“Ok, eu acabei de perder o Paul McCartney, se você quiser me ajudar a procurar, eu te prometo um pão com atum depois” explicou rapidamente, enquanto se preparava para se levantar do carpete do hall dos Smith’s “Tudo bem, você deve estar achando estranho, mas o meu Paul McCartney não tocou baixo nos Beatles, mas assim como o Paul original, esse meu Paul toca meu coração, então por favor, me ajude. E sim, ele é meu hamster. Sem julgamentos, por favor”
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Nunca se atrasava. Sempre tinha sido aquele que levantava cedo para poder chegar com uns 10 minutinhos de antecedência. Era assim como era conhecido pelo seu chefe. No entanto, não sabia se tinha sido o filme ou apenas o fato que aquela semana está exaurindo todas as suas energias, mas cá estava ele 10 minutos atrasado e ainda saindo de casa. “O que?” perguntou, enquanto fechada a sua porta e ouvia a garota falando com ele. Perguntou por dois motivos: primeiro, porque não fazia ideia do que ela queria dizer com Paul McCartney e, na pressa em que estava, sequer considerou que poderia ser, provavelmente, o nome de algum animal; segundo, porque não acreditava que aquilo lhe estava acontecendo justamente num dia em que acordara assim tão tarde. Suspirou, sabendo que não poderia estar mais complicado do que imaginava que estava. “Tudo bem, tudo bem. Como ele se parece?”
















