VocĂȘ, sem dĂșvida alguma, foi uma das coisas mais bonitas que aconteceu na minha vida. E eu nĂŁo poderia negar isso em momento algum, porque, simplesmente, vocĂȘ consegue me arrancar toda a verdade quando eu jĂĄ nĂŁo faço questĂŁo de expĂŽr ao resto do mundo. VocĂȘ me dĂĄ vontade de viver e nestes tempos medĂocres isso conta bastante. Tenho forçado minha memĂłria para produzir algo decente em linhas, o que tecnicamente jĂĄ nĂŁo faço hĂĄ tempos. Mas eu acho que vocĂȘ merece e acho tambĂ©m que vocĂȘ parece se importar muito com as palavras. O que, de fato, eu aprecio muito em uma pessoa tĂŁo nova. Eu lhe disse que nĂŁo hĂĄ ninguĂ©m como vocĂȘ nesse mundo e Ă© verdade mesmo, nĂŁo existe e nunca vai existir. VocĂȘ Ă© tĂŁo vocĂȘ que acaba sendo mais do que vocĂȘ, acaba sendo mais que os outros, acaba sendo mais do que o planeta inteiro. Porque vocĂȘ Ă© perfeita assim, vocĂȘ Ă© perfeita demais, cara. Ă uma merda que vocĂȘ nĂŁo enxergue isso, mas sĂł aceita. Talvez vocĂȘ ache que eu vejo um lado seu que ninguĂ©m Ă© capaz de prestar atenção e eu fico muito honrada com isso, pois eu tenho uma parte sua que nĂŁo pode ser dividida ou conquistada facilmente. Talvez vocĂȘ ache que eu deixe vocĂȘ muito a mercĂȘ da sua prĂłpria personalidade e eu deixo mesmo, nĂŁo hĂĄ nada que eu nĂŁo faça pra ver vocĂȘ no seu lado mais cru, no seu lado mais verdadeiro e adorĂĄvel. VocĂȘ Ă© uma mistura de muita coisa que eu ainda nĂŁo consegui discernir, fico um pouco confusa com esse turbilhĂŁo de coisas que vocĂȘ provoca Ă minha mente. Simplesmente pelo fato de vocĂȘ me intrigar. Ă quase como se fosse um mapa frente ao inimaginĂĄvel, ao ideal, ao confortĂĄvel, ao sei lĂĄ. Talvez vocĂȘ nĂŁo saiba que tenha o sorriso mais lindo do mundo, ele transfere uma paz e uma loucura tĂŁo exatas ao mesmo tempo. Ă disso que eu falo, nĂŁo dĂĄ pra te definir. Ă como o paraĂso e o hospĂcio, porque Ă© estranho pra mim nĂŁo saber como te definir exatamente. E eu sempre sei de muita coisa. No entanto, eu nem sei tambĂ©m o que eu sinto por vocĂȘ, sĂł tenho consciĂȘncia que cresce. NĂŁo Ă© algo que eu tenha sentido uma vez na vida por aĂ. Porque nĂŁo Ă©, nĂŁo tem maldade, nĂŁo tem essas doses de coisas que o mundo sempre insiste em colocar nas nossas costas e nos fazer carregar e depois transferir. Eu ao menos sei como isso tudo começou, e tambĂ©m nĂŁo sei porquĂȘ vocĂȘ ainda insiste em ficar ou o motivo de vocĂȘ sempre ir e depois voltar, fazendo com que eu sinta que vocĂȘ nem foi de verdade. Eu te amo tanto, Ana, tanto mesmo. E eu nem sei que porra Ă© essa.
O nome Ă© Ana, mas o apelido Ă© incĂłgnita.Â





