drama school rivals being cast as romantic opposites because they have “crazy sexual tension” according to their director AU
Tensão sexual insana. Seus olhos iam do professor à mulher ao seu lado e de volta ao professor. Tensão sexual insana. Ele estava falando sério? Haviam aquelas sido mesmo as palavras do diretor? Porque se sim, o homem só podia estar louco. Ou vendo coisas. Na maior parte do tempo ele queria arrancar a pele dela, não as roupas.
– Não – a palavra saiu antes que ele pudesse se deter. – O diretor cometeu um terrível engano. Esse não é o tipo de tensão que existe entre nós.
– Bom, ele parece pensar que sim – o professor respondeu, indiferente. Leto abriu a boca para protestar, mas o homem continuou, o ignorando. – E disse que não irá voltar atrás em sua decisão, que ambos são os únicos que via à altura dos papéis. Então, vão mesmo deixar essa oportunidade passar por uma birra de jardim de infância?
Bom argumento, pensou. Aquele papel era como um sonho tornado realidade. Ainda assim, seria capaz de agir como se estivesse insanamente apaixonado por aquela mulher noite após noite? Encarou-a de soslaio novamente. Aja como um profissional, Leto.
A primeira reação da moça foi rir. Uma gargalhada curta, que logo deu lugar a uma expressão discreta de pânico. Claro, adorava provocá-lo vez ou outra, rir de suas expressões raivosas. Mas era outra coisa completamente diferente ter que aturá-lo com aqueles valores inúteis e ideais de justiça por horas a fio, todos os dias. Não achava que aguentaria. Provavelmente ficaria louca até o fim do semestre.
— Olha só esse carma… — Reclamou, dando de ombros. Talvez estivesse recebendo uma punição divina por todas as vezes que vendera gabaritos de provas. Sabia que não adiantaria protestar: conhecia aquele diretor e sabia que todas suas decisões eram finais. — Não posso negar que já tenha notado esse desejo vindo de um dos lados… Obviamente não do meu.
Ela se virou para Leto com um sorriso no canto dos lábios.
— Vamos lá, admita: você pediu por essa escalação para o diretor e agora tem vergonha de assumir.
Virou-se para ela, entre incrédulo e indignado. Ouvira corretamente? Ela havia mesmo dito aquilo? Não demorou até que fosse acometido por uma risada, porém, quase histérico.
— Sim, tem toda certeza. Você me pegou. Perdi tempo de minha vida indo falar com um renomado diretor por você, porque não consigo resisti-la — concordou com forçosa sinceridade, fazendo seu melhor para que aquela declaração de amor soasse genuína. Meneou a cabeça e tornou a rir. — Acho que entendo por que está nessa carreira. Seu ego certamente faz jus ao de uma celebridade. Nesse quesito, vai se dar muito bem.
Chegara perto de atacar suas habilidades como atriz — “se você conseguir chegar lá” —, mas não era orgulhoso o bastante para negar que ela tinha talento. Era habilidosa, dedicada, sim. Não que ele algum dia fosse admitir aquilo em voz alta.
Quando voltou o olhar ao professor, percebeu o erro que fizera em sua declaração dissimulada. Poderia identificar de longe aquele olhar de quem vira algo promissor. Soltou um suspiro resignado.
— Certo, estou disposto a assumir esse papel, se a senhorita O’Carrick também estiver disposta a colaborar — concluiu.













