Cuerdas é, sobretudo, uma história de amizade, mas também de entrega, compaixão e inclusão. Lançado em 2013, foi dirigido por Pedro Solís García, de Guadalajara, Espanha. Criador dos curtas 'Tadeo Jones' e 'La Bruxa', em Cuerdas, com pouco mais de dez minutos, ele faria até uma rocha verter lágrimas, então não levou o Prêmio Goya, em 2014, por mero acaso. A história, que se inicia nas dependências do Orfanato Provincial, mostra Nicolás Solís - um novo aluno com paralisia cerebral e polidamente apresentado como alguém “um pouco especial” - chegar na sala de aula. Tratado com espanto pelos demais alunos, exceto pela colega María, que criou uma empatia instantânea com ele e é classificada como “rara (esquisita)” por seus demais colegas, começa a brincar diariamente com ele no intervalo das aulas utilizando uma corda para movimentá-lo, brincando como crianças normais brincam, fazendo-o sorrir e até chutar uma bola. Um inesperado dia María descobre que Nicolás foi brincar em um local onde ele podia ser de fato livre, experiência que a inspirou seguir sua vocação. O diretor, na verdade, é pai de Nicolás e Alejandra, sua filha representada por Maria. Ao nascer, houve uma falta de oxigenação durante o parto que ocasionou a paralisia. Enternecido com a dedicação de sua filha, certo dia teve uma inspiração e resolveu criar esse curta fazendo com que o mundo ouvisse as batidas de seu coração em eterno descompasso. Uma história para todas as idades, em espanhol, com a linguagem simples de uma criança que é o necessário para nos envolver e comover.
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