Lorenzo “Enzo” Keltz. 19 anos. Ex-gryffindor. Half-Blood.
“Changes. We don’t like them. We fear. However, we cannot avoid them. Or in which we adapt to the changes, or we are left behind. Growth is painful. Any one who tells you that is lying. But here is the truth: sometimes, the more things change, the more they remain the same. And sometimes, oh, sometimes change is good. Sometimes change is everything.”
Em uma pequena cidade ao norte da Inglaterra, um encontro fora destinado há alguns anos. Algo totalmente inesperado, mas que foi capaz de unir Evellyn Alonso, uma bruxa sangue-puro, e William Keltz, um trouxa, em apenas uma pequena troca de olhar e poucas palavras. A garota estava indo ao encontro de seu futuro noivo, ao qual não conhecia, devido a mania de purismo de seus pais: “Você tem que manter a linhagem, ele vai ser bom para você”; era isso que sempre diziam quando a menina questionava-os sobre o assunto, e sempre acabavam colocando um fim na abordagem do tema. E foi naquela tarde de quinta-feira, do mês de agosto, que o destino lhe pregou uma peça, colocando o irritante William em seu caminho, ao qual a pegou totalmente desprevenida enquanto passava pela pracinha da cidade e ele lhe entregou uma rosa branca. Evellyn ficou surpresa com o gesto, porém aceitou a rosa e continuou seu caminho até o restaurante em que encontraria seu futuro marido. Conhecia John apenas por algumas fotos e jamais imaginou que ele faria aquela cara de desprezo quando notasse a rosa em suas mãos, e que começaria a gritar, alegando que ela não o respeitava nem antes de casar, e dizendo que terminaria tudo. Ambos acabaram discutindo antes mesmo de terem uma conversa formal. Alonso deixou o restaurante, minutos depois, irritada e sentindo-se extremamente ofendida.
Evellyn não se importou de imediato com o término do noivado, apenas um tempo depois percebeu que perdera a única oportunidade de sua família de continuar a linhagem de sangues-puros. Não havia recebido nenhuma outra proposta de casamento, já estava ficando com certa idade, e tinha plena consciência que se demorasse muito, sua linhagem terminaria ali, afinal era a única herdeira da família Alonso. A menina então seguiu para a praça, onde sentou-se afastada das pessoas, e só percebeu que estava chorando minutos depois, quando o mesmo garoto que lhe dera a rosa, sentou-se ao seu lado.
O jovem entregou-lhe outra rosa. Evellyn abriu um sorriso quando ele começou a contar piadas e a conversar com ela, mesmo ela não o respondendo de início. O fim de tarde passou tão rápido, e quando já estava quase anoitecendo, ambos prometeram que voltariam no próximo dia, na mesma hora. E aquela rotina seguiu até o final do ano. A paixão veio avassaladora e em meio disso, segredos foram trocados, entre eles, Evellyn também revelou a William sobre o mundo bruxo. O Keltz não se importou muito, apenas lhe importava aquela mulher, a qual tinha certeza que era seu grande amor.
Foi na noite em que antecedeu o natal, que o casal decidiu ir ao cartório da cidade e unir seus votos em matrimônio, chamando apenas família do rapaz: pai, mãe e irmão. Uma vez que sabiam que a família Alonso era contra casamentos entre sangue-puro e um trouxa. Assim, após o casamento, a família de Evellyn foi avisada e não gostaram nada de saber que a garota havia se casado com um trouxa e dessa forma exigiram o divórcio, alegando que se o casal não aceitasse, haveria até mesmo morte.
Como a menina não cedeu a chantagem, ela e William tiveram que deixar a cidade, e mudaram-se para o sudeste da Inglaterra, onde recomeçaram do zero. Possuíam apenas algumas economias, mas aquilo daria sim para reconstruirem uma vida ali, assim deixaram a vida antiga no passado, para viverem o presente e construírem o futuro juntos. Alugaram uma casa assim que chegaram. O emprego não fora difícil de conseguir, era uma cidade pequena, onde todos conheciam todos, e após três anos trabalhando e batalhando, eles começaram a juntar as economias. Neste mesmo período Evellyn descobriu que estava grávida. Assim, após nove meses nasceu o primeiro herdeiro dos Keltz, Adam.
Não demorou nem mesmo dois anos para o segundo herdeiro nascer. Após algumas complicações durante a gravidez e um longo trabalho de parto, Lorenzo veio ao mundo num momento de extrema alegria para o casal. Era um bebê bem esperto para sua idade e muito alegre, vivia rindo a cada gracinha feita pelo irmão mais velho. Sempre muito curioso, o menino foi crescendo em meio desse amor, e se tornando uma criança maravilhosa, que cativava a todos.
Foi numa tarde de sábado nublada, quando estavam indo comemorar o aniversário de nove anos de Adam, que tudo aconteceu. Faltavam alguns minutos para chegarem ao local, não havia nenhum carro na rua, apenas o da família. Não souberam distinguir em que momento a tempestade negra apareceu e começou a rodear o carro do casal. Evellyn e William sabiam exatamente o que era, deveriam ter esperado por isso, os pais da mulher haviam avisado. Olhou para o marido no mesmo instante e depois para trás pedindo para os meninos terem calma. Após o pedido da mulher, houve a primeira explosão. Enzo apenas segurou a mão do irmão, ouviu o grito do mais velho, e depois disso não escutou e nem viu mais nada. O garoto fora o único sobrevivente.
Lorenzo acordou um mês depois em uma cama de hospital, e se desesperou ao perceber que não enxergava mais nada. Apenas ouvia e ouvia vozes ao seu redor e ao invés de gritar ficou ali parado, apenas ouvindo os barulhos do “bip, bip”. Não tardou para uma enfermeira entrar em seu quarto e lhe explicar tudo, e contar que seus pais e seu irmão estavam mortos. A causa do acidente? “O motorista perdeu o controle do carro”, foi o que lhe disseram. A visão? Havia perdido.
Quando saiu do hospital, o garoto foi morar na casa de seu tio, Michael Keltz, único parente próximo e vivo que o menino conhecia. Foi um tremendo choque para o homem ao descobrir a morte de seu irmão e desta forma prometeu que cuidaria de Enzo com todo o amor e carinho que tinha pelo irmão, principalmente ao descobrir que o garoto estava completamente cego.
Seu tio fez questão de adaptar a casa a favor de Enzo, para que ele se sentisse bem e não precisasse dele sempre por perto. Gastou suas poucas economias e logo Lorenzo pôde circular pela casa sem nenhum problema, é claro que em alguns momentos ainda esbarrava em alguns móveis. O menino também teve que aprender a escrever e ler em braile, o que não foi tão complicado como imaginou que seria.
Em uma tarde de quinta-feira, quando tinha quase nove anos, Enzo percebeu que algo estava errado. Jurava que havia deixado sua bengala ao lado do sofá, e quando foi pegar não achou, mas assim que pensou nela, como num passe de mágica a bengala voou em sua mão, literalmente. O menino achou aquilo estranho, talvez alguma brincadeira de seu tio, mas não era, tinha sido real, o homem não estava por perto.
Em seu décimo primeiro aniversário, Minerva os visitou para lhes informar sobre a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Conversou com Mike e Enzo, explicando a ambos que o menino era um bruxo, e que tinha uma vaga na escola desde o momento em que nasceu. Lorenzo ficou surpreso com isso, nunca ouvira falar nesse outro mundo, nem mesmo sabia que isso existia e questionou a professora quem da família dele era. Minerva, porém lhe explicou que não precisava ser um parente próximo, bastava ter pelo menos uma ocorrência dessas na família, mas no caso dele, era sua mãe. Enzo ficou surpreso e questionou cada vez mais a professora sobre a escola e McGonagall continuou explicando e respondendo a todas as dúvidas dele. Contudo Enzo ficou receoso quanto ir para à Escola, uma vez que era cego e não sabia nada deste mundo, o que faria naquele colégio? Entretanto seu tio Mike interviu, e falou para o menino ir, dizendo que seria bom pra ele entrar num colégio, conhecer pessoas e até mesmo fazer amigos, pois estudando em casa ele ficava muito reservado. Além de dizer para o jovem não ter vergonha da cegueira, que era algo extraordinário dele, e que ele se adaptaria bem o colégio. Minerva também concordou, avisando que daria a ele todo o suporte e se necessário, até mesmo um gato guia, o que o menino acabou rindo, e depois de pensar um pouco aceitou ir para à escola.
O menino não fazia ideia de como produzir magia alguma, e quando seu tio o deixou entre as plataformas nove e dez, ambos deram um abraço, seria a primeira vez que Enzo teria que se virar sozinho. Ao atravessar a barreira conseguiu ouvir o barulho do trem, a quantidade de pessoas que estavam à sua volta. Caminhou com cuidado por entre a multidão e depois de muito perguntar achou alguém que lhe ajudasse e que o levasse até o vagão, onde passaria o resto da viagem.
Selecionado para a Gryffindor, o menino não demorou muito para se ajeitar ali na escola. Claro que teve que pedir ajuda em alguns momentos, até mesmo na hora da seleção, mas como sempre algumas pessoas o ajudaram. Não ficou para trás na zoação dos Slytherin, mas como aprendeu logo no início, ignorou. Foram vários os obstáculos para chegar até ali, mas encarou tudo de cabeça erguida. Seus anos em Hogwarts foram de acordo com suas expectativas e Enzo realmente se adaptou a sua nova casa.
O jovem se adaptou tanto com a escola, que quando se formou, demorou para cair a ficha de que não iria mais passar boa parte de seu tempo no castelo. Levou um bom tempo para que ele acreditasse que voltaria a passar quase quase todos o tempo na casa de seu tio, Michael. Não que ele estivesse reclamando, de longe estava, mas o homem tinha começado uma nova família e Enzo por mais que gostasse de Natasha, sua nova tia, ele sentia como se ele tivesse interferindo na relação dos dois.
Era por isso que estava se dedicando tanto nos estudos de sua futura profissão. Tinha escolhido História da Magia porque sentia-se bem com aquela matéria e sabia que conseguiria lecionar sobre aquilo. Sempre fora um bom professor, muitos de seus amigos pediam ajuda nas matérias quando estavam em Hogwarts e o jovem sempre explicou para eles muito bem. Além disso, Enzo esperava que um dia pudesse mostrar a arte de amar essa matéria para seus futuros alunos, já que eram poucos os que gostavam dela, por isso faria o seu melhor para entender e passar tudo o que aprenderia ali, mas de uma forma muito melhor e mais dinâmica.
Enzo ainda tem pesadelos com o acidente de carro que matou sua família e isso acaba fazendo com que ele acorde no meio da noite assustado e suando frio. Na maioria das vezes tenta esconder o fato de que sente falta da família, já que não quer ser alvo de muitas preocupações. Em alguns momentos também se pega questionando se algumas coisas teriam sido diferentes se seu irmão e seus pais tivessem sobrevivido, o que o faz imaginar momentos que nunca vão acontecer.
Keltz é o maior fã de quadribol e como não pode assistir aos jogos, fica apenas na expectativa do locutor. Enzo torce acirradamente para o time Puddlemere United, assim como sua noiva, Helena Salesbury. O Keltz sempre tenta acompanhar os jogos da melhor forma possível e se diverte muito nesses momentos.
Tem um gato-guia chamado Moon, que vive com o garoto para cima e para baixo. O gato mais atrapalha do que ajuda, além de ser um pouco arrisco e extremamente folgado. Mas é uma ótima companhia para o jovem quando ele está sozinho e precisando de algo, Moon sempre esteve disposto quando Enzo mais precisa e mesmo que perca a paciência em alguns momentos, ele sempre acaba perdoando o bichano.
Local de Nascimento: Dartford, Kent, England, UK.
Pais: William Keltz e Evellyn Keltz (née Alonso).
Tios: Michael Keltz e Natasha Keltz (née Schmidt).
Primo: Christopher Keltz.
Enzo é estudante de História da Magia Seu FC é Grant Gustin e sua player a Bea.