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Realizada entre 12 de agosto e 12 de setembro de 1965 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a abertura de “Opinião 65” ficaria para sempre marcada pela apresentação dos “Parangolés” de Hélio Oiticica. Expulso do recinto do museu, uma vez que a performance fora então considerada perigosa às obras em exposição, Oiticica acompanhado de alguns membros da escola de samba ‘Estação Primeira de Mangueira’ fora obrigado a dar continuidade a sua performance nos jardins da instituição – “sem movimento não há parangolés”, diria o artista, alguns anos mais tarde, ao ver seus parangolés pendurados na sala de um museu.
Antonio Dias. A história errada. 1966. Guache e nanquim sobre papel. 26x36cm. MAM-RJ
Antonio Manuel Lima Dias (Campina Grande, Paraíba, 1944 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018). Artista visual e multimídia. Passa a infância em cidades do Nordeste brasileiro e aprende técnicas de desenho com o avô paterno. Em 1958, muda-se para o Rio de Janeiro e trabalha como desenhista e artista gráfico. Em 1959, faz ilustrações para a revista Senhor.
Nessa época, frequenta aulas de Oswaldo Goeldi (1895-1961), no Atelier Livre de Gravura da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), e conhece artistas do Grupo Frente. Sua primeira exposição individual acontece em 1962, na Galeria Sobradinho, Rio de Janeiro. Participa da mostra Opinião 65, marco do surgimento do novo realismo nas artes. No mesmo ano, colecionadores e o crítico francês Pierre Restany (1930-2003) organizam uma individual de Dias na 4a Bienal de Paris. O artista recebe bolsa do governo francês e testemunha as manifestações de maio de 1968. Nesse período, produz trabalhos em videotape, distribuídos pelos Arquivos Históricos da Bienal de Veneza. Em 1968, é contratado pelo Studio Marconi, em Milão, onde conhece a arte povera1.
Em 1972, recebe a bolsa Guggenheim, em Nova York, quando edita os filmes da série Illustrations of Art, iniciada em Milão. De volta à Europa, é convidado pelo artista alemão Joseph Beuys (1921-1986) para coordenar a seção latino-americana da Free International University (FIU). Em 1974, produz uma grande instalação no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). No ano seguinte, participa do Festival of Expanded Media, em Belgrado, Sérvia, com The Illustration of Art: Economy. Em 1977, viaja para o Nepal e pesquisa técnicas de produção de papel, que resulta em série de trabalhos de grande formato e na publicação do álbum Trama. Em 1978, realiza ambientes com técnicas cinematográficas no Palazzo Reale de Milão e na mostra Arte & Cinema, de Veneza.
De volta ao Brasil, coordena o Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba (NAC/UFPB), ao lado do crítico Paulo Sergio Duarte (1946). Retorna a Milão em 1981 e aproxima-se do movimento transvanguardia. Em 1988, é bolsista do Deutscher Akademischer Austausch Dienst (DAAD), em Berlim. Em 1992, torna-se professor da International Summer Academy of Fine Arts, em Salzburgo, Áustria. No ano seguinte, leciona na State Academy of Fine Arts, em Karlsruhe, Alemanha, e, em 1997, no programa de pós-graduação dos Ateliers Arnhem, na Holanda. Em 2010, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde prossegue intensa produção.
Antonio Dias. Passeata de protesto. 1966. Técnica mista sobre papel. 23,5x30cm. Acervo Banco Itaú.
PASSEATA de Protesto. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra11380/passeata-de-protesto>. Acesso em: 21 de Ago. 2018. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7.

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Waldemar Cordeiro. Ideia visível. 1956. Tinta e massa sobre madeira. 100x100cm. Coleção Adolfo Leirner. Waldemar Cordeiro. (Roma, Itália 1925 - São Paulo SP 1973). Artista plástico, designer, ilustrador, paisagista, urbanista, jornalista e crítico de arte. Torna-se teórico e líder do Grupo Ruptura, de caráter concreto, fundado em 1952, com a realização de exposição homônima no MAM/SP e lançamento de um manifesto. Em 1953, inaugura seu escritório de paisagismo, Jardins de Vanguarda. Participa, em 1956, da 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada no MAM/SP.
MaxBill. Unidade tripartida. 1948-49. Aço inoxidável. 114,0 x 88,3 x 98,2. MAC-USP, São Paulo Esta obra recebeu o primeiro prêmio de escultura na Primeira Bienal de São Paulo, em 1951. A unidade tripartida é produto das experiências que iriam se consolidar no trabalho de Max Bill. Nela se vê explorado o conceito matemático de Moebius, isto é, a famosa fita de Moebius que em seu desdobrar mostra a capacidade de infinitude na finitude da fita. Dessa fita, Bill propõe um desenvolvimento geométrico da forma no espaço.
Mary Vieira. Polivolume: côncavo e convexo. 1948. Alumínio anodizado. 200x35cm. MAB-FAAP Mary Vieira (São Paulo SP 1927 - Basiléia, Suíça 2001). Escultora, professora. Cursa desenho e pintura com Guignard (1896 - 1962) na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, em 1944. Estuda também escultura com Franz Weissmann (1911 - 2005) e com Amilcar de Castro (1920 - 2002). Realiza pesquisas sobre o movimento e a dinâmica das formas e produz, em 1948, suas primeiras esculturas eletromecânicas e um conjunto de trabalhos em madeira intitulado Multivolumes. MARY Vieira. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21950/mary-vieira>. Acesso em: 18 de Ago. 2018. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Jasper Johns. Target with four faces. 1955. Encaustic and newspaper and cloth over canvas sourmounted by four tinted plaster faces in wood box with hinged front. MoMA.

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UNTITLED [DOUBLE RAUSCHENBERG] ca.1950
Robert Rauschenberg and Susan Weil
Monoprint: exposed blueprint paper
82 1/2 x 36 1/4 inches(209.6 x 92.1 cm)
Private collection
CE GOÛT EN BOUCHE
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O mundo codificado Por uma filosofia do design e da comunicação. Org Rafael Cardoso. Trad Raquel Abi-Samara. Sao Paulo: Cossac Naify, 2007. 224 p.
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Cabeza colosal. Civilización olmeca Basalto. ca 1200 aC #nofilter (en Museo Nacional de Antropología)