Sob ordens diretas do comando da ASTRA, declara-se que PHILLIP LOVE, natural de NOVA YORK, atualmente atuando como ENFERMEIRO, compromete-se a servir à FERALIS PACK enquanto permanecer no território sob domínio dos HUMANO Aos 29 ANOS anos, aparentando 29 ANOS, jura manter sigilo absoluto e lealdade à liderança que o acolhe. Conhecido por CABEÇA QUENTE e PETULANTE, mas dotado de CARINHOSO e BOM OUVINTE, desempenha suas funções como ASSOCIADO, sob a confiança que lhe foi concedida.
ABOUT HIM:
Não se tem muito o que fazer quando se cresce em meio a toda cultura do mundo sobrenatural. Vindo de uma família rica, tudo que os Love queriam era apagar isso. Afinal, de "love", a família não tinha nada. Eram ricos, e o nascimento dele veio de um caso da mãe que foi obrigada a estar naquele casamento.
Após todas as revelações, Phillip, decidiu dizer ao pai que ele era fruto de um caso da mãe, e como resultado o pai o expulsou de casa. Deixando sua mãe sozinha lá para a fúria do marido que não poderia se separar por conta das aparências, afinal, estava almejando um cargo no Senado e para os olhos de todos Phillip apenas estava viajando o tempo inteiro e nunca se encontrava em casa para dar entrevistas ou participar dos negócios.
Indo morar com seu pai verdadeiro, entendeu que nem todas as famílias eram mesquinhas e individualistas. Pelo contrário, o pai era extremamente amoroso, e vindo de uma família que por anos servia a matilha, o segredo foi passado de pai para filho. Ele aprendeu tudo que poderia com o mesmo, e seu pai sempre ensinou que independente disso ele poderia ser o que quiser. Só que a ideia de comunidade e proteção que os lobos possuíam era tudo que Phillip sempre quis. Todo o contrário do que seu "padrasto" havia passado para ele em seu começo de vida.
Ele se tornou enfermeiro trabalhando em horários absurdos, mas sempre querendo cuidar dos outros e seguir a carreira do seu pai atual.
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Encontrar alguém naquele mar de gente desesperada era quase impossível. O ar estava pesado, carregado de medo alheio, de vozes que se atropelavam. Ele praguejou em voz baixa quando um humano, cego pelo próprio pavor, esbarrarou nele sem sequer olhar para trás. Um bando de inúteis, pensou. Queria sair dali, mas algo nele insistia em procurar— um rosto específico, uma presença que o corpo reconheceria antes mesmo do olhar. Vasculhou o salão, desviando dos restos de taças quebradas, dos perfumes que se misturavam ao cheiro de fumaça, e foi então que o viu. Não era quem esperava, e justamente por isso parou. Foi até o @lovephillix com passos rápidos, e estendeu a mão, tocando-lhe o braço para chamar sua atenção. ❝ O que você está fazendo aqui? ❞ disse, e a voz saiu mais firme do que queria, embora o que o movesse fosse preocupação, não irritação. ❝ Você veio com seu p... digo... com o Sr. Love? Eu não o vi na festa... ❞
Afastando-se de forma assustada os olhos de Phill se abriram espantados, e depois da surpresa foi como um soco dado em seu estômago. Kai aparecendo ali, como se ele se importasse com ele. Droga, mordeu a própria bochecha ao pensar no alívio que era vê-lo ali, e se concentrou no vazio que o sentimento de saber que ele estava ali e bem trouxe. "Não encosta em mim." Falou de maneira mais bruta primeiro e depois respirou fundo. "Por favor." Ele parecia o mesmo, e agora ele entendia o porquê. O que não deveria ser possível assim como todos ali, agora era real. "Não existe mais Sr. Love, ou melhor, eu sou o Sr. Love." O sobrenome agora pesava. Havia mudado para o sobrenome do pai não havia muito tempo, mas agora parecia vazio. "Meu pai morreu, aposto que não sabe nada sobre isso. Você é o que? Vampiro? Bruxo? Lobo de outra alcateia? Claro, além de mentiroso. Pensar que eu ainda confiei em você." Sentia-se um idiota, e sabia que não deveria estar falando assim com alguém importante, mas a raiva de tudo estava o consumindo. "Estou ainda aqui para ver se alguém vai precisar da minha ajuda."
"claro, por que não estaria?" não estava. estava dialogando consigo mesma, com a mente perturbada, acidentalmente em voz alta. Informações desconexas chegavam para ela e victoire tentava assimilar, como podia, quando podia, mantendo o sorriso elegante de quem fazia parte da festa, mesmo não se sentindo inclusa no que ocorria ali. ainda assim, o homem a respondera, de certa forma, e ela quis parecer educada rendendo uma conversa, também era um jeito de se mesclar ao ambiente. "perguntei o que está achando da festa... o banquete está fantástico."
Tentou soar amigável, como havia dito que faria, embora não gostasse nem um pouco da presença de todas as espécies se misturando em um mesmo ambiente. se sentia receosa, como se algo lhe dissesse que aquilo poderia desencadear em um belo banho de sangue no qual vic não gostaria de estar presente, mas estava. "tive um problema com o meu vestido na parte das costas e tive que concerta-lo com barbante da cozinha, pode checar se continua firme? uns dois nós deve bastar, além do mais, não estou avistando ninguém a quem poderia pedir favores... ainda."
"Você quer que eu...veja a parte de trás de seu vestido?" Ele achou que só poderia estar vendo uma alucinação. Em que universo alguém tão belo apareceria na sua frente com esse tipo de dúvida. Será que ela notou que ele era alguém confiável? Que não acabaria arrancando o pescoço dela por engano? Ou ela era uma dessas pessoas e estava jogando para colocá-lo a sua mercê, bem, ele cairia se fosse esse caso. Se colocou atrás dela respirando fundo deixando o perfume o surpreender. "Com licença." Olhou como estava ali o vestido, e acabou se aproximando entendendo o problema.
Algo que ele sabia e conseguia fazer. Que o deixou relaxado. Ele era bom com costura. Costurava pessoas o tempo inteiro. Um nó em um vestido era algo que ele poderia fazer de olhos fechados. Com delicadeza para tentar não roçar tanto os dedos na pele exposta das costas. "Acho que agora está bom. Se quiser posso pegar o celular e tirar uma foto para te mostrar como ficou, mas sou conhecido por fazer suturas ficarem quase invisíveis, então ficou bem discreto." Anunciou com um sorriso triunfante. Dentro das pessoas ali ele não tinha a melhor das habilidades, mas naquele momento veio a calhar. "Phillip, alias. A seu dispor, e sou enfermeiro, por isso a habilidade com a costura. Não sou um psicopata que corta e costura as pessoas se é isso que você pode estar pensando." Ele acabava se atrapalhando quando ficava nervoso, e foi aquele o caso.
Bjorn estreitou os olhos por um segundo, avaliando a reação do outro. E se divertindo com ela, verdade seja dita. ━━ Por que parece tão tenso? ━━ Questionou, em absoluta calmaria, inclinando a cabeça levemente para o lado. ━━ Está realmente com medo de morrer? Fez algo para merecer esse destino? ━━ Perguntou em seguida, seu tom propositalmente mais baixo e sombrio. ━━ Mas sim, existem criaturas capazes de saber sobre o futuro. Mas não sou uma delas, apenas costumo calcular riscos baseados na estupidez das pessoas, basicamente. ━━ Continuou, voltando ao seu tom anterior, com um novo sorriso.
O vampiro arqueou as sobrancelhas em visível interesse com a descoberta da profissão do outro, impressionado com a dedicação à esta que ele demonstrava. ━━ Infelizmente, meu caro, a imprevisibilidade da vida é algo que estamos fadados a lidar. ━━ Suspirou pesadamente, de maneira teatral. ━━ Nem mesmo aqueles que têm clarividência conseguem ver tudo. O futuro está sempre mudando.
Se pegou pensando se mesmo alguém capaz de prever o futuro estava fadado a ser frustrado por conta do livre árbitro, então porque gastar o tempo nisso? Sempre imaginou que se tivesse poderes como se transformar em um lobo, poder ter habilidades bruxas ou vampirescas, seria uma pessoa diferente. Que faria a diferença, mas vendo como todos esses apenas gastam dinheiro e ficam celebrando festas enquanto milhares de pessoas estavam morrendo todos os dias. É, talvez fosse melhor continuar humano tentando salvar o máximo de vidas possível ao invés de apenas aceitar que uma vida pode ser apenas um piscar. "Eu sou tenso. Sabe, quando você é a espécie inferior, em um evento como esse é difícil não ficar sempre olhando para a própria sombra."
"Mas o que legítima a clarividência? Eu poderia prever que você vai tropeçar ou se engasgar daqui a cinco minutos, mas você pode olhar para baixo e amarrar o cadarço, pois alguém decidiu te avisar ou acabar passando por acidente uma taça de champagne e te dar vontade de beber? As pessoas mudam de ideia o tempo inteiro. Deve ser enlouquecedor." Se funcionasse como ele imaginava...Todas aquelas possibilidades o tempo inteiro. Ele enlouqueceria. "Se está calculando o risco pela estupidez humana creio que nunca vai parar de contar. Alguém já lhe avisou que as pessoas são muito burras e propensas a cometer erros? Principalmente acuadas ou apaixonadas. Diga-me como você conserta qualquer um dos dois?"
ᅟ ︎── É a intenção, ridicularizar nossa classe. ─ Deu de ombros, uma mania antiga. ─ Não se preocupa bem, aposto que daqui uma hora, uma e meia, todo mundo aqui se cansa e a gente vai ficar livre pra ir embora. ─ Emília conseguia sentir o cheiro das emoções de Phillip, e não podia resistir em assegurar que tudo ficaria bem. Por mais que ela própria estivesse estranhando toda aquela calmaria, ela jamais preocuparia o amigo sem motivo. ─ Quer beber o quê? Um gin com suco de laranja?
Abraçou o homem pelo ombro e o conduziu para longe das multidões mais aglomeradas, ainda assim o bar não estava exatamente vazio. Aproveitou o momento onde ele pensava no que queria beber para reparar em seu figurino da noite, Phillip já é um homem lindo aos olhos de Vega, e com essas roupas até ficou parecendo da realeza mesmo. Se questionou se o amigo gostaria do elogio, e mesmo que achasse que não sua boca já estava comentando com paixão sobre. Tentou pelo menos se atentar ao tom de voz para envergonhar Phill um pouco menos, mas viu algumas cabeças se virarem pra ele mesmo assim.
ᅟ ︎── Mas vem cá, você tá tão bonito hoje! Ficou um charme essa roupa em você, parece até um príncipe. Sério mesmo.
Ele soltou uma risada seca, e quase es engasgou com a própria saliva. Aquilo era novidade. A sensação de ser elogiado era bom, mas Phillip não estava acostumado. Principalmente vindo de alguém tão importante como Vega. Não conseguiu evitar o rubor nas próprias bochechas. "Eu não bebo. Nunca se sabe quando o hospital vai chamar de volta em uma emergência ou se vão precisar de mim. Aceito o suco de laranja, mas sem o gin." Nunca havia se acostumado a beber. Por mais que parecesse estranho um homem da sua idade, mas seu pai sempre o ensinou a estar preparado para cada situação, e para isso precisava ficar atento. Ele não ganharia nenhuma briga contra os demais seres místicos, mas pelo menos estaria sóbrio o suficiente para tentar fugir se algo desse errado.
"Agora você realmente está soando como irmã. Não que eu saiba como é ter uma, mas imagino que seja um pouco assim. Vai dizer que não acha tudo isso aqui sufocante?" Ele mexeu um pouco na própria roupa não acostumado com roupas tão apertadas. Mesmo sendo alfaiataria, ele estava acostumado com roupas confortáveis e jalecos médicos. Isso era demais. "Você também não acha essa calmaria um pouco estranha?"
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Eram eventos daquele nível que Bjorn estava acostumado a frequentar e isso desde os tempos em que era humano. Era nesse tipo de ambiente sobrecarregado de ostentação e futilidade que havia crescido e se criado. E agora criava uma vida dentro de sua sobrevida. A parte temática não era necessariamente de seu agrado, a máscara passava a ser um fardo sobre o rosto, mesmo que ainda fosse uma peça interessante. Ainda assim, optou por mantê-la no rosto enquanto ia entre um e outro, fazendo o mesmo tipo de conversa rasa com um e outro que fazia durante os eventos em sua Casa de Leilões. Era terrivelmente chato, mas bastante efetivo. Alguns humanos, especialmente os fúteis, gostavam de atenção ao ponto de não perceberem que o que o vampiro dava eram apenas migalhas que os atraíram para armadilhas cuidadosamente armadas. De todo jeito, deu uma pausa em sua pequena estratégia para conversar com alguém com quem dispunha algumas semelhanças especiais. ━━ Desamarre essa cara e aproveite a festa. ━━ Não era uma ordem, apenas uma sugestão. ━━ Ninguém vai tentar te matar hoje. Não aqui dentro, pelo menos. ━━ A menos que fosse alguém muito estúpido, completou mentalmente. Então, assim que viu o garçom passando, esticou os dedos para alcançar uma taça que não reteve, mas repassou para sua companhia. ━━ Aqui, beba. Vai te ajudar a relaxar.
"Como você pode ter tanta certeza disso. É um tipo de vidente ou algo assim? Existe alguma criatura capaz de saber sobre o futuro?" Pelo jeito que o outro falava era claro que não fazia parte do grupo dos humanos (como ele), e por isso não sentia dúvida antes de perguntar. Como ele sabia que não era um lobo, pois conhecia a voz de quase todos só poderia pensar que era um bruxo ou vampiro, e geralmente esses tinham muito conhecimentos para saberem responder aquela pergunta.
Phillip ainda era novo naquele mundo, e muitas coisas pareciam extremamente novas e não do tipo empolgante novas, mas do tipo perigosamente novas. "Eu não bebo. Sou enfermeiro. Caso algo de errado ou seja bipado preciso voltar para o hospital. Sabe a garantia de que ninguém vai se machucar é muito imprecisa, só se você realmente tiver esse superpoder, e ai gostaria que pudesse me ajudar a descobrir outras coisas." A piada saiu um pouco nervosa, mas ele gostaria realmente de alguma ajuda para saber sobre o futuro e quem sabe até mais respostas para sua pergunta. Sabia que conversar co pessoas de outras espécies era o oposto do que era recomendado, mas ninguém sabia quem era quem naquela noite. Era uma oportunidade.
𝚘𝚙𝚎𝚗 𝚜𝚝𝚊𝚛𝚝𝚎𝚛 ⇶ 𝚜𝚎𝚝𝚝𝚒𝚗𝚐: numa mesa do salão do baile de máscaras. uma pequena multidão se junta para ouvir as histórias de Emília.
ᅟ ︎── E eu juro pra vocês, era o lugar mais escuro e mais quente que eu já vi na minha vida. Não tinha a mínima possibilidade de ver nada do que 'tava na sua frente, era puro breu.
Ela não se importava em mentir de vez em quando, para impressionar os humanos que já são por natureza facilmente influenciáveis. Claro que olhos humanos não conseguiriam ver nada, mas os seus não eram como os deles, Mila conseguia ver claramente o alvo em questão à sua frente. Era uma velha história da vez que um espírito da natureza zombeteiro veio atazanar sua paciência numa lua cheia. Ela também mudou o fato de essa história não ser exatamente sua, e sim da sua guará. Mas sua cara nem ardia até avistar um colega da Astra.
ᅟ ︎── ... Mas o restante dessa história vai ficar pra outra hora! ─ bradou firmemente para sua audiência que vaiou e implorou por mais antes de Mila deixá-los para trás ao que se aproximava da figura familiar. Quer dizer, mais ou menos familiar já que todos usavam máscaras bem marcantes e chamativas para se esconder. Parou ao lado dx conhecidx e fez uma reverência antes de avançar para suas mãos, a segurando entre as dela. ─ Quem poderia ser, hmm?! Aceita tomar uma comigo?
Uma coisa que sempre chamou atenção de Phillip era a maneira como algumas pessoas simplesmente conseguiam conduzir as pessoas a sua volta. Eram tão eloquentes e tinham todas as pessoas ao redor na palma de suas mãos. Dominar a todos em palavras, e postura era algo que poucos conseguiam, e por conta desses detalhes ele conseguia saber muito bem quem estava a sua frente. Mila era possívelmente uma das pessoas que ele mais se inspirava, às vezes, tinha até medo de se aproximar muito de tão expressiva e cativamente que a mulher era. Algo tão diferente dele.
Sempre com pessoas ao redor, divertindo a todos e colocando sobre seu aspecto. Ele sempre pedia sua ajuda quando tinha que lidar com outros lobos que tinham cara um pouco mais assustadoras e ela era uma ótima "irmã mais velha". "Por favor, e você sabe por quanto tempo tenho que ficar aqui? Sei que estou aqui caso algo saia fora do controle e precisem de ajuda, mas me sinto rídiculo com essas roupas."
"Oi? Está falando mesmo comigo?" Era muito estranho estar ali, e vestir aquelas roupas tão elegantes. Ele se atrapalhava um pouco com a pequena capa atrás dele, o tecido tão fino e delicado que parecia deslizar em suas mãos, e ao mesmo tempo ele não parecia tão diferente dos outros ali. Até um pouco menos, em comparação com alguns, mas não deixava se maravilhar.
Os vestidos, as calças, o sorriso das pessoas. Mesmo estando atrás de máscaras conseguia sentir o poder de todos ali, e também o medo de que estava entrando em um covil sem saber se escaparia, mas não era uma situação tão nova, mas se ele pudesse ele evitaria, porém ele precisava aumentar sua rede e entender quem estava junto com a morte de seu pai, mas ficou surpreso quando em meio aos pensamentos muse chamou sua atenção para conversarem. "Posso ajudar?"
ah, não! festas...phillip tinha um pouco de dificuldade para interagir em grandes multidões. ainda mais conhecendo do mundo sobrenatural e não sabendo se a pessoa escondida atrás da máscara pode ou não matá-lo em um movimento. ainda bem que as roupas já vieram prontas e ele tinha muse para ajudá-lo a se arrumar.