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A movimentação extra no prĂ©dio era bem estranha para Peter. Sabia dos problemas no Lux, mas nem isso o preparou para ver alguns moradores deste andando pelos corredores. Ignorou a grande maioria, enquanto tentava falar o mais baixo possĂvel no celular. âSim⊠Sim, eu recebi o bolo.â Murmurava, contendo sua vontade de erguer a voz ou revirar os olhos. âOlha⊠NĂŁo tem como isso nĂŁo ser encarado como estranho. VocĂȘ me manda um bolo de aniversĂĄrio e espera que ele preencha sua presença aqui? NĂŁo que eu quisesse seus parabĂ©ns, mas vocĂȘ percebe a incoerĂȘncia nisso?â Mais blĂĄ blĂĄ blĂĄ. Parou em frente ao elevador quebrado, ouvindo um sermĂŁo que jĂĄ havia decorado. âOk, jĂĄ entendi. Eu preciso ir agora, depois conver-â Afastou seu celular lentamente, vendo que quem havia encerrado a ligação foi sua mĂŁe. Que saudĂĄvel. Bufou, colocando o celular em seu bolso, sĂł depois notando que tinha alguĂ©m por perto. Preferiu acreditar que nĂŁo tinha sido ouvido, fazendo um comentĂĄrio completamente aleatĂłrio. âEi⊠Bem estranho esse pessoal por aqui, huh?â
Ainda que nĂŁo fosse um grande fĂŁ de Lucius Montgomery e acreditasse que tudo pelo que estava passando ainda era pouco, nĂŁo pode deixar de se compadecer pelos pobres ricos que viviam no prĂ©dio do agora empresario falido. Por isso mesmo colocou seu prĂłprio apartamento a disposição de alguĂ©m que estivesse precisando de um local temporĂĄrio para ficar, dito isto, Presley estava se livrando de algumas caixas com coisas quebradas e pertences que jĂĄ nĂŁo usava mais para ter algum espaço no lugar. Estava voltando da rua quando dera de cara com o amigo, que pareceu nĂŁo notar que era ele quem estava ali. âAh, Ă©, dessa vez a coisa estĂĄ feia para eles.â Cruzou os braços encostando-se em uma parede ao lado do amigo. âAcha que vĂŁo conseguir se adaptar por aqui?â













