuito de gastar algum dinheiro em presentes, chocolates, e os distribuir para quem encontrasse. enquanto olhava uma prateleira cheia de sapos de chocolate e penas açucaradas, sentiu alguma coisa lhe espetando nas costas. ao virar-se, deparou-se com ninguém mais ninguém menos que lys vestida de cupido. logo, percebeu que o objeto era uma asa figurativa. o sorriso foi imediato ao ouvir o elogio. nate deu um passo para trás e abriu o blazer, mostrando a blusa social que vestia por baixo. “do you like it?” a puxou para um abraço, depositando um beijo rápido na bochecha, mas não soltou sua mão no final, para que apreciasse agora a maneira com que estava vestida. “gorgeous.” a respondeu. “e eu achando que tinha me vestido bem. now i look underdressed.”
“shut up, ollivander!” exclamar um nome tão ancestral numa expressão tão frívola fazia da situação ainda mais divertida para os ânimos de lys. o colega saberia que era tudo uma expressão cômica, contudo. aproximou-se dele instintivamente, envolvendo-o com os braços e beijando sua bochecha, sendo envolvida no perfume evidente do outro. “meu deus consigo farejar você além dessa névoa toda de amor, garoto como você está cheiroso!” simulou um espirrinho, rindo. “pra quem é tudo isso, ein?”