Eu me perdi de mim.
Carrego um vazio que dΓ³i, uma dor que nΓ£o cicatriza.
Tudo em mim estΓ‘ exposto, frΓ‘gil, Γ flor da pele. Coisas pequenas invisΓveis para o mundo em mim viram feridas abertas.
Cheguei ao limite. E quando chego, nΓ£o sei mais lidar, sΓ³ sei sentir. E sentir dΓ³i. EntΓ£o choro. Me quebro. Me recolho.
Estou me afogando num mar de tristeza. A Γ‘gua sobe, o peso aumenta, o ar falta mas ninguΓ©m vΓͺ o oceano dentro de mim.
Disseram que eu estava sensΓvel demais.Tentaram reduzir minha dor a um ciclo, a um corpo, a algo passageiro.
Mas nΓ£o Γ©.
Γ mais fundo.
Γ escuro.
Γ silΓͺncio por dentro.
Eu ouso chamar de depressΓ£o.
Porque nada faz sentido.
Porque eu nΓ£o sinto nada e, ainda assim, sinto tudo ao mesmo tempo.
Minha mente nΓ£o descansa.
Os pensamentos gritam.
As emoΓ§Γ΅es transbordam.
E eu continuo aqui, tentando respirar enquanto o ar, lentamente, se despede de mim
- imensidΓ£o da existΓͺncia






