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Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
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Cozy night
With: @lua-adaono | At Ada Ono’s apartment around 1am.
Se pudesse, faria o mesmo trajeto todas as noites. Mesmo estando uma hora mais adiantada, ainda andava da ultima parada do metrô até o prédio de Ada escutando Elthon John em seus fones azuis, não esquecia de acenar para qualquer estranho que mostrasse um sorriso amigável, mesmo podendo quebrar em uma feição não muito receptiva a qualquer momento. O dia tinha sido tão confuso quanto toda a situação era em sua cabeça, havia tanta confusão que ao menos fora realmente trabalhar naquela madrugada, motivo pelo qual o porteiro se assustou com a chegada repentina e silenciosa, apenas pedindo pela chave.
Não brincou com o senhor como das ultimas vezes, estava cansada demais para isso, desesperada demais para vê-la e aliviar a frustração, esperava que apenas por estar perto da professora as coisas fossem melhores.
Não precisou de muito mais do que vê-la logo ao entrar para que todas as sensações ruins se esvaíssem em um sorriso sincero e largo. A cena era simplesmente muito fascinante para que Sooyeon retirasse os olhos da sala de estar enquanto fazia questão de trancar a porta mais uma vez. No colchão disposto no chão da sala, a mulher que tinha sempre uma presença tão forte estava num sono profundo. A TV ligada em um tom baixo no programa preferido da mais velha -RuPaul- iluminava o aparamento além da cozinha enquanto seu gatinho, o que por sinal parecia adorar os carinhos na orelha que a aluna o garantia sempre, tampava um pouco da falta de roupas maiores que a calcinha para cobrir o membro inferior. Uma risada a escapou, contida na garganta. Por mais que fosse tentada a fazer mais, apenas agradecia por tê-la tão perto.
Se fazendo em casa, deixou a bolsa, o celular e as chaves no sofá, o sapato já deixado na entrada desde o inicio, para que conseguisse subir no colchão sem alardes. Engatinhou com calma até o corpo pequeno e espalhado para que os lábios tocassem a carne, os beijos no ombro trazendo o perfume amadeirado acarinhando os sentidos primordiais do fascínio que tinha por aquela mulher. Mulher que colocou entre os braços e trilhou os beijos até a nuca.
—Missy… —resmungou ao roçar o nariz ao longo do pescoço. Nesse ato curto se livrava do travesseiro que sempre - sempre - tinha que afastar para ver o rosto feminino. —I’m here.
A rotina noturna era repleta de emoções! Chegar em casa, retirar os sapatos, lavar as roupas, tomar banho, alimentar os dois ferrets e um gato faminto, limpar as caixinhas de areia e checar se os fios da televisão continuavam inteiros ou foram roídos de uma vez pelos filhos que amava tanto.
Preguiçosa e cansada demais para cozinhar, Ada encomendou dois copos de noodles grandes e para complementar apenas assou vegetais picados e misturou um mix de sementes diversos para fingir ser uma refeição saudável, embora a cada porção trazida pelo hashi até a boca lembrasse da quantidade de sódio que havia somente naquela água encaldada, felizmente não conseguiu terminar a refeição, o sono havia domado a mente da professora.
O travesseiro na cabeça evitava a luz nos olhos que tanto detestava e assim como seu gato, sentia-se entocada e protegida. O comportamento de Ada era muito semelhante aos dos animais da casa, - apesar de ser vegetariana e não caçar animais por esporte como eles faziam. -
Na televisão, o terceiro episódio da décima temporada de Ru Paul’s Drag Race era assistido pelo gato que descansava em sua bunda, ela mal passara dos dez minutos e já roncava deitada no colchão ainda segurando o par de hashis. O sono era muito pesado para ser despertado pela gritaria das queens ou então pela presença da estudante, não distinguindo os beijos que recebia por estar acostumada demais às lambidas de seus bichinhos, eram estalados tão molhados quanto os que recebia diariamente, fora dificil acordar até ter o travesseiro retirado da cabeça.
- Hi, kitty, kitty… - Lentamente, tomava consciência da mulher deitada ao seu lado e conforme abria os olhos assim também o sorriso acompanhava. - Eu fiquei sabendo que você passou no teste… Eu fico muito feliz por você. - Sonolenta, Ada pendeu o corpo para virar-se e apoiar o corpo no braço podendo agora acariciar o rosto da jovem, acarinhar as olheiras eminentes e beijar a ponta do nariz da aluna, provavelmente tendo sua falta notada nos dormitórios da universidade. - Nós precisamos conversar… Mas você precisa comer antes. Sua comida está dentro do forno, é só esquentar, yeap? -
O sorriso continuava congelado nos lábios ao observar os atos tão sutis e com tanta leveza de Ada. Mais uma vez se pegava presa em analisar os detalhes dela. Como o cabelo se dividia naturalmente, como o sorriso doce complementava o formato do rosto, os dedos que beijaria sempre se pudesse, dedos delicados que faziam o melhor carinho e a desmontava por completo. Nem mesmo a menção do que tirava sua paz desde cedo a deixou menos aliviada quando recebia as carícias, não ousou soltar o corpo preso entre os braços. Estava finalmente calma e com as emoções controladas ali, encarando-a atenta a qualquer piscada mais rápida ou mais lenta.
—Como soube? —não imaginava como alguns comentários feitos aos colegas de curso poderiam chegar em Ada, mas ainda assim riu, agradecendo com o olhar, o gatilho seguinte a despertar a curiosidade. Tinha até mesmo esquecido sobre a promessa de uma surpresa durante o caminho, havia a deixado no escuro depois da mensagem. —Obrigada, mas eu não estou com fome, angel. O que tem pra me dizer?
Não tinha certeza ainda do que chamá-la, trocava insistentemente de apelidos com medo de ultrapassar qualquer tipo de barreira. As barreiras entretando não interferiram nos toques. Sogi aproveitava do carinho que recebia para oferecer algo parecido ao traçar desenhos sem padrão específico nas costas da professora, arrastando as unhas na pele com leveza, a pele febril que tanto amava sentir contra a própria. Aqueles pequenos momentos se tornavam seus preferidos.
Ao escutá-la falar sobre a falta de fome, Ada revirou os olhos não acreditando no que a boca dizia; sabia que aquilo era uma grande mentira vindo de uma dieta masoquista. Era impossível uma jovem estudante estar sem fome após horas trabalhando de pé e correndo de um lado para o outro da cidade. — Você não está com fome e eu sou bilionária, que coincidência! Ao menos nossas mentiras nos fazem rir e nos dão muita esperança, não é? — Com a disposição que não tinha, levantou-se do colchão para buscar a refeição comprada especialmente para a estudante não antes de aquecê-la no micro-ondas por alguns segundos e entregar a vasilha quente com um par de hashis de alumínio. — Aliás… Eu soube porquê você fez questão de espalhar para a universidade toda que foi selecionada e todo esse belíssimo entusiasmo juvenil veio parar em meus ouvidos. Sua professora me contou, disse que você é muito talentosa… Ela quis dizer que provavelmente você não estará mais sentada num colchão no chão comendo industrializados numa caixa na madrugada após o teu trabalho. — A presença certamente fez Ada recuperar a lucidez, falava como uma louca sentada no colchão com uma almofada entre as pernas, gesticulando e abrindo os mais espontâneos sorrisos.
A professora remediou levantar-se dali, mais uma vez. Pensou em presenteá-la após ter certeza de quê Sooyeon teria realmente o papel e estava dentro do casting… Mas acreditava nela, embora ainda achasse que a fatídica dor no vestiário fosse muito teatral para ser verdadeira,e mesmo sendo uma mentira, ela continuava uma ótima atriz. Sogi era uma boa companhia ainda que colocasse sua carreira em risco tendo uma estudante em sua sala, prestes a tirar a roupa. Ada engatinhou para alcançar a porta do armário embaixo da televisão puxando dali uma sacola revelando o que poderia ser somente pelo logotipo dourado estampado em papel marrom. — A carreira que você escolheu… Well… O que eu posso dizer? Eles vão querer comer você pra saber se você vale o investimento. E se você aparecer assim, certamente esse será o último papel principal que conseguirá na sua vida como atriz. De rostinho bonito na propaganda na televisão você pode passar a ser a menina que passa atrás segurando balões… Não desmerecendo esses papéis, mas você merece muito mais que isso. As coisas aqui na Coréia funcionam como nos Estados Unidos, você precisa mostrar o que tu tem pra ser respeitada. — Ada colocou a grande sacola da Gucci na frente da estudante, ali estavam embalados um par de sapatos da Gucci e uma bolsa para complementar qualquer roupa que vestisse, a bolsa já ocupava o armário da professora há alguns anos ainda que nunca utilizada precisou limpá-la e embalá-la, originalmente comprada em solo francês quando ainda era uma moradora da capital. Já os sapatos, foram comprados especialmente para Sooyeon e não se arrependeu do dinheiro gasto. — Mostre a eles que você é muito mais que uma bolsista ou uma atendente num bar. Eu não quero que você futuramente foda com alguém pra conseguir a porra de um papel na televisão… Você é valiosa demais pra isso… — Sem permitir ainda que abrisse os pacotes, Ada avançou o corpo para buscar a boca da estudante, lambendo-a como um gato.
Foi sua vez de revirar os olhos ao ser obrigada a comer. Por mais que fosse grata pela comida disponível para ela, sabia que apenas o pensamento em sua saúde era valioso, enrolou com toda aquela comida. Realmente estava ocupada demais tentando aliviar a pressão que sentia, prestes a explodir enquanto aproveitava da presença da mulher. A presença que ficava um pouco mais pesada ao ouvi-la tocar nas feridas que mais doíam naquele momento. Não sabia se deveria interromper o discurso da professora e negar qualquer tipo de presente, qualquer tipo de ajuda. Era orgulhosa, mas acima de tudo engolia toda a esperança que tinham sobre ela, que decaiu de uma atriz de renome na Inglaterra para uma atendente de um café vinte e quatro horas na Coreia porque queria estudar; ela conhecia muito bem as decepções da profissão, os altos e baixos e sabia o quanto era nescessário o apoio para que retornasse suas forças.
É claro, foi chocante para ela reconhecer o logotipo, relembrando os tempos no qual tinha os pais para bancá-la pelas ruas de Londres e as idas a Liverpool quando acreditavam que largaria o teatro para fazer algo como administração. Não vinha de uma família pobre, apenas de uma família que odiava suas escolhas.
Engoliu seco quando, com calma, entendeu os presentes caros que Ada estava dando. Ponderava ao menos dizer a ela: Oh well…eu ao menos sei se vou conseguir fazer a peça, Ada. Eu trabalho de sete da noite às duas da manhã, quando parte do horário dos ensaios e apresentações acontecem, para sobreviver em um país onde dinheiro é mais que nescessário e isso me consume o dia inteiro. Provavelmente não será essa a minha grande volta aos palcos, me desculpe a decepção. Mas se calou ao ver o que a mais velha estava lhe dando aquilo de coração, deixou um sorriso escapar, talvez deixasse tantas coisas para dizer para uma outra ocasião. Talvez a solução para tudo viesse na manhã seguinte quando, esperava, acordasse ao lado dela. De cabeça mais vazia e com coragem para desistir de um dos seus compromissos da tarde para mudar os horários.
Um “obrigada”, sincero, quase lhe escapou mas este pareceu ser engolido pela rapidez com que viu a mais velha contra o próprio rosto, a lingua mais abusada que sua própria personalidade fazendo-a miar em aprovação, não perdendo tempo ao afastar a refeição mal acabada para segurá-la pela cintura, os dedos finos subindo pela espinha, a pele quente contra as digitais quando a encontrou em um beijo longe de casto, derretendo tudo o que antecedeu até aquele segundo.
Os olhos perderam o brilho e o toque parecia forçadamente quente para que Ada se calasse de vez, teria finalmente cutucado a estudante? Ela temia que sim, mas precisava entendê-la e conversar calmamente sobre o que a fez não pular de alegria ao receber uma sacola da Gucci, qualquer jovem no lugar dela teria uma reação mais excêntrica; principalmente uma atriz. O presente caro não valeria o dinheiro investido se não pudesse auxiliá-la psicologicamente. Ela precisou interromper o beijo mesmo quando os seios já roçavam contra a blusa da jovem e a cintura fina fosse maleada com todo cuidado... Precisava conversar, ainda que foder às 2hrs da madrugada parecesse a melhor das opções. — São apenas bens materiais, mas isso vai fazê-los te respeitar. Eu adoraria que as coisas aqui não funcionassem assim... Mas as pessoas te olham diferente quando você usa algo de marca e não tem talento nenhum. São apenas sapatos... Muitos vão olhar para os teus pés e ignorar o fato de que está calçando Gucci mas... Aquela pessoa, aquela única pessoa que pode te colocar dentro de uma agência, dentro de uma equipe teatral, dentro de um casting para cinema é a que vai reparar nos teus pés e na bolsa que tu usa. E eu quero que você entre nesses lugares.. — Ada havia se afastado para falar, as palavras saíam rápidas e convincentes, era o que precisava para fazê-la acreditar. — Porque aqui dentro você já é muito bem vinda, petit. — Atreveu-se a segurá-la pelo pulso que descansava na cintura e escorregar a palma da estudante pela barriga até alcançar a calcinha, permanecendo com a própria mão por sobre a dela.
Cozy night
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Se pudesse, faria o mesmo trajeto todas as noites. Mesmo estando uma hora mais adiantada, ainda andava da ultima parada do metrô até o prédio de Ada escutando Elthon John em seus fones azuis, não esquecia de acenar para qualquer estranho que mostrasse um sorriso amigável, mesmo podendo quebrar em uma feição não muito receptiva a qualquer momento. O dia tinha sido tão confuso quanto toda a situação era em sua cabeça, havia tanta confusão que ao menos fora realmente trabalhar naquela madrugada, motivo pelo qual o porteiro se assustou com a chegada repentina e silenciosa, apenas pedindo pela chave.
Não brincou com o senhor como das ultimas vezes, estava cansada demais para isso, desesperada demais para vê-la e aliviar a frustração, esperava que apenas por estar perto da professora as coisas fossem melhores.
Não precisou de muito mais do que vê-la logo ao entrar para que todas as sensações ruins se esvaíssem em um sorriso sincero e largo. A cena era simplesmente muito fascinante para que Sooyeon retirasse os olhos da sala de estar enquanto fazia questão de trancar a porta mais uma vez. No colchão disposto no chão da sala, a mulher que tinha sempre uma presença tão forte estava num sono profundo. A TV ligada em um tom baixo no programa preferido da mais velha -RuPaul- iluminava o aparamento além da cozinha enquanto seu gatinho, o que por sinal parecia adorar os carinhos na orelha que a aluna o garantia sempre, tampava um pouco da falta de roupas maiores que a calcinha para cobrir o membro inferior. Uma risada a escapou, contida na garganta. Por mais que fosse tentada a fazer mais, apenas agradecia por tê-la tão perto.
Se fazendo em casa, deixou a bolsa, o celular e as chaves no sofá, o sapato já deixado na entrada desde o inicio, para que conseguisse subir no colchão sem alardes. Engatinhou com calma até o corpo pequeno e espalhado para que os lábios tocassem a carne, os beijos no ombro trazendo o perfume amadeirado acarinhando os sentidos primordiais do fascínio que tinha por aquela mulher. Mulher que colocou entre os braços e trilhou os beijos até a nuca.
—Missy… —resmungou ao roçar o nariz ao longo do pescoço. Nesse ato curto se livrava do travesseiro que sempre - sempre - tinha que afastar para ver o rosto feminino. —I’m here.
A rotina noturna era repleta de emoções! Chegar em casa, retirar os sapatos, lavar as roupas, tomar banho, alimentar os dois ferrets e um gato faminto, limpar as caixinhas de areia e checar se os fios da televisão continuavam inteiros ou foram roídos de uma vez pelos filhos que amava tanto.
Preguiçosa e cansada demais para cozinhar, Ada encomendou dois copos de noodles grandes e para complementar apenas assou vegetais picados e misturou um mix de sementes diversos para fingir ser uma refeição saudável, embora a cada porção trazida pelo hashi até a boca lembrasse da quantidade de sódio que havia somente naquela água encaldada, felizmente não conseguiu terminar a refeição, o sono havia domado a mente da professora.
O travesseiro na cabeça evitava a luz nos olhos que tanto detestava e assim como seu gato, sentia-se entocada e protegida. O comportamento de Ada era muito semelhante aos dos animais da casa, - apesar de ser vegetariana e não caçar animais por esporte como eles faziam. -
Na televisão, o terceiro episódio da décima temporada de Ru Paul’s Drag Race era assistido pelo gato que descansava em sua bunda, ela mal passara dos dez minutos e já roncava deitada no colchão ainda segurando o par de hashis. O sono era muito pesado para ser despertado pela gritaria das queens ou então pela presença da estudante, não distinguindo os beijos que recebia por estar acostumada demais às lambidas de seus bichinhos, eram estalados tão molhados quanto os que recebia diariamente, fora dificil acordar até ter o travesseiro retirado da cabeça.
- Hi, kitty, kitty… - Lentamente, tomava consciência da mulher deitada ao seu lado e conforme abria os olhos assim também o sorriso acompanhava. - Eu fiquei sabendo que você passou no teste… Eu fico muito feliz por você. - Sonolenta, Ada pendeu o corpo para virar-se e apoiar o corpo no braço podendo agora acariciar o rosto da jovem, acarinhar as olheiras eminentes e beijar a ponta do nariz da aluna, provavelmente tendo sua falta notada nos dormitórios da universidade. - Nós precisamos conversar… Mas você precisa comer antes. Sua comida está dentro do forno, é só esquentar, yeap? -
O sorriso continuava congelado nos lábios ao observar os atos tão sutis e com tanta leveza de Ada. Mais uma vez se pegava presa em analisar os detalhes dela. Como o cabelo se dividia naturalmente, como o sorriso doce complementava o formato do rosto, os dedos que beijaria sempre se pudesse, dedos delicados que faziam o melhor carinho e a desmontava por completo. Nem mesmo a menção do que tirava sua paz desde cedo a deixou menos aliviada quando recebia as carícias, não ousou soltar o corpo preso entre os braços. Estava finalmente calma e com as emoções controladas ali, encarando-a atenta a qualquer piscada mais rápida ou mais lenta.
—Como soube? —não imaginava como alguns comentários feitos aos colegas de curso poderiam chegar em Ada, mas ainda assim riu, agradecendo com o olhar, o gatilho seguinte a despertar a curiosidade. Tinha até mesmo esquecido sobre a promessa de uma surpresa durante o caminho, havia a deixado no escuro depois da mensagem. —Obrigada, mas eu não estou com fome, angel. O que tem pra me dizer?
Não tinha certeza ainda do que chamá-la, trocava insistentemente de apelidos com medo de ultrapassar qualquer tipo de barreira. As barreiras entretando não interferiram nos toques. Sogi aproveitava do carinho que recebia para oferecer algo parecido ao traçar desenhos sem padrão específico nas costas da professora, arrastando as unhas na pele com leveza, a pele febril que tanto amava sentir contra a própria. Aqueles pequenos momentos se tornavam seus preferidos.
Ao escutá-la falar sobre a falta de fome, Ada revirou os olhos não acreditando no que a boca dizia; sabia que aquilo era uma grande mentira vindo de uma dieta masoquista. Era impossível uma jovem estudante estar sem fome após horas trabalhando de pé e correndo de um lado para o outro da cidade. — Você não está com fome e eu sou bilionária, que coincidência! Ao menos nossas mentiras nos fazem rir e nos dão muita esperança, não é? — Com a disposição que não tinha, levantou-se do colchão para buscar a refeição comprada especialmente para a estudante não antes de aquecê-la no micro-ondas por alguns segundos e entregar a vasilha quente com um par de hashis de alumínio. — Aliás... Eu soube porquê você fez questão de espalhar para a universidade toda que foi selecionada e todo esse belíssimo entusiasmo juvenil veio parar em meus ouvidos. Sua professora me contou, disse que você é muito talentosa... Ela quis dizer que provavelmente você não estará mais sentada num colchão no chão comendo industrializados numa caixa na madrugada após o teu trabalho. — A presença certamente fez Ada recuperar a lucidez, falava como uma louca sentada no colchão com uma almofada entre as pernas, gesticulando e abrindo os mais espontâneos sorrisos.
A professora remediou levantar-se dali, mais uma vez. Pensou em presenteá-la após ter certeza de quê Sooyeon teria realmente o papel e estava dentro do casting... Mas acreditava nela, embora ainda achasse que a fatídica dor no vestiário fosse muito teatral para ser verdadeira,e mesmo sendo uma mentira, ela continuava uma ótima atriz. Sogi era uma boa companhia ainda que colocasse sua carreira em risco tendo uma estudante em sua sala, prestes a tirar a roupa. Ada engatinhou para alcançar a porta do armário embaixo da televisão puxando dali uma sacola revelando o que poderia ser somente pelo logotipo dourado estampado em papel marrom. — A carreira que você escolheu... Well... O que eu posso dizer? Eles vão querer comer você pra saber se você vale o investimento. E se você aparecer assim, certamente esse será o último papel principal que conseguirá na sua vida como atriz. De rostinho bonito na propaganda na televisão você pode passar a ser a menina que passa atrás segurando balões... Não desmerecendo esses papéis, mas você merece muito mais que isso. As coisas aqui na Coréia funcionam como nos Estados Unidos, você precisa mostrar o que tu tem pra ser respeitada. — Ada colocou a grande sacola da Gucci na frente da estudante, ali estavam embalados um par de sapatos da Gucci e uma bolsa para complementar qualquer roupa que vestisse, a bolsa já ocupava o armário da professora há alguns anos ainda que nunca utilizada precisou limpá-la e embalá-la, originalmente comprada em solo francês quando ainda era uma moradora da capital. Já os sapatos, foram comprados especialmente para Sooyeon e não se arrependeu do dinheiro gasto. — Mostre a eles que você é muito mais que uma bolsista ou uma atendente num bar. Eu não quero que você futuramente foda com alguém pra conseguir a porra de um papel na televisão... Você é valiosa demais pra isso... — Sem permitir ainda que abrisse os pacotes, Ada avançou o corpo para buscar a boca da estudante, lambendo-a como um gato.
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With: @lua-adaono | At Ada Ono’s apartment around 1am.
Se pudesse, faria o mesmo trajeto todas as noites. Mesmo estando uma hora mais adiantada, ainda andava da ultima parada do metrô até o prédio de Ada escutando Elthon John em seus fones azuis, não esquecia de acenar para qualquer estranho que mostrasse um sorriso amigável, mesmo podendo quebrar em uma feição não muito receptiva a qualquer momento. O dia tinha sido tão confuso quanto toda a situação era em sua cabeça, havia tanta confusão que ao menos fora realmente trabalhar naquela madrugada, motivo pelo qual o porteiro se assustou com a chegada repentina e silenciosa, apenas pedindo pela chave.
Não brincou com o senhor como das ultimas vezes, estava cansada demais para isso, desesperada demais para vê-la e aliviar a frustração, esperava que apenas por estar perto da professora as coisas fossem melhores.
Não precisou de muito mais do que vê-la logo ao entrar para que todas as sensações ruins se esvaíssem em um sorriso sincero e largo. A cena era simplesmente muito fascinante para que Sooyeon retirasse os olhos da sala de estar enquanto fazia questão de trancar a porta mais uma vez. No colchão disposto no chão da sala, a mulher que tinha sempre uma presença tão forte estava num sono profundo. A TV ligada em um tom baixo no programa preferido da mais velha -RuPaul- iluminava o aparamento além da cozinha enquanto seu gatinho, o que por sinal parecia adorar os carinhos na orelha que a aluna o garantia sempre, tampava um pouco da falta de roupas maiores que a calcinha para cobrir o membro inferior. Uma risada a escapou, contida na garganta. Por mais que fosse tentada a fazer mais, apenas agradecia por tê-la tão perto.
Se fazendo em casa, deixou a bolsa, o celular e as chaves no sofá, o sapato já deixado na entrada desde o inicio, para que conseguisse subir no colchão sem alardes. Engatinhou com calma até o corpo pequeno e espalhado para que os lábios tocassem a carne, os beijos no ombro trazendo o perfume amadeirado acarinhando os sentidos primordiais do fascínio que tinha por aquela mulher. Mulher que colocou entre os braços e trilhou os beijos até a nuca.
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Preguiçosa e cansada demais para cozinhar, Ada encomendou dois copos de noodles grandes e para complementar apenas assou vegetais picados e misturou um mix de sementes diversos para fingir ser uma refeição saudável, embora a cada porção trazida pelo hashi até a boca lembrasse da quantidade de sódio que havia somente naquela água encaldada, felizmente não conseguiu terminar a refeição, o sono havia domado a mente da professora.
O travesseiro na cabeça evitava a luz nos olhos que tanto detestava e assim como seu gato, sentia-se entocada e protegida. O comportamento de Ada era muito semelhante aos dos animais da casa, - apesar de ser vegetariana e não caçar animais por esporte como eles faziam. -
Na televisão, o terceiro episódio da décima temporada de Ru Paul’s Drag Race era assistido pelo gato que descansava em sua bunda, ela mal passara dos dez minutos e já roncava deitada no colchão ainda segurando o par de hashis. O sono era muito pesado para ser despertado pela gritaria das queens ou então pela presença da estudante, não distinguindo os beijos que recebia por estar acostumada demais às lambidas de seus bichinhos, eram estalados tão molhados quanto os que recebia diariamente, fora dificil acordar até ter o travesseiro retirado da cabeça.
- Hi, kitty, kitty... - Lentamente, tomava consciência da mulher deitada ao seu lado e conforme abria os olhos assim também o sorriso acompanhava. - Eu fiquei sabendo que você passou no teste... Eu fico muito feliz por você. - Sonolenta, Ada pendeu o corpo para virar-se e apoiar o corpo no braço podendo agora acariciar o rosto da jovem, acarinhar as olheiras eminentes e beijar a ponta do nariz da aluna, provavelmente tendo sua falta notada nos dormitórios da universidade. - Nós precisamos conversar... Mas você precisa comer antes. Sua comida está dentro do forno, é só esquentar, yeap? -
They’re talking about a fantasy They’re making up another fantasy They’re talking about a fantasy They’re making up a story So that they can control you and me

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“you can make me high you can make me fly 자꾸 보고싶어서 듣고 싶어서 갖고 싶은 너의 모든 그”
Do I look straight?
|W: @lua-adaono|
-Me perdoe por perguntar algo tão…invasivo, talvez? Mas…
A estudante reprimia o sorriso desafiador, não queria passar a impressão de ser, de fato, abusada. Não era hora de revelar tanto de sua personalidade, tampouco puxar o temperamento de Ada, o que não conhecia.
-…a senhorita sabe como é famosa entre as garotas de Laforet?- evitou a olhar por um momento, o sorriso logo refletiria nos pequenos olhos e não, a professora não precisava ver aquilo entregar suas intenções por trás do discurso.
Ainda que estivessem no ambiente de trabalho de Sogi, longe das paredes com ouvidos na universidade, acreditava que o questionamento era completamente invasivo. Não estava ali para discutir sobre sua sexualidade, tampouco com uma aluna que mal conhecia para ser tão aberta.
— Hm… Talvez eu saiba… Mas acredito que é normal criarmos uma admiração maior por professores, principalmente na minha área.. Afinal.. Eu estou sempre em contato com meus alunos, e o toque cria essa sensação de aproximação, principalmente quando você é jovem e está buscando a todo tempo por essas sensações que… Queimam. —
A professora tentou indicar na fala que não estava disponível para se relacionar com alunas, muito menos uma menina tão invasiva e abusada como Sooyeon.
— Pra você chegar tão displicente e me falar isso… É porquê se encontra nessa lista, não? Estou errada, senhorita Sooyeon? —
Não queria criar um clima tenso, tampouco facilitar a situação para a estudante; optou por igualmente deixá-la desconfortável com um questionamento, mesmo não sendo ela sentada em uma cadeira tentando tranquilizar-se com uma xícara de chá.
Nunca seria fácil acabar com a graça que Sooyeon via em investir tempo e força de vontade na professora que há muito tempo chamava sua atenção. Nem mesmo em seu trabalho, as duas da manhã, com os pulsos cheirando a café de tanto tempo e tantos clientes servidos, o sorriso a abandonava.
-Depende…eu pareço me interessar por homens, professora?
Agora tudo estava mais calmo, Ada a sua única presente na cafeteria, os colegas pouco se importavam se sua conduta era duvidosa para com um cliente, muito menos quando esta era sua professora. Tão abusada quanto como havia começado a conversa, havia tomado a iniciativa se se sentar ao oposto da mulher.
-É obvio que me encontro no seu fan club, mas ao contrário de todo o resto, prefiro ser direta.
Calculava muito bem cada movimento. Considerava apenas muito idiota não dizer ou fazer o que desejava, apesar de respeitar o espaço físico da mais velha. Tão suave quanto a forma que se sentava, usou o pequeno bloquinho de pedidos para anotar um conjunto de números que sabia, Ada reconheceria, talvez, de imediato. Ao arrastá-lo ao longo da mesa para entrega-lo, se levantava a espera de uma reação qualquer.
Com um revirar de olhos sendo abandonado por um sorriso debochadamente certeiro, Ada cruzou as pernas aproveitando o último gole morno do chá que, até o momento, apreciava. Ao voltar a xícara para o pires observou silenciosamente a aluna ocupar a cadeira em sua frente, sem nem mesmo pedir licença.
— Você parece se interessar por pessoas muito difíceis de serem conquistadas, miss. —
A invasão de espaço irritou completamente a professora e vê-la abusar de sua paciência ao escrever qualquer merda em um papel a fez bufar tendo como única opção rir de toda aquela situação, raspando as unhas compridas nos cabelos na tentativa de não se tornar explosiva no ambiente de trabalho de Sooyeon, o sorriso que se abria era totalmente falso para disfarçar o constrangimento ao ler o número no papel.
— Com quem você conseguiu isso, Sooyeon? — O constrangimento havia se transformado e dissipado em muitos sentimentos. Quem seria tão estúpido ao invadir a privacidade de uma professora conseguindo seu número pessoal para importuná-la através de mensagens? Quem seria tão tolo ao pensar que não seria denunciada para o conselho estudantil ao importunar uma professora fora de seu trabalho? Sabia que Sooyeon era uma ótima atriz, ela já havia demonstrado facilidade em ser o centro da atenção, não somente, agora tudo parecia um grande blefe para se aproximar da professora, certamente tudo não passava de uma mentira. Se a denunciasse, talvez tudo virasse contra a professora, a aluna parecia convincente demais e não se surpreendia por cursar teatro. God damn. Mas aquilo não ficaria assim, levantou-se logo após Sooyeon atravessar a porta do estabelecimento provavelmente prevendo o próximo passo de Ada, a garota era tão inteligente que sabia exatamente como guiar aquela situação e mais uma vez, Ada se encontrava em uma teia de aranha.
— Ok, garotinha. Você se acha muito esperta, não é? Me envia mensagens privadas, toma atitudes extremas para se aproximar de mim. O que você quer? Um atestado de homossexualidade para que eu seja expulsa da universidade? Queimar a porra da minha integridade ficando com uma menininha abusada como você? —
Ada discretamente segurou a mulher pela cintura, ainda que mais velha, era quase vinte centímetros mais baixa e num ato desesperado para impor respeito, pressionou-a contra a parede, olhando para os lados desconfiada.
— Quanto te pagaram pra foder a minha vida, Sooyeon? Me fala. Eu pago o dobro pra você calar a boca e me ignorar. Pago mensalmente só pra não olhar pra tua cara. O que você sabe? O que te disseram? Me diz quem te deu meu número. —
Ada respirou fundo quando as palavras eram rispidamente sussurradas, ela sabia que performar e ser sócia de uma casa no subúrbio onde drogas eram deliberadamente usufruídas poderiam ocasionalmente destruir toda sua carreira profissional, só não sabia que isso ocorreria através de uma das alunas.
Certamente a reação da professora estava longe do esperado por Sogi, mas a surpresa pela voracidade das ações aparentemente desesperadas de Ada foi perfeitamente disfarçada; sua vida dedicada ao teatro não valeria de nada se agora, em uma situação tão delicada, não servisse como vantagem. A confusão sobre as acusações, entretanto, estava clara nos olhos cerrados. O contato físico teria lhe deixado totalmente desconcertada se a mais velha não tivesse ali despejado mais gasolina em cima de seu interesse em tudo o que a cercava.
Apesar do quão errado foi usar de sua atuação para pedir o número de Ada a uma professora, usando a desculpa mais obvia ao contar sobre o fatídico dia de seu colapso, ainda assim não havia nada mais além do que o desejo por descobri-la mais do que professora. Era uma mulher encantadora e pelos seus modos sabia que Ada tinha plena consciência disso.
-Te expulsar? Me pagar?
Dessa vez a explosiva era Sooyeon. As acusações eram apenas muito confusas e injustas para ela. Foi bruta ao tentar escapar das mãos firmes que a travavam contra a parede da cozinha, como se o perfume não lutasse em fazê-la fraca.
-What the fuck you’re talking about?-seu próprio temperamento havia ido por água abaixo, mal conseguia formular frases em coreano.
Analisando rapidamente a mulher diferente da professora que via quase todos os dias, sabia que não se libertaria dali facilmente. Não entendia o que tanto havia feito para receber uma reação daquelas. Ada pensava ser uma stalker com más intenções? Realmente não imaginava motivos plausíveis para tanta comoção.
-Claramente seu maior problema não é sexualidade, Ada. Tem medo de que? O que uma aluna interessada na porra da sua existência pode descobrir de tão ruim?
Sogi já não era a melhor em termos de respeito de Laforet. Sua criação fora do país automaticamente a transformava em leiga sobre os costumes, mas não era como se Ada parecesse ligar muito para respeito naquele instante. Não havia espaço para conveniências.
Ada voltou a passar as mãos nos próprios cabelos, precisou dar as costas para a aluna e olhar para a rua apenas para certificar-se de quê não estava louca e que muito provavelmente suas reações estavam exaltadas por conta de uma sexta a noite regada a cocaína. Okay… Calm… Down…. She knows nothing, you’re just overreacted.
— Fine. — Era evidente que toda aquela explosão era recorrente do uso da droga; estava há muitos meses sem substâncias ilícitas rodando pelo organismo e na primeira oportunidade, justo em uma sexta-feira santa, o peso na consciência e o medo bateram muito mais forte que as sensações de felicidade atenuadas. Naquele breve momento, voltando a encarar a aluna, decidiu confiar em seu desentendimento apesar de continuar achando-a extremamente abusada.
Utilizando o verso do papel alcançado, Ada deslizou os dedos no bolso traseiro da calça da atendente, com um olhar fixo e vigilante ao dela, retirou dali a caneta para anotar o endereço de seu apartamento e prevalecida de sua idade e cargo universitário, lambeu o papel para grudá-lo em sua testa.
— Você tem trinta minutos pra chegar nesse endereço, aí conversamos sobre a minha sexualidade. —
Disse firme, tampando mais uma vez a caneta e prendendo-a entre os dentes de Sooyeon. Abandonou a garota ali contra a parede, mas não antes de retirar do bolso uma nota de 10000W deixando em cima do balcão.
— See you. —
Facilmente diria que sua professora era, de fato, um pouco louca e ela com certeza se atestaria ainda mais maluca por se sentir tão atraída por ela, mesmo depois de ver uma versão diferente do que imaginava ser a mulher fora da universidade.
Tomou o tempo em que Ada parecia usar para se acalmar para respirar fundo e ajeitar a própria roupa, a blusa meio-transparente de botões quase deixando transparecer o sutiã preto de renda. Ela estava uma bagunça, perdida e ainda irritada depois de tantas acusações. E como se não bastasse toda a frustração do que era para ser um flerte, se indignou ainda mais com o modo que fora tratada antes de ser deixada de forma patética contra a parede, apenas com uma ordem para seguir. Se deveria obedecer ou não era sua maior duvida.
Bufando, retirou o papel molhado da testa para checar o endereço deixado. Não poderia usar a saliva de uma forma melhor? , se perguntava mentalmente ao arrastar o dinheiro para o caixa.
Não teria se deslocado até o endereço se um de seus colegas, atento ao problema que Sogi havia causado, não oferecesse cobrir seu turno. A cafeteria era bem clássica, a dona os confiava tomar conta do local durante a madrugada, não seria problema para ela sair um pouco mais cedo, pegar um táxi com metade da gorjeta ganha durante o dia, para aparecer em trinta e cinco minutos na porta de Ada, usando o sobretudo como abrigo do frio.
Fez nota mental antes de tocar a campainha: estaria pisando em um campo minado durante a conversa, poderia entrar em sérios problemas por estar na casa de sua professora. Qualquer ação deveria ser minimamente pensada.
-Gosh…I’m so fucked up.
Chegou em casa com o espírito de um furacão prestes a entrar em colapso ao pensar que o tempo estipulado para a chegada de Sooyeon definitivamente não era o suficiente para esconder todas as evidências de quê a professora era uma viciada em kumbaya, marijuana e cocaína. Os livros sobre o cenário performático pós-moderno ainda estavam sujos com resquícios das carreiras anteriormente cheiradas, duas taças quebradas ao lado do sofá e um vinho seco no chão amadeirado dando-lhe a única opção de cobrir aquela poça de uva com a casinha de seu gatinho, ele deve estar jogado na cama, bêbado por ter lambido minha sujeira. — O que eu sou? Uma professora muito profissional de dança contemporânea, eu amo ballet... Ok... Isso eu não consigo fingir... Mas! Ok. Ok. Uma professora muito profissional. Uma professora muito profissional que fode com alunos e coloca a carreira de professora em risco num país totalmente antiquado e homofóbico. — As palavras saíam deliberadas tentando evitar os espelhos da casa embora os olhos sempre se encontrassem no reflexo e reforçassem os xingamentos, estava muito surpresa com as próprias atitudes para não ceder a um cigarro de kumbaya e era exatamente o que a mente necessitava para relaxar e deixar que todas as tensões ficassem enclausuradas fora do apartamento. Com o cigarro de flores aceso, aproveitou a chama para acender igualmente o incenso de alecrim tão cheiroso quanto as misturas de ervas que os pulmões filtravam, os incensos eram seus melhores aliados quando a mente resolvia sabotá-la e negativar todas as boas oportunidades, mas em menos de trinta e cinco minutos era de sua obrigação encontrar um canal interior para acalmar o peito, sua saída seria concentrar-se na fumaça de incenso e cigarro compondo a ampla sala. Em pausadas tragadas o corpo aniquilava toda e qualquer ansiedade que pudesse ainda estar impregnada ali. só precisaria arrancar dos pés as meias compridas suadas e entregar para os ferrets brincarem, nunca entenderia aquele tesão animal por chulé mas gostava de satisfazê-los, pareciam tão felizes brincando com meias molhadas e fedidas!
Meias entregues aos ferrets, Ada poderia preocupar-se em abrir uma garrafa de vinho tinto, levar para a sala duas taças de cristal pretensiosamente colocadas na mesinha de centro ao lado do cinzeiro onde seu cigarro descansava e o incenso queimava. Com a geladeira aberta, organizou petiscos veganos em duas tigelas pequenas pois sabia que não teriam tempo para desfrutar da comida, a boca se ocuparia com uma saliva muito mais apetitosa.
Do I look straight?
|W: @lua-adaono|
-Me perdoe por perguntar algo tão…invasivo, talvez? Mas…
A estudante reprimia o sorriso desafiador, não queria passar a impressão de ser, de fato, abusada. Não era hora de revelar tanto de sua personalidade, tampouco puxar o temperamento de Ada, o que não conhecia.
-…a senhorita sabe como é famosa entre as garotas de Laforet?- evitou a olhar por um momento, o sorriso logo refletiria nos pequenos olhos e não, a professora não precisava ver aquilo entregar suas intenções por trás do discurso.
Ainda que estivessem no ambiente de trabalho de Sogi, longe das paredes com ouvidos na universidade, acreditava que o questionamento era completamente invasivo. Não estava ali para discutir sobre sua sexualidade, tampouco com uma aluna que mal conhecia para ser tão aberta.
— Hm… Talvez eu saiba… Mas acredito que é normal criarmos uma admiração maior por professores, principalmente na minha área.. Afinal.. Eu estou sempre em contato com meus alunos, e o toque cria essa sensação de aproximação, principalmente quando você é jovem e está buscando a todo tempo por essas sensações que… Queimam. —
A professora tentou indicar na fala que não estava disponível para se relacionar com alunas, muito menos uma menina tão invasiva e abusada como Sooyeon.
— Pra você chegar tão displicente e me falar isso… É porquê se encontra nessa lista, não? Estou errada, senhorita Sooyeon? —
Não queria criar um clima tenso, tampouco facilitar a situação para a estudante; optou por igualmente deixá-la desconfortável com um questionamento, mesmo não sendo ela sentada em uma cadeira tentando tranquilizar-se com uma xícara de chá.
Nunca seria fácil acabar com a graça que Sooyeon via em investir tempo e força de vontade na professora que há muito tempo chamava sua atenção. Nem mesmo em seu trabalho, as duas da manhã, com os pulsos cheirando a café de tanto tempo e tantos clientes servidos, o sorriso a abandonava.
-Depende…eu pareço me interessar por homens, professora?
Agora tudo estava mais calmo, Ada a sua única presente na cafeteria, os colegas pouco se importavam se sua conduta era duvidosa para com um cliente, muito menos quando esta era sua professora. Tão abusada quanto como havia começado a conversa, havia tomado a iniciativa se se sentar ao oposto da mulher.
-É obvio que me encontro no seu fan club, mas ao contrário de todo o resto, prefiro ser direta.
Calculava muito bem cada movimento. Considerava apenas muito idiota não dizer ou fazer o que desejava, apesar de respeitar o espaço físico da mais velha. Tão suave quanto a forma que se sentava, usou o pequeno bloquinho de pedidos para anotar um conjunto de números que sabia, Ada reconheceria, talvez, de imediato. Ao arrastá-lo ao longo da mesa para entrega-lo, se levantava a espera de uma reação qualquer.
Com um revirar de olhos sendo abandonado por um sorriso debochadamente certeiro, Ada cruzou as pernas aproveitando o último gole morno do chá que, até o momento, apreciava. Ao voltar a xícara para o pires observou silenciosamente a aluna ocupar a cadeira em sua frente, sem nem mesmo pedir licença.
— Você parece se interessar por pessoas muito difíceis de serem conquistadas, miss. —
A invasão de espaço irritou completamente a professora e vê-la abusar de sua paciência ao escrever qualquer merda em um papel a fez bufar tendo como única opção rir de toda aquela situação, raspando as unhas compridas nos cabelos na tentativa de não se tornar explosiva no ambiente de trabalho de Sooyeon, o sorriso que se abria era totalmente falso para disfarçar o constrangimento ao ler o número no papel.
— Com quem você conseguiu isso, Sooyeon? — O constrangimento havia se transformado e dissipado em muitos sentimentos. Quem seria tão estúpido ao invadir a privacidade de uma professora conseguindo seu número pessoal para importuná-la através de mensagens? Quem seria tão tolo ao pensar que não seria denunciada para o conselho estudantil ao importunar uma professora fora de seu trabalho? Sabia que Sooyeon era uma ótima atriz, ela já havia demonstrado facilidade em ser o centro da atenção, não somente, agora tudo parecia um grande blefe para se aproximar da professora, certamente tudo não passava de uma mentira. Se a denunciasse, talvez tudo virasse contra a professora, a aluna parecia convincente demais e não se surpreendia por cursar teatro. God damn. Mas aquilo não ficaria assim, levantou-se logo após Sooyeon atravessar a porta do estabelecimento provavelmente prevendo o próximo passo de Ada, a garota era tão inteligente que sabia exatamente como guiar aquela situação e mais uma vez, Ada se encontrava em uma teia de aranha.
— Ok, garotinha. Você se acha muito esperta, não é? Me envia mensagens privadas, toma atitudes extremas para se aproximar de mim. O que você quer? Um atestado de homossexualidade para que eu seja expulsa da universidade? Queimar a porra da minha integridade ficando com uma menininha abusada como você? —
Ada discretamente segurou a mulher pela cintura, ainda que mais velha, era quase vinte centímetros mais baixa e num ato desesperado para impor respeito, pressionou-a contra a parede, olhando para os lados desconfiada.
— Quanto te pagaram pra foder a minha vida, Sooyeon? Me fala. Eu pago o dobro pra você calar a boca e me ignorar. Pago mensalmente só pra não olhar pra tua cara. O que você sabe? O que te disseram? Me diz quem te deu meu número. —
Ada respirou fundo quando as palavras eram rispidamente sussurradas, ela sabia que performar e ser sócia de uma casa no subúrbio onde drogas eram deliberadamente usufruídas poderiam ocasionalmente destruir toda sua carreira profissional, só não sabia que isso ocorreria através de uma das alunas.
Certamente a reação da professora estava longe do esperado por Sogi, mas a surpresa pela voracidade das ações aparentemente desesperadas de Ada foi perfeitamente disfarçada; sua vida dedicada ao teatro não valeria de nada se agora, em uma situação tão delicada, não servisse como vantagem. A confusão sobre as acusações, entretanto, estava clara nos olhos cerrados. O contato físico teria lhe deixado totalmente desconcertada se a mais velha não tivesse ali despejado mais gasolina em cima de seu interesse em tudo o que a cercava.
Apesar do quão errado foi usar de sua atuação para pedir o número de Ada a uma professora, usando a desculpa mais obvia ao contar sobre o fatídico dia de seu colapso, ainda assim não havia nada mais além do que o desejo por descobri-la mais do que professora. Era uma mulher encantadora e pelos seus modos sabia que Ada tinha plena consciência disso.
-Te expulsar? Me pagar?
Dessa vez a explosiva era Sooyeon. As acusações eram apenas muito confusas e injustas para ela. Foi bruta ao tentar escapar das mãos firmes que a travavam contra a parede da cozinha, como se o perfume não lutasse em fazê-la fraca.
-What the fuck you’re talking about?-seu próprio temperamento havia ido por água abaixo, mal conseguia formular frases em coreano.
Analisando rapidamente a mulher diferente da professora que via quase todos os dias, sabia que não se libertaria dali facilmente. Não entendia o que tanto havia feito para receber uma reação daquelas. Ada pensava ser uma stalker com más intenções? Realmente não imaginava motivos plausíveis para tanta comoção.
-Claramente seu maior problema não é sexualidade, Ada. Tem medo de que? O que uma aluna interessada na porra da sua existência pode descobrir de tão ruim?
Sogi já não era a melhor em termos de respeito de Laforet. Sua criação fora do país automaticamente a transformava em leiga sobre os costumes, mas não era como se Ada parecesse ligar muito para respeito naquele instante. Não havia espaço para conveniências.
Ada voltou a passar as mãos nos próprios cabelos, precisou dar as costas para a aluna e olhar para a rua apenas para certificar-se de quê não estava louca e que muito provavelmente suas reações estavam exaltadas por conta de uma sexta a noite regada a cocaína. Okay... Calm... Down.... She knows nothing, you’re just overreacted.
— Fine. — Era evidente que toda aquela explosão era recorrente do uso da droga; estava há muitos meses sem substâncias ilícitas rodando pelo organismo e na primeira oportunidade, justo em uma sexta-feira santa, o peso na consciência e o medo bateram muito mais forte que as sensações de felicidade atenuadas. Naquele breve momento, voltando a encarar a aluna, decidiu confiar em seu desentendimento apesar de continuar achando-a extremamente abusada.
Utilizando o verso do papel alcançado, Ada deslizou os dedos no bolso traseiro da calça da atendente, com um olhar fixo e vigilante ao dela, retirou dali a caneta para anotar o endereço de seu apartamento e prevalecida de sua idade e cargo universitário, lambeu o papel para grudá-lo em sua testa.
— Você tem trinta minutos pra chegar nesse endereço, aí conversamos sobre a minha sexualidade. —
Disse firme, tampando mais uma vez a caneta e prendendo-a entre os dentes de Sooyeon. Abandonou a garota ali contra a parede, mas não antes de retirar do bolso uma nota de 10000W deixando em cima do balcão.
— See you. —

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A estudante reprimia o sorriso desafiador, não queria passar a impressão de ser, de fato, abusada. Não era hora de revelar tanto de sua personalidade, tampouco puxar o temperamento de Ada, o que não conhecia.
-…a senhorita sabe como é famosa entre as garotas de Laforet?- evitou a olhar por um momento, o sorriso logo refletiria nos pequenos olhos e não, a professora não precisava ver aquilo entregar suas intenções por trás do discurso.
Ainda que estivessem no ambiente de trabalho de Sogi, longe das paredes com ouvidos na universidade, acreditava que o questionamento era completamente invasivo. Não estava ali para discutir sobre sua sexualidade, tampouco com uma aluna que mal conhecia para ser tão aberta.
— Hm… Talvez eu saiba… Mas acredito que é normal criarmos uma admiração maior por professores, principalmente na minha área.. Afinal.. Eu estou sempre em contato com meus alunos, e o toque cria essa sensação de aproximação, principalmente quando você é jovem e está buscando a todo tempo por essas sensações que… Queimam. —
A professora tentou indicar na fala que não estava disponível para se relacionar com alunas, muito menos uma menina tão invasiva e abusada como Sooyeon.
— Pra você chegar tão displicente e me falar isso… É porquê se encontra nessa lista, não? Estou errada, senhorita Sooyeon? —
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Nunca seria fácil acabar com a graça que Sooyeon via em investir tempo e força de vontade na professora que há muito tempo chamava sua atenção. Nem mesmo em seu trabalho, as duas da manhã, com os pulsos cheirando a café de tanto tempo e tantos clientes servidos, o sorriso a abandonava.
-Depende…eu pareço me interessar por homens, professora?
Agora tudo estava mais calmo, Ada a sua única presente na cafeteria, os colegas pouco se importavam se sua conduta era duvidosa para com um cliente, muito menos quando esta era sua professora. Tão abusada quanto como havia começado a conversa, havia tomado a iniciativa se se sentar ao oposto da mulher.
-É obvio que me encontro no seu fan club, mas ao contrário de todo o resto, prefiro ser direta.
Calculava muito bem cada movimento. Considerava apenas muito idiota não dizer ou fazer o que desejava, apesar de respeitar o espaço físico da mais velha. Tão suave quanto a forma que se sentava, usou o pequeno bloquinho de pedidos para anotar um conjunto de números que sabia, Ada reconheceria, talvez, de imediato. Ao arrastá-lo ao longo da mesa para entrega-lo, se levantava a espera de uma reação qualquer.
Com um revirar de olhos sendo abandonado por um sorriso debochadamente certeiro, Ada cruzou as pernas aproveitando o último gole morno do chá que, até o momento, apreciava. Ao voltar a xícara para o pires observou silenciosamente a aluna ocupar a cadeira em sua frente, sem nem mesmo pedir licença.
— Você parece se interessar por pessoas muito difíceis de serem conquistadas, miss. —
A invasão de espaço irritou completamente a professora e vê-la abusar de sua paciência ao escrever qualquer merda em um papel a fez bufar tendo como única opção rir de toda aquela situação, raspando as unhas compridas nos cabelos na tentativa de não se tornar explosiva no ambiente de trabalho de Sooyeon, o sorriso que se abria era totalmente falso para disfarçar o constrangimento ao ler o número no papel.
— Com quem você conseguiu isso, Sooyeon? — O constrangimento havia se transformado e dissipado em muitos sentimentos. Quem seria tão estúpido ao invadir a privacidade de uma professora conseguindo seu número pessoal para importuná-la através de mensagens? Quem seria tão tolo ao pensar que não seria denunciada para o conselho estudantil ao importunar uma professora fora de seu trabalho? Sabia que Sooyeon era uma ótima atriz, ela já havia demonstrado facilidade em ser o centro da atenção, não somente, agora tudo parecia um grande blefe para se aproximar da professora, certamente tudo não passava de uma mentira. Se a denunciasse, talvez tudo virasse contra a professora, a aluna parecia convincente demais e não se surpreendia por cursar teatro. God damn. Mas aquilo não ficaria assim, levantou-se logo após Sooyeon atravessar a porta do estabelecimento provavelmente prevendo o próximo passo de Ada, a garota era tão inteligente que sabia exatamente como guiar aquela situação e mais uma vez, Ada se encontrava em uma teia de aranha.
— Ok, garotinha. Você se acha muito esperta, não é? Me envia mensagens privadas, toma atitudes extremas para se aproximar de mim. O que você quer? Um atestado de homossexualidade para que eu seja expulsa da universidade? Queimar a porra da minha integridade ficando com uma menininha abusada como você? —
Ada discretamente segurou a mulher pela cintura, ainda que mais velha, era quase vinte centímetros mais baixa e num ato desesperado para impor respeito, pressionou-a contra a parede, olhando para os lados desconfiada.
— Quanto te pagaram pra foder a minha vida, Sooyeon? Me fala. Eu pago o dobro pra você calar a boca e me ignorar. Pago mensalmente só pra não olhar pra tua cara. O que você sabe? O que te disseram? Me diz quem te deu meu número. —
Ada respirou fundo quando as palavras eram rispidamente sussurradas, ela sabia que performar e ser sócia de uma casa no subúrbio onde drogas eram deliberadamente usufruídas poderiam ocasionalmente destruir toda sua carreira profissional, só não sabia que isso ocorreria através de uma das alunas.
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|W: @lua-adaono|
-Me perdoe por perguntar algo tão…invasivo, talvez? Mas…
A estudante reprimia o sorriso desafiador, não queria passar a impressão de ser, de fato, abusada. Não era hora de revelar tanto de sua personalidade, tampouco puxar o temperamento de Ada, o que não conhecia.
-…a senhorita sabe como é famosa entre as garotas de Laforet?- evitou a olhar por um momento, o sorriso logo refletiria nos pequenos olhos e não, a professora não precisava ver aquilo entregar suas intenções por trás do discurso.
Ainda que estivessem no ambiente de trabalho de Sogi, longe das paredes com ouvidos na universidade, acreditava que o questionamento era completamente invasivo. Não estava ali para discutir sobre sua sexualidade, tampouco com uma aluna que mal conhecia para ser tão aberta.
— Hm... Talvez eu saiba... Mas acredito que é normal criarmos uma admiração maior por professores, principalmente na minha área.. Afinal.. Eu estou sempre em contato com meus alunos, e o toque cria essa sensação de aproximação, principalmente quando você é jovem e está buscando a todo tempo por essas sensações que... Queimam. —
A professora tentou indicar na fala que não estava disponível para se relacionar com alunas, muito menos uma menina tão invasiva e abusada como Sooyeon.
— Pra você chegar tão displicente e me falar isso... É porquê se encontra nessa lista, não? Estou errada, senhorita Sooyeon? —
Não queria criar um clima tenso, tampouco facilitar a situação para a estudante; optou por igualmente deixá-la desconfortável com um questionamento, mesmo não sendo ela sentada em uma cadeira tentando tranquilizar-se com uma xícara de chá.
END AGAIN - Photo by mugung
25, 28, 98, 96.
25: What’s on your mind? O pão integral que minha mãe prometeu cozinhar amanhã a noite!
28: Next time you will kiss someone on the lips? Hm.... Eu adoraria. Faz muito tempo que não faço isso.
29: Who are you texting? Eu estava falando com o técnico que virá segunda consertar o aquecedor.
96: Have you ever kissed anyone with a lip ring? Yeah! E foi ótimo.
98: Everybody has somebody that makes them happy, do you? Tenho duas amigas-irmãs que me acompanham sempre.
Não! Não lhe mandei bilhetes. Isso é muito infantil para mim, apesar de estar aqui como umx adolescente dizendo o quanto te acho fascinante por número desconhecido. Não é novidade que tens muito admiradores, não sou um ponto alegórico nesta universidade. Talvez, apenas talvez, algo em mim também chegue a te fascinar um dia dessa mesma forma. Existem alunos e alunos. Espero esbarrar por você mais vezes. Os corredores são gigantescos e, para o meu azar, meu curso um pouco distante de ti.
[ Mensagem privada — ler / ignorar. ]
Na minha visão, não seria infantil enviar bilhetes.. Eu acho uma atitude fofa! Eu não posso concordar nem discordar quanto ao número de admiradores que tenho, mas nenhum chegou ao ponto de me enviar mensagens anônimas, you know. Espero que me fascine tanto quanto me fascina pela atitude de conseguir meu telefone privado... Seja lá quem tenha te dado.
Esbarre em mim fisicamente, assim eu posso te reconhecer. Hm?

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keltz-e:
1: Is there a boy/girl in your life? 2: Think of the last person who hurt you; do you forgive them? 3: What do you think of when you hear the word “meow?” 4: What’s something you really want right now? 5: Are you afraid of falling in love? 6: Do you like the beach? 7: Have you ever slept on a couch with someone else? 8: What’s the background on your cell? 9: Name the last four beds you were sat on? 10: Do you like your phone? 11: Honestly, are things going the way you planned? 12: Who was the last person whose phone number you added to your contacts? 13: Would you rather have a poodle or a Rottweiler? 14: Which hurts the most, physical or emotional pain? 15: Would you rather visit a zoo or an art museum? 16: Are you tired? 17: How long have you known your 1st phone contact? 18: Are they a relative? 19: Would you ever consider getting back together with any of your exes? 20: When did you last talk to the last person you shared a kiss with? 21: If you knew you had the right person, would you marry them today? 22: Would you kiss the last person you kissed again? 23: How many bracelets do you have on your wrists right now? 24: Is there a certain quote you live by? 25: What’s on your mind? 26: Do you have any tattoos? 27: What is your favorite color? 28: Next time you will kiss someone on the lips? 29: Who are you texting? 30: Think to the last person you kissed, have you ever kissed them on a couch? 31: Have you ever had the feeling something bad was going to happen and you were right? 32: Do you have a friend of the opposite sex you can talk to? 33: Do you think anyone has feelings for you? 34: Has anyone ever told you you have pretty eyes? 35: Say the last person you kissed was kissing someone right in front of you? 36: Were you single on Valentines Day? 37: Are you friends with the last person you kissed? 38: What do your friends call you? 39: Has anyone upset you in the last week? 40: Have you ever cried over a text? 41: Where’s your last bruise located? 42: What is it from? 43: Last time you wanted to be away from somewhere really bad? 44: Who was the last person you were on the phone with? 45: Do you have a favourite pair of shoes? 46: Do you wear hats if your having a bad hair day? 47: Would you ever go bald if it was the style? 48: Do you make supper for your family? 49: Does your bedroom have a door? 50: Top 3 web-pages? 51: Do you know anyone who hates shopping? 52: Does anything on your body hurt? 53: Are goodbyes hard for you? 54: What was the last beverage you spilled on yourself? 55: How is your hair? 56: What do you usually do first in the morning? 57: Do you think two people can last forever? 58: Think back to January 2007, were you single? 59: Green or purple grapes? 60: When’s the next time you will give someone a BIG hug? 61: Do you wish you were somewhere else right now? 62: When will be the next time you text someone? 63: Where will you be 5 hours from now? 64: What were you doing at 8 this morning. 65: This time last year, can you remember who you liked? 66: Is there one person in your life that can always make you smile? 67: Did you kiss or hug anyone today? 68: What was your last thought before you went to bed last night? 69: Have you ever tried your hardest and then gotten disappointed in the end? 70: How many windows are open on your computer? 71: How many fingers do you have? 72: What is your ringtone? 73: How old will you be in 5 months? 74: Where is your Mum right now? 75: Why aren’t you with the person you were first in love with or almost in love? 76: Have you held hands with somebody in the past three days? 77: Are you friends with the people you were friends with two years ago? 78: Do you remember who you had a crush on in year 7? 79: Is there anyone you know with the name Mike? 80: Have you ever fallen asleep in someones arms? 81: How many people have you liked in the past three months? 82: Has anyone seen you in your underwear in the last 3 days? 83: Will you talk to the person you like tonight? 84: You’re drunk and yelling at hot guys/girls out of your car window, you’re with? 85: If your BF/GF was into drugs would you care? 86: What was the most eventful thing that happened last time you went to see a movie? 87: Who was your last received call from? 88: If someone gave you $1,000 to burn a butterfly over a candle, would you? 89: What is something you wish you had more of? 90: Have you ever trusted someone too much? 91: Do you sleep with your window open? 92: Do you get along with girls? 93: Are you keeping a secret from someone who needs to know the truth? 94: Does sex mean love? 95: You’re locked in a room with the last person you kissed, is that a problem? 96: Have you ever kissed anyone with a lip ring? 97: Did you sleep alone this week? 98: Everybody has somebody that makes them happy, do you? 99: Do you believe in love at first sight? 100: Who was the last person that you pinky promise?