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A TALE OF THREE HEARTS.
— a flashback to old days (w: @hcycto)
estar naquela situação, de certa forma, ainda era estranho para minja. estava deitada na própria cama, um silêncio agradável permanecia como um véu sob o cômodo, snedo vez ou outra interrompido por uma risadinha da outra moça sentada numa das várias almofadas que ficavam espalhadas pelo chão do quarto da seo. em falar na garota, era por conta dela que a coreana encontrava-se perdida em pensamentos sobre a já citada situação. era esquisito pensar que a menina sentada ali, que conhecia à tanto tempo, agora era sua namorada. e não somente ela, mas como o garoto amável e simpático que havia se mudado à tantos anos atrás para a coreia. ainda não estava acostumada à chamá-los de “seus”. as bochechas da garota mais fechada dos três ainda corava toda vez que pensava na palavra. ou em hinata. ou em hayato. ou nos três juntos. ou em qualquer coisa que envolvia os dois. o silêncio confortável do quarto foi interrompido com o movimento brusco de minja, que havia pulado da cama repentinamente, o rosto completamente vermelho. estava abraçando uma pelúcia com força e a voz soou bem baixinha quando referiu-se à hinata.
— h-hina-ah. — desviou o olhar, sentando-se ao lado d'outra — o-o hayato chega q-quando? — perguntou, vendo a menina rir, aquela risada doce e tão bonita que fazia todas as músicas parecerem chatas ao soar.
— ele disse que estava à menos de cinco minutos daqui, minmin. — a garota respondeu, apertando as bochechas de minja, que só fez corar ainda mais, afundando o rosto na pelúcia que segurava. haviam combinado de passar aquele dia na casa da seo, já que esta tinha de estudar para algumas provas, e por isso esperavam hayato.
Desde que havia descoberto suas soulmates, Hayato não poderia ser mais feliz. Ele pôde entender o real significado do amor e de como as coisas realmente pareciam certas quando se encontrava o alguém especial. Ele tinha duas, que costumava chamar de meninas de sua vida, o que sempre deixava ambas com vergonha de vê-lo falar e demonstrar seu amor por elas. Era quase como se não pudesse satisfazer-se da presença de ambas, quase como se precisasse delas sempre. Sua mãe vivia dizendo que ele era o mais sortudo da família e que aproveitasse a dádiva do destino. Por vezes, sentia-se tão feliz que mal conseguia respirar, era quando o coração batia tão rápido e suas mãos suavam ao imaginar uma vida inteira ao lado delas, Minja e Hinata. Quando começou a sentir as tais borboletas em seu estômago, não só por uma, mas por duas pessoas, Hayato acreditou haver algo errado consigo. Não podia crer que seu coração seria traiçoeiro a ponto de lhe fazer se enamorar por duas pessoas. Mas anos mais tarde, quando entender o motivo daquilo, ele apenas ria de como havia se sentido. Com a descoberta e o novo relacionamento com elas, Hayato passou a assumir mais responsabilidades. O emprego que tinha o ajudou a começar a arrecadar o dinheiro necessário para o futuro que teria com elas e se tudo desse certo, assim que Minja se formasse, os três iriam para um apartamento e viveriam sua vida a três.
Não fazia muito no trabalho a não ser o trabalho manual e sempre queixava-se de estar dolorido para receber massagens de suas namoradas, façanha que sempre conseguia realizar. Naquele dia havia se atrasado devido a uma conversa com seu supervisor, que estava lhe oferecendo um aumento. A novidade o deixou feliz a ponto de comprar algo que sabia que traria felicidade às suas meninas, e logo estava encaminhando-se à casa de Minja. Não demorou a bater na porta e ser recebido pela família, todos surpresos mas felizes de conhecerem os soulmates da vida, e logo ele estava no quarto dela, abrindo a porta com cuidado. Não tinha como fazer surpresa, já que a sacola que carregava tinha um cheiro contagiante, então Hayato apenas entrou e anunciou sua presença. “Me desculpem a demora, mas finalmente cheguei. Trouxe algo que sei que gostarão.” Se movimentava pelo quarto, deixando a sacola com as guloseimas em cima da mesinha de Minja e se aproximou dela, dando-lhe um beijo na testa e fez o mesmo com Hinata. “O que minhas meninas fizeram hoje? Minja, eu acredito que Hinata conseguiu lhe deixar estudar?” Perguntou com um tom divertido, olhando a mais nova dos três fazer uma careta em resposta.
em algum momento durante a espera por hayato, minja havia conseguido a colaboração de hinata em deixá-la estudar por alguns minutos: com a condição de que pudessem ficar "cuddlezando" — palavras da japonesa mais nova dos três —, e minja preferia cortar a língua à admitir que na realidade, aquilo era incrível. que aquilo era incrível, e que a única coisa que faria aquele momento melhor e mais perfeito seria a presença de hayato. por isso, pegou o livro da vez, abrindo-o no próprio colo enquanto tentava não se distrair com os carinhos que a mais nova fazia em si.
— hayato! — estava tão fixada no livro após algum tempo, que a chegada dele havia pego-a de surpresa. um sorriso brotou-se nos lábios da menina que ergueu os olhos das páginas nas mãos, as bochechas avermelhando-se violentamente com o beijo que recebera na testa, fazendo-a afundar o rosto no livro que segurava agora firmemente. deuses! como aqueles dois conseguiam fazer o próprio coração tão acelerado assim? minja sequer sabia que corações podiam fazer triplos-carpados na caixa torácica. — consegui convencê-la a me deixar estudar com "snuggles". — apontou para os braços conectados das duas, a voz ainda abafada pelo livro segurado muito perto do rosto. — como... c-como foi seu dia, haya-ah? — acabou por perguntar ao mesmo tempo que hinata também perguntava-o a mesma coisa.
ela era tão mais natural! falava como se tivesse completamente acostumada com o fato de serem os três conectados por aquela coisa mágica, como se tivesse sabido disso o tempo todo.
por alguns segundos, minja contemplou a cena: hayato e sua sacola de coisas que havia comprado especialmente para eles. hinata e seu coração de ouro. e ali, naquele momento, sentiu-se insegura. um aperto no perto fez com que os olhos da coreana se marejassem inesperadamente. será que seria mesmo suficiente para os dois? conseguiria fazê-los feliz? parecia que dos três, ela era a com defeito, a intrusa. aquilo fez-a apertar os olhos com força, estremecendo e decidindo deixar a crise existencial para lá.
— eu amo vocês. — murmurou, meio que 'do nada'.
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Se fosse ser verdadeiro, não estaria ali, porque uma festa na piscina estava longe de ser o local que iria, pelo menos não sozinho. Estava ali por ela, já que Minja disse que iria, ele indo ou não. Então que escolha teria? A sua sorte é que tinha conseguido trocar o turno no trabalho para estar ali. Parte de si estava a debater se era mesmo aquela única razão, ou…. sentia falta dela, ele sabia muito bem. Mesmo morando juntos debaixo do mesmo teto, teto esse que passou anos trabalhando para poder conseguir dar às duas pessoas que amaria pelo resto da vida; mesmo assim ainda se sentia como há milhões de kilômetros de distância. Por isso estava ali, para diminuir aquela distância, mesmo que estar ao lado dela doesse imensuralmente. Aproximou-se de Minja, a ação um reflexo de anos anteriores e tocou levemente em seu braço. “Cuidado ao andar ao redor da piscina, por favor.” Embora reticente em suas palavras, logo que as proferiu, retirou sua mão do braço dela.
Seo Minja não era exatamente a pessoa mais sociável do mundo. Não sociável o bastante para ir em festas por livre e espontânea vontade, mas sinceramente, aquela rotina de trabalho-casa-trabalho-casa estava fazendo-a perder a cabeça, e temia enlouquecer eventualmente. Com tudo que havia passado, por uma vez na vida, decidiu dar-se um descanso, e por isso estava ali, na festa, meio deslocada mas atualmente feliz o suficiente porque Hayato havia decidido ir consigo. Estava perto da beira da piscina, perto demais para alguém que não sabia realmente nadar, segurando uma cerveja nas mãos e olhando relaxadamente para a água brilhante quando sentiu a corrente elétrica que era o toque leve do homem que amava em si. — Uh? Ah sim. Claro, pode deixar. — Respondeu, xingando-se internamente por ainda ficar sem jeito e arrepiada perto dele. — Você também. E... Vê se aproveita um pouco. Está trabalhando demais. — Falou numa respirada só, antes que perdesse a coragem.
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Não pudera nem mesmo recusar, já que o trabalho iria lhe dar uma boa ajuda financeira. Mesmo que, pensando bem, ele deveria fazer aquilo de graça, visto que era para alguma ajuda humanitária. Mas Hayato não conseguiu rejeitar a oferta. Se viu duvidando do envelope grosso que chegara a sua residência, endereçado à alguém que não era ele, talvez um erro de endereço, já que haviam muitas pessoas morando ali, por isso nem sequer o abriu. Não sabia que alguém do condomínio iria participar do tal evento, visto que era de gala e não estavam todos ali por não ter dinheiro? Mas deixando as dúvidas a parte, Hayato chegou cedo no local e assim se pôs a trocar para seu uniforme. Não esperava que também tivesse que usar uma máscara, visto que era apenas um dos garçons, mas tinham montado todo um traje para que ele usasse. Com um suspiro derrotado, vestiu-se e assim foi em frente ao seu trabalho. Serviu diversas taças e foi instruído a deixá-las na mesa central, mas logo as pessoas foram chegando e a ordem era: andar pelo salão. Já estava quase com a capacidade máxima do local quando Hayato a viu. “Minja…?” O nome lhe escapou dos lábios num sussuro quase estupefato e sem ao menos perceber, Hayato se viu cada vez mais próximo dela, sendo atraído como um inseto à luz. O que estaria ela fazendo ali? Quanto mais perto chegava, mais as pessoas ao redor sumiam e tudo que ele conseguia enxergar era ela. Tão bela e de tirar o fôlego. Quando o nome lhe escapou dos lábios novamente, dessa vez com um tom de saudade que fez seu peito apertar, Minja o encarou. Apenas um segundo e tudo pareceu voltar aos eixos, como se ele pertencesse ali sob o olhar dela. Mas logo piscou e o encanto acabou. Mesmo com a máscara, ele a reconheceria em qualquer lugar, por isso deu meia volta e tentou ao máximo se afastar, colocando o máximo de distância possível entre os dois.
havia passado algum tempo perguntando-se se por um acaso, roubo de identidade a faria perder a licença médica. pensou seriamente em apenas jogar o convite endereçado para outra pessoa em uma das latas de lixo do hospital, mas, um dia após o envelope cair em sua caixa de correio, havia tido um repeat do pior dia da própria vida. uma garota havia sofrido um acidente de carro, e por mais que minja se mantesse o mais longe possível da emergência, havia sido solicitada na sala de cirurgia, e todos os detalhes, ferimentos lembravam-a daquele dia fatídico onde tudo havia desmoronado. felizmente porém, para o parceiro daquela paciência, o resultado havia sido diferente. e depois de sair do quarto da paciente para o último check up antes de ir embora, enquanto encarava o convite no próprio armário por minutos longos e dolorosos, a coreana havia decidido que iria. iria e dar-se-ia uma única chance de não ser seo minja, a médica e monstro por uma noite, e tentar aproveitar a felicidade momentânea e insignificante que aquele evento poderia proporcioná-la. por isso, pediu empresto um dos vestidos de uma 'amiga' médica, se ajeitado da melhor forma possível, e havia se encaminhado para o tal "baile de máscaras". o que não esperava porém, era encontrá-lo ali. havia ouvido o nome ser chamado, e por mais que aquela não fosse sua identidade naquela noite, aquela voz era como uma corrente elétrica que ligava-a todos os sentidos. o corpo virou-se com velocidade o suficiente para que os olhos encarassem fundo os do garçom que se aproximava, e minja sabia — como sabia respirar, como sabia fechar os olhos ou segurar um bisturi — que por baixo da máscara, era hayato. e pelos segundos os quais ele se aproximava de si, o mundo pareceu desaparecer do redor. os pedaços quebrados de si mesma pareceram se encaixar novamente no lugar e aquela dor lancinante que sentia diariamente no peito havia sumido quase completamente, pela primeira vez em anos. e ele a havia chamado! aquele chamado parecia ter sido queimado como ferro quente na mente da moça. — hayato..! — sufocada com uma saudade que se recusava a admitir que sentia, o nome do homem escapou como uma respiração. contudo, tão rápido quanto havia começado, tudo havia acabado. ele havia ido embora novamente. e por alguns minutos, encarando as costas do rapaz irem cada vez mais para longe, minja havia decidido-se: naquela noite, não era seo minja. naquela noite, era lee eunji, e lee eunji seria corajosa. não se importava com as consequências para a reputação da verdadeira dona do nome quando pôs-se apressada a aproximar-se novamente o rapaz, começando a orbitá-lo durante a maior parte da noite, às vezes perto o suficiente para que os ombros se roçassem quando um deles andava, às vezes tão longe que quase o perdia de vista.

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Você acha que está em uma situação ruim? A avó do cara que eu peguei o convite está aqui e está falando das conquistas do Hanbin no hipismo para todo mundo. Se alguém vier perguntar o nome do cavalo dele, eu vou tomar tanto no cu que nem sei… Mas, se eu conseguir enrolar a mulher, talvez consiga uma grana antes da festa acabar…
aí, meu caro, você se meteu numa grande enrascada. se falarem do cavalo, finja-se de tímido e diga que é especial demais para você falar o nome dele assim em público. visto que é uma avó que se gaba demais, ela vai te mandar parar de besteira e deixar escapar o nome.
soojin atravessara as portas do salão tal qual uma rainha, como se fosse a dona da festa. pela primeira vez em muito tempo, sentia-se verdadeiramente bem. aquele ambiente, cheirando a dinheiro e futilidade era seu habitat natural, no fim das contas. onde fora criada e onde sabia se envolver. por isso, para ela era extremamente fácil puxar conversa com outros convidados, sem nem mesmo se preocupar ou hesitar sob o nome de nayeon. seja lá quem fosse, soojin podia ser uma versão melhor dela. desligou-se de uma conversa para ir atrás de mais uma taça de champanhe e foi em algum ponto de seu trajeto até o garçom que pousou os olhos sobre muse, franzindo o cenho sob a máscara. aproximou-se com um sorriso travesso brincando nos lábios vermelhos. ━━ espero que esteja aproveitando a festa.
a sobrancelha de minja arqueou-se suavemente com a fala da mulher em sua frente. os olhos encaravam a figura feminina com não tanta amistosidade quanto poderiam — afinal, havia esbarrado com alguém que a lembrara demais de um certo alguém para que o humor da médica continuasse bom. junto ao álcool então? era a receita para uma mulher mal-humorada e um pouco azeda demais. — nah. podia ser melhor. — respondeu, dando de ombros e pousando a taça vazia no lugar mais próximo que pode alcançar — e você?
até agora, a taça de champanhe não se comparava com as garrafas de soju que ele gostava de beber. a comida era pequena demais para seu gosto, como iria matar a fome com apenas um prato de sobremesa e alguns quitutes? mas foi pulando de canto em canto até estar razoavelmente satisfeito com as pequenas porções de comida. já tinha perdido a conta de qual taça de champanhe estava bebendo, mas seu paletó já estava em alguma cadeira qualquer e droga, ele tinha que buscar porque tinha emprestado do chefe e precisava devolver, e as mangas da camisa que usava enroladas até o cotovelo. foi assim que ele decidiu se aproximar da mesa onde mais taças estavam sendo colocadas. decidindo mudar um pouco a bebida, youngbin pegou uma com vinho tinto, tomando tudo num gole só e estalando a língua logo depois. só não percebeu que tinha alguém do seu lado e deu um meio sorriso e um cumprimento de cabeça, pegando outra taça de vinho e roubando um doce de um dos pratos esquecidos ali na mesa.
já estava na terceira ou quart taça de vinho quando decidiu por fim ser um pouco responsável — apesar de estar de folga, nunca se sabia quando o pager iria apitar e seria obrigada à sair correndo para o hospital em uma emergência, e só de pensar na ideia de ter que ficar quieta enquanto tomava o soro da "banana bag", minja sentia calafrios — e comer alguma coisa. estava avaliando o que estava na mesa, os olhos afiados e a mão no queixo pensativa quando o movimentação de outra pessoa fizera-a erguer o rosto e encarar o que estava acontecendo ao redor. acabou por rir de forma serena do rapaz, imitando o gesto dele e enfiando na boca algum doce de um dos pratos ali. — queria que tivesse um pouquinho mais de açúcar nisso, porém. — comentou no ar mesmo, vendo se o rapaz queria ou não alguma conversa.
Moonbin estava se dando bem até agora, conquistando todos com o seu carisma, não se importando se os outros sabiam se ele estava mentindo ou não. Todos que conheciam Kim sabia que ele não tinha um pingo de vergonha na cara e simplesmente estava adorando tudo aquilo. Champanhe, terno de marca, gente bonita, aquela era a vida que Moonbin sonhava ter, queria participar daquele tipo de evento todo fim de semana. Quando resolveu ir para a festa a ideia era se divertir, mas o foco principal era conhecer pessoas e adquirir networking para sua carreira. Queria falar com o máximo de pessoas que conseguisse e para concluir seu plano foi logo se aproximando da primeira pessoa que viu. — Queride, tudo bom? Que prazer te ver aqui, não te vejo tem tanto tempo. — Nem sabia se o tal Lee Hyunjae conhecia aquele ser, mas preferia tentar a sorte.
— perdão? — o tom de voz de minja era sério. por alguns minutos, havia se esquecido que estava ali não como seo minja, mas como lee eunji. os olhos piscaram algumas vezes para o rapaz, para então, uma risada simpática se fazer ouvida quando finalmente lembrara-se de quem estava interpretando naquela noite, e o motivo pelo qual havia ido ali: esquecer quem era por pelo menos uma noite. — ah, sim! o prazer é todo meu, amado! como tem estado? ocupado com o trabalho? — perguntou, o sorriso crescendo nos lábios da mulher de máscara azul. era boa em fingir, por isso, mostrava aquele falso interesse no que o rapaz tinha a dizer.
“eu disse que sou casada!” himari lamentava a decisão feita no alto da quinta taça de champanhe. agora que estava comendo e os efeitos do álcool diminuiam, conseguia pensar um pouco melhor nas suas escolhas. “as pessoas querem conhecer meu marido agora. preciso arrumar um marido para exibir.”
— eu queria dizer que eu podia ser de alguma ajuda, mas acho que isso não é o caso. — minja achava um pouco de graça no desespero da mocinha mascarada. — pode falar que ele não está se sentindo muito bem e foi ao banheiro, o que acha? — sugeriu, segurando uma risada.

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— seo minja as LEE EUNJI, on the masquerade ball.
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— a flashback to old days (w: @hcycto)
estar naquela situação, de certa forma, ainda era estranho para minja. estava deitada na própria cama, um silêncio agradável permanecia como um véu sob o cômodo, snedo vez ou outra interrompido por uma risadinha da outra moça sentada numa das várias almofadas que ficavam espalhadas pelo chão do quarto da seo. em falar na garota, era por conta dela que a coreana encontrava-se perdida em pensamentos sobre a já citada situação. era esquisito pensar que a menina sentada ali, que conhecia à tanto tempo, agora era sua namorada. e não somente ela, mas como o garoto amável e simpático que havia se mudado à tantos anos atrás para a coreia. ainda não estava acostumada à chamá-los de “seus”. as bochechas da garota mais fechada dos três ainda corava toda vez que pensava na palavra. ou em hinata. ou em hayato. ou nos três juntos. ou em qualquer coisa que envolvia os dois. o silêncio confortável do quarto foi interrompido com o movimento brusco de minja, que havia pulado da cama repentinamente, o rosto completamente vermelho. estava abraçando uma pelúcia com força e a voz soou bem baixinha quando referiu-se à hinata.
— h-hina-ah. — desviou o olhar, sentando-se ao lado d'outra — o-o hayato chega q-quando? — perguntou, vendo a menina rir, aquela risada doce e tão bonita que fazia todas as músicas parecerem chatas ao soar.
— ele disse que estava à menos de cinco minutos daqui, minmin. — a garota respondeu, apertando as bochechas de minja, que só fez corar ainda mais, afundando o rosto na pelúcia que segurava. haviam combinado de passar aquele dia na casa da seo, já que esta tinha de estudar para algumas provas, e por isso esperavam hayato.
Desde que havia descoberto suas soulmates, Hayato não poderia ser mais feliz. Ele pôde entender o real significado do amor e de como as coisas realmente pareciam certas quando se encontrava o alguém especial. Ele tinha duas, que costumava chamar de meninas de sua vida, o que sempre deixava ambas com vergonha de vê-lo falar e demonstrar seu amor por elas. Era quase como se não pudesse satisfazer-se da presença de ambas, quase como se precisasse delas sempre. Sua mãe vivia dizendo que ele era o mais sortudo da família e que aproveitasse a dádiva do destino. Por vezes, sentia-se tão feliz que mal conseguia respirar, era quando o coração batia tão rápido e suas mãos suavam ao imaginar uma vida inteira ao lado delas, Minja e Hinata. Quando começou a sentir as tais borboletas em seu estômago, não só por uma, mas por duas pessoas, Hayato acreditou haver algo errado consigo. Não podia crer que seu coração seria traiçoeiro a ponto de lhe fazer se enamorar por duas pessoas. Mas anos mais tarde, quando entender o motivo daquilo, ele apenas ria de como havia se sentido. Com a descoberta e o novo relacionamento com elas, Hayato passou a assumir mais responsabilidades. O emprego que tinha o ajudou a começar a arrecadar o dinheiro necessário para o futuro que teria com elas e se tudo desse certo, assim que Minja se formasse, os três iriam para um apartamento e viveriam sua vida a três.
Não fazia muito no trabalho a não ser o trabalho manual e sempre queixava-se de estar dolorido para receber massagens de suas namoradas, façanha que sempre conseguia realizar. Naquele dia havia se atrasado devido a uma conversa com seu supervisor, que estava lhe oferecendo um aumento. A novidade o deixou feliz a ponto de comprar algo que sabia que traria felicidade às suas meninas, e logo estava encaminhando-se à casa de Minja. Não demorou a bater na porta e ser recebido pela família, todos surpresos mas felizes de conhecerem os soulmates da vida, e logo ele estava no quarto dela, abrindo a porta com cuidado. Não tinha como fazer surpresa, já que a sacola que carregava tinha um cheiro contagiante, então Hayato apenas entrou e anunciou sua presença. “Me desculpem a demora, mas finalmente cheguei. Trouxe algo que sei que gostarão.” Se movimentava pelo quarto, deixando a sacola com as guloseimas em cima da mesinha de Minja e se aproximou dela, dando-lhe um beijo na testa e fez o mesmo com Hinata. “O que minhas meninas fizeram hoje? Minja, eu acredito que Hinata conseguiu lhe deixar estudar?” Perguntou com um tom divertido, olhando a mais nova dos três fazer uma careta em resposta.
em algum momento durante a espera por hayato, minja havia conseguido a colaboração de hinata em deixá-la estudar por alguns minutos: com a condição de que pudessem ficar "cuddlezando" — palavras da japonesa mais nova dos três —, e minja preferia cortar a língua à admitir que na realidade, aquilo era incrível. que aquilo era incrível, e que a única coisa que faria aquele momento melhor e mais perfeito seria a presença de hayato. por isso, pegou o livro da vez, abrindo-o no próprio colo enquanto tentava não se distrair com os carinhos que a mais nova fazia em si.
— hayato! — estava tão fixada no livro após algum tempo, que a chegada dele havia pego-a de surpresa. um sorriso brotou-se nos lábios da menina que ergueu os olhos das páginas nas mãos, as bochechas avermelhando-se violentamente com o beijo que recebera na testa, fazendo-a afundar o rosto no livro que segurava agora firmemente. deuses! como aqueles dois conseguiam fazer o próprio coração tão acelerado assim? minja sequer sabia que corações podiam fazer triplos-carpados na caixa toraxica. — consegui convencê-la a me deixar estudar com "snuggles". — apontou para os braços conectados das duas, a voz ainda abafada pelo livro segurado muito perto do rosto. — como... c-como foi seu dia, haya-ah? — acabou por perguntar ao mesmo tempo que hinata também perguntava-o a mesma coisa.
ela era tão mais natural! falava como se tivesse completamente acostumada com o fato de serem os três conectados por aquela coisa mágica, como se tivesse sabido disso o tempo todo.
por alguns segundos, minja contemplou a cena: hayato e sua sacola de coisas que havia comprado especialmente para eles. hinata e seu coração de ouro. e ali, naquele momento, sentiu-se insegura. um aperto no perto fez com que os olhos da coreana se marejassem inesperadamente. será que seria mesmo suficiente para os dois? conseguiria fazê-los feliz? parecia que dos três, ela era a com defeito, a intrusa. aquilo fez-a apertar os olhos com força, estremecendo e decidindo deixar a crise existencial para lá.
— eu amo vocês. — murmurou, meio que 'do nada'.
A TALE OF THREE HEARTS.
— a flashback to old days (w: @hcycto)
estar naquela situação, de certa forma, ainda era estranho para minja. estava deitada na própria cama, um silêncio agradável permanecia como um véu sob o cômodo, snedo vez ou outra interrompido por uma risadinha da outra moça sentada numa das várias almofadas que ficavam espalhadas pelo chão do quarto da seo. em falar na garota, era por conta dela que a coreana encontrava-se perdida em pensamentos sobre a já citada situação. era esquisito pensar que a menina sentada ali, que conhecia à tanto tempo, agora era sua namorada. e não somente ela, mas como o garoto amável e simpático que havia se mudado à tantos anos atrás para a coreia. ainda não estava acostumada à chamá-los de "seus". as bochechas da garota mais fechada dos três ainda corava toda vez que pensava na palavra. ou em hinata. ou em hayato. ou nos três juntos. ou em qualquer coisa que envolvia os dois. o silêncio confortável do quarto foi interrompido com o movimento brusco de minja, que havia pulado da cama repentinamente, o rosto completamente vermelho. estava abraçando uma pelúcia com força e a voz soou bem baixinha quando referiu-se à hinata.
— h-hina-ah. — desviou o olhar, sentando-se ao lado d'outra — o-o hayato chega q-quando? — perguntou, vendo a menina rir, aquela risada doce e tão bonita que fazia todas as músicas parecerem chatas ao soar.
— ele disse que estava à menos de cinco minutos daqui, minmin. — a garota respondeu, apertando as bochechas de minja, que só fez corar ainda mais, afundando o rosto na pelúcia que segurava. haviam combinado de passar aquele dia na casa da seo, já que esta tinha de estudar para algumas provas, e por isso esperavam hayato.
[IU’s Palette] ✿ Ep.5 (With SHINee)