Publicação original em https://laranja.iuri.blog.br/vaidade/ Copyleft laranja.iuri.blog.br
--
Eu sou um engenheiro social e estudo o ser humano desde que eu nasci.
Ou pelo menos me parece que a maioria das pessoas está menos interessada no ser humano do que eu, então eu posso afirmar que eu me interesso mais que a maioria das pessoas no ser humano.
No caso da engenharia social é mais especificamente o que pode ser reduzido aos aspectos psicológicos e antropológicos.
Eu identifico há muito tempo uma cultura que há por aí que consiste em buscar o que está em evidência, em buscar individualmente visibilidade e fama.
Há pessoas que mobilizam coletivos ou massas para aproveitar o conhecimento produzido pela comunhão de esforços para fortalecer sua busca individual por visibilidade ou fama.
Há quem esteja convicto, com aquela convicção frágil que eu posso destruir com uma rajada de argumentação, que “todo mundo quer aparecer”.
Eu dedico horas, dias, anos da minha vida estudando os fluxos, mapeando as táticas e tentando entender como é que as pessoas manifestam a sua vaidade.
Eu faço isto porque eu preciso de material para poder dificultar este processo.
Eu passo o tempo inteiro prejudicando a vida de quem perpetua esta cultura.
Eu passo o tempo inteiro utilizando métodos de educação, neurolinguística e indução para colocar no subconsciente das pessoas que vaidade é ruim e que elas têm que se sentir mal quando fazem isto.
Na memória de gente que gosta de buscar visibilidade, minha imagem é gravada como a de um repressor. Como a de alguém que certamente fará críticas ácidas na melhor das hipóteses, e vai mobilizar uma multidão de opositores prontos para um linchamento na pior das hipóteses.
Tem gente que diz que eu critico demais certas coisas que aí estão.
Na verdade eu brigo contra esta cultura, e também contra estas pessoas que ficam tentando encontrar o que está em evidência para disputar atenção.
Eu crio meios para tornar miserável a vida de quem passa o tempo inteiro tentando chamar atenção.
Eu simplesmente não concordo com o direito de existência desta cultura.
Eu estou em busca do genocídio da cultura da vaidade.
Eu não acho que tu tem o direito de ficar procurando o que é que está todo mundo assistindo pra ir lá naquele canal aparecer.
Eu acho que eu vou puxar o teu tapete na frente de todo mundo. Eu sou a favor de humilhação pública e vou te perseguir pessoalmente porque segundo a minha interpretação, tu não pode expressar esta vontade de aparecer.
Tu tem que reprimir isto e te sentir a escória do universo porque tu faz isto.
Eu provavelmente devo ter escrito em algum dos blogs da Igreja Universal do Reino do IURI que eu não reconheço o conceito de superioridade e inferioridade.
Então se ninguém é mais ou menos que alguém, logo, tu não tem que te esforçar pra aparecer.
Se tu tem algo realmente relevante para dizer, eu considero improvável e impossível que o que tu tem para dizer não seja dito. E lido e ouvido por quantas pessoas tiverem que ler ou ouvir. Se te ignoram é porque tu não tem algo relevante a dizer.
Eu por várias vezes sou absorvido e aceito a provocação de quem diz “mas olha lá Iuri, eles estão convencendo as pessoas daquelas mentiras e isto prejudica a sociedade”.
É que eu me esqueço que mentira tem perna curta.
Alguns poderiam imaginar que tem uma sociedade inteira dando razão pra imbecil que gosta de aparecer. Mas as pessoas realmente só levam a sério gente que tem autoridade pra falar as coisas.
Se alguém parece estar concordando com estultícias, olhe de novo. É que o ser humano tem vergonha de admitir que está errado.
Então não tem porque lutar pra ser visto. Aquele que é estulto não move multidões. Nunca vi mentiras congregando nada.
Eu vou continuar achando que eu estou te fazendo um favor ao te tolher o direito de ser vaidosx.
Curtir isso:
Curtir Carregando...
#EngenhariaSocial, #Fama, #Pavão, #Vaidade, #Visibilidade













