O Rádio e a educação.
A novidade que não acabou
Em tempos de metaverso, o rádio mantém sua importância, seja nos lares ucranianos para levar informações de qualidade, seja em escolas brasileiras para fomentar a aprendizagem
Finais apocalípticos chamam sempre mais a atenção do que conclusões complexas ou mesmo transformações de cenários e personagens. No caso de como enxergamos a trajetória das mídias, isso não é diferente.
O cinema, por exemplo, foi precocemente decretado como extinto com o advento da televisão, depois do videocassete, posteriormente do DVD e então com os serviços de streaming. Ao contrário, hoje vivemos um tempo de imensa necessidade de curadoria; nunca se produziu tanto audiovisual cinematográfico. Antes disso, a morte do serviço de informações e entretenimento via ondas sonoras, que chamamos de rádio, foi decretada inúmeras vezes desde que nasceu, há 100 anos. O fato é que o rádio continua vivo, atuante e exerce um papel fundamental também no desenvolvimento da educação e cidadania.
O rádio foi considerado o primeiro veículo de comunicação de massa (embora o jornal e até o cinema já se desenvolviam a passos largos na segunda década do século 20) porque driblava as limitações impostas pelos parcos índices de escolaridade da época. Para se ter uma ideia, o Brasil contava com 80% da população não alfabetizada. Além de uma produção pouco custosa, e o consequente barateamento dos aparelhos receptores, o país viveu 1930 como uma década de ouro, com radionovelas, orquestras e programas jornalísticos.
https://revistaeducacao.com.br/2022/09/23/radio-e-educacao-a-novidade-que-nao-acabou/














