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" of course i remembered! i remember everything about you! "
Era uma daquelas conversas casuais que tinha com Wade, o fato de conseguir falar sobre quase qualquer coisa, a forma como se sentia confortável em falar até de assuntos que lhe incomodavam, como sua família. Tudo com ele parecia muito simples, muito fácil. Estava perdida em risadas enquanto contava uma história sobre uma briga física que se envolveu no ensino médio. —— Eu te disse que era cabeça quente e briguenta. E aí a Jane, a minha amiga que... —— Foi interrompida quando ele completou “sua melhor amiga que perdeu contato quando você foi para Paris.” —— Ah, eu te contei dela? E você lembra disso? —— Nem ela se lembrava de ter mencionado Jane. “ of course i remembered! i remember everything about you! ” ela ouviu. E mal conseguiu dizer mais nada, apenas sorriu.
''take your time. i'll be here when you're ready.'' (rydersuri)
Mayani vinha evitando a conversa com o ex-namorado por temer o que poderia sair dali. Era como se não houvesse uma resposta certa; não estava preparada para ouvir que ele a queria de volta, e muito menos para saber que ele já a havia superado. Parte de si, queria correr de volta para os braços dele, a outra parte sabia o quanto ficou magoada com o término e o quão difícil foram os últimos seis meses sem ele. Mas não conseguia mais adiar, e os dois acabaram se encontrando. A inglesa o ouviu, depois tentou falar um pouco, mas não conseguia dizer muito. Sentia o coração acelerado, nervosa. —— Ry, eu... Eu não quero tomar decisão nenhuma agora. Me desculpe. —— Pediu, suspirando baixinho, quase derrotada. Ela não queria se arrepender por dar uma segunda chance e os dois não darem certo, de novo. Mas também não queria se arrepender por deixá-lo ir. —— Eu estava tão preparada para você dizer que só queria ser meu amigo, que só estava aqui de passagem, e não por mim, que eu não tive chance de pensar sobre isso. Além do mais, você sabe que eu não mudei de ideia sobre largar meus sonhos e viajar por aí, não é? —— Reafirmou, sabendo que o maior conflito entre os dois eram os sonhos tão diferentes, e ela não estava mesmo disposta a abrir mão da vida tranquila em uma cidade pequena, o seu emprego dos sonhos, e de um dia ter uma família só dela. E então ela o ouviu: “take your time. i'll be here when you're ready”, e ela só pôde sorrir. —— Você é incrível! —— Disse, antes de abraçá-lo forte.
@rydersuri .
FMK (Wade, Belle, Ryder)
—— Eu poderia casar com o Ryder, fomos namorados. Mas, terminamos por um motivo, não é? So... I’d fuck Ryder, always, marry Wade, and kiss Belle, for sure.
( sms ) : so... last night was fun. (saintbellelacroix)
📲 [ text ] : it was fun, right? i think so too
📲 [ text ] : we should do this again sometime
📲 [ text ] : you know... i’m free tomorrow night

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28: Have you ever been cheated on?
—— Não que eu saiba. O meu ex-noivo nunca me disse, mas eu acredito que não. E o Ryder, bem, eu confio nele, então acho que nunca fui traída em um relacionamento.
ASK GAME
Mayani
Leo
Annie
Rosalía
Nikolaj
Hamish
Marilyn
Mia
Rachel
Katherine
Jake
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digite “é muito difícil ser eu” para um starter com a mia + url do char (0/3)
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digite “bonita descolada e alcoólatra” para um starter com a kat + url do char (0/6)
FLASHBACK || antes do baile de gala
wcdes:
“ e são essas pessoas quais você deve ouvir. e ah, eu estou incluso. obrigada. ” sabia que havia ficado sem jeito, mas não quis comentar o fato ou demonstrar, pois talvez pudesse passar despercebido por mayani. prestava atenção em com ela era atenciosa e cuidadosa com oq eu fazia e aquilo era até mesmo bom de ver. toda a dedicação que ela parecia colocar num almoço de amigos, imagina o quanto mais ainda faria em um restaurante. “ sim, essa é a primeira vez. e nossa, os cookies na casa da liv aquele dia estava fabulosos. se suas almondegas forem no mesmo estilo, eu vou ter uma refeição divina. ” como poderia esquecer, afinal? hazel parecia animada com a sobremesa e wade fez questão de provar quando ouviu o elogio - que era de total merecimento. negou com a cabeça com a pergunta dele. era mais complicado do que simplesmente não seguir. “ acredito que talvez nem segunda ou terceira opção. tem a empresa do meu pai para alguém assumir, logo o mais lógico seria eu, certo? ” começou aquela conversa que era um tanto quanto entediante. ele nunca quis assumir os negócios da família, porque demorou para entender o que gostava. “ veja bem, não foi por falta de tentativa. cinco meses dentro do escritório e era simplesmente um pesadelo. considerei talvez até carreira dentro da polícia, com o rick, mas… ah, não, sabe? acabou que ir para paris estudar odontologia era algo que me parecia fazer sentido. e aconteceu. ”
—— Está, ué. Ou você não quer fazer parte da minha vida? Espera! Me responde daqui a pouco, depois que experimentar meu espaguete. —— O sorriso divertido brincou nos lábios, confiante de que ele não recusaria sua amizade mesmo que fosse por puro interesse em sua comida. Fez uma pequena reverência, como se agradecesse o elogio aos cookies, e sorriu, por fim terminando o macarrão e desligando o fogo. Faltavam as almôndegas. —— Bom, você está prestes a ter a sua resposta se vai estar divino ou não. —— Levou a panela até a bancada, servindo o macarrão para ambos, com toda aquela beleza e cuidado que tinha com o empratamento no restaurante. Apenas para causar boa impressão. Voltou a atenção para finalizar as almôndegas, ainda o escutando falar sobre a escolha da profissão. —— Sim, você é filho único, não é? Como vai ficar sem um herdeiro? Ih, vai sobrar para a Riley cuidar dos negócios da família. —— Fez uma pequena brincadeira. —— Que bom que você se encontrou! Paris é mágica, não é? Também fiz faculdade lá. —— Voltou com as almôndegas, terminando de servir as almôndegas e pegando os talheres para lhe entregar. —— Tcharam! Buon appetito! —— Os dois pratos servidos na mesa da cozinha, ela esperou que ele experimentasse para poder comer o dela depois. Enquanto isso, buscava as taças e voltava para a mesa com elas e a garrafa de vinho.
FLASHBACK || baile de gala armstrong
wcdes:
“ ah, não. apenas duas vezes na semana. costuma ser nas terças e sextas. meu pai tem ficado mais tempo com a minha mãe depois que sai de casa. sabe, síndrome de ninho vazio. ” ele sabia que se precisasse ir todos os dias, seu pai provavelmente também não ligaria. ainda mais porque era algo que ele gostava. a única coisa que o impediria talvez fosse lockne. “ então foi totalmente a exceção. o que é uma boa, assim você ganha créditos por ele. queria que meu vizinho da frente me desse uma sobremesa cada vez que ele vai até tarde fazendo barulho. ” deu uma risadinha baixa. o problema não seria wade, talvez fosse futuramente riley e as noites de sono. esperava que pudessem entrar em acordo para evitar transtornos maiores. quando viu as doses vindo, negou com a cabeça. “ não é assim que funciona, mocinha. eu já estou um pouco alcoolizado, você teria que beber uns dois, talvez três desses, para ficar no meu nível e ai sim poderíamos brincar. muito esperta você. ”
—— Oh, que fofura! Por isso tantos cachorros também? —— Talvez sempre tiveram, mas já havia escutado falar como pessoas costumavam ter animais como forma de ajudar a superar coisas. Luto, ausência, a tal síndrome do ninho vazio. Impressionante como a experiência familiar que tiveram era tão diferente. —— Nem todos tem a sorte de me ter como vizinha. —— Ergueu os ombros, fingindo uma pose convencida, mas o riso que se seguiu depois indicava a brincadeira. —— Mas como é o seu vizinho? Barulhento todos os dias? Música alta, discussão com a esposa, qual o barulho dele? —— Perguntou, curiosa, pensando se tinha algum vizinho assim. Esperava ouvir o primeiro desafio, mas ele retomou sobre as bebidas e ela abriu a boca, quase incrédula. —— Eu me ofereci para ir primeiro para te incentivar! Ok, Wade, se é assim, vamos lá. —— Chamou o garçom de novo, e virou de uma vez sua segunda dose, roubando a dele e virando uma terceira. —— Wow, espera! —— Riu sozinha, ficando tonta com a rapidez. —— Eu bebi três, a última é sua, enquanto eu me recupero e o Fred traz as outras. —— Chamou o bartender por um nome que ela inventou.

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FLASHBACK || antes do baile de gala
wcdes:
correspondeu ao sorriso dela um tanto quanto sem jeito. ele queria poder dizer que também mas ficou envergonhado e isso tirou a sua atenção por alguns instantes e perdeu o timing. mas sabia que mayani também sabia que podia contar com ele naquelas questões. afinal, era daquele jeito que as coisas funcionavam, não? ele falava um pouco, ouvia um pouco. era uma troca saudável entre eles e tudo bem, pois assim as coisas fluíam com mais naturalidade. estava contente em ter alguém que lhe ouvisse sem dar uma resposta moral em troca, apenas uma conversa normal. “ mas o importante é que um dia será. e vai ter valido a pena. acho que ninguém começa de cima, não é mesmo? ” claro que era uma pergunta retórica, mas sabia como mayani tinha orgulho do quanto já havia conquistado e dividia daquele sentimento. as pessoas tinham seu tempo e deveria ser respeitado de acordo com cada conquista. deu uma risadinha baixa com a imitação dela e assentiu. “ e são nessas pessoas que você precisa focar. ao menos você acredita em você. quando eu comecei a estudar odontologia, nem sabia se era algo que eu queria fazer mesmo. ” deu de ombros. o que não era mentira, wade demorou para entender o que gostava de fazer. e arrancar dentes parecia legal no começo, mas não somente aquilo o motivava a seguir na área. ouviu com atenção o que ela disse e assentiu, com um sorriso. “ fico feliz que seu irmão esteja de volta e que vocês podem ter essa segunda chance. ” sabia como ter a presença de algum familiar tão próximo fazia com que as coisas ficassem mais leves. era talvez o mesmo sentimento quando estava com os pais. não quis atrapalhar e deixou que ela sentisse o que fosse necessário. “ gosto então que é recíproco. ” limitou-se ao dizer aquilo e logo em seguida fez uma careta, como o cutucão que levou nas costelas. “ eu que o diga. o cheiro tem me consumido, mas não quero apressar a chefe dessa noite. ”
—— Que bom que tenho pessoas como você para me lembrar disso. Quer dizer, não muitas pessoas. Eu tenho a Maya, e agora tenho você. E o meu irmão. —— Tivera Ryder há algum tempo, agora o grupo de pessoas que se lhe conhecia bem e lhe dava apoio havia reduzido, mas Wade parecia estar, aos poucos, se encaixando nesse pequeno grupo. Concordou com a cabeça sobre o irmão, porque essa era ultimamente a maior felicidade em sua vida: tê-lo de volta. Sorriu quando ele confirmou ser recíproco, mas logo o seu foco já estava no que preparava para comerem, antes que se perdesse demais naquela conversa, em olhar para ele. Deixou o sorriso se alargar mais quando ele a chamou de chef. —— Bom, a chef está querendo impressionar. É a primeira vez que come algo que eu preparo, não é? Tirando os cookies naquela vez. —— Quando se conheceram, na casa de Olivia. Mayani se lembrava muito bem, esperava que ele também. A concentração dos olhos era total nas panelas e na finalização das almôndegas e do espaguete, mas os ouvidos continuavam curiosos, então voltou a conversar. —— Mas hey, voltando aqui, que história é essa de ter duvidado sobre fazer odontologia? Não foi sua primeira opção? —— Começava a separar os pratos na bancada, a comida quase pronta para ser servida.
FLASHBACK || baile de gala armstrong
wcdes:
“ meu pai tem uma construtora. não aqui, em genebra. mas eles moram aqui porque… ah, eu acho que eles gostam daqui, acima de tudo. ” explicou a parte por ser em outra cidade porque saint quase não teria espaço para ter uma construtora, já que era uma cidade pequena e a empresa dos monaghan era um negócio até que bem sucedido. ele não queria deixar o clima entre eles estranho e por isso a brincadeira não passava daquilo, de uma brincadeira. “ aposto que todos presente gostaram, nani. talvez seus vizinhos não, mas… ai é algo deles. ” deu de ombros com uma risada baixinha. a pergunta dela era um caminho sem volta, ele deveria controlar a bebida mas se implicasse que ela também tivesse que beber, assim seria mais fácil. “ acho que mais umas duas doses eu já encaro. mas eu não vou brincar disso com você sóbria. ”
—— Eu entendo. Também adoro aqui. Mas eles vão todos os dias para Genebra? —— Perguntou, curiosa. Se já era difícil para ela trabalhar tão perto do trabalho, imagine a pequena viagem diariamente. Deixou um risinho escapar ao ouvir sobre os vizinhos. Realmente um deles havia feito uma reclamação, mas não deu em nada porque, no fim, não havia sido tão importunado. —— Sempre tem um vizinho chato, não é? Não me dei mal porque, como disseram, sou uma vizinha exemplar, e era meu aniversário. —— Ergueu um dos ombros, com um sorriso quase convencido. Conviver na mesma casa poderia ser difícil com tantas manias, mas era uma ótima vizinha: agradável, simpática, solícita. —— E também deixei uma sobremesa para ele, como pedido de desculpas. —— Admitiu, porque adorava fazer pequenos gestos de agrado, apenas para evitar confusões maiores, diferente de sua versão adolescente. A maturidade vem para todos, pelo visto. —— Mas é claro! Não seria justo. —— Fez sinal para o barman trazer mais quatro doses, duas para cada. Virou o seu primeiro de uma só vez, esperando que ele repetisse. —— Vamos começar? Pode mandar o primeiro desafio.
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A primeira amiga de Mayani em Saint-Gingolph, e as circunstâncias da vida sempre a faziam se falarem tão pouco. De mundos diferentes, personalidades quase opostas em vários pontos, as duas eram como Monica e Rachel. Mayani estava tão empolgada e atarefada com seus dois empregos que mal tinha tempo para a vida social, e ainda teve o azar de não encontrar a amiga no último baile. Entretanto, tinha muitas novidades, e sentindo-se culpada pela ausência, preparou o prato preferido de Alanna e foi até a sua casa. Tocou a campainha e assim que a porta se abriu, esboçou o seu melhor sorriso, mostrando o pote em suas mãos. —— Eu tenho hachis parmentier e fofocas para contar, então se tiver visita aí, dispense. —— Brincou, deixando escapar uma risada.
FLASHBACK || antes do baile de gala
wcdes:
ele ficou meio sem graça com a resposta dela. esperava que estivesse sendo tudo aquilo e de uma forma sem parecer que estava invadindo o espaço de agatha. “ talvez eu esteja exagerando na dose , eu acho … as coisas estão saindo do meu controle e talvez eu precise cuidar como tô lidando com isso . mas não é com você que eu preciso falar sobre , então pode ignorar tudo que eu disse . ” as vezes começava a falar e falava demais. mayani já tinha suas preocupações e ter wade ao pé do seu ouvido falando sobre coisas que não a interessavam, não devia ser mais uma delas. quando ela começou a contar, sua expressão se tornou algo neutro, porem suave, prestando de fato atenção no que ela estava falando. e no decorrer da história, quis interromper algumas vezes para dizer palavras de afirmação que talvez nani não precisasse, mas ele queria demonstrar que a acolhia. “ sinto muito que tenha passado por isso . eu aposto que eles estariam orgulhosos se vissem você agora . ” ao ponto que fora progredindo, pode sentir ficar pálido com a informação que havia recebido. ela podia ter perdido o irmão e não saberia, por conta de uma besteira que os pais haviam criado entre eles. “ ele está bem agora ? ele sofreu um acidente … ? ” não queria ser invasivo mas já havia feito a pergunta. murmurou desculpas baixinho, após ter dito aquilo, com um sorriso um tanto desconfortável. viu a expressão dela mudar e ficou de pé, abraçando-a. não sabia como era aquilo mas conseguia imaginar, talvez fosse o mesmo tipo de sentimento que tinha ao pensar não ter mais seu primo ao seu lado. “ ei , ei . não faz assim , eu aposto que estão ótimas . ” disse, passando as mãos pelas costas dela, tentando aliviar o peso da situação. “ mas o importante é que vocês estão perto agora . usa isso a seu favor . ”
—— Eu jamais ignoraria algo que você diz. Sou uma boa ouvinte, pode contar comigo sempre que quiser conversar. —— Ofereceu um sorriso doce, alternando o olhar entre ele e o que terminava de preparar. Não queria pressioná-lo ou algo parecido, apenas queria se certificar de que Wade sabia que ela estava disposta a ouvi-lo, interessada no que ele tinha a dizer. Entretanto, sabia como ele poderia estar se sentindo. Despejar tanta informação em cima do Monaghan, que também tinha lá seus problemas e dilemas, a fez se sentir mal, como se estivesse importunando. Ao mesmo tempo, era bom que ele a conhecesse, seu passado, sua vida, porque era sempre mais fácil lidar com pessoas que te entendiam, que te conheciam de verdade. Poucas pessoas em Saint-Gingolph sabiam de tudo aquilo sobre ela. —— Quando contei que estava trabalhando em um restaurante chique, eles disseram “mas não é o cargo de chef, é?” —— Revirou os olhos, fazendo uma voz esquisita para imitar a mãe do outro lado da linha, lembrando da última vez em que os escutou menosprezar uma conquista sua. —— Mas tudo bem, porque eu tenho pessoas que se importam comigo de verdade, e que se orgulham de mim. Isso me basta. —— Sentia que, sim, havia aprendido a lição, mas ainda havia uma pequena parte de si que sonhava com o dia que os pais voltariam atrás, pediriam desculpas e diriam o quão incrível ela é por ter sobrevivido a eles. —— Ele sofreu um acidente no mar, mas está bem. Veio até aqui me encontrar e disse que quer ser a minha família. —— Abriu um sorriso pouco contido, enxugando rápido a única lágrima que escapou, mas não era de tristeza. Era por lembrar do reencontro com Rayaan. Ainda estavam tentando se acertar, talvez viessem a morar juntos, mas a ideia de tê-lo de volta alegrava seu coração. Sentiu o abraço e retribuiu segurando-o pela cintura, ergueu o rosto um pouco para cima para fitá-lo nos olhos. —— Não precisa se desculpar por fazer perguntas. Eu gosto que você se importe comigo. Eu também me importo com você. —— Admitiu, com um sorrisinho no canto do rosto, aliviada por ter desabafado mas não arruinado o clima bom entre eles.
—— Agora deixa eu terminar essas almôndegas, antes que meu estômago me faça passar vergonha roncando alto. —— Cutucou-o na costela, em brincadeira, se afastando depois para ir até o fogão e finalizar o prato.
mayahaynxs:
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Desde a festa de aniversário, que Maya não conseguia achar uma brecha na agenda para finalmente entregar o presente de Mayani. Ela poderia ter feito isso no dia, mas não queria chamar atenção, então preferiu que acontecesse num momento reservado apenas entre elas. Ao anoitecer, a morena se encaminhou até a casa da amiga, em suas mãos tinha a caixa com o presente da amiga, duas caixas de pizza e uma garrafa de vinho. Elas teriam uma noite das garotas, e isso também fazia parte do presente, afinal o ego de Maya era tão grande que ela considerava sua presença um presente.
A noite estava reservada para a noite das garotas com a melhor amiga, dessa vez não preparou nada, por mais que adorasse uma oportunidade de cozinhar e receber elogios. Ouviu a campainha e abriu a porta do apartamento que, por sorte, só teria as duas, já que o irmão estava com a namorada. —— Oi, docinho de limão. —— Brincou, deixando escapar um risinho ao dar espaço para ela entrar. —— O que você trouxe de bom aí para a gente, hein? —— Perguntou, espiando com o olho, curiosa, enquanto preparava a bancada da cozinha para receber.

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FLASHBACK
18-73rayaan:
Quanto tempo havia sido negligente com sentimentos de sua irmã? Rayaan se questionou, aliviado e ao mesmo tempo arrependido por todas as memória que poderiam ter criado juntos e não o fizeram. Ele enxugou as bochechas marejadas com lágrimas quentes que caíram sem ele saber e abriu os lábios algumas vezes pensando no que falar.
— Não diz isso… — Pediu, franzindo um lado do rosto e meneando a cabeça.— Eu nunca pedi para ser o favorito. — Enfatizou a última palavra com certa dor.
Com carinho, segurou a mão de Mayani e a trouxe para o rosto, seus olhos transmitiam vulnerabilidade, mas seu sorriso era calmo e de quem estava seguro da decisão que havia tomado.
— Eu não fiz planos de ir embora. — A verdade era que ele não sabia o que fazer se ela recusasse sua presença. Voltar para os pais não estava sendo considerado como uma opção. — Então vai ter que me aguentar por um bom período. A não ser que se case, daí eu viro o vizinho chato.
Brincadeiras que ele não havia imaginado ser possível fazer, ele agora soltava, sentindo que havia conquistado o seu objetivo de vida.
Mas a permissão de Mayani era apenas o começo de uma missão que levaria sua vida toda se fosse preciso: ser a família dela.
Uma família compreensiva e amoroso composta de apenas dois irmãos que tinham tido a sorte de iniciar um processo de perdão.
— Mas a parte de que eu não posso exagerar no tempero é verdade.
ENCERRADO.
—— Eu sei... —— Sussurrou, confirmando que sabia que ele não havia escolhido ser o favorito dos pais. Por mais que, na adolescência, teve alguns momentos em que sentiu raiva do irmão, ela sempre soube que estava apenas canalizando a mágoa na pessoa errada, porque ele nunca teve culpa alguma. Sentiu a mão tocar o rosto de Rayaan, e com o polegar enxugou algumas lágrimas, os olhos ainda fixos nos dele. Deixou um riso escapar ao ouvi-lo falar sobre ser o vizinho chato. —— Eu não tenho planos de me casar. Ryder e eu terminamos, como eu disse e, bem... Acho que prefiro mesmo ficar sozinha por um tempo. —— Depois de passar quase toda a sua vida em relacionamentos, sentia que precisava desse descanso, por mais que continuasse a ser uma romântica que esperava por seu grande amor. —— Desculpa não ter estado lá quando você despertou, e todos os dias enquanto esteve em coma. Eu espero que você saiba que eu estaria lá, se eu soubesse que você precisava de mim. Eu estaria mesmo. —— Confirmou, para que ele soubesse que ela queria tanto quanto ele ser sua família, sua melhor amiga. Mayani largaria tudo para estar ao lado de Rayaan se soubesse da verdade, e a ideia de que não teve essa oportunidade lhe enchia de mágoa e raiva. Mas, naquele momento, não queria pensar nisso. —— Obrigada por não me esconder a verdade, e por não desistir de mim. —— Agradeceu, enxugando uma última lágrima, e acabou rindo após ouvir o que o irmão disse sobre tempero. —— Fique tranquilo! Você vai se surpreender com as coisas que aprendi a cozinhar.
encerrado.
audth:
“então, não poderia ter aprendido em lugar melhor.” brincou tentando aliviar um pouco do nervosismo da outra, já não sabia se acreditava bem na história, ou se ela só era daquele jeito. “que tal a gente fazer os dois? eu te passo meu e-mail e você me envia o currículo depois, e cozinha algo pra mim? não tenho muitos ingredientes na dispensa, mas podemos passar no mercado, seria uma boa avaliação.”
—— Eu concordo! —— Falou, sobre Paris. Mesmo não tendo viajado tanto quanto queria, sempre se aventurou em culinárias de outros países, e vivia enchendo os professores de perguntas e pedindo sugestões. No fim, sabia que escolheu o lugar certo para se formar. —— Eu acho ótimo! Se não for te atrapalhar, quero dizer, eu adoraria. —— Agia mais nervosamente do que sua versão adolescente conversando com um menino que gostava.