(Pra adm, e não pro Lupus. O Lupus que lute!) Eu nem sabia que existia perfil de roleplay 🇧🇷 no fandom! Que surpresa gostosa! ☺️
Grand Chase é um chiclete que não desgruda do chinelo de ninguém, né.
Coisa boa 💝💝💝
[A ADM/OOC falando, Lupus tá ocupado caçando umas almas aí]
Fico feliz com a sua felicidade, querida, por mais que o perfil não esteja mais ativo. Mas divirta-se lendo o roleplay que eu fazia quando era adolescente, juro que já escrevia bem KKKKKK
Mesmo não jogando mais o roleplay, Grand Chase faz parte de mim até hoje. E o Lupus também.
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Olha só, mais de dez anos e eu ainda não larguei nem esse Tumblr e nem o personagem. Ainda tem alguém do RP antigo aqui?
O Lupus continua aqui. E a Celly também. Se eu não larguei até agora, acho que é pra sempre.
Por sinal, oi Celly do passado, agora em 2024 você tem 26 anos, um diploma em Direito, uma carteira da OAB e está na sua segunda graduação, agora em Medicina. Achei que você devia saber que não é um completo fracasso.
Por sinal, o Lupus sempre soube disso, só você que não.
- Kid, você costumava ter mais respeito anos atrás. - Bufou enquanto passava a mão em um dos cantos e fazia uma cara irritada ao percebê-lo imundo de tanta poeira. - O estado disso é deplorável.
- Kid?! Olha o respeito! - Ela bateu o pé no chão. - Eu já tenho vinte anos, sou da sua idade! … Bom, da idade que você aparenta ser, pelo menos.
- Espero uma boa explicação por ter ficado parado por tanto tempo nesse mundo. - Virou-se para ela e cruzou os braços. - Que não esteja relacionada ao seu novo namoradinho curiosamente da mesma altura que eu.
- Que foi? Tá com ciúme? - Ela riu. - Você sabe muito bem por que ficou parado, e não me vem com essa, você aparecia de vez em quando na minha cabeça pra me importunar.
- Ora, o que posso fazer se você me diverte? - Sorriu com malícia. - É interessante ver o quanto você reage mal às suas frustrações. Anos se passam e ainda continua a mesma garotinha que se apegou a mim.
- Não desmereça as minhas conquistas. - Ela revirou os olhos. - Sabe, às vezes eu me pergunto por que ainda gosto de você.
- E então você lembra quem eu sou. - Debochou com uma curta risada.
- HÁ HÁ! EU SABIA! - Uma tampinha ruiva se aproximou, rindo muito. - E os nudes?
Já a figura mais alta atrás de si… pigarreou, querendo chamar a atenção da tampinha recém brotada. - … Não é a melhor abordagem…
- Pffff- foda-se. - Coitado, a dica dada foi completamente descartada… Apesar de que não retornaria para aquele ponto, ao menos não agora. - Não é como se o marasmo fosse só de uma pessoa… As coisas por aqui estão bem paradas pelos… últimos meses. Pessoas crescem, responsabilidades surgem. - Deu de ombros.
- É bom revê-los… Depois de todo esse tempo. - O arcano sorriu, colocando em palavras o que a tampinha talvez dissesse de forma debochada.
Ela abriu um largo sorriso quando viu quem estava chegando.
- Jade! Ronan! - E correu ao encontro deles, dando primeiro um abraço apertado na baixinha ruiva. - Os nudes estão bem guardados, quer um? - Cochichou para ela, gargalhando em seguida. - Também é muito bom te ver de novo, Ronan! - Estendeu a mão para ele.
- Ora, se não é o arcano e o seu chaveirinho de estimação. - O loiro fingiu um entusiasmo irônico ao seguir a sua tampinha. - Sentiram minha falta? Eu costumava movimentar as coisas. Mesmo que a ruiva irritada quebrasse as minhas costelas depois. - E revirou os olhos.
Pobre tampa ruiva. Só morre mesmo pros abraços de urso. Até grunhiu, resmungando algo como “não consigo respirar”, mas hey, quem liga? - Quero o de sempre. - O pobre arcano sabia o que era esse de sempre. E a tampa liga? Claro que não. - Chaveirinho de estimação o caralho seu filho da pu- - Uma runa apareceu na boca da tampinha, que olhou com cara de poucos amigos pro arcano enquanto ele ria, sem graça.
- Elesis tem um temperamento bem explosivo sim… - Sorriu, nostálgico. Gostava da líder… Em um sentido de respeito! Respeito. Res-pei-to. - Mas… Faz falta. Toda a movimentação, mesmo que vez ou outra destruísse o QG, faz bastante falta…
A baixinha meio morena meio loira gargalhou ao assistir a revolta da colega com o haros. Sentia falta de toda aquela extravagância dela, que se parecia muito com a sua própria. - Mas e aí, o que vocês dois me contam de novo e empolgante no meio desse tédio?
O loiro apenas soltou um curso sorriso, achando graça da irritabilidade da outra. - Um grupo de guerreiros ficar tão parado assim é um problema, não acha? - Foi irônico, claro. - Ernas deve estar um caos.
- Kid, você costumava ter mais respeito anos atrás. - Bufou enquanto passava a mão em um dos cantos e fazia uma cara irritada ao percebê-lo imundo de tanta poeira. - O estado disso é deplorável.
- Kid?! Olha o respeito! - Ela bateu o pé no chão. - Eu já tenho vinte anos, sou da sua idade! … Bom, da idade que você aparenta ser, pelo menos.
- Espero uma boa explicação por ter ficado parado por tanto tempo nesse mundo. - Virou-se para ela e cruzou os braços. - Que não esteja relacionada ao seu novo namoradinho curiosamente da mesma altura que eu.
- Que foi? Tá com ciúme? - Ela riu. - Você sabe muito bem por que ficou parado, e não me vem com essa, você aparecia de vez em quando na minha cabeça pra me importunar.
- Ora, o que posso fazer se você me diverte? - Sorriu com malícia. - É interessante ver o quanto você reage mal às suas frustrações. Anos se passam e ainda continua a mesma garotinha que se apegou a mim.
- Não desmereça as minhas conquistas. - Ela revirou os olhos. - Sabe, às vezes eu me pergunto por que ainda gosto de você.
- E então você lembra quem eu sou. - Debochou com uma curta risada.
- HÁ HÁ! EU SABIA! - Uma tampinha ruiva se aproximou, rindo muito. - E os nudes?
Já a figura mais alta atrás de si… pigarreou, querendo chamar a atenção da tampinha recém brotada. - … Não é a melhor abordagem…
- Pffff- foda-se. - Coitado, a dica dada foi completamente descartada… Apesar de que não retornaria para aquele ponto, ao menos não agora. - Não é como se o marasmo fosse só de uma pessoa… As coisas por aqui estão bem paradas pelos… últimos meses. Pessoas crescem, responsabilidades surgem. - Deu de ombros.
- É bom revê-los… Depois de todo esse tempo. - O arcano sorriu, colocando em palavras o que a tampinha talvez dissesse de forma debochada.
Ela abriu um largo sorriso quando viu quem estava chegando.
- Jade! Ronan! - E correu ao encontro deles, dando primeiro um abraço apertado na baixinha ruiva. - Os nudes estão bem guardados, quer um? - Cochichou para ela, gargalhando em seguida. - Também é muito bom te ver de novo, Ronan! - Estendeu a mão para ele.
- Ora, se não é o arcano e o seu chaveirinho de estimação. - O loiro fingiu um entusiasmo irônico ao seguir a sua tampinha. - Sentiram minha falta? Eu costumava movimentar as coisas. Mesmo que a ruiva irritada quebrasse as minhas costelas depois. - E revirou os olhos.
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- Kid?! Olha o respeito! - Ela bateu o pé no chão. - Eu já tenho vinte anos, sou da sua idade! ... Bom, da idade que você aparenta ser, pelo menos.
- Espero uma boa explicação por ter ficado parado por tanto tempo nesse mundo. - Virou-se para ela e cruzou os braços. - Que não esteja relacionada ao seu novo namoradinho curiosamente da mesma altura que eu.
- Que foi? Tá com ciúme? - Ela riu. - Você sabe muito bem por que ficou parado, e não me vem com essa, você aparecia de vez em quando na minha cabeça pra me importunar.
- Ora, o que posso fazer se você me diverte? - Sorriu com malícia. - É interessante ver o quanto você reage mal às suas frustrações. Anos se passam e ainda continua a mesma garotinha que se apegou a mim.
- Não desmereça as minhas conquistas. - Ela revirou os olhos. - Sabe, às vezes eu me pergunto por que ainda gosto de você.
- E então você lembra quem eu sou. - Debochou com uma curta risada.
Era chegada a hora. Arrumava a sua mochila com as suas coisas mais importantes enquanto calculava no caminho que ia pegar pra chegar no seu destino. Sentia um pouco de alívio internamente por ter tomado aquela decisão. Antes de sair, deixara uma carta na mesa da líder explicando apenas o necessário. Tinha que ser rápido, os portais para o Submundo não ficavam abertos pra sempre. Será que talvez um dia voltaria? Sem pensar mais vezes, deu uma última olhada no portão principal e partiu.
Eu sabia que esse dia chegaria. Acho que todos nós sabíamos.
Por muitos anos, a GCT foi pra mim uma família. Vivi experiências maravilhosas, aprendi muita coisa, fiz muitos amigos… Sou eternamente grata por cada um de vocês que perdeu tempo comigo. Mas tudo o que é bom tem um fim.
Quem procurou saber de mim nesses últimos meses soube que a minha vida virou de cabeça pra baixo. Aconteceram coisas ruins, eu fui pro buraco e estou me reconstruindo ainda. A queda foi muito grande… Mas a minha vida mudou bastante nessa espécie de “transição” pela qual passei.
Acho que foi bem notável o meu sumiço por aqui. A faculdade ocupou bastante o meu tempo, o GC Way e as coisas que aconteceram lá também… No fechamento do GC eu disse que nunca ia deixar o Lupus morrer. E não vou mesmo - eu só me sinto mais ligada a ele de outras formas, não mais aqui.
Além do mais, eu confesso que, há pouco mais de um ano, eu me sinto deslocada. Não me sinto mais parte de vocês… Por mais que me doa encarar isso. Vocês são pessoas maravilhosas, não me entendam mal, eu só… Não me sinto mais parte de tudo isso.
E, também, quem lembra das últimas coisas que eu tentei fazer aqui sabe do quanto eu saí prejudicada/magoada. Não estou culpando e nem apontando o dedo pra ninguém, o que aconteceram foram mal entendidos e diferenças de interpretação que, bom, tornaram-se frequentes. Chega num ponto que a situação se torna insustentável.
Eu também disse um dia que o Lupus não merecia que eu desistisse dele. Não merece mesmo, não vou desistir! Esse Tumblr vai continuar existindo e eu vez ou outra vou tentar fazer algumas postagens aqui. Também continuarei respondendo asks.
Mas, com relação ao RP, eu acho que vai ser melhor pra todo mundo que eu diga o meu adeus.
Vocês continuarão sendo meus amigos, tenho muito carinho por vocês ainda. Não vou passar a ignorar vocês e nem nada, pelo contrário, vocês vão estar sempre no meu coração.
Teffy, Any, eu ainda tenho guardado aqueles arquivos do dublador do Lupus. Amo vocês.
Cês todos sabem onde me encontrar. Se quiserem matar saudade um dia, meu privado está sempre aberto… Talvez eu mesma chame vocês um dia, afinal, eu sinto bastante falta.
Minha presença não te incomoda, certo? - Desafinei ao ser respondida - então,como se sente pós ato sadista? É como um ápice comum? Sem remorso?- Indagou curiosa a respeito sobre certos relatos do mesmo. ( AAAAAAA EU FIQUEI SUPER INTIMIDADA, mas creio que já me viu muitas vezes, "Arie", UDHUISHA PVE é pros fracos q °w°)
Ergueu a sobrancelha.- Por que eu deveria ter remorso? Se eu fui sádico, provavelmente matei. Se eu matei, precisava ser morto.(UEHAEHAE eu fico no PvP porque amo uma treta, admito)
Deveria, já que decidi de fazer sentir menos solitário - Retruquei, repleta de ansiosidade. - Acho que agora você deve estar pensando em voltar com sua palavra, presumo 3/10? - Sorri torto - ( omg, rlly? se joga pvp, provavelmente já nos encontramos, lembro de um Lupus com aquele set super cool de gravata, com "[GM]" Tava super lindu ;3; )
Ele revirou os olhos. - Não costumo me irritar com pirralhos, não se preocupe.(Esse aí é o [GM]Way UEHAE, meu Lupus lá tá com um visual diferente -q)
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Heya Luppy ~~ - aflo uma leve rajada de ar em sua franja - Em uma escala de 1 a 10, o quão irritado você está? (CELLY, buddy, migra pro gcway super recomendo *w*~ )
Ele ergueu a sobrancelha e piscou levemente os olhos por conta da rajada.- Eu deveria estar irritado?(UEHAE, eu sei, sou GM lá no Way)
Quanto mais tentava lembrar o que tinha acontecido, mais a sua cabeça doía. Apenas se lembrava que algo deu errado e que voltou com os outros companheiros de missão naquele dia em uma carruagem. Depois disso, ele foi direto para o quarto, onde largou as suas coisas e pegou o necessário para um bom banho. A única certeza que tinha era que estava muito cansado. Depois de uma boa noite de sono e de um café da manhã revigorante, arrumou as suas coisas e, em seus já conhecidos trajes de caçador de recompensas, saiu dali; sua dor de cabeça não costumava dizer boa coisa e, nesse caso, estava certo. O Submundo estava com problemas de novo. Mais uma caça aos espíritos se iniciava.
- Que raios é History?- Licença Lupus. - A moça empurrou o loiro. - Sim, o History é em português, mas agora tem a opção inglês lá no launcher do jogo também.
Participantes: Lupus (Caçador de Recompensas e Rastreador), Ronan (Arcano e Draconiano) e Akihiko (Tanuki)
Descrição: Um diplomata asmodiano indo para uma convenção em Nova Esperança não chegou na data estipulada. Supõe-se que a energia sombria do castelo abandonado de Kamiki interferiu com seus poderes e agora ele e seus subordinados estão perdidos naquela região perigosa.
Local: Arredores do castelo de Kamiki, Ellia
Status: Em andamento
Lupus
Inventário de missão
A viagem foi longa, como elas sempre eram. Os três pegaram uma caravana de viajantes logo ao amanhecer e depois embarcaram em um navio para Ellia; e só chegando lá é que conseguiam se dirigir aos arredores do castelo de Kamiki.
O problema real eram as nevascas.
Seu plano inicial era vir de armadura, mas o caçador achou melhor se agasalhar; se estava frio em Vermécia, talvez estivesse tão frio quanto em Ellia. Além da touca, usava também um protetor para as orelhas.
Foi bem difícil chegar no destino, uma vez que a maioria das caravanas não enfrenta nevascas e tentar viajar no meio de uma é praticamente impossível. Os três chasers se movimentavam em momentos de estiagem ou abrandamento delas.
No mais, conseguiram chegar lá enquanto a nevasca estava branda.
- O tempo não vai nos ajudar nem um pouco. - Começou ele. - Por isso, temos que ser rápidos, aproveitar que a nevasca agora está branda pra poder continuar. Creio que você também consiga sentir almas.
Ronan
Depois de ter falado com o Akihiko, eu tive que arrumar algumas coisas para a missão. Não era bem algo que eu esperava fazer, porém, graças a minha organização consegui arrumá-las em pouco tempo. Ao longo do caminho do QG até o porto de Vermécia, eu me resumi a ler nos momentos que não interagia com os outros. Graças a neve, a viagem não foi um pouco mais demorada que o habitual, e, assim que chegamos a Ellia, também tivemos certas dificuldades.
Graças ao fato do porto de Ahivir transportar mantimentos, e outras coisas do gênero, para as outras cidades, seguir pela rota até os arredores do nosso objetivo, felizmente, teve alguma facilidade. Agora… Vinha a parte complicada: encontrar os asmodianos. Suspirei, Deslocando o olhar por toda a neve. Eri estava no meu encalço, de bom humor – afinal, que dragão branco não ficaria de bom humor na neve? - A área é grande… Os sentidos de vocês alcançam até que raio?- Era uma dúvida legítima.
De qualquer forma, abaixei-me diante da Eri e prendi a faixa de identificação nela, era clara o suficiente para que vissem que ela era da Grand Chase. - Eri, preciso que sobrevoe a área e procure por um grupo de homens, um pouco diferentes do comum. - E tentei descrever asmodianos da melhor forma que pude, era bom que ela soubesse pelo que estava procurando, afinal. Os procedimentos de defesa/esquiva eu não precisei explicar para ela, já que outras missões fizeram o favor de deixá-la acostumada a situações assim. Eri levantou voo assim que eu terminei de explicar tudo o que era necessário.
Agora, quanto aos asmodianos… Já que eles não encontram as rotas, devem estar perdidos pelas áreas montanhosas, talvez…?
Como o tempo ainda não estava cruel, acredito que eles devam estar andando também, em busca de se reencontrar.
Akihiko
O frio estava insano, então tratei de me agasalhar bastante, além de vestir o capuz da minha blusa e a touca de lã para que minhas orelhas não fossem prejudicadas. Por sorte, consegui me manter aquecido pelo caminho pelos meus mantimentos, sempre economizando-os, imitando meus companheiros de missão, e abraçando minha cauda quando podia. Quebrava galho como um cobertor, apesar de ficar branca por conta da neve, algumas vezes.
A energia de Ellia não me agradava muito… Mas era fazer o que tinha que ser feito, ou… Fazer.
- Nossa sorte que são asmodianos, eu teria dificuldade em rastrear alguém com presença fraca se dependesse do cheiro. Aliás, não sinto cheiro de nada por aqui, mesmo com a nevasca mais calma… - Comentei com eles, esfregando uma mão enluvada na outra. - Mas vou ficar atento a qualquer presença, mesmo que meus sentidos não sejam tão aguçados.
Bem, naquela situação, só poderíamos prever duas coisas; ou buscaram se esconder da friaca em algum lugar coberto, ou estão perdidos na neve, o que não é difícil. É muito branco, eu estaria bem perdido se não tivesse tio Ronan e tio Lupus comigo. De qualquer forma, voltei a abraçar minha cauda assim que o dragãozinho bonito pegou voo. Não entendia muito sobre eles, não seria perigoso deixar ele ir sozinho por aí…? Corri para alcançá-los, um tanto desengonçado, já que a neve afundava abaixo de meus pés.
Lupus
- Não tem um raio específico, mas também não sou capaz de senti-los a quilômetros daqui, mesmo que a presença dos asmodianos seja bastante acentuada. - Respondeu, caminhando cuidadosamente pela neve. Tinha um pouco de dificuldade, mas nada que o impedisse de se movimentar.
Ajeitou um pouco mais a mochila nas suas costas e certificou-se de que ela estava bem presa enquanto ponderava sobre prováveis lugares onde o grupo de asmodianos podia estar.
- Se o dragão não encontrar nada, a busca vai se tornar um pouco mais difícil. Mas tudo o que podemos fazer por agora é confiar nos nossos instintos e tentar não morrer congelados. - Ele revirou os olhos; sabia que estava frio em Ellia, mas não imaginou que haviam tantas nevascas assim.
Ronan
Então nós precisaríamos andar por aqui. Não é um problema para Eri, que pode, sem problema algum, nos encontrar em qualquer local, desde que não seja longe demais. - Podemos tentar a área montanhosa, é uma boa aposta, já que o grupo também precisaria de um abrigo.
Parte da minha preocupação era, também, com as nevascas e avalanches. Uma área montanhosa seria bem perigosa por esse ponto. Dei leves batidas na empunhadura do meu Gládio, retomando a caminhada. Teríamos que andar, e aproveitar o tempo bom para solucionar logo essa missão.
Akihiko
Os passos deles acabavam sendo mais compridos que os meus, mas pouco a pouco ia seguindo o caminho junto deles, evitando me distanciar. O vento gélido doía na alma!
- Eu arrisco a dizer que provavelmente estão perdidos num lugar muito aberto com neve ou encontraram algum lugar para se esconder do frio - Comentei. - Se for a primeira opção, vai ser um pouco difícil de achar um grupo em movimento, se a Erizinha não conseguir nos ajudar. Pode ter muitos desencontros, ainda mais num lugar tão… Grande. Mas se ao menos chegarmos um pouco perto deles, com certeza tio Lupus pode distinguir a presença, ou até mesmo eu…
Não estava ligando muito para o fato de que podiam me achar estranho por opinar em algo do tipo, parecendo uma criança. Acho que ninguém mais lá realmente me via como uma verdadeira criança, no entanto.
Lupus
- Vamos primeiro continuar andando e ver o que o dragão consegue achar lá de cima. - Opinou, não conseguindo pensar em nenhuma alternativa melhor no momento. - Dependendo do que ele achar ou não, decidimos alguma estratégia.
Tanto o chute do guaxinim quanto a opinião do azulado eram possíveis e muito prováveis de acontecer. Como não havia informação nenhuma sobre o desaparecimento do grupo de asmodianos, concluiu que o ideal mesmo era esperar alguma resposta do dragão.
–
Tamanha energia sombria emanava daquela região que qualquer um com presença demoníaca seria facilmente camuflado por ela. Se fossem contar com o rastreamento de magia, não chegariam a lugar algum sem antes descobrir o que causava a expansão da energia negra que deveria estar contida no castelo.
Embora todos ali tivessem consciência da magia negra que os cercava, apenas Ronan poderia supor que ela não era natural; alguém a estava causando de algum lugar.
Ronan
A princípio, a presença mais intensa de magia negra não me parecia ser algo relevante de se mencionar – cogitei ser só impressão, afinal, lidei com energia sagrada faz pouco tempo. No entanto, na medida que andávamos, a sensação de que aquilo não estava certo apenas se intensificou, e eu me vi franzindo o cenho, estático, olhando pelos meus arredores… Com os outros dois um pouco mais a frente.
Não é uma certeza, não é como se eu pudesse afirmar que meus pressentimentos estavam corretos, mas… Não, mesmo que o castelo de Kamiki esteja perto, ela não tem a constância de algo natural. - Tem algo errado. - Falei, por fim.
Eri também é capaz de sentir magia… Ah, não…
Engoli em seco, se aquilo estivesse mais forte mais adiante, poderia atrair meu dragão como doce atrai formigas. Ergui minha mão direita e lancei um sinalizador discreto para chamar meu dragão de volta. Se há essa fonte de magia em algum local, prefiro não arriscar a segurança da Eri.
… Acho que eu esqueci de explicar?
Acabei rindo, um pouco sem graça. Devia estar parecendo um idiota, parado ali no meio da neve, por motivo nenhum.
Akihiko
O que eu sentia não era de muita ajuda; tinha um tanto de sensibilidade espiritual, já que eu era um ser espiritual, mas… Nada, tudo parecia a mesma coisa para mim. Não gostava muito daquele lugar, dragões, energias ruins… Definitivamente não devia ser um ambiente muito legal de se morar. Mas enfim, eu continuava a seguir tio Lupus, parando assim que ouvi tio Ronan murmurar algo.
Esperei por algum tipo de explicação, mas… Tudo o que ele fez, foi erguer a mão para cima e só. Não notei mais nada além disso, então voltei até ele, sempre olhando para cima.
O que tinha ali? Tinha algo de errado no céu?
- Tio Ronan, tem algo de errado no céu, é isso? - Alternei meu olhar nele e o céu bem nublado. - Se é a neve, uhn… É um tanto óbvio… -Acabei franzindo o cenho e rindo sem graça também, por motivo algum.
Lupus
Ele olhou para trás e encarou o azulado com a melhor face de “sério mesmo?” que conseguiu fazer enquanto constatava que a energia maligna do lugar podia atrapalhar consideravelmente o seu rastreio espiritual.
- Conte-me uma novidade agora. - Disse ele, de maneira irônica. - O melhor seria sair daqui. Provavelmente eu e o Akihiko não vamos conseguir rastrear nada enquanto estivermos muito perto dessa energia maligna.
Bufou. Estava seriamente preocupado em quando a próxima nevasca aconteceria - o que os obrigaria achar algum abrigo o mais rápido possível e atrasaria a missão.
Ronan
Eu mereci essa. Olhei para o céu mais uma vez, procurando por sinal da Eri. Com a visão aguçada dela, aquele sinal devia ser o suficiente para que retornasse. Bem, eu devo algumas explicações… - Essa magia maligna, é ela que não está certa. - Comecei, inspirando fundo para pensar em um modo de explicar o que eu estava sentindo, percebendo. - A quantia dela não é normal, mesmo para o local… É como se, em um ou mais pontos, estivessem fazendo algo para aumentá-la. - Fora isso, eu sequer sei se há alguma direção certa.
Ainda não cheguei a prestar a devida atenção, talvez seja por isso.
- Se nós queremos ter alguma chance de encontrar esse grupo, acho prudente começarmos por ela, já que o rastreio de vocês está comprometido. - Além de que deixar algo assim em Ellia é preocupante. Em mais algum tempo, Eri pousou ao meu lado. Eu me abaixei diante dela, fazendo-lhe um breve afago na cabeça. - Eri, consegue sentir essa energia negra? - Ela me olhou, olhou para os lados… E ficou em silêncio. Acho que posso considerar isso como um sim? Dragões conseguem sentir magia, no entanto, Eri conseguiria distingui-la? - É a mais presente no ambiente, há algum ponto de onde ela está emanando com mais intensidade. Consegue senti-lo?
Akihiko
Ah, então o problema não era no céu, e sim algo em específico. Algo que, segundo o diálogo do tio Ronan com o dragão, atrapalhava nossos sentidos. Eu realmente não conseguia distinguir nada, só de estar cercado por aquela energia. Tentei farejar alguma coisa, mas tudo o que eu aspirava era o ar gélido e punitivo.
A neve e a constante brisa levavam qualquer pistas para longe de mim, nem mesmo poderia procurar por pegadas, já que nosso chão era uma camada em constante renovo. Procurar por algo antes que o tempo piorasse, ficaria ainda mais complicado.
- Tem algum ponto em específico emanando essa energia, então? - Perguntei. - Não seria melhor verificarmos? Tio Ronan ou Tio Lupus conseguem sentir de onde ela vem? Eu não consigo distinguir nada, parece que tudo tem a mesma energia… Temos que encontrar uma solução logo, ou vai ficar ainda pior. Se pudermos fazer alguma coisa ao menos pra identificar essa energia…
Lupus
- Só consigo distinguir se for alguma energia espiritual. - Disse ele, depois de escutar atentamente as palavras do azulado. - Bom, se tem uma energia maligna no ar, é fácil presumir que parte da culpa do fatos desses asmodianos estarem perdidos é dela. Seria bom irmos atrás de uma vez.
Vez ou outra encarava os arredores, procurando verificar os ventos - não seria boa ideia se fossem pegos desprevenidos - e os arredores. Definitivamente não era uma hora boa para aparecer algo estranho ou ameaçador.
Ronan
Eu me levantei, dando uma boa olhada nos arredores. Voltei meu olhar para a construção peculiar, um pouco distante. Será prudente que verifiquemos o local. -Eu tenho alguma sensibilidade, mas não quero depender exclusivamente disso. - Runas podem ser postas em locais diferentes, e ressoar com a magia de um foco específico como se fossem diversos pequenos focos. Não sei se é esse o caso daqui… - A nossa melhor aposta, no meio desse tempo ruim, seria o castelo abandonado da Kamiki.
Akihiko
Acabei assentindo com as palavras do tio Lupus, e automaticamente com as do tio Ronan. Acompanhava seus olhares atentos ao arredor.
- Um castelo? Então vamos! - Exclamei, e comecei a andar com certa animação na frente. Meus passos eram desajeitados, levando em conta que afundavam na neve.
Uh, só não sabia se estava indo na direção certa, com meus sentidos espirituais um tanto bagunçados.
Lupus
- Ô guaxinim. - Chamou o outro, segurando a risada. - É pro outro lado.
Passou a caminhar para dentro do castelo de Kamiki junto com seus companheiros. Já tinha alguma noção do que poderia encontrar lá dentro, mas não ia arriscar entrar com alguma certeza.
Se tiverem muita sorte, talvez os asmodianos estejam presos lá dentro do castelo mesmo, buscando algum abrigo das nevascas fortes.
Participantes: Lupus (Caçador de Recompensas e Rastreador), Ronan (Arcano e Draconiano) e Akihiko (Tanuki)
Descrição: Um diplomata asmodiano indo para uma convenção em Nova Esperança não chegou na data estipulada. Supõe-se que a energia sombria do castelo abandonado de Kamiki interferiu com seus poderes e agora ele e seus subordinados estão perdidos naquela região perigosa.
Local: Arredores do castelo de Kamiki, Ellia
Status: Em andamento
Lupus
Inventário de missão
A viagem foi longa, como elas sempre eram. Os três pegaram uma caravana de viajantes logo ao amanhecer e depois embarcaram em um navio para Ellia; e só chegando lá é que conseguiam se dirigir aos arredores do castelo de Kamiki.
O problema real eram as nevascas.
Seu plano inicial era vir de armadura, mas o caçador achou melhor se agasalhar; se estava frio em Vermécia, talvez estivesse tão frio quanto em Ellia. Além da touca, usava também um protetor para as orelhas.
Foi bem difícil chegar no destino, uma vez que a maioria das caravanas não enfrenta nevascas e tentar viajar no meio de uma é praticamente impossível. Os três chasers se movimentavam em momentos de estiagem ou abrandamento delas.
No mais, conseguiram chegar lá enquanto a nevasca estava branda.
- O tempo não vai nos ajudar nem um pouco. - Começou ele. - Por isso, temos que ser rápidos, aproveitar que a nevasca agora está branda pra poder continuar. Creio que você também consiga sentir almas.
Ronan
Depois de ter falado com o Akihiko, eu tive que arrumar algumas coisas para a missão. Não era bem algo que eu esperava fazer, porém, graças a minha organização consegui arrumá-las em pouco tempo. Ao longo do caminho do QG até o porto de Vermécia, eu me resumi a ler nos momentos que não interagia com os outros. Graças a neve, a viagem não foi um pouco mais demorada que o habitual, e, assim que chegamos a Ellia, também tivemos certas dificuldades.
Graças ao fato do porto de Ahivir transportar mantimentos, e outras coisas do gênero, para as outras cidades, seguir pela rota até os arredores do nosso objetivo, felizmente, teve alguma facilidade. Agora… Vinha a parte complicada: encontrar os asmodianos. Suspirei, Deslocando o olhar por toda a neve. Eri estava no meu encalço, de bom humor – afinal, que dragão branco não ficaria de bom humor na neve? - A área é grande… Os sentidos de vocês alcançam até que raio?- Era uma dúvida legítima.
De qualquer forma, abaixei-me diante da Eri e prendi a faixa de identificação nela, era clara o suficiente para que vissem que ela era da Grand Chase. - Eri, preciso que sobrevoe a área e procure por um grupo de homens, um pouco diferentes do comum. - E tentei descrever asmodianos da melhor forma que pude, era bom que ela soubesse pelo que estava procurando, afinal. Os procedimentos de defesa/esquiva eu não precisei explicar para ela, já que outras missões fizeram o favor de deixá-la acostumada a situações assim. Eri levantou voo assim que eu terminei de explicar tudo o que era necessário.
Agora, quanto aos asmodianos… Já que eles não encontram as rotas, devem estar perdidos pelas áreas montanhosas, talvez…?
Como o tempo ainda não estava cruel, acredito que eles devam estar andando também, em busca de se reencontrar.
Akihiko
O frio estava insano, então tratei de me agasalhar bastante, além de vestir o capuz da minha blusa e a touca de lã para que minhas orelhas não fossem prejudicadas. Por sorte, consegui me manter aquecido pelo caminho pelos meus mantimentos, sempre economizando-os, imitando meus companheiros de missão, e abraçando minha cauda quando podia. Quebrava galho como um cobertor, apesar de ficar branca por conta da neve, algumas vezes.
A energia de Ellia não me agradava muito… Mas era fazer o que tinha que ser feito, ou… Fazer.
- Nossa sorte que são asmodianos, eu teria dificuldade em rastrear alguém com presença fraca se dependesse do cheiro. Aliás, não sinto cheiro de nada por aqui, mesmo com a nevasca mais calma… - Comentei com eles, esfregando uma mão enluvada na outra. - Mas vou ficar atento a qualquer presença, mesmo que meus sentidos não sejam tão aguçados.
Bem, naquela situação, só poderíamos prever duas coisas; ou buscaram se esconder da friaca em algum lugar coberto, ou estão perdidos na neve, o que não é difícil. É muito branco, eu estaria bem perdido se não tivesse tio Ronan e tio Lupus comigo. De qualquer forma, voltei a abraçar minha cauda assim que o dragãozinho bonito pegou voo. Não entendia muito sobre eles, não seria perigoso deixar ele ir sozinho por aí…? Corri para alcançá-los, um tanto desengonçado, já que a neve afundava abaixo de meus pés.
Lupus
- Não tem um raio específico, mas também não sou capaz de senti-los a quilômetros daqui, mesmo que a presença dos asmodianos seja bastante acentuada. - Respondeu, caminhando cuidadosamente pela neve. Tinha um pouco de dificuldade, mas nada que o impedisse de se movimentar.
Ajeitou um pouco mais a mochila nas suas costas e certificou-se de que ela estava bem presa enquanto ponderava sobre prováveis lugares onde o grupo de asmodianos podia estar.
- Se o dragão não encontrar nada, a busca vai se tornar um pouco mais difícil. Mas tudo o que podemos fazer por agora é confiar nos nossos instintos e tentar não morrer congelados. - Ele revirou os olhos; sabia que estava frio em Ellia, mas não imaginou que haviam tantas nevascas assim.
Ronan
Então nós precisaríamos andar por aqui. Não é um problema para Eri, que pode, sem problema algum, nos encontrar em qualquer local, desde que não seja longe demais. - Podemos tentar a área montanhosa, é uma boa aposta, já que o grupo também precisaria de um abrigo.
Parte da minha preocupação era, também, com as nevascas e avalanches. Uma área montanhosa seria bem perigosa por esse ponto. Dei leves batidas na empunhadura do meu Gládio, retomando a caminhada. Teríamos que andar, e aproveitar o tempo bom para solucionar logo essa missão.
Akihiko
Os passos deles acabavam sendo mais compridos que os meus, mas pouco a pouco ia seguindo o caminho junto deles, evitando me distanciar. O vento gélido doía na alma!
- Eu arrisco a dizer que provavelmente estão perdidos num lugar muito aberto com neve ou encontraram algum lugar para se esconder do frio - Comentei. - Se for a primeira opção, vai ser um pouco difícil de achar um grupo em movimento, se a Erizinha não conseguir nos ajudar. Pode ter muitos desencontros, ainda mais num lugar tão… Grande. Mas se ao menos chegarmos um pouco perto deles, com certeza tio Lupus pode distinguir a presença, ou até mesmo eu…
Não estava ligando muito para o fato de que podiam me achar estranho por opinar em algo do tipo, parecendo uma criança. Acho que ninguém mais lá realmente me via como uma verdadeira criança, no entanto.
Lupus
- Vamos primeiro continuar andando e ver o que o dragão consegue achar lá de cima. - Opinou, não conseguindo pensar em nenhuma alternativa melhor no momento. - Dependendo do que ele achar ou não, decidimos alguma estratégia.
Tanto o chute do guaxinim quanto a opinião do azulado eram possíveis e muito prováveis de acontecer. Como não havia informação nenhuma sobre o desaparecimento do grupo de asmodianos, concluiu que o ideal mesmo era esperar alguma resposta do dragão.
–
Tamanha energia sombria emanava daquela região que qualquer um com presença demoníaca seria facilmente camuflado por ela. Se fossem contar com o rastreamento de magia, não chegariam a lugar algum sem antes descobrir o que causava a expansão da energia negra que deveria estar contida no castelo.
Embora todos ali tivessem consciência da magia negra que os cercava, apenas Ronan poderia supor que ela não era natural; alguém a estava causando de algum lugar.
Ronan
A princípio, a presença mais intensa de magia negra não me parecia ser algo relevante de se mencionar – cogitei ser só impressão, afinal, lidei com energia sagrada faz pouco tempo. No entanto, na medida que andávamos, a sensação de que aquilo não estava certo apenas se intensificou, e eu me vi franzindo o cenho, estático, olhando pelos meus arredores… Com os outros dois um pouco mais a frente.
Não é uma certeza, não é como se eu pudesse afirmar que meus pressentimentos estavam corretos, mas… Não, mesmo que o castelo de Kamiki esteja perto, ela não tem a constância de algo natural. - Tem algo errado. - Falei, por fim.
Eri também é capaz de sentir magia… Ah, não…
Engoli em seco, se aquilo estivesse mais forte mais adiante, poderia atrair meu dragão como doce atrai formigas. Ergui minha mão direita e lancei um sinalizador discreto para chamar meu dragão de volta. Se há essa fonte de magia em algum local, prefiro não arriscar a segurança da Eri.
… Acho que eu esqueci de explicar?
Acabei rindo, um pouco sem graça. Devia estar parecendo um idiota, parado ali no meio da neve, por motivo nenhum.
Akihiko
O que eu sentia não era de muita ajuda; tinha um tanto de sensibilidade espiritual, já que eu era um ser espiritual, mas… Nada, tudo parecia a mesma coisa para mim. Não gostava muito daquele lugar, dragões, energias ruins… Definitivamente não devia ser um ambiente muito legal de se morar. Mas enfim, eu continuava a seguir tio Lupus, parando assim que ouvi tio Ronan murmurar algo.
Esperei por algum tipo de explicação, mas… Tudo o que ele fez, foi erguer a mão para cima e só. Não notei mais nada além disso, então voltei até ele, sempre olhando para cima.
O que tinha ali? Tinha algo de errado no céu?
- Tio Ronan, tem algo de errado no céu, é isso? - Alternei meu olhar nele e o céu bem nublado. - Se é a neve, uhn… É um tanto óbvio… -Acabei franzindo o cenho e rindo sem graça também, por motivo algum.
Lupus
Ele olhou para trás e encarou o azulado com a melhor face de “sério mesmo?” que conseguiu fazer enquanto constatava que a energia maligna do lugar podia atrapalhar consideravelmente o seu rastreio espiritual.
- Conte-me uma novidade agora. - Disse ele, de maneira irônica. - O melhor seria sair daqui. Provavelmente eu e o Akihiko não vamos conseguir rastrear nada enquanto estivermos muito perto dessa energia maligna.
Bufou. Estava seriamente preocupado em quando a próxima nevasca aconteceria - o que os obrigaria achar algum abrigo o mais rápido possível e atrasaria a missão.
Ronan
Eu mereci essa. Olhei para o céu mais uma vez, procurando por sinal da Eri. Com a visão aguçada dela, aquele sinal devia ser o suficiente para que retornasse. Bem, eu devo algumas explicações… - Essa magia maligna, é ela que não está certa. - Comecei, inspirando fundo para pensar em um modo de explicar o que eu estava sentindo, percebendo. - A quantia dela não é normal, mesmo para o local… É como se, em um ou mais pontos, estivessem fazendo algo para aumentá-la. - Fora isso, eu sequer sei se há alguma direção certa.
Ainda não cheguei a prestar a devida atenção, talvez seja por isso.
- Se nós queremos ter alguma chance de encontrar esse grupo, acho prudente começarmos por ela, já que o rastreio de vocês está comprometido. - Além de que deixar algo assim em Ellia é preocupante. Em mais algum tempo, Eri pousou ao meu lado. Eu me abaixei diante dela, fazendo-lhe um breve afago na cabeça. - Eri, consegue sentir essa energia negra? - Ela me olhou, olhou para os lados… E ficou em silêncio. Acho que posso considerar isso como um sim? Dragões conseguem sentir magia, no entanto, Eri conseguiria distingui-la? - É a mais presente no ambiente, há algum ponto de onde ela está emanando com mais intensidade. Consegue senti-lo?
Akihiko
Ah, então o problema não era no céu, e sim algo em específico. Algo que, segundo o diálogo do tio Ronan com o dragão, atrapalhava nossos sentidos. Eu realmente não conseguia distinguir nada, só de estar cercado por aquela energia. Tentei farejar alguma coisa, mas tudo o que eu aspirava era o ar gélido e punitivo.
A neve e a constante brisa levavam qualquer pistas para longe de mim, nem mesmo poderia procurar por pegadas, já que nosso chão era uma camada em constante renovo. Procurar por algo antes que o tempo piorasse, ficaria ainda mais complicado.
- Tem algum ponto em específico emanando essa energia, então? - Perguntei. - Não seria melhor verificarmos? Tio Ronan ou Tio Lupus conseguem sentir de onde ela vem? Eu não consigo distinguir nada, parece que tudo tem a mesma energia... Temos que encontrar uma solução logo, ou vai ficar ainda pior. Se pudermos fazer alguma coisa ao menos pra identificar essa energia...
Lupus
- Só consigo distinguir se for alguma energia espiritual. - Disse ele, depois de escutar atentamente as palavras do azulado. - Bom, se tem uma energia maligna no ar, é fácil presumir que parte da culpa do fatos desses asmodianos estarem perdidos é dela. Seria bom irmos atrás de uma vez.
Vez ou outra encarava os arredores, procurando verificar os ventos - não seria boa ideia se fossem pegos desprevenidos - e os arredores. Definitivamente não era uma hora boa para aparecer algo estranho ou ameaçador.
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Participantes: Lupus (Caçador de Recompensas e Rastreador), Ronan (Arcano e Draconiano) e Akihiko (Tanuki)
Descrição: Um diplomata asmodiano indo para uma convenção em Nova Esperança não chegou na data estipulada. Supõe-se que a energia sombria do castelo abandonado de Kamiki interferiu com seus poderes e agora ele e seus subordinados estão perdidos naquela região perigosa.
Local: Arredores do castelo de Kamiki, Ellia
Status: Em andamento
Lupus
Inventário de missão
A viagem foi longa, como elas sempre eram. Os três pegaram uma caravana de viajantes logo ao amanhecer e depois embarcaram em um navio para Ellia; e só chegando lá é que conseguiam se dirigir aos arredores do castelo de Kamiki.
O problema real eram as nevascas.
Seu plano inicial era vir de armadura, mas o caçador achou melhor se agasalhar; se estava frio em Vermécia, talvez estivesse tão frio quanto em Ellia. Além da touca, usava também um protetor para as orelhas.
Foi bem difícil chegar no destino, uma vez que a maioria das caravanas não enfrenta nevascas e tentar viajar no meio de uma é praticamente impossível. Os três chasers se movimentavam em momentos de estiagem ou abrandamento delas.
No mais, conseguiram chegar lá enquanto a nevasca estava branda.
- O tempo não vai nos ajudar nem um pouco. - Começou ele. - Por isso, temos que ser rápidos, aproveitar que a nevasca agora está branda pra poder continuar. Creio que você também consiga sentir almas.
Ronan
Depois de ter falado com o Akihiko, eu tive que arrumar algumas coisas para a missão. Não era bem algo que eu esperava fazer, porém, graças a minha organização consegui arrumá-las em pouco tempo. Ao longo do caminho do QG até o porto de Vermécia, eu me resumi a ler nos momentos que não interagia com os outros. Graças a neve, a viagem não foi um pouco mais demorada que o habitual, e, assim que chegamos a Ellia, também tivemos certas dificuldades.
Graças ao fato do porto de Ahivir transportar mantimentos, e outras coisas do gênero, para as outras cidades, seguir pela rota até os arredores do nosso objetivo, felizmente, teve alguma facilidade. Agora… Vinha a parte complicada: encontrar os asmodianos. Suspirei, Deslocando o olhar por toda a neve. Eri estava no meu encalço, de bom humor – afinal, que dragão branco não ficaria de bom humor na neve? - A área é grande… Os sentidos de vocês alcançam até que raio?- Era uma dúvida legítima.
De qualquer forma, abaixei-me diante da Eri e prendi a faixa de identificação nela, era clara o suficiente para que vissem que ela era da Grand Chase. - Eri, preciso que sobrevoe a área e procure por um grupo de homens, um pouco diferentes do comum. - E tentei descrever asmodianos da melhor forma que pude, era bom que ela soubesse pelo que estava procurando, afinal. Os procedimentos de defesa/esquiva eu não precisei explicar para ela, já que outras missões fizeram o favor de deixá-la acostumada a situações assim. Eri levantou voo assim que eu terminei de explicar tudo o que era necessário.
Agora, quanto aos asmodianos… Já que eles não encontram as rotas, devem estar perdidos pelas áreas montanhosas, talvez…?
Como o tempo ainda não estava cruel, acredito que eles devam estar andando também, em busca de se reencontrar.
Akihiko
O frio estava insano, então tratei de me agasalhar bastante, além de vestir o capuz da minha blusa e a touca de lã para que minhas orelhas não fossem prejudicadas. Por sorte, consegui me manter aquecido pelo caminho pelos meus mantimentos, sempre economizando-os, imitando meus companheiros de missão, e abraçando minha cauda quando podia. Quebrava galho como um cobertor, apesar de ficar branca por conta da neve, algumas vezes.
A energia de Ellia não me agradava muito… Mas era fazer o que tinha que ser feito, ou… Fazer.
- Nossa sorte que são asmodianos, eu teria dificuldade em rastrear alguém com presença fraca se dependesse do cheiro. Aliás, não sinto cheiro de nada por aqui, mesmo com a nevasca mais calma… - Comentei com eles, esfregando uma mão enluvada na outra. - Mas vou ficar atento a qualquer presença, mesmo que meus sentidos não sejam tão aguçados.
Bem, naquela situação, só poderíamos prever duas coisas; ou buscaram se esconder da friaca em algum lugar coberto, ou estão perdidos na neve, o que não é difícil. É muito branco, eu estaria bem perdido se não tivesse tio Ronan e tio Lupus comigo. De qualquer forma, voltei a abraçar minha cauda assim que o dragãozinho bonito pegou voo. Não entendia muito sobre eles, não seria perigoso deixar ele ir sozinho por aí…? Corri para alcançá-los, um tanto desengonçado, já que a neve afundava abaixo de meus pés.
Lupus
- Não tem um raio específico, mas também não sou capaz de senti-los a quilômetros daqui, mesmo que a presença dos asmodianos seja bastante acentuada. - Respondeu, caminhando cuidadosamente pela neve. Tinha um pouco de dificuldade, mas nada que o impedisse de se movimentar.
Ajeitou um pouco mais a mochila nas suas costas e certificou-se de que ela estava bem presa enquanto ponderava sobre prováveis lugares onde o grupo de asmodianos podia estar.
- Se o dragão não encontrar nada, a busca vai se tornar um pouco mais difícil. Mas tudo o que podemos fazer por agora é confiar nos nossos instintos e tentar não morrer congelados. - Ele revirou os olhos; sabia que estava frio em Ellia, mas não imaginou que haviam tantas nevascas assim.
Ronan
Então nós precisaríamos andar por aqui. Não é um problema para Eri, que pode, sem problema algum, nos encontrar em qualquer local, desde que não seja longe demais. - Podemos tentar a área montanhosa, é uma boa aposta, já que o grupo também precisaria de um abrigo.
Parte da minha preocupação era, também, com as nevascas e avalanches. Uma área montanhosa seria bem perigosa por esse ponto. Dei leves batidas na empunhadura do meu Gládio, retomando a caminhada. Teríamos que andar, e aproveitar o tempo bom para solucionar logo essa missão.
Akihiko
Os passos deles acabavam sendo mais compridos que os meus, mas pouco a pouco ia seguindo o caminho junto deles, evitando me distanciar. O vento gélido doía na alma!
- Eu arrisco a dizer que provavelmente estão perdidos num lugar muito aberto com neve ou encontraram algum lugar para se esconder do frio - Comentei. - Se for a primeira opção, vai ser um pouco difícil de achar um grupo em movimento, se a Erizinha não conseguir nos ajudar. Pode ter muitos desencontros, ainda mais num lugar tão… Grande. Mas se ao menos chegarmos um pouco perto deles, com certeza tio Lupus pode distinguir a presença, ou até mesmo eu…
Não estava ligando muito para o fato de que podiam me achar estranho por opinar em algo do tipo, parecendo uma criança. Acho que ninguém mais lá realmente me via como uma verdadeira criança, no entanto.
Lupus
- Vamos primeiro continuar andando e ver o que o dragão consegue achar lá de cima. - Opinou, não conseguindo pensar em nenhuma alternativa melhor no momento. - Dependendo do que ele achar ou não, decidimos alguma estratégia.
Tanto o chute do guaxinim quanto a opinião do azulado eram possíveis e muito prováveis de acontecer. Como não havia informação nenhuma sobre o desaparecimento do grupo de asmodianos, concluiu que o ideal mesmo era esperar alguma resposta do dragão.
–
Tamanha energia sombria emanava daquela região que qualquer um com presença demoníaca seria facilmente camuflado por ela. Se fossem contar com o rastreamento de magia, não chegariam a lugar algum sem antes descobrir o que causava a expansão da energia negra que deveria estar contida no castelo.
Embora todos ali tivessem consciência da magia negra que os cercava, apenas Ronan poderia supor que ela não era natural; alguém a estava causando de algum lugar.
Ronan
A princípio, a presença mais intensa de magia negra não me parecia ser algo relevante de se mencionar – cogitei ser só impressão, afinal, lidei com energia sagrada faz pouco tempo. No entanto, na medida que andávamos, a sensação de que aquilo não estava certo apenas se intensificou, e eu me vi franzindo o cenho, estático, olhando pelos meus arredores… Com os outros dois um pouco mais a frente.
Não é uma certeza, não é como se eu pudesse afirmar que meus pressentimentos estavam corretos, mas… Não, mesmo que o castelo de Kamiki esteja perto, ela não tem a constância de algo natural. - Tem algo errado. - Falei, por fim.
Eri também é capaz de sentir magia… Ah, não…
Engoli em seco, se aquilo estivesse mais forte mais adiante, poderia atrair meu dragão como doce atrai formigas. Ergui minha mão direita e lancei um sinalizador discreto para chamar meu dragão de volta. Se há essa fonte de magia em algum local, prefiro não arriscar a segurança da Eri.
… Acho que eu esqueci de explicar?
Acabei rindo, um pouco sem graça. Devia estar parecendo um idiota, parado ali no meio da neve, por motivo nenhum.
Akihiko
O que eu sentia não era de muita ajuda; tinha um tanto de sensibilidade espiritual, já que eu era um ser espiritual, mas… Nada, tudo parecia a mesma coisa para mim. Não gostava muito daquele lugar, dragões, energias ruins… Definitivamente não devia ser um ambiente muito legal de se morar. Mas enfim, eu continuava a seguir tio Lupus, parando assim que ouvi tio Ronan murmurar algo.
Esperei por algum tipo de explicação, mas… Tudo o que ele fez, foi erguer a mão para cima e só. Não notei mais nada além disso, então voltei até ele, sempre olhando para cima.
O que tinha ali? Tinha algo de errado no céu?
- Tio Ronan, tem algo de errado no céu, é isso? - Alternei meu olhar nele e o céu bem nublado. - Se é a neve, uhn… É um tanto óbvio… - Acabei franzindo o cenho e rindo sem graça também, por motivo algum.
Lupus
Ele olhou para trás e encarou o azulado com a melhor face de “sério mesmo?” que conseguiu fazer enquanto constatava que a energia maligna do lugar podia atrapalhar consideravelmente o seu rastreio espiritual.
- Conte-me uma novidade agora. - Disse ele, de maneira irônica. - O melhor seria sair daqui. Provavelmente eu e o Akihiko não vamos conseguir rastrear nada enquanto estivermos muito perto dessa energia maligna.
Bufou. Estava seriamente preocupado em quando a próxima nevasca aconteceria - o que os obrigaria achar algum abrigo o mais rápido possível e atrasaria a missão.
Participantes: Lupus (Caçador de Recompensas e Rastreador), Ronan (Arcano e Draconiano) e Akihiko (Tanuki)
Descrição: Um diplomata asmodiano indo para uma convenção em Nova Esperança não chegou na data estipulada. Supõe-se que a energia sombria do castelo abandonado de Kamiki interferiu com seus poderes e agora ele e seus subordinados estão perdidos naquela região perigosa.
Local: Arredores do castelo de Kamiki, Ellia
Status: Aguardando mod
Lupus
Inventário de missão
A viagem foi longa, como elas sempre eram. Os três pegaram uma caravana de viajantes logo ao amanhecer e depois embarcaram em um navio para Ellia; e só chegando lá é que conseguiam se dirigir aos arredores do castelo de Kamiki.
O problema real eram as nevascas.
Seu plano inicial era vir de armadura, mas o caçador achou melhor se agasalhar; se estava frio em Vermécia, talvez estivesse tão frio quanto em Ellia. Além da touca, usava também um protetor para as orelhas.
Foi bem difícil chegar no destino, uma vez que a maioria das caravanas não enfrenta nevascas e tentar viajar no meio de uma é praticamente impossível. Os três chasers se movimentavam em momentos de estiagem ou abrandamento delas.
No mais, conseguiram chegar lá enquanto a nevasca estava branda.
- O tempo não vai nos ajudar nem um pouco. - Começou ele. - Por isso, temos que ser rápidos, aproveitar que a nevasca agora está branda pra poder continuar. Creio que você também consiga sentir almas.
Ronan
Depois de ter falado com o Akihiko, eu tive que arrumar algumas coisas para a missão. Não era bem algo que eu esperava fazer, porém, graças a minha organização consegui arrumá-las em pouco tempo. Ao longo do caminho do QG até o porto de Vermécia, eu me resumi a ler nos momentos que não interagia com os outros. Graças a neve, a viagem não foi um pouco mais demorada que o habitual, e, assim que chegamos a Ellia, também tivemos certas dificuldades.
Graças ao fato do porto de Ahivir transportar mantimentos, e outras coisas do gênero, para as outras cidades, seguir pela rota até os arredores do nosso objetivo, felizmente, teve alguma facilidade. Agora… Vinha a parte complicada: encontrar os asmodianos. Suspirei, Deslocando o olhar por toda a neve. Eri estava no meu encalço, de bom humor – afinal, que dragão branco não ficaria de bom humor na neve? - A área é grande… Os sentidos de vocês alcançam até que raio?- Era uma dúvida legítima.
De qualquer forma, abaixei-me diante da Eri e prendi a faixa de identificação nela, era clara o suficiente para que vissem que ela era da Grand Chase. - Eri, preciso que sobrevoe a área e procure por um grupo de homens, um pouco diferentes do comum. - E tentei descrever asmodianos da melhor forma que pude, era bom que ela soubesse pelo que estava procurando, afinal. Os procedimentos de defesa/esquiva eu não precisei explicar para ela, já que outras missões fizeram o favor de deixá-la acostumada a situações assim. Eri levantou voo assim que eu terminei de explicar tudo o que era necessário.
Agora, quanto aos asmodianos… Já que eles não encontram as rotas, devem estar perdidos pelas áreas montanhosas, talvez…?
Como o tempo ainda não estava cruel, acredito que eles devam estar andando também, em busca de se reencontrar.
Akihiko
O frio estava insano, então tratei de me agasalhar bastante, além de vestir o capuz da minha blusa e a touca de lã para que minhas orelhas não fossem prejudicadas. Por sorte, consegui me manter aquecido pelo caminho pelos meus mantimentos, sempre economizando-os, imitando meus companheiros de missão, e abraçando minha cauda quando podia. Quebrava galho como um cobertor, apesar de ficar branca por conta da neve, algumas vezes.
A energia de Ellia não me agradava muito… Mas era fazer o que tinha que ser feito, ou… Fazer.
- Nossa sorte que são asmodianos, eu teria dificuldade em rastrear alguém com presença fraca se dependesse do cheiro. Aliás, não sinto cheiro de nada por aqui, mesmo com a nevasca mais calma… - Comentei com eles, esfregando uma mão enluvada na outra. - Mas vou ficar atento a qualquer presença, mesmo que meus sentidos não sejam tão aguçados.
Bem, naquela situação, só poderíamos prever duas coisas; ou buscaram se esconder da friaca em algum lugar coberto, ou estão perdidos na neve, o que não é difícil. É muito branco, eu estaria bem perdido se não tivesse tio Ronan e tio Lupus comigo. De qualquer forma, voltei a abraçar minha cauda assim que o dragãozinho bonito pegou voo. Não entendia muito sobre eles, não seria perigoso deixar ele ir sozinho por aí…? Corri para alcançá-los, um tanto desengonçado, já que a neve afundava abaixo de meus pés.
Lupus
- Não tem um raio específico, mas também não sou capaz de senti-los a quilômetros daqui, mesmo que a presença dos asmodianos seja bastante acentuada. - Respondeu, caminhando cuidadosamente pela neve. Tinha um pouco de dificuldade, mas nada que o impedisse de se movimentar.
Ajeitou um pouco mais a mochila nas suas costas e certificou-se de que ela estava bem presa enquanto ponderava sobre prováveis lugares onde o grupo de asmodianos podia estar.
- Se o dragão não encontrar nada, a busca vai se tornar um pouco mais difícil. Mas tudo o que podemos fazer por agora é confiar nos nossos instintos e tentar não morrer congelados. - Ele revirou os olhos; sabia que estava frio em Ellia, mas não imaginou que haviam tantas nevascas assim.
Ronan
Então nós precisaríamos andar por aqui. Não é um problema para Eri, que pode, sem problema algum, nos encontrar em qualquer local, desde que não seja longe demais. - Podemos tentar a área montanhosa, é uma boa aposta, já que o grupo também precisaria de um abrigo.
Parte da minha preocupação era, também, com as nevascas e avalanches. Uma área montanhosa seria bem perigosa por esse ponto. Dei leves batidas na empunhadura do meu Gládio, retomando a caminhada. Teríamos que andar, e aproveitar o tempo bom para solucionar logo essa missão.
Akihiko
Os passos deles acabavam sendo mais compridos que os meus, mas pouco a pouco ia seguindo o caminho junto deles, evitando me distanciar. O vento gélido doía na alma!
- Eu arrisco a dizer que provavelmente estão perdidos num lugar muito aberto com neve ou encontraram algum lugar para se esconder do frio - Comentei. - Se for a primeira opção, vai ser um pouco difícil de achar um grupo em movimento, se a Erizinha não conseguir nos ajudar. Pode ter muitos desencontros, ainda mais num lugar tão… Grande. Mas se ao menos chegarmos um pouco perto deles, com certeza tio Lupus pode distinguir a presença, ou até mesmo eu…
Não estava ligando muito para o fato de que podiam me achar estranho por opinar em algo do tipo, parecendo uma criança. Acho que ninguém mais lá realmente me via como uma verdadeira criança, no entanto.
Lupus
- Vamos primeiro continuar andando e ver o que o dragão consegue achar lá de cima. - Opinou, não conseguindo pensar em nenhuma alternativa melhor no momento. - Dependendo do que ele achar ou não, decidimos alguma estratégia.
Tanto o chute do guaxinim quanto a opinião do azulado eram possíveis e muito prováveis de acontecer. Como não havia informação nenhuma sobre o desaparecimento do grupo de asmodianos, concluiu que o ideal mesmo era esperar alguma resposta do dragão.