nome: Anyra "Nyra" Fletcher (?) idade: 19 anos casa: Lufa-Lufa ano escolar: 9º ano status sanguíneo: desconhecido atividades extracurriculares: clube de correspondência mágica, clube de astronomia avançada, sociedade de exploração noturna.
inspos: sir duncan (história) e egg (personalidade), nick wilde, aladdin, flynn rider, cruella, burro do shrek;
+ carismática, leal, perspicaz, adaptável, divertida, criativa, observadora, trabalhadora e absurdamente protetora com quem ama.
- mentirosa compulsiva, cleptomaníaca, impulsiva, desconfiada, acumuladora, caótica, manipuladora, teimosa e incapaz de pedir ajuda.
BIOGRAFIA:
A história de Anyra não começa exatamente no dia do seu nascimento, na verdade, ela prefere esquecer os seus primeiros seis anos de vida. Aquela é a parte feia de sua história — muito embora você vá descobrir logo que existem muitas partes feias nessa história, que talvez por acabar caindo no encanto de uma criança órfã, você acabe ignorando —, a parte bonita começa aos sete, é de onde deveríamos de fato começar, mas vou tentar resumir tudo, mesmo porque, precisa saber hora ou outra que os meios justificam os fins.
Ainda bebê, Anyra fora abandonada em um orfanato trouxa, onde passou os primeiros anos de sua vida entre castigos, negligência e olhares assustados diante dos estranhos acontecimentos que a cercavam. Sua magia manifestava-se de maneira descontrolada e, incapazes de compreender aquilo, os responsáveis pelo orfanato respondiam com medo e violência. Não demorou para que Anyra aprendesse uma das primeiras lições de sua vida: ninguém viria salvá-la. Assim, aos sete anos de idade, ela fez o que era mais pertinente diante de suas condições: fugiu.
A vida na rua também não era a melhor, especialmente para uma garotinha de sete anos, mas por incrível que pareça, era muito melhor que o orfanato. Anyra era ágil, esperta e por ser uma criança sempre acabava ganhando uma coisa aqui ou ali. Era como se virava, e o fazia muito bem se quer saber.
Chega a ser engraçado que de todas as pessoas do mundo, ela acabou esbarrando justo com a que mais era parecida consigo mesma: Mundungus Fletcher. Anyra não sabia de sua fama, tampouco o que aquele homem poderia estar fazendo no escuro daquela viela, olhando de um lado para o outro com os olhos tão arregalados que de longe ela conseguia ver brilhar. A única coisa que ela sabia era que aquilo não era bom sinal. E até que estava certa, porque bem na hora que seria pego, o impulso da órfã conseguiu salvar ele da confusão que tinha acabado de se colocar.
O velho Mundungus não ficou tão feliz quanto pensa, e embora até hoje não admita que só se safou graças a Anyra, foi justamente isso que aconteceu. E aí vieram os resmungos, depois a tolerância. E, por fim, o afeto.
Não que Mundungus fosse exatamente um modelo de pai. Era um ladrão, contrabandista e um mentiroso profissional, mas também foi a primeira pessoa que não a enxergou como um problema. Aos poucos ele percebeu que ela era mais útil do que imaginava, e acreditem ou não, o velho fez uma parceria incrível com uma garotinha de sete anos. Alguns furtos aqui e ali, vendas ilegais, golpes, fugas muito bem orquestradas, eles simplesmente acabaram aprendendo a viver um com o outro. E embora nenhum dos dois fosse capaz de admitir, acabaram se tornando uma família. Desfuncional e altamente problemática, mas uma família.
Eram dois, depois viraram três, porque foi também nas ruas que Anyra encontrou Botão, um pelúcio rechonchudo tão abandonado quanto ela. A criatura logo se afeiçoou à menina e, desde então, tornou-se seu companheiro inseparável. Inteligente e naturalmente atraído por objetos brilhantes, Botão passou a ser seu maior parceiro em seus furtos, escondia moedas, relógios e qualquer outra coisa que chamasse sua atenção. Nem mesmo Mundungus escapava das pequenas patas do animal.
Quando a carta de Hogwarts finalmente chegou, Mundungus sentiu algo muito, muito próximo de orgulho. Sem dinheiro suficiente para comprar uma varinha nova — sinceramente, eles não tinham dinheiro pra comprar nada —, roubou uma e a presenteou com ela, sendo talvez o gesto mais sincero de carinho que Anyra já havia recebido.
Mas Hogwarts não eliminou seus problemas. Sem dinheiro e incapaz de depender inteiramente de Mundungus, Anyra rapidamente encontrou uma maneira de sobreviver. Criou uma extensa rede de apostas dentro do castelo, lucrando com partidas de quadribol, competições entre alunos e até mesmo com acontecimentos absurdos — tipo quem seria o primeiro a ir parar na ala hospitalar por tentar ultrapassar a barreira, essa realmente lhe rendeu bons lucros.
Os velhos hábitos, entretanto, permaneceram. As mentiras, os pequenos furtos, as vendas ilegais. Não é incomum acabar encontrando Anyra em alguma discussão com um aluno porque ele a pegou vendendo uma coisa que, tecnicamente, era sua. Mas ela sempre acaba escapando, por charme ou por ter uma lábia boa demais pra não acabar dobrando todo mundo.
E sabe-se lá Helga o motivo, Anyra foi direto pra Lufa-lufa sem sequer ter tempo pra questionar. Talvez o chapéu seletor realmente saiba de algo que nem mesmo ela sabe, que por trás de uma pequena vigarista, mentirosa, ladra compulsiva e uma acumuladora preocupante, existe alguém ferozmente leal que nunca desejou fama ou poder, ela só luta pela própria sobrevivência e por um lugar ao qual pode chamar de seu.
PERSONALIDADE:
Anyra é carismática e sociável, possui uma facilidade impressionante em fazer amizade e arrancar informações sem que mesmo percebam o que estão dizendo. Cresceu aprendendo que palavras podem ser tão úteis quanto magia e, por isso, mente com a mesma naturalidade com que respira.
Extremamente adaptável, aprendeu desde cedo a sobreviver sozinha, desenvolvendo uma independência quase excessiva. Não gosta de depender de ninguém e sente um desconforto genuíno quando alguém tenta cuidar dela.
Embora esteja constantemente envolvida em pequenos esquemas e confusões, possui uma lealdade quase irracional por aqueles que considera seus. Mas, honestamente, isso não a impede de acabar com objetos de seus próprios amigos nos bolsos vez ou outra.
CURIOSIDADES:
✦ Por sempre acompanhar Mundungus em suas viagens e esquemas de contrabando, ela acabou conhecendo boa parte do mundo bruxo e colecionando selos de cada lugar por onde passava, o que ela guarda cuidadosamente em um álbum velho e remendado;
✦ Anyra é uma acumuladora compulsiva. Qualquer objeto com o menor significado acaba sendo guardado. A caixa do primeiro sapo de chocolate que ganhou, um bilhete sem importância que ganhou no primeiro ano, o primeiro galeão que conseguiu ganhar em uma aposta, penas quebradas, flores secas e até pedaços de tecido. Tudo é uma lembrança que ela se recusa perder;
✦ Alguns colegas da Lufa-Lufa sabem da existência de Botão, seu pelúcio. Gostam tanto do bichinho que simplesmente acobertam a existência dele. Oficialmente, porém, ninguém jamais viu qualquer pelúcio no Salão Comunal;
✦ O fato da sua varinha ter um dono, significa que ela nunca a escolheu de verdade. Como resultado, Anyra é péssima em feitiços, tudo acaba saindo torto, objetos acabam explodindo e a maioria das azarações acabam voltando pra ela;
✦ Ela praticamente adotou uma das torres mais altas e esquecidas do castelo, e o cômodo minúsculo virou seu refúgio particular. É extremamente bagunçado, cheio de caixas, objetos furtados e todo tipo de quinquilharia que acumulou com o passar dos anos (nossa Ariel com desvio de caráter);
✦ Se ela sumir, pode ter certeza que vai estar na cozinha. Fez amizade com praticamente todos os elfos que trabalham ali e eles adoram enche-la de comida, ela realmente usa a história da órfã que cresceu na rua como uma arma;




















