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Little do you know I'm still haunted by the memories | Hoseok&MinHee
O dia da apresentação tinha chego, os dias e horas de prática tinham que ser válidos de alguma coisa. Era a primeira vez que iria fazer aquilo, dançar na frente de várias pessoas, sozinha. Era a exposição de artes e dança da faculdade, e o departamento a escolheu como a melhor candidata a interpretar uma dançarina solo, que lutava por seu sonho. Ela tinha passado dias ouvindo o track de música que ia ser seu BGM enquanto dançava. Passara dias no estúdio de dança praticando e aprendendo a coreografia. Tudo aquilo para esse dia, agora. Ela respirou fundo, enquanto arrumava as sapatilhas pela terceira vez. Havia uma multidão lá fora, e tinha um palco onde ela dançaria. O piano que estava lá seria tocado por alguém que ela não fazia ideia, mas o instrumento a lembrou de quem ela não deveria pensar: Hoseok. Já estava nervosa o suficiente, não queria adicionar ele à soma, já que estava jogando preces para que ele nem soubesse do evento. Mas ao ver o piano, ela sabia como ele gostava de tocar, e a música era de um dos artistas preferidos dele. MinHee ficava assustada com o quanto de coisa que ela sabia que o fazia lembrar dele: sua cor favorita, os sorrisos diferentes que ele tinha, os sinais na bochecha dele, e até o modo como ele sentava. Tudo aquilo para nada, ela se lembrou. Baixou a cabeça, fechando os olhos e repassando todos os movimentos na mente, mas a única coisa que aparecia era o garoto. Estava ficando louca, ainda mais por saber que o veria todo dia por três, talvez quatro, anos, e mesmo assim nunca saber como agir na presença dele. Ela quem tinha terminado o namoro, mas ele nunca pareceu afetado, nunca demonstrou que tinha ficado triste, nunca perguntou o motivo.
Bufou, balançando a cabeça e impedindo os pensamentos de continuarem naquela linha de direção, não podia se permitir ir por aquele caminho novamente. Hoje era um dia especial, que ela venceria um dos medos que tinha, que subiria mais um degrau na sua carreira. Ser uma artista envolvia muito mais do que apenas saber desenhar, ser artista era se expressar de qualquer jeito que você pudesse, de todo jeito que conseguisse, e MinHee estava se esforçando para alcançar aquilo. Assentiu para si mesma com a mensagem de incentivo vinda de si mesma e abriu os olhos, esperando atrás das cortinas para que sua entrada fosse anunciada. Ainda faltavam uns vinte minutos até lá, mas a ansiedade e o nervosismo a deixavam elétrica, e o pensamento de dançar na frente daquela multidão de gente a fazia sentir seu sangue correr ainda mais rápido. Seu celular apitou em algum lugar atrás de si, talvez fosse JunHo desejando sorte, como ele tinha feito todos os dias desde que ela tinha avisado a ele o que faria, e um sorriso se alargou em seu rosto. Nunca imaginou que fosse encontrar nele um amigo de verdade, por causa dos anos de diferença de idade entre os dois e a divergência de gostos. Se virou, ainda sorrindo, sabendo que tinha deixado o celular em cima da cadeira logo atrás de si, mas seu olhar não o encontrou ali, e ela arregalou os olhos ao ver quem estava ali. O viu segurar seu celular, e ele estrava com o cenho franzido? Tudo que MinHee conseguia pensar era: O que Hoseok estava fazendo ali? E o pior, com seu celular na mão? ~ Ho-Hoseok? O que… o que você está fazendo aqui? ~
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Ser convidado por professores a se apresentar em eventos ou classes diversificadas era costumeiro para Hoseok. Não tinha a vergonha que alguns de seus colegas de turma tinham e gostava de provar o quão bom era. Afinal, performar era delicioso aos seus olhos, e não negava algo do tipo a si mesmo. Experiência apurava seu trabalho, ele pensava, e ia atrás de toda oportunidade que lhe aparecesse. A exposição de artes e dança não se fazia diferente, e como sempre, Hoseok passou dias praticando a música que seu professor lhe dissera para tocar. A melodia era suave e ao mesmo tempo forte, e o rapaz confessava estar ansioso para descobrir com os próprios olhos quem performaria tal canção. Sua curiosidade, de fato, o motivava a levar a sua melhor apresentação para a dançarina.
Por pouco, Kwon acreditou que acabaria por se atrasar; não era bom com horários, sua irresponsabilidade sendo sabida, mas não fizera de propósito. Tudo parecera dar errado momentos antes, quando sua roupa com a qual se apresentaria fora manchada de tinta na rua e não tinha nenhuma outra reserva. Teve de buscar ajuda com um amigo, correndo até o dormitório deste e tendo a infelicidade de ver o que não devia — aquele cara realmente devia trancar a porta do apartamento quando planejasse alguma intimidade com a namorada. Tendo o constrangimento passado (e depois de rir do desespero do colega em voltar ao que fazia antes de ser interrompido), percebeu que precisava de carona, uma vez que faltava cerca de cinquenta minutos para o início da exposição e seu professor arrancaria seus dedos fora caso não se encontrasse na faculdade em menos de meia hora. Pegou um táxi, mesmo sabendo que perderia metade do pouco dinheiro que tinha na viagem, e ainda teve a sorte de pegar um trânsito aparentemente infinito. Conseguira chegar a tempo, mas por muitíssimo pouco. Para finalizar, quando finalmente estava no local da apresentação que aconteceria em menos de vinte minutos, sentiu o celular vibrar em seu bolso. Pegou-o, acreditando que talvez fosse seu professor o procurando, quando percebeu que aquele não era seu telefone. “VOCÊ PEGOU O CELULAR ERRADO, SEU OTÁRIO”, a mensagem carinhosa de seu amigo dizia (que na verdade fora enviada de seu celular). Ele pôde perceber que aquele objeto realmente não o pertencia quando a imagem da namorada alheia o encarava no papel de parede. Parecia meio assustador, agora que analisava, como as fotos da garota enfeitavam desde a tela de bloqueio até o background. Franziu o cenho planejando responder a mensagem mal criada quando ouviu a voz familiar chamá-lo. Rapidamente levantou o olhar, desmanchando a careta que fora formada, não sabendo como responder inicialmente a pergunta que lhe fora feita. — H-Hey, — ele murmurou, levemente perdido. — Min... Hee. I’m going to perform. I’m... the piano player. Y-You know, for the dance performance. — Pigarreou assim que achou que a voz poderia sair falha, devido a pressa que pronunciara as palavras. — What are you doing here?
O que?
Por que eu teria que consolar você sendo que você quem me deu motivos pra terminar?
C-como assim?! Mav, eu nunca planejei terminar com você. D-do que você está falando?
Não precisa se preocupar, está tudo bem.
Não me olha com essa cara. Não precisa se forçar a me consolar porque terminou comigo.

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Bom eu.. você sabe que eu considero você bem talentoso, independente do que tenha acontecido com a gente.
Hm... Well... Me desculpe por te lembrar disso. Não queria te deixar desconfortável, não foi minha intenção.
Você só está falando isso pra eu te elogiar, não é?
Harry… por favor…
Não só por isso.
Não, é sério. You know, you were my first real girlfriend. It's a big deal to me. Sua opinião pesa.
Só continuo se você acreditar.
Por que?
Sinta-se livre para começar, então.
Porque considero o que você fala. Posso não ter sido uma... hm... memória muito boa para você no passado, mas você ainda é muito importante para mim, sabe?
Não! Que isso, eu não faria isso. Você sabe que é bom.
Se eu fingir que não acreditei, você continua me elogiando?
É mais legal ouvir de você.

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Eu não gosto muito de música.
É... Você não parece muito feliz com minha pergunta.
9 e meio?! Só seria 9 e meio se eles não tivesse destruído nos vocais. Pelo amor, eu quase fiquei surda.
Não foque nos vocais! Foque na melodia! Eu avisei que o cantor não era bom!
Não entendo tanto assim de música, mas sei que essa melodia está tão perfeita que eu conseguiria até fazer uma dança para algum recital com ela.
S-sério?! B-bem, sinta-se livre para tal! Quer d-dizer, se você q-quiser, é claro!
“Well… Se você mesmo já acha que merece nove e meio, vai mesmo adiantar saber minha nota?”
A gente podia fazer uma média.
Você está brincando? Isso é maravilhoso. Não aceito menos que 10.
Sério, mesmo?! Cara, você acabou de ganhar um abraço grátis.

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Mas quem tem que gostar da sua música primeiramente é você, não acha? Se as pessoas veem que você faz algo porque gosta e não porque tem que fazer, elas começam a ver seu trabalho com outros olhos.
Também acredito nessa ideia... Mas meu gosto pelo o que faço só vale metade da minha nota.