Por entre as pernas da doçura
Pendia um néctar translúcido
Enquanto o meu pássaro ressaltado fisga como peixe na terra
Este bicho que não quero conter e a agride com um prazer de fera
O gemido sintoniza esta dor que não finda
Enquanto o meu membro se opõe àquela concha linda, a toco no instrumento do prazer, vejo nela toda a melodia
Em meio àquela fenda gentilmente talhada sinto o rigor que pulsa como elevada ferida
Faço-a toda a minha, a vejo feliz, prisioneira dos meus braços
Depois seguro o seu pescoço enquanto me aprofundo no seu regaço
Sinto as suas garras rasgarem-me a pele e em troca ela oferece-me a face
Como uma penitência em meio ao pecado a puno com o prazer mais descarado
O inferno está nas nossas peles e tudo em volta são a harmonia da cama em estalos

















