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“Entre mil amores, o nosso.”
— Morena
você foi o grande amor da minha vida. tiveram as paixões efêmeras, os casos sem compromisso, os amores que inventei sozinha e os que ainda estão por vir. mas esse texto é pra você, ana. em parte, somos um aglomerado de coisas que ficaram de pessoas que partiram. e você me deixou muita coisa boa. você me deixou com um coração mais maduro. me deixou mais leve por saber que romances arrebatadores existem em pleno século XXI porque eu experimentei você em cada centímetro do meu corpo e te amei com cada sinapse do meu cérebro. eu te amei no modo plural porque amei tudo que veio com você. e eu estou te amando agora, de longe porque o término também precisa de amor pra acontecer.
Talvez eu ti ligue um dia desses, pra dizer que estou com saudades das nossas conversas, ou que vi algo e lembrei de você, ou derrepente te diga que ainda te amo ou sei lá, apenas pra comentar como o dia tá lindo ou que a lua vista da minha barraca está mais radiante pois montei ela de frente para o mar.
Talvez eu te ligue...
Pra dizer que conheci novos lugares, novas pessoas, que vi o nascer do sol em outras companhias, ou te contar que levei outra pessoa ao meu lugar favorito.
Talvez eu te ligue apenas pra ouvir sua voz, ou pra imaginar sua cara de surpresa ao ver uma ligação minha ou só pra saber como você está.
Talvez...
#a.f.f.

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gosto do modo que você sorri quando realiza uma conquista pessoal. me pareço com um suspeito num crime passional quando você afirma com os olhos que está presente aqui. eu posso sentir meu coração bater mais rápido e acho que é isso que compõe o fato de estar vivo. amo o que você é. amo o que você faz. amo o que você me traz. amo o que nós somos. e nós somos tudo aquilo que não deu certo no passado mas que de alguma forma, está dando certo agora. não precisa ser sobre quanto tempo demorou. você quer um café com leite? quase entro em colapso quando abro a geladeira da sua casa e vejo uma caixa de leite semidesnatado, porque você sabe que é o único que consigo engolir. a última etapa do cubo se completa quando eu vejo que você me ama nos pequenos detalhes. aqueles bem pequenininhos. aqueles que ninguém vê. ninguém observa. ninguém consegue identificar. só você. e hoje - mais do que nunca, posso afirmar tudo o que há dentro de mim é seu.
psicoativos
somos essa vontade de sumir somos distraídos somos imensos.
“Com ela eu fico satisfeito. E eu nunca fico satisfeito com nada. Ao menos não aquela satisfação que te deixa querendo mais, cheio de curiosidade: as satisfações que sinto com outras pessoas normalmente são sempre regurgitantes, do tipo “se você me der mais uma colherada é provável que eu vomite nessa sua cara”. E mesmo sabendo que as nossas chances são praticamente nulas, eu gostaria de entender por que a gente ainda se procura.”
— Gabito Nunes.
é no segundo gole de cerveja que eu penso em te ligar e te pedir pra ir me buscar no fim da noite
não que eu queira dividir minha felicidade alcoólica contigo. não. mas dividir o impacto
beber e pensar em te chupar colada na porta que cê acabou de fechar nesse seu conjugado apertadinho
te sussurrar, rindo, que apertada eu também sou
seu sorriso de canto, seu olhar efervescente
eu deveria ter medo do que você pode fazer comigo
mas pra ser sincera, pra ser de verdade sincera, eu quero o pior.
eu quero todas as suas más ideias
o meu corpo aguenta
e o meu coração, meu bem,
ele supera
“você me toca. eu estremeço. você sorri, eu derreto. nós nos beijamos. sua mão passa pelo meu corpo e me arrepio todo. amo cada efeito que você tem sobre mim. e você sabe disso. e brinca com isso. você me aperta. eu suspiro. me morde, eu fico louco. a gente sorri, porque sabemos que tudo isso só se encontra quem tem sorte. e a gente teve. você me ama. eu te amo.”
— joão pedro peixoto.

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eu te salvaria da própria falta de fé, porque eu acredito em você todos os dias
sou eterno pois vou viver dentro de você mesmo quando eu morrer estarei em tudo que te ensinei em tudo que te causei nas memórias boas e ruins em tudo que você carrega de mim.
eu não tenho nada a ver com você. eu nunca tive. mas a gente se encarava e ria, como nos filmes. a gente entrelaçava as mãos, bêbados da noite do rio, e íamos vacilando entre as ruas de paralelepípedo, cantando, dançando, correndo com medo da falta de sorte. você brilha como um diamante na minha memória, mas não vale como um. nunca valeu. e eu te gostava assim. tua mágica incrível nunca me custou nada.
nem dor, nem amor. nem a paz ou a guerra.
sua ida, entretanto, me arranhou um pouquinho. como cair de joelhos num chão de cimento. vai tirar um pedaço da pele e arder no banho, mas nada além disso.
você tinha um sorriso bonito. um cheiro de chuva e cidade grande e me trazia aquela sensação de correr e depois de muito tempo, parar e respirar fundo. eu te adorava. eu adorava te ouvir falar. deitar no sofá da sua casa e afundar nos seus sonhos mais infantis e loucos, te contar os meus, me perder nos seus olhos negros como eu. a gente era noite junto por mais que às vezes a gente fosse sol, pra animar
e eu sinto a sua falta. porque eu aprendi coisas contigo e eu queria te mostrar quem eu me tornei. eu queria te assistir se tornar alguém. a gente poderia ter testemunhado tanta coisa bonita do outro. mas fins são fins.
incorrigíveis, inalteráveis, imensos
proporcionais ao tamanho de quem partiu
tô sentindo coisas. vontade de tirar os sapatos pra entrar, deitar no tapete do colo de alguém. a gente muda, assim, abruptamente e vira alguém melhor, eu espero. ou pelo menos mais aberto a viver. do que mais faz falta, tá o cheiro que as pessoas têm quando falam a verdade. o cheiro da veracidade, da voracidade. eu acredito melhor na vida quando posso tocar com a pele, os pelos e a base da nuca. eu sou mais feliz com o tato. agora tô sentindo coisas bem lá no fundo, daquelas que só é possível crer sentindo porque são invisíveis e indizíveis. então me calo.
the climb
pensando demais sobre os finais que me esperam, me vi paralisada sem saber como chegar lá. sussurros me diziam que jamais alcançaria lugar algum, outros diziam que todos já estavam lá e eu aqui. caminhar com paciência demanda tanto que por vezes me vi vazia de objetivos por medo de frustrações futuras, falhando em evitá-las. não desejar é frustração por si só.
andei sem caminhos, passos pequenos, sem olhar para frente e contemplar o que poderia ser o que esperava. talvez nada realmente me esperasse lá.
num momento em que todos os fins óbvios me foram tirados à força, sem aviso, tive de aprender a lidar com começos inseguros e com processos. subir degrau por degrau me parecia tão angustiante que me neguei a conhecer os comos, focando nos enfins.
mas e se a vida for mais que o lá em que quero chegar?
e se tiver mais entre os ontens e amanhãs?
me abracei ao hoje, às caminhadas, às subidas.
não é mais sobre o que pode estar lá me esperando chegar, tão pouco sobre os futuros improváveis que fantasiei sem me mover, mas sobre ir.
transitar pela existência colhendo a cada passo e me tornando mais o que gostaria de ser, sem perder de vista que o agora é o que tenho. sem perder de vista que a utopia é bela, mas não há bom futuro sem projeções realistas no presente.
aqui.
agora.
ao mesmo tempo.
demanda coragem viver de agoras que se transformarão em amanhãs incalculáveis e eu tenho. ainda bem.

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ainda lembro do seu rosto e das memórias que tivemos juntos, lembro de como você ria ao me ver e de como seu abraço era aconchegante, seu sorriso me trazia paz, você cheirava a terra molhada, seus olhos eram profundos e radiantes, seu coração transbordava de amor, ainda lembro do jeito que contava suas lembranças que hoje trago comigo, nunca esqueci dos momentos em que te vi feliz. Há coisas que nunca me esquecerei, e você é uma delas.
-J.E
é como se eu tivesse criado um muro dentro de mim que ninguém consegue escalar e nem mesmo quebrar. toda vez que alguém consegue atingir e rachar, lá estou eu com cimento e tijolos para remendar.
Karoliny Rouver - esmurecida